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Eu votei em Lula (Parte 2). Por Luís Marcelo Cavalcanti.

Dizem que o segundo casamento é a vitória da esperança sobre a experiência (autoria atribuída ao escritor inglês Samuel Johnson). Achei por bem não arriscar, nem com Lula nem com o PT. Me afastei por completo da moribunda esquerda brasileira desde o final do mandato LULA 1.

Vi, lembrando Chico Buarque, um abismo entre intenção e gesto (Fado Tropical). Só Chico não viu…

Não pretendo convencer ninguém de que fiz a escolha certa. É inútil. Num país raivosamente fraturado e binário, qualquer demonstração empírica sucumbe à crença na própria narrativa. Numa frase da liturgia da missa católica: “não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa igreja.”

E antes que tentem me colar algum estereótipo ou estigma, já deixo claro que não acredito em salvador da pátria. A reconstrução do Brasil não é obra de um homem só. É um processo coletivo que começa com a autocrítica de cada cidadão e eleitor. Para depois pensar num movimento que depura de baixo pra cima: começando pela forma como elegemos nossos vereadores, até chegar à presidência.

Não posso cobrar dos alienados de Brasília, se não sou capaz de respeitar o sinal vermelho, a faixa de pedestres, a vaga de idoso. Não posso criticar o deputado que se vende, se ofereço um “agrado” ao policial que me para no bafômetro. Não posso cobrar decência dos meus representantes, se troco meu voto por emprego pra família.

Para além disso, é preciso reinventar a própria forma federativa e a esdrúxula existência de quase 5.600 municípios, quase metade deles com menos de 10.000 habitantes, cuja estrutura administrativa, cera, dependente e ineficiente, serve muito mais aos que dela se locupletam do que à população.

Tudo isso reclama, inevitavelmente, uma nova Constituição.

Igualmente, precisamos mudar a forma como montamos a cúpula dos poderes e órgãos que têm relevante poder de decisão. Não podemos manter esse sistema que premia o amigo do rei, e que, na dura e feliz constatação de Samer Agi, entrega os melhores lugares aos piores de nós. Peço a Deus, em nome dos brasileiros, que um dia essa lógica se inverta.

Ah, não aceito o rótulo de bolsominion. No máximo, bolsomenos. E lulamenos ainda.

Luís Marcelo Cavalcanti é Advogado e Procurador do Estado.

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Será que sou esquerdista? Será que sou direitista? Será que sou oportunista? Será? Por Aragão.

O pau que rola na internet é a recente entrevista do pré-candidato ao governo do RN Allyson Bezerra na Band. Ele simplesmente não se posicionou quando confrontado com a trivial pergunta da jornalista Anna Ruth: — Quem ele apoia para presidente? Só faltou se levantar e fazer o passinho do João Inácio Jr que se tornou tão conhecido pelo meme que viralizou na internet. Allyson ficou sentado mas fez um contorcionismo com os argumentos, esticou as idéias mas não assumiu ser de direita nem de esquerda.

— Será que sou oportunista? Será?

Em cima do muro é um lugar tão pequeno que não caberia mesmo um governador. Não defendo em hipótese alguma a hiper polarização mas a clareza de posição e de propósitos. Essa tentativa de ficar se equilibrando a todo instante em cima de um estreito muro ideológico transmite, no mínimo, falta de convicção. E sabemos que não se pode agradar a dois reis ao mesmo tempo.

Quem permanece ali por muito tempo não demonstra moderação, mas cálculo. Não revela prudência, mas o eterno receio de se expor, medo de assumir posição. E, ao tentar manter-se acima do conflito, acaba se afastando daquilo que legitima a política: a clareza de propósito.

— Será que o povo perde? Será?

Quem pode terminar pagando caro é o povo. Lembremos o caso da construção do Hospital Infantil de Mossoró que foi embargado pela Prefeitura de Mossoró por um detalhe numa calha. Será que o embargo foi motivado pela verba ter sido encaminhada pelo Senador Styvenson — um não aliado político? Será que milhares de crianças ficaram sem atendimento por pura politicagem? Será que a motivação do embargo foi oportunismo político?

— Será que sou esquerdista? Será?

Particularmente, acho que o Allyson Bezerra dá muitas pistas que pode ser esquerdista. Sua senadora, Zenaide Maia, é de esquerda. O vice governador de Fátima Bezerra, Walter Alves é seu aliado. Seu partido, União Brasil votou alinhado com Lula na maioria das vezes mesmo após ter desembarcado da base governista.

— Se o Allyson Bezerra é realmente um oportunista político, só tempo dirá. A verdade sempre aparece.

