Chegou a hora do PCC e do Comando Vermelho? Por Aragão.
O Brasil não conseguiu conter o crime organizado. Muito pelo contrário, permitiu que ele se tornasse organizadíssimo.
Hoje são verdadeiros impérios. Estruturas sofisticadas com ramificações que vão muito além do tráfico de drogas. Postos de gasolina, empresas de transporte público, construtoras, fintechs e até fundos de investimento circulando no coração financeiro da Faria Lima.
— Uma notícia que vai cair como uma bomba para as facções.
Os Estados Unidos avaliam classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. À primeira vista, a proposta parece exagerada. As facções brasileiras não possuem motivação religiosa, ideológica ou política — critérios tradicionalmente associados ao terrorismo. Mas a verdade é que o problema brasileiro cresceu demais.
— Não dá para varrer esse pó todo para debaixo do tapete.
Quando um fenômeno dessa dimensão cresce sem controle, ele deixa de ser apenas um problema doméstico. Passa a ser um problema internacional. E nesse momento surge o interesse externo.
Ao classificar organizações como terroristas, os Estados Unidos passam a ter instrumentos muito mais amplos de atuação: congelamento global de ativos, sanções financeiras, punição a empresas ou indivíduos que mantenham relações com esses grupos e ampliação da cooperação internacional de inteligência — e até uma invasão. Alguém duvida?
O combate ao crime, nesse cenário, começa a se misturar com política de poder. Seria ingenuidade imaginar que as grandes potências agem movidas apenas por altruísmo.
Como nada é tão simples quanto supõe a ingenuidade de quem acredita na bondade de um super-herói — e não no pragmatismo econômico — deixo uma reflexão:
— E nós, brasileiros, como pagaremos essa conta de nos livrar das facções?

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