Arquivo de Opinião - Blog do Aragão Arquivo de Opinião - Blog do Aragão

A- A+

75 dias e contando. Licitação de Publicidade do Governo do RN segue cheia de mistério.

Desde 30 de março, quando os envelopes foram abertos, já se passaram 75 dias. Até agora, o Governo do RN não publicou o resultado do julgamento das propostas da licitação de publicidade.

— Um desrespeito às agências de publicidade.

O Rio Grande do Norte conta com agências de excelência, algumas entre as melhores do Nordeste e até com reconhecimento internacional. Participar de uma licitação desse porte não é simples: exige investimento de tempo, recursos financeiros e a mobilização de grandes equipes de profissionais. As exigências são elevadas.

Segundo fonte ouvida pelo blog, haveria uma tentativa de transformar uma pequena imprecisão do edital — que sequer teria sido questionada por qualquer dos participantes — em motivo para cancelar e refazer a licitação.

Qual seria a razão para isso? Algum licitante foi efetivamente prejudicado? Algum interesse foi contrariado?

O mercado publicitário e os veículos de comunicação merecem respeito e aguardam respostas. A transparência é indispensável em um processo dessa relevância.

Esse imbróglio não contribui para a imagem institucional do Governo do RN.

— Calar não é uma opção.

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo:
A- A+

Os ídolos da nossa gente dizem muito sobre o nosso país. Por Aragão.

— Diga-me quem tu segues e te direi quem tu és.

Jogadores de futebol, pagodeiros e garotas do TikTok merecem seu lugar ao sol. Todos têm direito aos seus 15 minutos de fama. O problema surge quando uma nação não olha para mais nada e segue hipnotizada por astros sem brilho.

Talvez não pudesse ser diferente em um país onde cerca de 30% da população é formada por analfabetos funcionais, pessoas com limitações para compreender textos mais complexos ou interpretar informações além do óbvio.

Somos um povo que vive suas vitórias pelo futebol, aprende história pelo cinema, entende política pelos memes, “investe” seu dinheiro nas bets e esquece os próprios problemas acompanhando as novelas da vida irreal das celebridades digitais.

Sem o sol da educação para servir de guia, muitos brasileiros seguem o brilho dos LEDs dos smartphones como se fossem uma luz no fim do túnel.

— Túnel de pombos.

O escritor John le Carré criou essa metáfora ao contar a história de pombos que eram soltos por um corredor estreito e, ao saírem do outro lado, encontravam atiradores à espera.

— Talvez o nosso túnel seja digital.

Quem espera nossa gente do outro lado do túnel dos algoritmos é a política e a economia. Mirando narrativas em mentes já entorpecidas pela dopamina barata de dancinhas, fofocas ou vieses de confirmação devidamente confirmados.

Quando tivermos ídolos que nos ensinem a pensar, em vez de dançar, talvez o povo deixe de entrar no túnel de pombos.

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo:
A- A+

O compromisso da Beelieve soluções dominais frente a ataques institucionais do SIPCERN

Recentemente, a Beelive Soluções Condominiais Ltda. — que soma 8 anos de atuação e se consolida como uma das maiores empresas do segmento no Rio Grande do Norte — tornou-se alvo de uma exposição pública desnecessária e prejudicial por parte do Sindicato dos Condomínios do RN (SIPCERN).

— O Caso: Uma Exposição Ilícita.

O episódio teve início quando o presidente do SIPCERN utilizou um grupo de WhatsApp, composto por diversos associados e parceiros, para anunciar a eliminação da Beelive do quadro de associados, alegando uma suposta violação ética ligada ao descumprimento de Convenção Coletiva de Trabalho.

Em sua Nota de Repúdio, a Beelive classifica essa conduta como ilícita e atentatória à sua honra objetiva, uma vez que o comunicado foi divulgado de forma pública e indiscriminada, induzindo terceiros ao entendimento equivocado de que a empresa operaria em situação de irregularidade.

É fundamental esclarecer que a Beelive é uma empresa que pauta sua atuação na legalidade, transparência e nas boas práticas do setor. A empresa afirma categoricamente que cumpre rigorosamente todas as suas obrigações legais e contratuais, mantendo relações de trabalho pautadas no respeito à legislação vigente.

— A Face Oculta: Represálias Comerciais?

Embora o sindicato tente revestir sua ação com uma roupagem de “processo administrativo”, o contexto aponta para algo mais profundo. Baseado em informações de bastidores, há fortes indícios de que essa movimentação não passa de uma represália devido a questões comerciais, utilizando o aparato sindical para tentar enfraquecer um concorrente sólido no mercado.

