Arquivo de Cultura - Blog do Aragão Arquivo de Cultura - Blog do Aragão

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Sem vocês esse mundo não seria igual. Por Bruno M. Ribeiro Dantas.

A verdade imperativa que intitula este ensaio, frequentemente emprestada à autoria de Pablo Neruda, mas lavrada por Alfredo Cuervo, aplica-se, hoje, à perfeição. Neste Dia da Mulher, a melhor homenagem talvez seja reconhecer o óbvio que tantas vezes foi negado: a vida, como a conhecemos, tem voz, cor, cuidado e coragem de mulher. Não como adorno de calendário, mas como eixo silencioso que sustenta rotinas, famílias, instituições e sonhos. Onde falta a presença feminina, falta também uma parte essencial do ser humano: a capacidade de recomeçar, e de resistir.

Durante muito tempo se vendeu a caricatura da guerra dos sexos, como se homens e mulheres fossem exércitos rivais condenados ao conflito. Mas o mundo maduro vem aprendendo que a história não melhora somente pelo confronto, mas, antes, pelo reconhecimento. Novos tempos reclamam menos disputas e mais parceria; menos rótulos e mais escuta. A mulher demonstra, dia após dia, o seu valor. Não por concessão, mas por evidência. Na competência, na intuição, e na delicadeza que não é fraqueza — mas é força educada e que pode ser sutil.

E se a vida tem algum critério de verdade, ele não está no brilho das vitrines, senão na qualidade dos vínculos. O que vale a vida são os afetos, disse, um vez, o min. Barroso. O valor está no gesto que ampara, na palavra que não humilha, ou na mão que fica quando tudo conduz à despedida. Por isso, hoje, os júbilos também se convertem em compromisso: que a igualdade seja prática, e que o respeito seja irrestrito.

Percebi, confesso, que sempre assistiu razão a Vinicius de Moraes: e que “tudo isso não adianta nada, se nesta selva escura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.” Parabéns, mulheres. Sem vocês, realmente, esse mundo não seria igual.

Bruno Montenegro Ribeiro Dantas – Juiz de Direito – Doutorando em Direito

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Universidade de Oxford: 78% dos brasileiros consomem notícias por meios digitais. TV aberta segue em queda.

— O Brasil virou social-first: a notícia nasce nas plataformas.

O Digital News Report 2025, produzido pelo Reuters Institute da Universidade de Oxford — uma das pesquisas mais abrangentes do mundo sobre consumo de notícias — mostra que as principais portas de entrada para informação no Brasil são plataformas digitais: Instagram, YouTube e WhatsApp.

Esse fenômeno levou pesquisadores a descrever países como o Brasil como ambientes cada vez mais “social-first” — ecossistemas informativos nos quais a principal porta de entrada para notícias ocorre dentro das redes sociais e plataformas digitais.

O próprio relatório observa que o consumo de notícias pela televisão continua em trajetória de queda, pressionado pelas redes sociais e pela crescente popularidade das plataformas digitais.

Entre os grandes veículos tradicionais, a Globo aparece com o maior índice de desconfiança, com 29% dos entrevistados afirmando não confiar em suas notícias.

— Quanto tempo o caro leitor passa em frente à TV em comparação com o tempo que passa no mundo digital?

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Maria de Fátima 07 mar 2026

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Reputações manchadas, de repente. Luis Marcelo Cavalcanti.

 

Meu amigo Aragão deu o mote,
eu pego e embalo o repente
Pois tem gente até que mente
Pra’atacar reputação

Oxford fez pesquisa,
provocou reflexão
Por que é que tanta gente
Só fala sob emoção?
Tem até gente que mente
Pra’atacar reputação

Cientista que estuda,
Tanto até que nem pisca
Descobriu na engenharia
A raiva que serve de isca
Quem curte, logo se pica
De tão doente emoção
Tem até gente que mente
Pra’atacar reputação

O nome é até complicado
Em inglês se diz “rage-baite”
Com palavra tão bonita
Há até até quem se deleite
Mal sabe o ignorante
Pra que serve o palavrão
Tem até gente que mente
Pra’atacar reputação

No passado, foi dinheiro
Mal contado por Revista
Um certo homem de honra
de conduta sempre à vista
Chamado Ibsen Pinheiro
Aclamado pelo povo,
julgado pela nação
Tem até gente que mente
Pra’atacar reputação

