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Verão completo: Parnamirim leva vacinação, fiscalização e serviços essências para a orla

O verão em Parnamirim está completo com o trabalho executado pela gestão da prefeita Nilda. De forma integrada e oferecendo mais que festas e eventos, a Prefeitura reforçou a presença do poder público nas ruas com uma ampla oferta de serviços. Entre as principais ações está a vacinação na orla, que facilita o acesso da população aos serviços de saúde em um período de grande circulação de pessoas. Somente neste último fim de semana, 1.209 doses de vacinas foram aplicadas, contemplando diversos imunizantes.

A Prefeitura também intensificou o trabalho da Vigilância Epidemiológica, com equipes realizando vistorias em residências, especialmente em casas de veraneio que permanecem fechadas, reforçando o combate às arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, comuns neste período do ano. No trânsito, as equipes municipais estão presentes nas áreas de maior fluxo com ações educativas, orientação a motoristas e pedestres e distribuição de material informativo, contribuindo para uma mobilidade mais segura e organizada durante o verão.

O cuidado com a cidade também inclui serviços permanentes de limpeza urbana e educação ambiental, com fiscalização voltada ao combate à poluição sonora. A gestão reforça que o uso de paredões de som é proibido, preservando o sossego e a convivência entre moradores e veranistas. Outro eixo de atuação é o ordenamento urbano, com fiscalização do comércio informal e regulamentação da atividade dos ambulantes, garantindo organização dos espaços públicos, segurança e equilíbrio entre o direito ao trabalho e o bem-estar coletivo.

Para a prefeita Nilda, a atuação integrada é fundamental neste período. “Em Parnamirim, o verão vai muito além de festas e eventos. Estamos cuidando da cidade com saúde, trânsito, fiscalização, limpeza e prevenção, para que moradores e visitantes tenham a melhor experiência possível. Esse é o compromisso da nossa gestão”, destacou.

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O vídeo, o português e os viados. Por Aragão.

Assisti ao vídeo que viralizou com o português Fábio Nobre dizendo que no Brasil tem viado demais.

Nenhum vídeo ou texto sobre nossas mulheres lindas? Nem um story? Porque é bem verdade que as mais lindas do mundo são as brasileiras. Vinicius de Moraes, quando viu Helô Pinheiro, fez a Garota de Ipanema; Jorge Amado criou Gabriela, Tieta; populares, cidadãos comuns gravam vídeos se declarando ou fazendo loucuras de amor.

— Mas, Fábio, você fez o quê? Um vídeo sobre os viados!

Mais de 9 milhões de turistas visitaram o Brasil em 2025, mas só você fez um vídeo sobre esse tema. Bem que tentou disfarçar, falando no início sobre a comida, alguns lugares e a beleza das mulheres, mas a maior parte do vídeo era sobre os viados.

— Mas, Fábio, esse vídeo diz pouco sobre o Brasil, e muito sobre você.

Imagino que, na sua terra, possa não ser realmente fácil para você namorar, pois, com tantos países bem próximos, suas conterrâneas podem não preferir namorar um português — ou, é possível, ainda confundir você com algum viado, ora pois.

Acredito que, no Brasil, tenha muitos mesmo, mas isso não atrapalha em nada nós, héteros. Achamos que a concorrência fica menor. Simples assim. E aceitamos a diversidade sem problemas. Você poderia ter pensado a mesma coisa. Nós, brasileiros, quando vamos a uma festa, olhamos as garotas, e os gays olham para os gays. Mas você revelou um detalhe que faz toda a diferença:

— “Toda mulherada pensava que nós éramos boiolas, viados”, disse o português Fábio Nobre.

Acho que isso não foi à toa. Como no Brasil tem muitos, elas reconhecem logo. E, depois de ver o seu vídeo, eu fiquei pensando como elas, Fábio.

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A ideologia chegou no Judiciário Por Aragão.

Anteontem, ao assistir à colação de grau de uma turma de Direito, o paraninfo fez uma observação tão forte quanto incontestável — a ideologia chegou no Judiciário. Ele relatou algo que tem ouvido com frequência de seus próprios clientes na advocacia: — “Tal juiz é de direita ou de esquerda?”

— Quem tem causa é o réu. Não o juiz.

Desde quando uma causa pode — ou deve — ser julgada a partir de um rótulo ideológico? Como se pode equilibrar a balança de Têmis quando o julgamento parte de um viés político prévio e se funde perigosamente ao viés de confirmação? Alguns juizes já não buscam a verdade dos fatos; buscam apenas aquilo que confirma suas convicções.