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Vale do Pará amplia atuação com 11 lojas e ganha espaço entre grandes redes ao apostar no conhecimento do mercado local

Disputando espaço com redes como Ferreira Costa, Leroy Merlin e Carajás Home Center, o Vale construiu outro tipo de força — a força de ser potiguar e entender o mercado local. O Vale do Pará não se limitou a atender o cliente local — decidiu entendê-lo.

Não se trata apenas de ter orgulho em ser potiguar — é mais que isso — é transformar esse pertencimento em estratégia. Utilizar o conhecimento da própria gente para oferecer produtos e serviços ajustados à realidade do consumidor local.

Essa lógica aparece em tudo: na escolha dos pontos, no mix de produtos, na organização das gôndolas, nas promoções e na comunicação — tudo com aderência ao cotidiano de quem vive aqui.

— Soube falar com o consumidor local. E principalmente, ouvir.

Enquanto muitos operam com modelos padronizados, o Vale cresceu entendendo a realidade local. Ofereceu produtos compatíveis com o que o potiguar precisa. Ajustou preço ao bolso real de quem constrói, reforma e amplia aos poucos. E, talvez mais importante, manteve um atendimento que fala a mesma língua de quem está do outro lado do balcão.

Isso não é detalhe. É estratégia.

Com quase 50 anos de presença e 11 lojas espalhadas em natal e Grande Natal, o grupo construiu escala sem perder identidade. E agora dá um passo além.

Hoje, além da força tradicional, o Vale do Pará avança também em segmentos mais exigentes, com presença relevante na venda de pisos e porcelanatos premium e atuação consolidada em marcas como Brasilit, Suvinil, Elizabeth, Eliane e Deca.

Esse case serve de inspiração para outros segmentos que concorrem com players com escala nacional.  Ouvir o consumidor e oferecer soluções personalizadas gera muito mais resultados por tocar o coração, a mente e o bolso do consumidor.

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Pesquisa Veritá (Espontânea): Álvaro Dias lidera com 40,9%; Allyson Bezerra, 27,9% e Cadu Xavier, 24,5%

A nova pesquisa do Instituto Veritá confirma o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, como um dos nomes centrais na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. 

No cenário espontâneo — quando o eleitor não recebe uma lista de candidatos — ele aparece na frente, com 40,9% das citações válidas, abrindo vantagem superior a 10 pontos em relação ao segundo colocado.

Por medir a lembrança natural do eleitor, sem qualquer indução, esse resultado é considerado estratégico e reforça o grau de lembrança do nome de Álvaro no eleitorado potiguar. Nessa modalidade, ele supera adversários como Alysson Bezerra (27,9%) e Cadu Xavier (24,5%), consolidando-se como um dos principais polos do debate eleitoral.

No cenário estimulado, em que os nomes são apresentados aos entrevistados, Álvaro Dias mantém um desempenho competitivo e figura tecnicamente empatado na liderança, com 27,5% das intenções de voto, dentro da margem de erro em relação aos primeiros colocados.

O levantamento do Instituto Veritá ouviu 1.220 eleitores em todo o Rio Grande do Norte, entre 29 de março e 4 de abril de 2026. A pesquisa, realizada por iniciativa do próprio instituto, está registrada sob os protocolos TRE-RN 02256/2026 e TSE BR-00362/2026 e tem margem de erro de 3 pontos percentuais.

Foto: Reprodução

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Álvaro Dias critica gestão Fátima, aponta “desmantelo generalizado” e defende “virada de gestão” no RN.

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL), subiu o tom e fez um verdadeiro raio-x da atual gestão estadual durante entrevista ao programa Band Cidade, da TV Band Natal. Em uma fala direta e sem rodeios, Álvaro classificou o cenário do estado como “caótico” e responsabilizou o governo de Fátima Bezerra pelo que chamou de “desmantelo generalizado”.

“Educação com o pior índice do Brasil há três anos, saúde sucateada, segurança dominada por facções. Nenhum serviço essencial funciona como deveria. O estado está penalizado por um governo incompetente”, disparou.

“NATAL GOVERNOU O RN NA PANDEMIA”

Um dos momentos mais fortes da entrevista foi quando Álvaro relembrou sua atuação durante a pandemia, afirmando que a Prefeitura de Natal assumiu um papel que deveria ser do Governo do Estado.

“Natal governou o Rio Grande do Norte durante a pandemia. Instalamos hospital de campanha em tempo recorde, salvamos milhares de vidas e acolhemos pacientes de todo o estado — e até de fora dele”, afirmou.