Pura maldade da Veja
Na capa o chamou: Ladrão
Mesmo avisada do erro
Mandou seguir com a impressão
Trocaram as contas em dólar
Um mil que virou milhão
Tem até gente que mente
Pra’atacar reputação

Agora foi Ruth dos Santos
Auditora de profissão
Trinta e dois anos servindo
Foi vítima do Xandão
Com nome e sobrenome
Expostos em televisão
Tem até gente que mente
Pra’atacar reputação

Mas dona Ruth é dos Santos
De nome e de proteção
O outro eu já não digo
Que me sobra’intimação
Vá de retro coisa ruim
Seu lugar é na prisão
Tem até gente que mente
Pra’atacar reputação

Biografia é coisa cara
longa é sua construção
Merece ser respeitada
Do blogueiro ao cidadão
Pra não se ver mutilada
A imagem de um inocente
Tem até gente que mente
Pra’atacar reputação

Vou parando por aqui
que raiva é isca mortal
Na briga do bem contra’o mal
Da Viviane à Patrícia
Não pode a mídia digital
Se transformar em milícia
Quem bate logo esquece
Quem apanha esquece não
Tem até gente que mente
Pra’atacar reputação

Avisa o mestre Karnal
Ódio é sentimento pequeno
Ter raiva é tomar veneno
Esperando n’outro a infecção
Tem até gente que mente
Pra’atacar reputação

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O algoritmo e o ódio nosso de cada dia. Por Aragão.

Há mais de 500 anos a Oxford University faz uma pesquisa para eleger um termo que melhor explica o ano que passou. Em 2025, o termo foi “Rage-Bait” — isca de raiva — numa tradução livre.

A Oxford analisa milhões de artigos, textos, posts, vídeos, para entender o que está mobilizando as pessoas. Em 2024, o termo foi “Brain rot”— podridão mental. A internet queria apenas capturar sua atenção pela curiosidade mas agora quer sequestrar sua emoção.

Não compete pela sua atenção mas pela sua raiva. Produzindo conteúdo criado de propósito para te deixar irado. Provocar raiva porque a raiva engaja. Milhões de veículos de comunicação estão produzindo conteúdo exclusivamente para manipular a sua raiva para que se possa vender mais. — O amor é vida mas a raiva vende.

É a engenharia do conflito usada para construir engajamento e destruir reputações.

O conteúdo que mais circula não é o mais complexo. É o mais inflamável.

Ele simplifica temas difíceis. Recorta contextos.

Personaliza conflitos. Transforma divergência em guerra. Imaginem em ano eleitoral.

— A dopamina move montanhas.

Você se sente bem quando seu viés de confirmação é atendido a todo instante ou quando, dentro de uma bolha, curtem exatamente o que você pensa. Mas isso tem um preço. A intolerância. E a intolerância é o ovo da serpente que só faz nascer mais violência.

Nem todo conteúdo indignado é manipulação. A crítica é necessária. A denúncia é essencial. A democracia exige confronto. Mas quando a indignação deixa de ser reação e passa a ser estratégia de negócio, ela deixa de ser expressão. Vira produto.

A pergunta não é se a raiva vende. Vende. Mas a que preço? Até quando vamos aceitar que o combustível do debate público seja a irritação diária?

O primeiro passo é você identificar quando querem acionar esse sistema em você. O algoritmo vai atender ao que te estimula. Sinalize para ele o que gostaria de ver. É só engajar com o conteúdo que você acredita possa ser melhor para seu bem estar e não se contente com a dopamina barata.

— Recuse a isca.

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Carnem levare: do Carnaval à Quaresma

A festa — qualquer festa — costuma prometer o que a rotina, por definição, não entrega: leveza. O Carnaval, com sua democracia sonora, instala por alguns dias uma república provisória do corpo e do riso, em que a pertença parece simples e a vida, menos grave. Mas o esquecimento é um contrato de curtíssimo prazo. Na quarta-feira, a música não termina: ela apenas encerra o expediente e devolve a cada um aquilo que sempre esteve lá — a própria consciência, sem bateria de apoio.

A Quaresma sobrevive por tocar numa verdade elementar e, justamente por isso, incômoda: não somos só desejo; somos também limite. Santo Agostinho falou do coração inquieto — e talvez a inquietação seja o nome civilizado para o nosso apetite por sentido. Pascal desconfiava das distrações: o ruído nem sempre é alegria; por vezes é fuga, com luz de palco e pouca convicção. A Quaresma, ao contrário, é a recusa da fuga: é baixar o volume do mundo para escutar o que, em nós, insiste.