— Quando juízes viram advogados.

É aí que ocorre a distorção mais grave: magistrados deixam de julgar para, na prática, advogar. Passam a defender causas — não no exercício legítimo da cidadania, mas no espaço que deveria ser reservado à neutralidade.

Sempre existiu, é verdade, certa simpatia de parcelas do Judiciário pelo Executivo. Enquanto a cúpula do Judiciário depender de nomeações políticas, esse risco sempre existirá. Mas permitir que a polarização política chegue aos tribunais é condenar toda a sociedade à pena máxima da insegurança jurídica.

— A quem podemos recorrer?

Quando a previsibilidade do direito desaparece, resta o arbítrio: aos simpatizantes, a balança; a todos os outros, a espada.

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O tribunal de um homem só. Por Luis Marcelo Cavalcanti.

As opiniões expressas em artigos de autoria de terceiros são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não refletem, necessariamente, a posição editorial do Blog Marcus Aragão.

Não faz muito tempo, poucos brasileiros sabiam dizer os nomes dos 11 ministros do STF. O que era bom sinal, que decisões não devem ter dono, são do tribunal. E nem deve o juiz procurar holofotes ou manifestar opinião política ou pessoal publicamente, sobretudo quando envolvam processos sob seus cuidados. Como lembra Eugênio Esber (Revista Oeste, 02.01.2026), “brasileiros que hoje têm 25 anos de idade vieram ao mundo quando seus pais não sabiam citar o nome de um único ministro do STF.”

Nos últimos cinco anos, porém, alguns nomes assumiram um protagonismo midiático, com destaque para Barroso, Toffoli, Dino e André Mendonça. Mas nenhum juiz do país assumiu e misturou tantos papéis e funções como Alexandre de Moraes. De “mediador” de crise envolvendo decretos sobre IOF a “fiscal do fiscal” no caso da sindicância instaurada pelo CFM para apurar condutas médicas, Moraes tem relatado, avocado ou instaurado de ofício quase todos os processos politicamente relevantes para o país. Como se fosse ele próprio o Supremo, e fosse o Supremo apenas ele. Onde estão os demais ministros, de quem ninguém mais ouve falar? De duas, uma: ou estão julgando com discrição, como exigem a Constituição e a LOMAN, ou não estão recebendo processos politicamente relevantes, dada a inexplicável superconcentração no próprio Moraes. O que é duplamente ruim: porque reúne nas mãos de um único juiz o poder de ditar os rumos dos temas centrais para a nação, e desvirtua por completo o sistema de decisões coletivas, transformando nosso mais importante colegiado em um conglomerado (único no mundo) de decisões monocráticas perpétuas. Se já é ruim (à luz do sistema representativo democrático) que os rumos do país sejam definidos pelo Judiciário, mais trágico ainda é que tais decisões sejam de um só juiz.

José Paulo Cavalcanti Filho apresenta estudo riquíssimo sobre o número de processos julgados pelas supremas cortes no ano passado: Estados Unidos, 80 casos; França, 80; Inglaterra, 82; Alemanha, 90; Canadá, 44 (Jornal do Commercio, 12.12.2025). 

No Brasil, o STF recebeu 85.201 processos em 2025, produzindo 116.170 decisões, das quais 93.559  foram individuais, segundo relatório do próprio STF. Pasme, caro leitor, mais assustador do que o volume de processos julgados é saber que mais de 80% deles foram decididos monocraticamente.

José Paulo nos lembra ainda que decisões monocráticas existem só no Brasil. “E em nenhum outro dos 193 Estados Membros da ONU. Nos Estados Unidos e na Grã-bretanha, em situações de extrema gravidade e urgência, quando não esteja reunida a corte, pode o ministro plantonista decidir. Mas essa decisão fica sem aplicação, até que seja convocado o plenário para deliberar sobre o caso. E vale, apenas, se a maioria (usualmente a totalidade) da Corte aprovar.

Ninguém decide sozinho, pois, essa é a regra de ouro para todos os tribunais do planeta.”

Pior é ver que notícias recentes sugerem certo grau de envolvimento nada republicano entre ministros, parentes, esposas e bancas (e bancos) de advocacia, o que me remete à frase atribuída a Benjamin Disraeli, ex primeiro ministro do Reino Unido, de que “quando os homens são bons, as leis são desnecessárias; quando são maus, elas são inúteis.”

