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E se o Brasil entrasse em guerra? Do bunker do STF até explosões de licitações. Por Aragão.

O presidente Lula afirmou, nesta sexta-feira (10), que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não faria ameaças ao Brasil se soubesse que ele é pernambucano. — Com esse humor belicoso, Trump deve estar achando que Lula é cearense.

Acredito que, se o Brasil entrasse em guerra, veríamos um exército de lobistas atirando para todo lado, marchando para o poder público com o objetivo de explodir o orçamento em milhares de emendas. Trincheiras de partidos fisiologistas se preparando para uma ofensiva nunca vista.

— Vorcaros se alistariam?

Teríamos licitações às pressas, aprovadas em caráter de urgência. — O Consórcio Nordeste comprando armamentos de fornecedores duvidosos.

Receberíamos um regimento de Cuba no programa Mais Soldados.

Quantos Ciros Nogueira e Ruedas seriam flagrados estourando champanhe em jatinhos da indústria armamentista?

Batalhões da militância da direita questionando a qualidade das armas chinesas e regimentos da esquerda ironizando o armamento americano.

Certamente, os ministros do STF criariam um bunker especial para realizar as sessões plenárias.

Em função da guerra, o Banco Central subiria ainda mais os juros para conter a inflação.

O STF daria 24 horas para o Exército explicar por que compramos as armas?

Tudo terminaria com uma tentativa de instalar uma CPI da Guerra, que já nasceria morta, vítima dos estilhaços da corrupção e do fogo amigo.

— Omi, deixe de guerra!

Brincadeiras à parte, todos sabemos que, no Brasil, já existem muitas guerras internas a vencer antes de sequer cogitarmos o pesadelo de um conflito internacional. Estamos em guerra contra a fome, contra a miséria, contra as drogas, contra o desemprego, contra os juros abusivos, contra o analfabetismo e tantas outras batalhas do dia a dia que nunca vencemos.

Temos inúmeras baixas de brasileiros tombando diariamente. Só no trânsito, morrem mais de 40 mil pessoas por ano.

— Nada de novo no front.

Não precisamos — nem podemos — de guerras novas. Temos que reverter essa situação de terra arrasada e experimentar, ao menos uma vez, viver em paz.

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Prefeitura de Natal inicia processo para implantação de Hospital Veterinário.

A Prefeitura de Natal iniciou os preparativos para a implantação de um novo hospital veterinário público na Zona Norte da cidade, ampliando a rede de atendimento e as ações de bem-estar animal na capital. Para conduzir o processo, foi instituída uma comissão multissetorial formada por cinco servidores da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), reunindo diferentes áreas técnicas e administrativas.

O grupo será responsável pela elaboração do edital de chamamento público que vai selecionar a Organização da Sociedade Civil (OSC) encarregada da gestão da unidade. Durante reunião preparatória, a comissão discutiu aspectos relacionados ao funcionamento do futuro equipamento, como a oferta de serviços, o dimensionamento da equipe profissional, o fornecimento de medicamentos e a estrutura física necessária.

O secretário da Semurb, Thiago Mesquita, explicou que o novo hospital contará com atendimento 24 horas, ampliando o atendimento atualmente oferecido pelo Hospital Veterinário da Ribeira, que opera em horário reduzido. “A proposta é garantir atendimento imediato a animais em situações de urgência e emergência, fortalecendo a política pública de proteção e bem-estar animal”, afirmou.

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A Via Costeira, a ABIH e o TCE. Por Aragão.

O recente posicionamento oficial da ABIH-RN traz lucidez ao debate sobre a Via Costeira ao afirmar que a entidade “não defende a manutenção de áreas ociosas” e que é “indispensável garantir o cumprimento integral da legislação”. Isso inclui, inclusive, a aplicação de sanções como a “perda compulsória do direito de concessão”.

Neste ponto, o setor produtivo e os órgãos de controle, como o TCE-RN, parecem falar a mesma língua. 

Se a própria ABIH defende sanções para quem descumpre contratos, a medida cautelar que suspendeu as concessões, certamente, não deve estar sendo lida como um “ataque” à segurança jurídica, mas sim como o remédio amargo e necessário para sanar décadas de inércia. 