Ele ainda fez questão de destacar o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, reforçando o vínculo político, mas sem assumir rótulos ideológicos:

“Não é questão de bolsonarismo. É gratidão. Tivemos apoio decisivo do governo federal quando o estado se omitiu.”

ATAQUE DIRETO À NARRATIVA DAS “OBRAS INACABADAS”

Ao ser questionado sobre críticas da oposição, Álvaro reagiu com firmeza e virou o jogo, listando uma série de entregas da sua gestão em Natal.

“Querem falar de obras inacabadas e por que não cotam os R$ 50 milhões que o Governo Federal travou para nossas obras em Natal? Pois vamos falar das obras que transformaram Natal: mais de 100 praças revitalizadas, 160 milhões em asfalto, a engorda de Ponta Negra, a Felizardo Moura requalificada. Isso mudou a cidade.”

Sobre o Hospital Municipal, alvo constante de críticas, ele foi categórico:

“É a maior obra da história da saúde pública do estado. Falta ajuste, não falta importância. Deve estar funcionando em junho e vai desafogar o sistema e resolver um dos maiores gargalos do RN.”

“O PROBLEMA DO RN É INCOMPETÊNCIA DE GESTÃO”

Na saúde estadual, Álvaro foi ainda mais incisivo ao apontar o que considera a raiz do problema:

“O Walfredo Gurgel continua com pacientes nos corredores porque o governo não investiu nos hospitais regionais. Isso é incompetência. Faltam equipamentos, especialistas e estrutura.”

Ele defendeu a estruturação eficiente dos hospitais regionais como solução imediata para o colapso da rede pública.

EDUCAÇÃO: “UMA VERGONHA PARA O RN”

Na reta final da entrevista, Álvaro voltou a atacar os índices educacionais do estado, destacando o contraste com experiências locais.

“É vergonhoso o RN ter o pior índice do Brasil. Enquanto isso, mostramos que é possível fazer diferente, com escolas modernas, estruturadas e com ensino de qualidade.”

Encerrando a entrevista, Álvaro Dias deixou claro que sua pré-candidatura nasce com um discurso de ruptura:

“O Rio Grande do Norte precisa mudar. E vai mudar. Vamos colocar o estado no caminho certo.”

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ABIH-RN se posiciona sobre a Via Costeira. Direito de Resposta.

 

O Blog Marcus Aragão publica o posicionamento da ABIH-RN na íntegra, reafirmando o compromisso com o debate público qualificado.

POSICIONAMENTO OFICIAL – ABIH-RN

Via Costeira: execução, segurança jurídica e desenvolvimento

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Norte (ABIH-RN) vem a público esclarecer seu posicionamento acerca do debate sobre as concessões da Via Costeira de Natal.

Não defendemos, em nenhuma hipótese, a manutenção de áreas ociosas ou a inexecução de projetos. Essa premissa é equivocada e não encontra respaldo em qualquer declaração oficial da entidade. Tampouco defendemos a simples cessão de direitos de um titular para outro de forma direta como solução para esses casos, mas sim, a manutenção da finalidade das áreas para que possam passar por novas licitações.

O posicionamento da ABIH-RN é objetivo: é indispensável garantir o cumprimento integral da legislação vigente, incluindo prazos, obrigações contratuais e execução efetiva dos empreendimentos, com as devidas sanções em caso de descumprimento, inclusive a perda compulsória do direito de concessão.

A entidade é, por essência, defensora da hotelaria e da geração de empregos nos diversos setores ligados ao turismo. Sua atuação está orientada pelo progresso econômico, pela expansão da atividade turística e pelo fortalecimento de toda a cadeia produtiva com preservação ambiental. Nesse sentido, interpretações truncadas ou reducionistas não são compatíveis com o posicionamento institucional da ABIH-RN.

Dito isso, qualquer análise séria sobre a Via Costeira precisa considerar a realidade estrutural do setor turístico. Empreendimentos hoteleiros são projetos de alto investimento, longo prazo de maturação e elevada exposição a riscos regulatórios.

Nesse contexto, segurança jurídica não é argumento retórico — é condição básica para viabilizar investimentos. Ignorar esse fator leva a diagnósticos simplistas e, pior, a soluções ineficazes.
A Via Costeira não é um ativo marginal. Trata-se do principal eixo estruturante do turismo de Natal, com impacto direto na geração de empregos, arrecadação tributária e dinamização de mais de 70 setores da economia.

O problema histórico da região não pode ser reduzido a uma única variável. A baixa execução de projetos é um fato. Mas ela não pode ser analisada isoladamente, desconsiderando fatores como insegurança regulatória, entraves institucionais e complexidade dos processos de licenciamento.

