No meu ponto de vista, a Educação no RN é a principal obra desestruturante do governo do PT.
Há quem diga que é a saúde. Outros dizem que é a economia; alguns, a segurança. Todos têm sua parcela de razão. Mas vou justificar o que penso neste artigo.
O nosso pequeno RN tem o pior ensino médio público do país, segundo o IDEB. Isso não acontece da noite para o dia. São anos de falta de atenção e de estudo sobre como melhorar nossa educação.
Talvez confiando no pensamento de que “pior do que está não fica”, o governo do PT, por meio de erros no cadastro de estudantes, fez o RN perder recursos do Fundeb, da alimentação escolar e do transporte escolar. Somente em 2026, a perda chegou a R$ 44,8 milhões.
O Rio Grande do Norte acumulou um prejuízo de R$ 230,52 milhões entre 2024 e 2026 devido a falhas no cadastramento de estudantes no Censo Escolar, principal base utilizada pelo Ministério da Educação (MEC) para calcular o repasse de recursos federais destinados à educação básica.
Apenas em 2026, o Estado deixou de receber R$ 44,84 milhões após cerca de 4,48 mil estudantes não serem incluídos corretamente no EducaCenso, sistema do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Os dados constam em um processo administrativo da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (Seec/RN), que propõe a contratação de uma plataforma tecnológica para corrigir as inconsistências e evitar novos prejuízos milionários.
De acordo com o Grupo de Processamento de Dados (GPD) da Seec, diversos alunos realizaram as provas do Saeb, mas não foram contabilizados porque seus dados não constavam corretamente na base oficial do EducaCenso.
“Parte substancial deste déficit originou-se de falhas na base do Censo Escolar, visto que diversos estudantes que realizaram a prova não foram contabilizados como presentes por não constarem na base oficial do EducaCenso”, registra o documento.
— Como vamos investir em melhorias se perdemos R$ 230 milhões?
Falei que a educação de baixa qualidade é uma obra desestruturante porque degrada o futuro de uma geração. E isso, certamente, impactará a saúde, a economia e a segurança do Estado.

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