Essa postura denota o que a Beelive chamou de “despreparo institucional” e um flagrante desvio de finalidade por parte de um sindicato patronal que deveria ser o guardião da harmonia e do desenvolvimento do setor. Ao invés de promover a união, a entidade optou por uma via que “desrespeita o princípio da boa-fé”.

Diante dos danos morais e reputacionais já verificados, a Beelive não permaneceu inerte. A empresa já adotou as medidas judiciais cabíveis para garantir a reparação integral dos prejuízos sofridos e assegurar que a verdade prevaleça.

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo:
A- A+

Unimed Natal nega intenção de vender hospital.

Em comunicado enviado ao Blog Marcus Aragão, a Unimed Natal afirmou que não existe decisão nem plano de venda do Hospital Unimed.

Segundo a cooperativa, a gestão realiza avaliações permanentes voltadas à geração de receitas, eficiência operacional, parcerias e melhor aproveitamento de estruturas, como parte da estratégia de sustentabilidade e fortalecimento institucional.

A instituição sustentou ainda que o Hospital Unimed permanece como ativo estratégico e que segue apresentando indicadores assistenciais e operacionais considerados positivos pela gestão.

“Aos nossos cooperados, nossos colaboradores e nossos quase 200 mil clientes, deixamos uma mensagem clara: a Unimed Natal segue sólida, segura e focada em crescer com responsabilidade. Fiquem tranquilos, Unimed é UNIMED”, diz a nota.

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo:
A- A+

Brasil lidera o ranking mundial de tempo gasto em redes sociais. E perde atenção para o que realmente importa. Por Aragão

 

— Menos Virgínia e mais Platão.

Pesquisa da Consumer Pulse, divulgada em matéria pela CNN, somos a nação que mais tempo dedica às redes sociais no mundo, com uma média de 3 horas e 32 minutos diários. Esse número supera significativamente a média global de 2 horas e 21 minutos, inserindo-se em um contexto de hiperconexão onde o brasileiro passa, no total, mais de 9 horas por dia navegando na internet. 

— Nossa atenção está sendo sequestrada por algoritmos e consumo passivo.

O brasileiro abre o WhatsApp, em média, 1.171 vezes por mês. Essa fragmentação constante da atenção — um ciclo de interrupções para checar notificações — impede o foco no que realmente importa, seja no trabalho, na educação ou nas relações presenciais.

O Brasil é o 3º maior público de publicidade do Instagram no mundo, com 140,7 milhões de usuários. A vida privada tornou-se um balcão de negócios, com 76,9% dos brasileiros utilizando redes sociais para pesquisar marcas, o maior índice global. Gastamos nossa atenção consumindo a intimidade alheia e propagandas, em vez de investir em desenvolvimento pessoal.

— A Dieta de “Calorias Vazias”

Como aponta o especialista Marcelo Tripoli, é preciso avaliar nossa “dieta digital”. Atualmente, o consumo é predominantemente de “calorias vazias”: 97,3% dos usuários assistem a vídeos semanalmente e dedicam mais de 23 horas mensais apenas ao YouTube.

Ocupamos o segundo lugar mundial em apostas online (gambling), buscando soluções rápidas ou escapismo financeiro em telas, em vez de recorrer a meios fundamentais e seguros.

A hiperconexão já começa a gerar um sentimento de desconforto. Há um desejo crescente por equilíbrio e por uma relação mais saudável com a tecnologia. A recomendação é clara: monitorar o tempo de tela e diferenciar o tempo produtivo do entretenimento passivo.

O título de campeão de redes sociais tem um custo alto. Enquanto o Brasil lidera o tempo online, nosso desafio é retomar as rédeas da própria atenção. Não podemos permitir que a facilidade de conexão se transforme em uma barreira para o que é essencial: a vida fora das telas, a saúde real, a educação e a produtividade consciente.

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo:
A- A+

Hospital inaugurado por Allyson: faltou estrutura, mas sobrou marketing. Por Aragão.

— Não adiantaria colocar um chapéu de vaqueiro em cada médico ou em cada enfermeiro. Isso seria ainda mais marketing! Falta estrutura de verdade no Hospital de Mossoró. Falta UTI e condições de atender a população de forma efetiva.

Allyson inaugurou o Hospital Municipal Francisca Conceição da Silva cercado de forte divulgação. Meses depois, surgiram críticas sobre a capacidade operacional da unidade e sobre sua aptidão para funcionar como equipamento hospitalar.

Inaugurou com muito “oba-oba”, mas agora é só “opa-opa”:

— Não tem UTI.
— Não pode atender casos complexos.
— Não abre nos finais de semana.
— Não está integrado à rede pública.
— Tem apenas 10 leitos.