Por isso mesmo Piero Calamandei, jurista italiano do início do XIX, afirmava: “a opinião pública está convencida (e talvez não sem razão) de que tomar parte na política significa, para os juízes, renunciar à imparcialidade na justiça.” (Eles, os juízes, vistos por um advogado).

É, meu amigo leitor, não é fácil compreender o Brasil. Menos ainda explicar esse país para amadores, como lembra Karnal. É difícil explicar “que a independência foi liderada por um herdeiro da Coroa Portuguesa (Dom Pedro I)”; que “a proclamação da República foi defendida por um monarquista convicto (Deodoro da Fonseca);”que “a democracia foi implantada com o apoio decisivo de um ex simpatizante do regime militar (José sarney)”. E (digo eu) que Moraes é professor de direito constitucional…

Luis Marcelo Cavalcanti é Procurador do Estado e Advogado.

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Gestão Municipal celebra anúncio de investimentos da Potigás em Parnamirim

A gestão da prefeita Nilda assegurou um novo e importante avanço para o desenvolvimento de Parnamirim: R$ 4,4 milhões em investimentos da Companhia Potiguar de Gás (Potigás) para a ampliação da rede de gás natural no município. O anúncio foi feito durante reunião entre a chefe do Executivo municipal e a diretoria da empresa, evidenciando o protagonismo da atual gestão na atração de investimentos, na geração de emprego e renda e no fortalecimento da economia local.

Parnamirim segue se consolidando como um dos principais polos de distribuição de gás natural do Rio Grande do Norte. Atualmente, o município conta com cerca de 35 quilômetros de rede de gás canalizado, atendendo mais de 11,2 mil residências, além de 69 estabelecimentos comerciais, quatro indústrias e sete postos de Gás Natural Veicular (GNV).

Entre 2026 e 2029, a Potigás vai implantar 17,3 quilômetros de nova rede em Parnamirim, criando 48 novos pontos de entrega e ampliando a capacidade de distribuição em 1.089 metros cúbicos por dia, o que permitirá o atendimento de cerca de 5.400 novas unidades. As áreas inicialmente priorizadas incluem os bairros de Nova Parnamirim, Emaús, Vida Nova, Nova Esperança, Cohabinal, além de unidades hospitalares.

“Esse investimento é resultado de um trabalho contínuo da nossa gestão para ampliar a chegada de novos investimentos a Parnamirim. Estamos diversificando e dinamizando a economia, criando oportunidades e tornando a cidade cada vez mais atrativa para quem quer empreender, gerar emprego e renda”, destacou a prefeita Nilda Cruz.

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O Governo do RN é tigrão para cobrar, mas tchutchuca para pagar. Por Aragão.

— Não é narrativa. É fato. Até o dia 13 de janeiro, batemos recorde de arrecadação, e o 13º salário foi pago com atraso.

Uma obra da atual gestão que ficará na memória das pessoas é a monumental arrecadação de impostos. A extração de dinheiro da população nunca foi tão eficiente. Em nossa terra, tudo dá — dá imposto, claro. São taxas, tarifas, alíquotas e contribuições para todos os gostos e desgostos.

Evoluímos na forma de arrecadar no RN. É como se alterássemos a genética do imposto para que pudesse crescer e se tornar mais resistente, mudando suas características. O ICMS cresceu. Nosso imposto antecipado conseguiu antecipar ainda mais.

— Uma obra desestruturante.

Outra obra formidável é o descontrole fiscal, expresso em uma dívida bilionária — mais de R$ 6 bilhões. Esse fato vem se desdobrando num case nacional desde quando o vice-governador decidiu não assumir e o presidente da Assembleia fez o mesmo.

— Quando a bate-estaca encontra o fundo do poço.

Não batemos no fundo do poço como antigamente. Continuamos aprofundando a situação caótica até que o próximo governo inicie sua gestão. Somente quando chegar esse momento poderemos, finalmente, usar o slogan sem medo de errar: “O melhor está por vir”, porque não será possível piorar.

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Cláudio Santos Governador — Ainda há uma esperança. Por Aragão.

— No portal do inferno de Dante está escrito: “Deixai toda a esperança, vós que entrais.”

Quando a esperança morre, nada nos resta, apenas o inferno das lamentações. Era assim que estávamos no RN: sem horizontes, sem perspectivas, sem 13º — com um governo marcando 65% de desaprovação e ninguém querendo assumir após a saída da governadora.

