Hospital inaugurado por Allyson: faltou estrutura, mas sobrou marketing. Por Aragão.
— Não adiantaria colocar um chapéu de vaqueiro em cada médico ou em cada enfermeiro. Isso seria ainda mais marketing! Falta estrutura de verdade no Hospital de Mossoró. Falta UTI e condições de atender a população de forma efetiva.
Allyson inaugurou o Hospital Municipal Francisca Conceição da Silva cercado de forte divulgação. Meses depois, surgiram críticas sobre a capacidade operacional da unidade e sobre sua aptidão para funcionar como equipamento hospitalar.
Inaugurou com muito “oba-oba”, mas agora é só “opa-opa”:
— Não tem UTI.
— Não pode atender casos complexos.
— Não abre nos finais de semana.
— Não está integrado à rede pública.
— Tem apenas 10 leitos.
Quem apontou esses pontos preocupantes foi o Secretário Estadual de Saúde. Em entrevista ao Diário do RN, Alexandre Motta reforçou as críticas e afirmou que, tecnicamente, a unidade não possui capacidade para funcionar como um hospital de maior complexidade.
Segundo Motta, o hospital possui estrutura limitada, com apenas 10 leitos e sem UTI, o que restringe o atendimento a cirurgias eletivas simples e pacientes considerados de baixo risco.
“Toda cirurgia tem algum grau de imprevisibilidade. Se acontecer uma situação dessa lá, ele vai ter que encaminhar esse paciente para alguma porta de urgência”, alertou.
De acordo com Motta, pacientes que apresentem complicações precisam ser transferidos para hospitais estaduais com suporte de UTI. Inclusive, segundo o secretário, recentemente dois pacientes foram encaminhados ao Hospital Regional Tarcísio Maia após intercorrências registradas no hospital municipal.
Outro ponto questionado é o funcionamento restrito da unidade, sem atendimento de urgência e emergência nos finais de semana, o que caracterizaria a modalidade de policlínica.
“O Hospital de Mossoró consegue fazer cirurgias eletivas de pequeno porte e, quando chega o final de semana, fecha”, afirmou o secretário.
Enfim, precisamos de ações efetivas para resolver os problemas reais da população. Em outras palavras, não é um chapéu de vaqueiro que faz a diferença, mas o que está debaixo dele.
Fonte: Diário do RN
Fotos: Prefeitura de Mossoró e Fenafim
Comentários (0)
Nenhum comentário recente.