E então resta a pergunta — a mais difícil, porque não se resolve com aplausos: se a alegria depende de estímulo constante, seria, ela própria, alegria ou dependência? Schopenhauer, com seu diagnóstico sem anestesia, lembraria que muita sociabilidade nasce da incapacidade de suportar a solidão — e, nela, a própria companhia. Quando o som é perde o ânimo, não é o mundo que empobrece; é o sujeito que se revela.

Por isso mesmo, o jejum, a oração e a caridade não deveriam ser compreendidos como ritualismos religiosos, senão como gramática da liberdade. Jejuar é reaprender o governo de si — em tempos nos quais se vende impulso e rotulam-no como autenticidade. Orar não é magia: é recolocar a vida no centro, trocando a ansiedade por direção. E a caridade, como forma mais concreta de espiritualidade, retira o outro do papel de figurante e o devolve à condição de pessoa.

No fim, a despedida do Carnaval não condena a festa, antes restaura a medida. A vida não pode ser apenas um intervalo luminoso entre duas distrações.

Com crença ou sem fé, a Quaresma preserva uma certeza decisiva: o olhar interior é primordial — porque, quando o ruído cessa e a fantasia se recolhe, é no silêncio que se decide quem se é. É dizer: ninguém atravessa o mundo plenamente sem antes atravessar a si mesmo.

Bruno Montenegro Ribeiro Dantas é Juiz de Direito e Mestre em Direito e Poder Judiciário pela ENFAM.

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O colapso: exaustão elevada à virtude. Por Bruno Montenegro Ribeiro Dantas.

A essa tirania do desempenho soma-se outro fator decisivo de desgaste existencial: o excesso de informação. Vivemos quase que em uma versão avançada da Biblioteca de Babel de Jorge Luis Borges. Um universo saturado de dados, no qual a abundância paradoxalmente esvazia o sentido. A promessa de acesso irrestrito ao conhecimento converte-se em ruído permanente, exigindo atenção contínua, mas raramente permitindo compreensão profunda. A mente é bombardeada por fragmentos desconexos que impedem o recolhimento necessário à reflexão. Repete-se o drama de Funes, o Memorioso: a incapacidade de esquecer paralisa o pensamento. Pensar, como lembra Borges, é abstrair, generalizar, eliminar diferenças. Repleta de estímulos, a consciência acumula detalhes irrelevantes, mas perde o dom de sintetizar. A consequência não é somente o cansaço cognitivo, mas também uma crescente docilidade intelectual, que reduz a disposição para o questionamento crítico e abre espaço para narrativas simplificadoras que se impõem e assumem a roupagem da realidade.

Essa condição de esgotamento não se limita ao plano produtivo. Antes ela se manifesta também na luta cotidiana por sentido. Muitos de nós nos vemos engajados em
batalhas desproporcionais contra estruturas abstratas e impessoais, como as exigências do mercado, a burocracia ou os ideais inalcançáveis de equilíbrio e sucesso, para citar alguns exemplos. A luta assume frequentemente contornos quixotescos. Como Dom Quixote, lançado contra moinhos de vento que confunde com gigantes, insistimos em sustentar ideais de plenitude e justiça em um mundo governado pela utilidade. A colisão entre intenção e realidade produz frustração reiterada, alimentando a sensação de inutilidade do esforço.

No contexto brasileiro, a figura do idealista esmagado pela realidade ganha expressão particularmente trágica em Policarpo Quaresma. Seu nacionalismo ingênuo e
sua crença na regeneração do país colidem violentamente com a corrupção, a violência e a indiferença do Estado. A trajetória que o conduz do entusiasmo à aniquilação simboliza o burnout moderno: a extenuação daqueles que se dedicam intensamente a um ideal, a um trabalho ou a uma causa, apenas para descobrir a desproporção brutal entre o indivíduo e as engrenagens do sistema. A derrota não decorre da falta de empenho, mas da assimetria estrutural que transfigura o esforço em estafa vã.

Após um olhar mais profundo, contudo, observa-se que o enfraquecimento das grandes narrativas de sentido e a hiperindividualização da vida social lançaram o sujeito na tarefa solitária de justificar sua própria existência. Dostoiévski captou com precisão esse dilema ao explorar o peso insuportável da liberdade absoluta. Quando não há instância transcendental que fundamente valores e escolhas, o ser humano se torna legislador de si mesmo, mas também carrega sozinho o fardo dessa responsabilidade. A solidão que daí decorre não é unicamente social, mas ontológica: o sofrimento de não poder amar, de não encontrar um sentido que ultrapasse o próprio eu.