— O vice-governador declinou.

— O presidente da Assembleia declinou. Ambos têm que pensar no futuro de suas carreiras políticas — estão certos.

— Seguindo a linha sucessória, comenta-se que o desembargador Ibanez Monteiro não tem interesse em assumir, assim como a desembargadora Berenice Capuxu.

Em meio ao caos absoluto e incontestável que enfrentamos diariamente, pagando todos os pecados — inclusive os antecipados — eis que surge um sopro de esperança. Foi ventilado o nome de Cláudio Santos para o governo interino do RN.

Seria uma esperança termos alguém da qualificação de Cláudio Santos no comando do Estado.

Sua experiência como empresário, advogado, secretário de Segurança, presidente do TJ e desembargador permite uma visão mais ampla sobre os desafios enfrentados pelo nosso Estado.

Por não ter uma carreira político-partidária tradicional, poderia conduzir uma administração mais independente e comprometida com a entrega de resultados. Um bom exemplo de gestão eficiente foi sua presidência no TJ, quando soube tomar medidas duras, porém justas, que culminaram em resultados expressivos, como a recuperação da saúde financeira do tribunal.

Mesmo sabendo que um eventual governo interino tem o tempo reduzido, essa notícia já foi como uma brisa que trouxe um pouco de otimismo neste início de semana.

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Gestão Nilda reforça estrutura do Hospital Municipal Márcio Marinho e garante atendimento no litoral

O Hospital Municipal Deputado Márcio Marinho, em Pirangi, teve a sua estrutura fortalecida pela gestão da prefeita Nilda, garantindo atendimento qualificado à população e aos visitantes que frequentam o litoral neste período do ano. Atualmente, o hospital funciona com três médicos, sendo dois em plantão 24 horas e um em plantão de 12 horas, além de dispor de leitos clínicos de internação e ambulância para remoções. A unidade passou por manutenção completa, recebeu novos equipamentos e teve sua farmácia totalmente abastecida.

O volume de atendimentos chega a 150 pacientes por dia na baixa estação, podendo alcançar 200 atendimentos diários na alta estação.
A unidade recebeu abastecimento completo de insumos da farmácia, incluindo a disponibilização de trombolítico, medicamento essencial para o atendimento de pacientes com infarto, ampliando a capacidade de resposta em situações de urgência. O hospital também passou a contar com laboratório modernizado, equipado com aparelhos atuais e insumos suficientes para a realização diária de exames laboratoriais. Houve ainda reforço das equipes, com a chegada de novos profissionais, entre enfermeiros e técnicos de enfermagem.

Entre as melhorias, destacam-se também a implantação de aparelhos modernos de eletrocardiograma, com laudos emitidos em poucos segundos e análise ágil, inclusive com suporte cardiológico. A unidade passou ainda por reforma estrutural, com nova sinalização, melhorias físicas e regularização do fornecimento de materiais de limpeza e administrativos.

Para a prefeita Nilda, as ações refletem o compromisso da gestão com a saúde pública. “Nosso objetivo é garantir que a população de Parnamirim e quem visita nossa cidade encontre um hospital estruturado, com profissionais, equipamentos e medicamentos disponíveis. Saúde é prioridade e estamos trabalhando para oferecer atendimento seguro e eficiente em todas as regiões do município”, afirmou.

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Unimed Natal reforça campanha Ano Rosa e incentiva mamografia sem coparticipação

Iniciativa reforça a importância do diagnóstico precoce e amplia o acesso à mamografia para beneficiárias entre 40 e 74 anos

Mesmo após o mês de outubro, a Unimed Natal segue com a campanha Ano Rosa e, neste início de ano, reforça a importância da prevenção do câncer de mama. A iniciativa amplia o debate sobre o cuidado com a saúde da mulher e lembra que a detecção precoce é um compromisso permanente, não restrito a uma data específica do calendário.

Nesse contexto, a campanha, que acontece de outubro de 2025 a outubro de 2026, reúne ações de conscientização ao longo de doze meses, com foco na ampliação do rastreamento do câncer de mama. O objetivo é alcançar um maior número de mulheres e incentivar a realização regular da mamografia, principal exame para o diagnóstico precoce da doença.

Um dos principais diferenciais da campanha Ano Rosa é a isenção da coparticipação para exames de mamografia realizados por beneficiárias com idade entre 40 e 74 anos. O benefício é válido exclusivamente para os exames feitos no Centro de Diagnóstico e Imagem da Unimed Natal, localizado no Hospital Unimed – CSU. O agendamento pode ser realizado pelo telefone ou WhatsApp (84) 3220-6200.

Para a diretora técnica da Unimed Natal, Dra. Auxiliadora Rocha, o reforço da campanha neste início de ano é estratégico para ampliar o alcance da prevenção. “A proposta do Ano Rosa é justamente lembrar que o cuidado com a saúde da mulher precisa ser contínuo. Ao facilitar o acesso à mamografia, estimulamos que mais beneficiárias realizem o exame no tempo adequado, aumentando as chances de diagnóstico precoce”, afirma.

NÚMEROS
Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o câncer de mama é o tipo mais frequente entre mulheres no Brasil, com mais de 73 mil novos casos estimados por ano. Por dia, são 201 novos casos por dia no Brasil e 3 novos casos no Rio Grande do Norte, ou seja, quase um novo diagnóstico é dado no estado a cada 8h.

Quando identificado em estágio inicial, o câncer de mama pode ter chances de cura superiores a 95%, o que reforça a importância da mamografia de rotina, especialmente a partir dos 40 anos.

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Os haters, o ressentimento e o “frustrado” em Nietzsche. Por Fernando Rocha.

Nietzsche jamais conheceu as redes sociais, mas parece tê-las descrito com precisão. O filósofo identificou no ressentimento o motor psicológico daqueles que, incapazes de criar, afirmar ou realizar algo por si mesmos, passam a negar o valor do que é feito pelos outros. O ressentido, ou, em termos mais diretos, o frustrado, não constrói. Ele reage. Não celebra. Ele desqualifica.
Os haters das redes sociais são a expressão contemporânea desse tipo humano. Raramente aparecem quando há esforço silencioso, estudo prolongado ou sacrifício cotidiano. Surgem quase sempre no momento da conquista alheia, como se o sucesso do outro funcionasse como um espelho incômodo de suas próprias insuficiências.
Um exemplo recente ajuda a compreender esse mecanismo. Uma delegada de polícia, mulher, formada em São Paulo, tornou-se alvo de ataques machistas por parte de um comentarista que, sem qualquer lastro técnico, intelectual ou moral, decidiu reduzir sua trajetória a estereótipos e preconceitos. O incômodo não estava nos fatos, mas no símbolo representado por uma mulher que venceu, ocupou espaço e alcançou mérito em um ambiente historicamente hostil. Para o ressentido, isso é intolerável. Quando não se consegue subir, tenta-se diminuir a altura da conquista alheia.
O mesmo padrão aparece nas reações de certos críticos às recentes premiações internacionais concedidas a artistas brasileiros como Fernanda Torres e Wagner Moura. Em vez de reconhecer talento, consistência artística e reconhecimento externo, surgem tentativas de esvaziar o mérito. Diz-se que não é tudo isso, que é política, que é sorte, que os critérios são fracos. Trata-se de crítica sem obra, sem currículo e sem risco. Uma crítica que não cria, apenas corrói.
Nietzsche já havia observado que o ressentido precisa transformar o sucesso alheio em algo moralmente suspeito para preservar a própria autoestima. Se o outro venceu, o sistema estaria errado. Se foi premiado, os critérios seriam duvidosos. Se se destacou, haveria interesses ocultos. Dessa forma, evita-se o confronto mais doloroso, que é olhar para si mesmo e reconhecer a própria estagnação.
As redes sociais potencializaram esse fenômeno ao oferecer palco e visibilidade a quem nunca produziu nada relevante. O ataque vira identidade e o ódio se transforma em moeda simbólica, alimentada por curtidas, compartilhamentos e algoritmos.
Reconhecer a vitória dos outros exige maturidade, segurança e força interior, virtudes escassas em tempos de comparação permanente. Por isso, o ressentido prefere negar o mérito alheio a admitir que o sucesso costuma ser resultado de talento, disciplina e coragem.
No fim, a lição nietzschiana permanece atual. Quem cria não odeia. Quem afirma não precisa destruir. Quem realiza não perde tempo tentando diminuir a vitória dos outros. O hater, ao atacar, revela menos sobre quem é atacado e muito mais sobre o próprio fracasso não elaborado.

Fernando Rocha é Procurador da República e Mestre em Direito Internacional.

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