Quem apontou esses pontos preocupantes foi o Secretário Estadual de Saúde. Em entrevista ao Diário do RN, Alexandre Motta reforçou as críticas e afirmou que, tecnicamente, a unidade não possui capacidade para funcionar como um hospital de maior complexidade.

Segundo Motta, o hospital possui estrutura limitada, com apenas 10 leitos e sem UTI, o que restringe o atendimento a cirurgias eletivas simples e pacientes considerados de baixo risco.

“Toda cirurgia tem algum grau de imprevisibilidade. Se acontecer uma situação dessa lá, ele vai ter que encaminhar esse paciente para alguma porta de urgência”, alertou.

De acordo com Motta, pacientes que apresentem complicações precisam ser transferidos para hospitais estaduais com suporte de UTI. Inclusive, segundo o secretário, recentemente dois pacientes foram encaminhados ao Hospital Regional Tarcísio Maia após intercorrências registradas no hospital municipal.

Outro ponto questionado é o funcionamento restrito da unidade, sem atendimento de urgência e emergência nos finais de semana, o que caracterizaria a modalidade de policlínica.

“O Hospital de Mossoró consegue fazer cirurgias eletivas de pequeno porte e, quando chega o final de semana, fecha”, afirmou o secretário.

Enfim, precisamos de ações efetivas para resolver os problemas reais da população. Em outras palavras, não é um chapéu de vaqueiro que faz a diferença, mas o que está debaixo dele.

Fonte: Diário do RN

Fotos: Prefeitura de Mossoró e Fenafim

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo:
A- A+

Um Papangú e uma cultura nua de significado não devem receber verbas públicas. Por Aragão.

— Quanto talento é necessário para dar cambalhotas nu, melado de tinta?

Você poderia pensar que somente um papangu precisa utilizar a nudez para chamar atenção para sua peça. Mas o fato é ainda pior: chamada a atenção, não existe entrega alguma.

O ator parece se entregar a uma convulsão suja de tinta em sua apresentação “Papangú” na UFRN. Nada tem propósito. Nada é comunicado, exceto uma intenção de agredir quem assiste e tentar culpar quem se sentiu agredido por se sentir assim.

A falta de conexão com a população é tão grande que não se conseguiu nada do povo, exceto exacerbar ainda mais a rejeição a essa “convulsão” ou, na melhor das hipóteses, a uma cultura sem conteúdo.

Não fomentou a cultura negra. Foi um desserviço, pois a verdadeira cultura negra é linda na música, no ritmo, na dança, na literatura, no cinema, na política e em inúmeras áreas.

— Machado de Assis e Lima Barreto fizeram verdadeira cultura na literatura;
— Nelson Mandela, Obama e Martin Luther King Jr., na política;
— Raça Negra, Cartola e Martinho da Vila, na música;
E exemplos não faltam de pessoas negras que fizeram e fazem arte de verdade.

Destinar dinheiro público para uma peça que desagrada parte significativa do povo brasileiro é um contrassenso. Utilizar um lugar de fala, para nada comunicar?

Gostaria o ator de diminuir preconceitos? Não conseguiu.
Teria o ator a intenção de combater desigualdades? Não conseguiu.
Pensaria em difundir a cultura negra? Não conseguiu. A apresentação não é vista como manifesto cultural.

A forte rejeição nas redes sociais mostra que grande parte da população não apoia gastos públicos em apresentações dessa natureza. Principalmente um papangu fake pois o tradicional não anda nu.

o problema não é a liberdade artística, mas quando o choque parece substituir a própria arte.

— O ator pregou uma peça na plateia

Não sabendo dançar como o Olodum, não sabendo cantar como Djavan, nem escrever como Machado de Assis, o ator se viu despido de conteúdo. Se tivesse a humildade de ensinar uma receita de bolo em sua apresentação, não saciaria a fome cultural, não alimentaria a alma, mas, para quem esperava um espetáculo, levaria ao menos bolo.

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo:
A- A+

Allyson, o problema não é o chapéu de vaqueiro. Mas a carapuça de um personagem. Por Aragão.

Criar um personagem para ajudar o marketing não é proibido. Qualquer um pode criar. O problema é a população menos esclarecida deixar de enxergar o candidato real e confundi-lo com o personagem.

Vejamos o Allyson contra as oligarquias. Era um traço do seu personagem anterior, utilizado para vencer as eleições para prefeito. Hoje em dia, mudou. Outro personagem entrou em cena. Allyson hoje caminha de mãos dadas com os Maias e os Alves, as maiores oligarquias do RN.

Enquanto prefeito, arrochava o funcionalismo da prefeitura. Hoje em dia, defende a redução da jornada 6×1. Não há ilegalidade nisso. Há marketing.