Sem esses elementos combinados, o resultado é conhecido: áreas subutilizadas, perda de competitividade e redução do impacto econômico do turismo.

O debate sobre a Via Costeira precisa sair do campo da simplificação e avançar para soluções estruturais. É isso que a ABIH-RN vem defendendo de forma consistente.

Edmar Gadelha
Presidente

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ABIH lança narrativa padrão duas estrelas sobre a Via Costeira. Por Aragão.

Não é uma narrativa excelente, nem boa, nem ao menos mediana — é “2 estrelas”, isso se existisse um padrão de qualificação para narrativas. Realmente não se sustenta. Qualquer sopro de lucidez faz desmoronar como um castelo de areia.

É o seguinte: a ABIH tenta inverter causa e consequência quando sugere que não se construiu nos 7 terrenos, que tiveram suas concessões suspensas, devido à insegurança jurídica.

Ou seja, a ABIH sinaliza que uma causa foi a insegurança jurídica e a consequência foi a não construção. Mas isso não se sustenta, como já foi dito. Os hotéis que existem hoje foram impedidos de ser construídos? Não. Sofreram com insegurança jurídica ao ponto de não saírem do papel? Também não.

A verdade, essa sim 5 estrelas, é que a Justiça só começou a cobrar as consequências de quem recebeu a concessão e, passados anos a fio, nada construiu. A causa verdadeira foi a não construção. E a consequência lógica foram os processos judiciais pelo acordo quebrado.

— O TCE tirou a concessão de algum terreno onde foi construído hotel? Não.

— Isso encerra boa parte da discussão.

Penso que a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira deveria defender a indústria hoteleira. Defender os donos de terrenos que não construíram hotéis ao longo de 40 anos perde em substância, já que não tivemos a construção dos hotéis. Aliás, será que a ABIH sabia que, nada sendo construído, o mercado ficaria preservado para os hotéis atuais? Será que é isso?

Segundo estudo da Fecomércio, a construção de 8 hotéis em 8 terrenos da Via Costeira tem potencial para movimentar quase R$ 600 milhões por ano na economia local. Em 40 anos, isso somaria cerca de R$ 24 bilhões que deixaram de entrar em nossa economia. 7 destes terrenos tiveram sua concessão suspensa.

Espero que as próximas licitações entreguem esses terrenos a empresários que invistam em nossa cidade, que realizem construções e estimulem verdadeiramente o turismo e o desenvolvimento do RN.

— Nosso turismo merece mais. Ou será que para a ABIH o menos é mais?

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O Ministério de Minas e Energia, alheio ao que ocorre no RN, quer renovar a concessão da Neoenergia Cosern por 30 anos.

O Ministério de Minas e Energia (@minaseenergia) convocou 14 distribuidoras de energia elétrica para renovar seus contratos de concessão, garantindo a essas empresas mais 30 anos de prestação de serviços aos consumidores.

Inquéritos e investigações ocorrem simultaneamente em nosso Estado após uma avalanche de reclamações.

Possivelmente, se instalou o maior caso insatisfação popular da história potiguar. Ministério Público, Defensoria Pública, Procon e Câmara dos Vereadores investigam o caso de perto referente as inúmeras reclamações da população.

O contrato com a Neoenergia Cosern só seria renovado em 2027 mas o Ministério de Minas e Energia quer antecipar a renovação.

A medida foi oficializada por meio de despacho publicado nesta segunda-feira (6) no Diário Oficial da União. O documento também determina que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) disponibilize os termos aditivos, que deverão ser assinados pelas concessionárias no prazo de até 60 dias.

Distribuidoras de energia são convocadas pelo governo para renovar concessões por mais 30 anos.

Após forte pressão popular, a situação da concessionária Enel em São Paulo segue em análise, diante de um processo que pode resultar até na perda da concessão.

— A voz do povo é a voz de Deus mas o Ministério de Minas e Energia segue surdo ao grito do potiguar.

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Dia Mundial de Luta Contra o Câncer: Casa Durval Paiva reforça a urgência do diagnóstico precoce

Doença é a 2ª causa de óbito, entre crianças e adolescentes, perdendo, apenas, para os acidentes

Celebrado em 8 de abril, o Dia Mundial de Luta Contra o Câncer é um importante momento de conscientização sobre uma das doenças que mais impactam a saúde pública no Brasil e no mundo. Entre crianças e adolescentes, o câncer segue como a principal causa de morte por doença no país, evidenciando a necessidade de atenção, informação e acesso ao diagnóstico precoce.

De acordo com estimativas atualizadas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2026–2028, são esperados cerca de 7.560 novos casos de câncer infantojuvenil por ano no Brasil. No Rio Grande do Norte, a estimativa é de 110 novos casos anuais, reforçando a importância de estratégias regionais de enfrentamento à doença.

Nesse cenário, o trabalho da Casa Durval Paiva (CDP) ganha ainda mais relevância. A instituição é responsável por acolher, em média, cerca de 38% dos casos do estado, oferecendo assistência integral a crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer e doenças hematológicas crônicas, além de suporte às suas famílias.

O câncer infantojuvenil apresenta características distintas dos tumores em adultos. Na maioria dos casos, suas causas são desconhecidas e não estão relacionadas a fatores de risco evitáveis, o que torna o diagnóstico precoce o principal aliado na luta pela cura. Os tipos mais frequentes incluem leucemias, tumores do sistema nervoso central e linfomas.

Outro desafio é que os sinais iniciais costumam ser inespecíficos, como febre persistente, dores ósseas, manchas roxas e aumento de gânglios, podendo ser confundidos com doenças comuns da infância. Esse fator contribui para o atraso no diagnóstico, especialmente em regiões com menor acesso aos serviços de saúde.

Em países em desenvolvimento, como o Brasil, a taxa de cura ainda pode ser inferior a 30%, quando há diagnóstico tardio e dificuldades no acesso ao tratamento. Por outro lado, quando identificado precocemente e tratado de forma adequada, o câncer infantojuvenil pode alcançar altas chances de cura, transformando o desfecho de milhares de vidas.

Diante disso, a Casa Durval Paiva atua também na promoção de campanhas educativas e capacitações voltadas a profissionais de saúde, educadores e à sociedade em geral, fortalecendo a rede de atenção e ampliando as chances de diagnóstico precoce.

Para o diretor-presidente da Durval Paiva, Rilder Campos, o enfrentamento ao câncer infantojuvenil passa pela informação e pelo cuidado oportuno: “Quando conseguimos diagnosticar precocemente, aumentamos significativamente as chances de cura e reduzimos o sofrimento das crianças e de suas famílias. Nosso trabalho é buscar garantir que esse caminho seja mais rápido, mais humano e mais acessível para todos. Neste Dia Mundial de Luta Contra o Câncer, o alerta é claro: informação salva vidas.”

Estar atento aos sinais, buscar atendimento médico diante de qualquer suspeita e apoiar iniciativas como as da Casa Durval Paiva são atitudes fundamentais para mudar essa realidade e garantir mais esperança para crianças e adolescentes em todo o país. Faça parte dessa corrente do bem.

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Fabio Faria é citado novamente em caso do Banco Master.

Vorcaro relatou encontro com ACM Neto a Fábio Faria

Segundo o Estadão, O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, afirmou ter recebido em casa o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) em maio de 2024, de acordo com uma mensagem enviada por ele ao empresário Fábio Faria, ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL).

A conversa entre Vorcaro e Faria foi registrada em fotos. As imagens da tela estavam salvas no serviço de armazenamento em nuvem da Apple, entregues pela empresa à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do INSS. A comissão foi encerrada no último dia 28.

Na troca de mensagens, por meio do aplicativo WhastApp, Vorcaro afirma: “Mas está tudo certo. Estou indo para Brasília. Amanhã acho que assina Augusto. ACM foi lá em casa”. Faria responde: “Bom demais”. A conversa foi registrada em 22 de maio de 2024.

O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) afirma que, de 2 de março de 2023 a 3 de maio de 2024, a A&M Consultoria Ltda, empresa de ACM e da esposa dele, recebeu R$ 3,6 milhões do Master e da Reag, gestora de recursos suspeita de envolvimento com o crime organizado. Segundo o Coaf, a A&M movimentou “recursos expressivos, acima de sua capacidade financeira declarada”.

Questionado sobre a conclusão do Coaf, ACM Neto afirmou que a empresa prestou serviços de consultoria, “notadamente relacionados à análise da agenda político-econômica nacional”, e negou qualquer tipo de irregularidade. Disse, ainda, que não existia nada que desabonasse o Master e a Reag no período do contrato.

A data da conversa entre Vorcaro e Faria, maio de 2024, também coincide com aquela em que Augusto Lima afirma ter deixado a sociedade do Banco Master. Augusto era sócio de Vorcaro desde 2020. Ele ganhou projeção a partir do Credcesta, cartão consignado para servidores públicos.

O Estadão afirma quer a defesa de Vorcaro não quis se pronunciar. ACM Neto foi procurado por meio de sua assessoria de imprensa, mas não respondeu. A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Augusto. Faria não quis se manifestar.

Fonte: Estadão

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