Essa solidão aparece de forma pungente na voz infantil de Maria Carmem, autora da obra Se deus me chamar não vou. Seu diário revela o abandono silencioso em um mundo adulto disfuncional e indiferente. A recusa expressa no título não é mera rebeldia, senão um gesto de autopreservação diante de exigências precoces de maturidade e resiliência. A criança solitária torna-se, assim, metáfora de uma sociedade que empurra seus membros à autossuficiência forçada, exigindo-lhes força onde deveria haver amparo.

Ao reunir essas imagens, me parece evidente que o arranjo civilizacional atual não se estrutura prioritariamente pela coerção externa, mas por uma tirania internalizada. Somos condicionados a amar nossa própria gaiola, a confundir liberdade com desempenho e felicidade com anestesia. Nesse particular, o grito do protagonista John, o Selvagem, em Admirável Mundo Novo, ressoa como uma recusa radical ao conforto administrado. Ao reivindicar o direito à dor, ao perigo e à imperfeição, ele afirma a necessidade de uma existência autêntica, não higienizada, capaz de suportar as contradições que constituem o ser humano.

Em arremate, é possível que o verdadeiro escândalo do nosso tempo não seja a saturação subjetiva em si, mas a naturalidade com a qual a aceitamos. Aprendemos a tratar a exaustão como virtude, o esgotamento como prova de valor, o colapso como etapa inevitável do sucesso. Não estamos cansados: estamos adestrados. A pergunta decisiva, portanto, não é como descansar melhor, mas por que insistimos em viver de modo a precisar desesperadamente de descanso. Enquanto buscamos técnicas de produtividade, terapias de adaptação e paliativos emocionais, deixamos intacta a engrenagem que nos consome.

Talvez a fadiga que nos atravessa seja mesmo e precisamente o sintoma dessa resistência silenciosa. A persistência da sociedade do desempenho, devo registrar, só encontra sobrevida diante de uma última linguagem disponível para dizer aquilo que já não ousamos formular: que algo está profundamente errado com a forma pela qual escolhemos existir.

Bruno Montenegro Ribeiro Dantas é Juiz de Direito e mestre em Direito e Poder Judiciário pela ENFAM.

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Crônica: Montesquieu na UTI (de tanto rir) e o “Autocontrole” dos Deuses. Por Alexandre Aragão.

Bom dia, dona Maria, que está aí no ponto de ônibus tentando entender por que o preço do arroz subiu, mas a moralidade desceu!

Pois é. Eu estava aqui pensando com os meus botões – que são poucos, mas funcionam melhor que certas instituições – e imaginei a seguinte cena: o Barão de Montesquieu, aquele francês que desenhou essa coisa bonita chamada “Separação de Três Poderes”, levantando do túmulo, olhando para o Brasil e tendo uma síncope de riso. Uma gargalhada daquelas de perder o fôlego!

Sabe por quê? Porque agora inventaram a jabuticaba jurídica suprema: o “autocontrole” para evitar fiscalização.

Veja essa, meu caro leitor! É genial. É fantástico. O sujeito diz: “Olha, não precisa ninguém me fiscalizar não, viu? Eu mesmo me fiscalizo. Eu tenho autocontrole!”

Ah, faça-me o favor! Me ajuda aí!

É a mesma coisa que botar a raposa tomando conta do galinheiro e ela assinar um termo de compromisso dizendo: “Fiquem tranquilos, galinhas. Eu terei autocontrole gastronômico. A porta pode ficar aberta, mas eu prometo que não vou morder ninguém.”

Aí eu pergunto, com a simplicidade de quem não usa toga, mas usa o cérebro: quem não deve, não teme! Não é isso que a gente ensina para criança pequena? Se o boletim tá azul, o menino mostra pro pai com orgulho. Se tá vermelho, esconde embaixo do colchão.

Agora, vem essa conversa mole, esse papo furado de rodapé de livro jurídico, dizendo que evitar a fiscalização externa é “preservar a democracia”.

Pera lá! Preservar a democracia ou preservar o cargo? Preservar as instituições ou preservar o compadrio?