Adoro o chapéu de vaqueiro. Um símbolo do povo nordestino. Você o utiliza não como o povo nordestino usa, mas como um adereço do marketing político. O chapéu não aparece como expressão natural de uma identidade cotidiana. Surge como elemento de comunicação política, utilizado para reforçar a imagem de homem simples, popular e perseguido pelas elites.

Você vestiu a carapuça quando disse que iria começar a usá-lo direto. Se vai começar a usá-lo direto, é porque não o usava. Então era somente marketing. Mas isso a gente já sabia.

Na minha opinião, uma característica presente nos personagens construídos por Allyson é a vitimização e a habilidade de comunicar com excelência as narrativas baseadas nela. O perseguido ou o pobrezinho. Rosalba fez uma ironia sobre sua vitimização, e você aproveitou muito bem.

Particularmente, espero que o povo do RN saiba discernir entre o que é personagem e o que é real. E possa escolher democraticamente não o melhor chapéu, mas o que está debaixo dele.

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo:
A- A+

A direita não passa pano para Flávio Bolsonaro. O nome de Zema ganha tração nas redes. Por Aragão.

A direita brasileira mostrou um sinal importante de responsabilidade e coerência política: não aceitar blindagem automática apenas por sobrenome ou capital eleitoral. — Exemplo que deveria ser seguido pela esquerda e por todas as ideologias.

O desgaste envolvendo Flávio Bolsonaro mostrou algo salutar para a democracia: setores relevantes da direita passaram a reagir com crítica — não com submissão.

Isso acontece porque a direita construiu sua força apoiada em alguns pilares muito claros: combate à corrupção, coerência moral, enfrentamento ao sistema político tradicional e crítica aos privilégios das elites de Brasília.

Quando surge qualquer sinal de proximidade com práticas que lembram justamente aquilo que o eleitor conservador dizia combater, a reação vem. E veio.

A direita não pertence a uma pessoa ou uma família.

Pertence a ideias.

Se Flávio enfraquece politicamente, o campo conservador não desaparece. Zema surge como alguém que preserva pautas econômicas liberais, discurso de gestão e menor desgaste político-emocional. Cresce principalmente entre conservadores mais pragmáticos, empresariado e setores cansados da tensão permanente.

A lógica é simples: movimentos políticos sobrevivem quando conseguem renovar lideranças sem abandonar princípios.

Talvez o maior sinal de força de uma direita madura seja exatamente este:

não transformar políticos em figuras intocáveis.

Porque quando um grupo político passa a defender pessoas acima dos próprios valores, ele deixa de ser movimento e começa a virar seita.

— Esperamos que a Esquerda também não passe pano para quem comete erros. Todo Brasil ganhará com com essa liberdade.

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo:
A- A+

Relatórios do MP colocam em xeque o discurso de bom gestor de Allyson.

A campanha de Allyson Bezerra ao Governo do Estado tem uma aposta clara: fazer da Prefeitura de Mossoró uma vitrine.

O problema é que os dados oficiais não estão colaborando com esse roteiro.

Enquanto o prefeito projeta uma Mossoró de avanços nas redes sociais, o Ministério Público do Rio Grande do Norte tem produzido relatórios que contam uma história bem diferente. E é esse contraste que começa a virar munição política para os adversários.

Na assistência social, inspeções realizadas entre 2025 e 2026 revelam um cenário crítico: prédios deteriorados, serviços funcionando de forma precária e população vulnerável desassistida. Não é a imagem de uma gestão exemplar.

Na educação, o MP aponta um problema que não foi resolvido: a falta de vagas em creches. A rede não cresceu na mesma proporção que a demanda — um gargalo antigo que a gestão não conseguiu fechar.

Na saúde, o quadro também preocupa. Foram identificadas deficiências no funcionamento de UPAs, problemas estruturais e deterioração em unidades básicas. Exatamente os serviços que mais impactam quem mais precisa.

Inicialmente, imaginava-se que as investigações da Polícia Federal, por meio da Operação Mederi, seriam a principal dor de cabeça de Allyson. No entanto, a sequência de notícias tendo como fonte o Ministério Público vem, na minha avaliação, desgastando de forma significativa o discurso de bom gestor que o prefeito tenta consolidar.

A tentativa de centralizar o debate eleitoral na capacidade administrativa é vista como uma estratégia de Allyson para evitar temas ligados à polarização nacional. O que talvez não estivesse no cálculo da equipe do prefeito era o volume de relatórios e informações negativas surgindo neste momento, colocando em xeque o discurso de êxito administrativo propagado pela gestão.

Fonte das informações: Blog Neto Queiroz

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo: