Auditório quase vazio no evento com Allyson. Uma imagem que vale mais do que mil pesquisas. Por Aragão.
Pesquisas podem ser debatidas. Mas contra fatos há argumentos? E o fato foi um auditório esvaziado.
Em pesquisas, margem de erro pode alterar cenários. Metodologias podem ser questionadas. Recortes podem favorecer interpretações distintas. Mas certas imagens possuem um peso político difícil de negar.
O auditório quase vazio durante a palestra de Allyson Bezerra no 4º Conecta Municípios Potiguares, realizado no Centro de Convenções de Natal, gerou exatamente esse efeito. Mostrou que a maioria dos prefeitos simplesmente não compareceu.
A cena contrasta frontalmente com a narrativa de crescimento construída em torno da pré-candidatura de Allyson ao Governo do Estado.
E o que se viu ali não foi exatamente uma demonstração de força. Muito pelo contrário.
Acredito que está se formando na população uma percepção que Governar Mossoró e disputar o Governo do RN são desafios completamente diferentes.
Existe ainda outro elemento impossível de ignorar.
— Será derretimento eleitoral? As investigações em curso geraram desgastes à imagem de Allyson?
As investigações e desgastes recentes inevitavelmente introduzem cautela no ambiente político. Independentemente de culpa ou inocência — algo que cabe às instituições definir — o simples ambiente de incerteza já altera comportamentos.
Na política, muitas vezes o distanciamento começa antes da ruptura.
E imagens possuem enorme poder simbólico nesse processo.
O evento com Álvaro Dias atraiu um grande número de presentes. Diversos prefeitos compareceram. Esse é outro fato incontestável.
Um auditório cheio transmite ascensão.
Um auditório vazio produz dúvida.
— Será que o calor das investigações está derretendo a popularidade de Allyson?
— Será?
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