A democracia, meu amigo, não é feita de redomas de vidro onde ninguém pode tocar. Democracia é vidraça! É transparência! Se um poder não pode olhar o que o outro faz, isso não é República, é Olimpo. É terra de deuses intocáveis.

Dizer que fiscalização é “ataque” é uma falácia orquestrada. É um escudo de papelão pintado de ouro. Eles gritam “Democracia!” enquanto trancam a porta do cofre e engolem a chave.

Montesquieu dizia que “o poder deve frear o poder”. Ele não disse “o poder deve se autoanalisar no espelho e dizer que está lindo”.

Essa blindagem da autoproteção é o cúmulo do cinismo. É o compadrio dos cúmplices do desmando, onde uma mão lava a outra, e as duas tentam tapar os olhos da população.

Então, excelências, menos “autocontrole” retórico e mais satisfação ao povo, que é quem paga a conta da luz, do ar-condicionado e da lagosta de vocês.

Toc, toc, toc. Tem alguém aí ou só tem ego de deuses?

Alexandre Aragão é advogado, com especialização em direito tributário pelo IBET e em direito empresarial pela FGV/RJ

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Designer e diretor de arte potiguar assina o Carnaval do Recife

A decoração irá vestir a capital pernambucana com a arte que combina cultura popular e I.A. na maior festa do ano.

O diretor de arte e designer potiguar Renato Quaresma, é o autor das imagens do “Carnaval do Futuro”, tema do Carnaval do Recife lançado na última quinta feira (22) pelo prefeito João Campos no Paço do Frevo. Suas imagens irão vestir as ruas, pontes, pórticos e palcos dos 50 pólos da capital pernambucana durante a folia. Mantendo a tradição de uma linguagem visual e artística que inova e se renova anualmente na cidade, o trabalho de Quaresma com a ajuda da tecnologia da Inteligência Artificial, desperta o imaginário dos brincantes, mesclando fantasia e realidade para o Carnaval de um futuro que respeita suas tradições e sua história.

Há três anos Renato deu início ao projeto “Nordeste Imaginário”( @imagetiqo ), retratando um Nordeste inspirado no Realismo Fantástico, em que suas experimentações buscam o estranhamento, dialogando com a tradição e o futurismo – onde seres imaginários, formas e cenários improváveis convivem com o artesanato, texturas, cores e elementos da cultura nordestina. No Carnaval do Recife veremos “caboclos de lança-astronautas de Baque Virado”; homens-caranguejo; La Ursas feitas de latas e outros materiais reciclados; circuitos de placas-mãe feitos de crochê, ponto cruz, bordados, fitilhos e lantejoulas, entre outros.

“Recebi com surpresa esse presente: a oportunidade única de contribuir com o maior e melhor Carnaval em linha reta do mundo. O Carnaval do Recife é a mais pura expressão da nossa riqueza. Suas tradições, sua criatividade, alegria e paixão, encontram neste ano, um olhar para o futuro. Mas um futuro que respeita e celebra a sua origem e o seu passado. É o futuro de quem sabe onde quer chegar porque, sobretudo, sabe de onde vem. Um futuro sustentável, humano, que cultiva a emoção e que não terceiriza a imaginação. Estou muito feliz em fazer parte dessa grande festa popular. É multidão nas ruas, tudo junto e misturado celebrando a vida. Vamos pintar a cidade com cores quentes e vibrantes, como ela merece.”

Com 50 pólos e 3 mil apresentações, o Carnaval do Futuro terá no Marco Zero o maior palco já montado na cidade com 70 metros de comprimento na fachada e 18,5 metros de altura, todo coberto por painéis de LED. pelas ruas do bairro do Recife e em cima das pontes, o Carnaval também espalhará as cores e formas do futuro que veio anunciar. As quatro pontes que dão acesso à festa – Limoeiro, Buarque de Macedo, Maurício de Nassau e a requalificada Giratória – ganharão pórticos de acesso tecnológicos como nunca, cobertos por painéis de LED, com as imagens e elementos da identidade visual deste Carnaval, que chama até o futuro para brincar. As pontes ganharão ainda iluminação cênica caprichada, para acender a alegria dos foliões, já na chegada.

Por todo o bairro histórico, no Cais da Alfândega, na Praça do Arsenal e nas ruas do Bom Jesus, Madre de Deus, Alfredo Lisboa e Marquês de Olinda, serão distribuídos: 330 banners e 13 totens com a identidade visual da festa, além de cordões e fitas coloridas que também serão utilizados nos pátios de São Pedro e do Terço e nos demais polos espalhados por toda a cidade. Neste ano os homenageados serão o cantor Lenine, Carmen Virgínia e o bloco Madeira do Rosarinho, que completa 100 anos.

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Bandigalado comanda Festival Rock Imperial e promete noite histórica no Porto Brasil.

A Bandigalado Rock Natal será a atração principal do Festival Rock Imperial, a já tradicional festa de rock do verão de Pirangi, que vai acontecer no próximo sábado (10), no espaço de eventos do Villa Imperial, no Porto Brasil, a partir das 17 horas.

Irão se apresentar três bandas: Old Bolds (17 horas), General Mustang (18h30) e a Bandigalado (20 horas). A entrada, como ocorre todos os anos, é mediante convite em lista, por parte de algum condômino do PB.

A Bandigalado é uma banda de rock natalense composta por sete integrantes: Alexandre Azevedo (vocal), Lucien Dantas (bateria), André Macedo (baixo), Cláudio Macedo (guitarra base), Silvério Neto (guitarra solo), Misael Queiroz (guitarra solo) e Pedro Ratts (teclado).

A banda foi fundada em 2011 por Alexandre, Lucien, André e Cláudio, amigos de infância e fãs de rock, para se divertirem e confraternizarem com amigos e familiares próximos. Profissionais liberais e sem qualquer experiência com música, os fundadores tiveram que estudar e desenvolver suas habilidades em cada instrumento, para poder se apresentar entre amigos.

Hoje a Bandigalado se apresenta em diversos eventos privados e, mais recentemente, se apresentou no badalado Fest Bossa & Jazz, em agosto de 2025, na famosa praia de Pipa, o que rendeu à banda um novo convite para se apresentar na Paraíba, em novembro, na edição do Fest Bossa & Jazz em Bananeiras.

O nome da banda vem do famoso termo “galado”, apelido jocoso com o qual os natalenses chamavam os militares americanos que aqui estiveram na época da Segunda Guerra, quando frequentavam as festas em seus trajes de gala e conquistavam os corações das moças natalenses.

Bandigalado é rock, amizade e som de excelente qualidade. Contatos para shows com Alexandre Azevedo pelo (84) 99461-2027.

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Maria de Fátima 09 jan 2026

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Últimos dias para inscrição no Edital Cultural Unimed Natal

Projetos podem ser submetidos até a próxima segunda-feira, 15 de dezembro

A Unimed Natal entra na semana final de inscrições para o Edital Cultural Unimed Natal, uma das principais iniciativas de incentivo à produção artística da cidade. Os proponentes têm até a próxima segunda-feira, 15 de dezembro, para submeter seus projetos no site cultural.unimednatal.com.br.

Realizado por meio da Lei Municipal Djalma Maranhão, o Edital reafirma o compromisso da cooperativa com a valorização da cultura potiguar. Ao longo de mais de uma década, a iniciativa já viabilizou mais de 400 projetos nos mais diversos segmentos, incluindo música, dança, teatro, literatura, cinema, gastronomia, espetáculos infantis e eventos tradicionais como prévias carnavalescas, São João e festejos natalinos.

O diretor-presidente da Unimed Natal, Dr. Márcio Rêgo, reforça que o edital se tornou um instrumento importante para o fortalecimento de iniciativas culturais em Natal. “É muito bom ser reconhecido como o maior incentivador da cultura em Natal. O Edital Cultural nos permite apoiar quem movimenta a cidade com arte, criatividade e identidade. Fortalecer essa rede é uma forma de cuidar das pessoas e do lugar onde vivemos”, afirma.

Responsável pela coordenação do Edital, Filippo Damásio destaca que esta etapa final costuma concentrar grande volume de submissões. “Todos os anos, percebemos o quanto os produtores culturais aguardam essa oportunidade. O Edital Cultural Unimed Natal democratiza o acesso aos recursos e possibilita que projetos de diferentes portes tenham viabilidade. É uma iniciativa que gera impacto real na cadeia produtiva da cultura”, explica.

O resultado da seleção está previsto para janeiro de 2026, com expectativa de aprovação de cerca de 50 projetos, dependendo da renúncia fiscal definida pela Prefeitura do Natal para o próximo ano.

Com a proximidade do encerramento das inscrições, a Unimed Natal reforça a importância de que os proponentes garantam sua participação dentro do prazo e reafirma seu compromisso histórico com o fortalecimento da cultura e da economia criativa no município.

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