Um leitor, bem conhecido da sociedade, me procurou para desabafar e fazer uma denúncia sobre uma situação triste, humilhante e injusta pela qual vem passando. Não pode procurar a Justiça, pois é a própria Justiça que promove parte da injustiça — explico isso alguns parágrafos à frente.
Um clássico roteiro de filme sobre grandes traições. Ele, classe média alta, 14 anos mais velho, retira ela do subúrbio e, com muitas juras de amor, formam uma bela família com 3 filhos, 2 empresas de sucesso, inúmeras viagens ao exterior, muitas aparições nas colunas sociais e incontáveis posts de felicidade no Instagram.
Durante 20 anos, mantiveram um casamento que, pelo menos visto de fora — no mundo maravilhoso das aparências e das redes sociais — parecia ir muito bem. Visto de dentro, pela visão dele, tudo ocorria bem demais. Acontece que nada estava indo bem. Como num drama teatral, ela foi elaborando uma traição em 3 atos.
O primeiro, começou a desviar progressivamente dinheiro da empresa que ela administrava para sua conta pessoal. O dinheiro dessa empresa nunca aparecia.
O segundo ato não foi pedir a separação. Ninguém é obrigado a viver com ninguém. A surpresa foi solicitar medida protetiva da Lei Maria da Penha sem prova alguma — alegando uma incabível ameaça de morte. Ele teve que sair de casa injustamente.
O terceiro ato foi pedir, na Justiça, que ele não pudesse ter acesso à sede da empresa devido à medida protetiva.
Analisemos que a verdadeira traição desse drama é a traição à Lei Maria da Penha. Uma lei nobre, necessária e indispensável na luta pelos direitos da mulher — mas que está sendo aviltada por algumas mulheres que usam de má-fé para atingir seus objetivos, distorcendo a verdade.
Como a lei não exige provas para solicitar a medida protetiva, basta uma mente criativa e mal-intencionada para requerê-la. A Justiça precisa proteger quem pede socorro, mas também deve aprimorar instrumentos para evitar prejuízos a quem é inocente.
É óbvio que não podemos expor os nomes, pois o processo corre em segredo de Justiça. Mas é necessário expor as injustiças ocorridas para que possamos evoluir nossas leis, evitando que promovam mais injustiças.
Nota: O artigo traz um relato anônimo, não expõe ninguém e justamente por isso não se justificaria ouvir a outra parte pois não seria possivel já que corre em segredo de justiça. Buscamos apenas discutir possíveis usos indevidos de uma lei importante como a Maria da Penha. O objetivo não é julgar casos individuais, mas provocar reflexão sobre aperfeiçoamentos da legislação.
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