Devemos concordar que a insegurança real não reside na fiscalização da lei, mas na manutenção de contratos que se arrastam desde os anos 80 sem que um único tijolo tenha sido erguido. Como bem pontuou o auditor do TCE-RN — a intenção é justamente “repor a segurança jurídica”, garantindo critérios claros para o uso de áreas que estão obsoletas há 40 anos. 

A ABIH acerta ao pedir que o debate saia do campo da simplificação. De fato, o cenário é complexo: de um lado, temos o potencial de mais de 1 bilhão em investimentos represados; do outro, o fato de que as atuais concessionárias, segundo a auditoria, algumas sequer possuem capacidade econômico-financeira para executar as obras. Atribuir essa paralisia apenas a “insegurança regulatória” após quatro décadas seria usar essa simplificação como ferramenta retórica.

O ponto de convergência que deve unir todos os atores é a defesa de novas licitações. Como a ABIH defende a “expansão da atividade turística” e o “fortalecimento da cadeia produtiva”, acredito que deve ser a maior interessada em ver esses terrenos ocupados por investidores que possuam o capital e a vontade de realizar o que outros não fizeram em quase meio século. 

Natal não pode mais se dar ao luxo de perder centenas de milhões por ano em movimentação econômica por pura inércia contratual. 

Penso que, após tantas perguntas e respostas sobre o tema, todos nós realmente buscamos o mesmo objetivo: um turismo mais forte que possibilite o desenvolvimento do nosso Estado. 

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Abertura da FEMPTUR reúne lideranças; Álvaro Dias e Babá marcam presença ao lado de Paulinho e Joana.

O ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias, participou na sexta-feira (10) da abertura da 12ª edição da FEMPTUR, evento que transformou o Centro de Convenções de Natal em vitrine do turismo potiguar.


Ao lado do pré-candidato a vice Babá Pereira e do prefeito e vice de Natal, Paulinho Freire e Joana Guerra, Álvaro caminhou pelos estandes, conversou com expositores e acompanhou de perto as iniciativas voltadas à valorização dos destinos regionais.


A feira, que reúne representantes de municípios de todas as regiões do Rio Grande do Norte, destacou o potencial de cada localidade e abriu espaço para novos negócios e parcerias.

Além de prestigiar as atividades, Álvaro aproveitou o momento para dialogar com lideranças políticas e reforçar contato com gestores municipais

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Eu votei em Lula (Parte 2). Por Luís Marcelo Cavalcanti.

Dizem que o segundo casamento é a vitória da esperança sobre a experiência (autoria atribuída ao escritor inglês Samuel Johnson). Achei por bem não arriscar, nem com Lula nem com o PT. Me afastei por completo da moribunda esquerda brasileira desde o final do mandato LULA 1.

Vi, lembrando Chico Buarque, um abismo entre intenção e gesto (Fado Tropical). Só Chico não viu…

Não pretendo convencer ninguém de que fiz a escolha certa. É inútil. Num país raivosamente fraturado e binário, qualquer demonstração empírica sucumbe à crença na própria narrativa. Numa frase da liturgia da missa católica: “não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa igreja.”

E antes que tentem me colar algum estereótipo ou estigma, já deixo claro que não acredito em salvador da pátria. A reconstrução do Brasil não é obra de um homem só. É um processo coletivo que começa com a autocrítica de cada cidadão e eleitor. Para depois pensar num movimento que depura de baixo pra cima: começando pela forma como elegemos nossos vereadores, até chegar à presidência.

Não posso cobrar dos alienados de Brasília, se não sou capaz de respeitar o sinal vermelho, a faixa de pedestres, a vaga de idoso. Não posso criticar o deputado que se vende, se ofereço um “agrado” ao policial que me para no bafômetro. Não posso cobrar decência dos meus representantes, se troco meu voto por emprego pra família.

Para além disso, é preciso reinventar a própria forma federativa e a esdrúxula existência de quase 5.600 municípios, quase metade deles com menos de 10.000 habitantes, cuja estrutura administrativa, cera, dependente e ineficiente, serve muito mais aos que dela se locupletam do que à população.

Tudo isso reclama, inevitavelmente, uma nova Constituição.

Igualmente, precisamos mudar a forma como montamos a cúpula dos poderes e órgãos que têm relevante poder de decisão. Não podemos manter esse sistema que premia o amigo do rei, e que, na dura e feliz constatação de Samer Agi, entrega os melhores lugares aos piores de nós. Peço a Deus, em nome dos brasileiros, que um dia essa lógica se inverta.

Ah, não aceito o rótulo de bolsominion. No máximo, bolsomenos. E lulamenos ainda.

Luís Marcelo Cavalcanti é Advogado e Procurador do Estado.

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Será que sou esquerdista? Será que sou direitista? Será que sou oportunista? Será? Por Aragão.

O pau que rola na internet é a recente entrevista do pré-candidato ao governo do RN Allyson Bezerra na Band. Ele simplesmente não se posicionou quando confrontado com a trivial pergunta da jornalista Anna Ruth: — Quem ele apoia para presidente? Só faltou se levantar e fazer o passinho do João Inácio Jr que se tornou tão conhecido pelo meme que viralizou na internet. Allyson ficou sentado mas fez um contorcionismo com os argumentos, esticou as idéias mas não assumiu ser de direita nem de esquerda.

— Será que sou oportunista? Será?

Em cima do muro é um lugar tão pequeno que não caberia mesmo um governador. Não defendo em hipótese alguma a hiper polarização mas a clareza de posição e de propósitos. Essa tentativa de ficar se equilibrando a todo instante em cima de um estreito muro ideológico transmite, no mínimo, falta de convicção. E sabemos que não se pode agradar a dois reis ao mesmo tempo.

Quem permanece ali por muito tempo não demonstra moderação, mas cálculo. Não revela prudência, mas o eterno receio de se expor, medo de assumir posição. E, ao tentar manter-se acima do conflito, acaba se afastando daquilo que legitima a política: a clareza de propósito.

— Será que o povo perde? Será?

Quem pode terminar pagando caro é o povo. Lembremos o caso da construção do Hospital Infantil de Mossoró que foi embargado pela Prefeitura de Mossoró por um detalhe numa calha. Será que o embargo foi motivado pela verba ter sido encaminhada pelo Senador Styvenson — um não aliado político? Será que milhares de crianças ficaram sem atendimento por pura politicagem? Será que a motivação do embargo foi oportunismo político?

— Será que sou esquerdista? Será?

Particularmente, acho que o Allyson Bezerra dá muitas pistas que pode ser esquerdista. Sua senadora, Zenaide Maia, é de esquerda. O vice governador de Fátima Bezerra, Walter Alves é seu aliado. Seu partido, União Brasil votou alinhado com Lula na maioria das vezes mesmo após ter desembarcado da base governista.

— Se o Allyson Bezerra é realmente um oportunista político, só tempo dirá. A verdade sempre aparece.

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Vale do Pará amplia atuação com 11 lojas e ganha espaço entre grandes redes ao apostar no conhecimento do mercado local

Disputando espaço com redes como Ferreira Costa, Leroy Merlin e Carajás Home Center, o Vale construiu outro tipo de força — a força de ser potiguar e entender o mercado local. O Vale do Pará não se limitou a atender o cliente local — decidiu entendê-lo.

Não se trata apenas de ter orgulho em ser potiguar — é mais que isso — é transformar esse pertencimento em estratégia. Utilizar o conhecimento da própria gente para oferecer produtos e serviços ajustados à realidade do consumidor local.

Essa lógica aparece em tudo: na escolha dos pontos, no mix de produtos, na organização das gôndolas, nas promoções e na comunicação — tudo com aderência ao cotidiano de quem vive aqui.

— Soube falar com o consumidor local. E principalmente, ouvir.

Enquanto muitos operam com modelos padronizados, o Vale cresceu entendendo a realidade local. Ofereceu produtos compatíveis com o que o potiguar precisa. Ajustou preço ao bolso real de quem constrói, reforma e amplia aos poucos. E, talvez mais importante, manteve um atendimento que fala a mesma língua de quem está do outro lado do balcão.

Isso não é detalhe. É estratégia.

Com quase 50 anos de presença e 11 lojas espalhadas em natal e Grande Natal, o grupo construiu escala sem perder identidade. E agora dá um passo além.

Hoje, além da força tradicional, o Vale do Pará avança também em segmentos mais exigentes, com presença relevante na venda de pisos e porcelanatos premium e atuação consolidada em marcas como Brasilit, Suvinil, Elizabeth, Eliane e Deca.

Esse case serve de inspiração para outros segmentos que concorrem com players com escala nacional.  Ouvir o consumidor e oferecer soluções personalizadas gera muito mais resultados por tocar o coração, a mente e o bolso do consumidor.

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Pesquisa Veritá (Espontânea): Álvaro Dias lidera com 40,9%; Allyson Bezerra, 27,9% e Cadu Xavier, 24,5%

A nova pesquisa do Instituto Veritá confirma o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, como um dos nomes centrais na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. 

No cenário espontâneo — quando o eleitor não recebe uma lista de candidatos — ele aparece na frente, com 40,9% das citações válidas, abrindo vantagem superior a 10 pontos em relação ao segundo colocado.

Por medir a lembrança natural do eleitor, sem qualquer indução, esse resultado é considerado estratégico e reforça o grau de lembrança do nome de Álvaro no eleitorado potiguar. Nessa modalidade, ele supera adversários como Alysson Bezerra (27,9%) e Cadu Xavier (24,5%), consolidando-se como um dos principais polos do debate eleitoral.

No cenário estimulado, em que os nomes são apresentados aos entrevistados, Álvaro Dias mantém um desempenho competitivo e figura tecnicamente empatado na liderança, com 27,5% das intenções de voto, dentro da margem de erro em relação aos primeiros colocados.

O levantamento do Instituto Veritá ouviu 1.220 eleitores em todo o Rio Grande do Norte, entre 29 de março e 4 de abril de 2026. A pesquisa, realizada por iniciativa do próprio instituto, está registrada sob os protocolos TRE-RN 02256/2026 e TSE BR-00362/2026 e tem margem de erro de 3 pontos percentuais.

Foto: Reprodução

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Álvaro Dias critica gestão Fátima, aponta “desmantelo generalizado” e defende “virada de gestão” no RN.

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL), subiu o tom e fez um verdadeiro raio-x da atual gestão estadual durante entrevista ao programa Band Cidade, da TV Band Natal. Em uma fala direta e sem rodeios, Álvaro classificou o cenário do estado como “caótico” e responsabilizou o governo de Fátima Bezerra pelo que chamou de “desmantelo generalizado”.

“Educação com o pior índice do Brasil há três anos, saúde sucateada, segurança dominada por facções. Nenhum serviço essencial funciona como deveria. O estado está penalizado por um governo incompetente”, disparou.

“NATAL GOVERNOU O RN NA PANDEMIA”

Um dos momentos mais fortes da entrevista foi quando Álvaro relembrou sua atuação durante a pandemia, afirmando que a Prefeitura de Natal assumiu um papel que deveria ser do Governo do Estado.

“Natal governou o Rio Grande do Norte durante a pandemia. Instalamos hospital de campanha em tempo recorde, salvamos milhares de vidas e acolhemos pacientes de todo o estado — e até de fora dele”, afirmou.

Ele ainda fez questão de destacar o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, reforçando o vínculo político, mas sem assumir rótulos ideológicos:

“Não é questão de bolsonarismo. É gratidão. Tivemos apoio decisivo do governo federal quando o estado se omitiu.”

ATAQUE DIRETO À NARRATIVA DAS “OBRAS INACABADAS”

Ao ser questionado sobre críticas da oposição, Álvaro reagiu com firmeza e virou o jogo, listando uma série de entregas da sua gestão em Natal.

“Querem falar de obras inacabadas e por que não cotam os R$ 50 milhões que o Governo Federal travou para nossas obras em Natal? Pois vamos falar das obras que transformaram Natal: mais de 100 praças revitalizadas, 160 milhões em asfalto, a engorda de Ponta Negra, a Felizardo Moura requalificada. Isso mudou a cidade.”

Sobre o Hospital Municipal, alvo constante de críticas, ele foi categórico:

“É a maior obra da história da saúde pública do estado. Falta ajuste, não falta importância. Deve estar funcionando em junho e vai desafogar o sistema e resolver um dos maiores gargalos do RN.”

“O PROBLEMA DO RN É INCOMPETÊNCIA DE GESTÃO”

Na saúde estadual, Álvaro foi ainda mais incisivo ao apontar o que considera a raiz do problema:

“O Walfredo Gurgel continua com pacientes nos corredores porque o governo não investiu nos hospitais regionais. Isso é incompetência. Faltam equipamentos, especialistas e estrutura.”

Ele defendeu a estruturação eficiente dos hospitais regionais como solução imediata para o colapso da rede pública.

EDUCAÇÃO: “UMA VERGONHA PARA O RN”

Na reta final da entrevista, Álvaro voltou a atacar os índices educacionais do estado, destacando o contraste com experiências locais.

“É vergonhoso o RN ter o pior índice do Brasil. Enquanto isso, mostramos que é possível fazer diferente, com escolas modernas, estruturadas e com ensino de qualidade.”

Encerrando a entrevista, Álvaro Dias deixou claro que sua pré-candidatura nasce com um discurso de ruptura:

“O Rio Grande do Norte precisa mudar. E vai mudar. Vamos colocar o estado no caminho certo.”

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ABIH-RN se posiciona sobre a Via Costeira. Direito de Resposta.

 

O Blog Marcus Aragão publica o posicionamento da ABIH-RN na íntegra, reafirmando o compromisso com o debate público qualificado.

POSICIONAMENTO OFICIAL – ABIH-RN

Via Costeira: execução, segurança jurídica e desenvolvimento

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Norte (ABIH-RN) vem a público esclarecer seu posicionamento acerca do debate sobre as concessões da Via Costeira de Natal.

Não defendemos, em nenhuma hipótese, a manutenção de áreas ociosas ou a inexecução de projetos. Essa premissa é equivocada e não encontra respaldo em qualquer declaração oficial da entidade. Tampouco defendemos a simples cessão de direitos de um titular para outro de forma direta como solução para esses casos, mas sim, a manutenção da finalidade das áreas para que possam passar por novas licitações.

O posicionamento da ABIH-RN é objetivo: é indispensável garantir o cumprimento integral da legislação vigente, incluindo prazos, obrigações contratuais e execução efetiva dos empreendimentos, com as devidas sanções em caso de descumprimento, inclusive a perda compulsória do direito de concessão.

A entidade é, por essência, defensora da hotelaria e da geração de empregos nos diversos setores ligados ao turismo. Sua atuação está orientada pelo progresso econômico, pela expansão da atividade turística e pelo fortalecimento de toda a cadeia produtiva com preservação ambiental. Nesse sentido, interpretações truncadas ou reducionistas não são compatíveis com o posicionamento institucional da ABIH-RN.

Dito isso, qualquer análise séria sobre a Via Costeira precisa considerar a realidade estrutural do setor turístico. Empreendimentos hoteleiros são projetos de alto investimento, longo prazo de maturação e elevada exposição a riscos regulatórios.

Nesse contexto, segurança jurídica não é argumento retórico — é condição básica para viabilizar investimentos. Ignorar esse fator leva a diagnósticos simplistas e, pior, a soluções ineficazes.
A Via Costeira não é um ativo marginal. Trata-se do principal eixo estruturante do turismo de Natal, com impacto direto na geração de empregos, arrecadação tributária e dinamização de mais de 70 setores da economia.

O problema histórico da região não pode ser reduzido a uma única variável. A baixa execução de projetos é um fato. Mas ela não pode ser analisada isoladamente, desconsiderando fatores como insegurança regulatória, entraves institucionais e complexidade dos processos de licenciamento.

Sem esses elementos combinados, o resultado é conhecido: áreas subutilizadas, perda de competitividade e redução do impacto econômico do turismo.

O debate sobre a Via Costeira precisa sair do campo da simplificação e avançar para soluções estruturais. É isso que a ABIH-RN vem defendendo de forma consistente.

Edmar Gadelha
Presidente

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