A- A+

Câmara Municipal e Assembleia Legislativa devem investigar a Neoenergia Cosern

Depois de alguns meses de muita insatisfação por parte dos consumidores e beneficiários dos sistemas de energia solar, surge uma esperança: a possibilidade de a Câmara Municipal de Natal e a Assembleia Legislativa entrarem no circuito.

O prejuízo pela não compensação da energia solar gerada foi enorme. Meses se passaram para que algumas compensações começassem a se normalizar. Mas e o que não foi compensado? Será devolvido o valor pago?

— O que sabemos é que a conta, quem paga, é o consumidor.

Por falar em conta de energia, no RN está previsto que ela suba mais do que nas regiões Sudeste, Sul, Norte e Centro-Oeste. É que no Rio Grande do Norte pode subir cerca de 6,37% em 2026. Segundo projeções do setor elétrico, o reajuste previsto é superior ao das demais regiões do país.

• Sudeste: cerca de 5,45%

• Norte: cerca de 4,52%

• Sul: cerca de 3,61%

• Centro-Oeste: cerca de 0,08%

É difícil de acreditar, pois o RN é um dos maiores polos de geração de energia renovável do Brasil, principalmente com parques eólicos e, mais recentemente, usinas solares.

— Por que nossa conta de energia é mais cara?

Com a pressão das casas legislativas, retomamos a esperança de uma luz para nossa população.

Comentários (0)

Os comentários estão desativados.

Compartilhar artigo:
A- A+

Escala 6×1. Como vamos construir o Brasil que queremos trabalhando menos? Por Aragão.

— Pão, circo e feriados.

O Brasil se envereda no populismo, que mais parece um suborno. Sim, em ano eleitoral podemos esperar de tudo em troca de votos.

Falhamos em oferecer uma educação de qualidade, não conseguimos dar segurança à população, nossa saúde é uma temeridade, temos uma das maiores taxas de juros do planeta — 15% ao ano —, crédito caro e uma elevada carga tributária. Segundo a CNC, 80,4% das famílias relataram estar endividadas.

Nesse cenário, somente uma mente extremamente populista poderia pensar algo como: — já que falhamos miseravelmente em construir um país próspero que atendesse à população, que tal diminuirmos a escala de trabalho? É realmente bem mais fácil do que melhorar o Brasil. Basta uma PEC e vender na mídia como um avanço, uma conquista para o trabalhador.

É mais uma decisão da série: — já que não conseguimos oferecer emprego para todos, que tal bolsas assistencialistas? É só embalar como um cuidado com a população. Não sou contra o Bolsa Família. Sou muito mais a favor de programas que “ensinem a pescar, e não entreguem o peixe”.

Permitam-me fazer uma reflexão incômoda — mas honesta. O que o trabalhador brasileiro faria com um dia adicional de folga? Pesquisas do IBGE sobre uso do tempo mostram que o brasileiro não aloca tempo livre adicional em estudo, requalificação ou investimento em projeto pessoal. Aloca, majoritariamente, em consumo de entretenimento, redes sociais e — sim — gasto em álcool e lazer. O dia extra de folga, essa espécie de feriado semanal, pode se transformar em mais despesa para as famílias.

A França pode reduzir jornada porque já construiu, ao longo de décadas, a base de produtividade que sustenta a redução. O Brasil quer fazer o caminho inverso — começar pela jornada menor e esperar que a produtividade se ajuste sozinha.

— 97% das empresas do Brasil são micro ou pequenas empresas. Elas são responsáveis por 7 em cada 10 novos empregos; 6 em cada 10 micro ou pequenas empresas quebram antes de completar 5 anos.

O aperto de uma redução da escala 6×1 não será nas grandes empresas, mas nas micro e pequenas.

Esse Cavalo de Troia deve trazer embutido mais desemprego e recessão. Sufocando a micro, pequena e média empresa, sufocamos o Brasil.

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo:
A- A+

Uniclube lança campanha de Dia das Mães com cupom de desconto e frete grátis

Ação segue até 10 de maio, com ofertas em diversas categorias e benefício exclusivo para clientes Unimed

O Uniclube, marketplace da Unimed Natal, lançou sua campanha de Dia das Mães, com ofertas em diferentes categorias e condições especiais para os clientes. A ação segue até o dia 10 de maio e reúne produtos de moda, maquiagem, cosméticos e utensílios domésticos.

Durante o período, os consumidores podem garantir R$ 20 de desconto em compras a partir de R$ 60 ao utilizar o cupom “SUPERMAE”. O benefício é aplicado automaticamente no carrinho, facilitando a finalização da compra.

De acordo com o analista de marketplace do Uniclube, Elison Fonseca, a campanha foi pensada para oferecer vantagens práticas em uma data de grande apelo comercial. “O Uniclube reúne parceiros e condições que facilitam a escolha do presente, com benefícios que fazem diferença no momento da compra, como o desconto direto e o frete grátis”, afirma.

A campanha está disponível na plataforma do Uniclube, reunindo opções de presentes e condições exclusivas ao longo do período promocional. Mais informações em: uniclube.com.br.

SOBRE O UNICLUBE
O Uniclube é o marketplace da Unimed Natal, uma plataforma de benefícios que conecta consumidores a uma rede com mais de 230 lojas parceiras, oferecendo descontos e condições exclusivas em diversos segmentos. Além das vantagens comerciais, o Uniclube oferece frete grátis para clientes Unimed em Natal e na região metropolitana, nas entregas realizadas pela NatalCoop, ampliando a conveniência e facilitando o acesso aos produtos. Os clientes também podem participar do grupo exclusivo de WhatsApp do Uniclube, onde recebem promoções e novidades em primeira mão. Para entrar, basta acessar: https://chat.whatsapp.com/DBK7A6xwDZg8Dw54WGPp2x.

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo:
A- A+

Ouvidora da ALRN participa de 1ª reunião da Rede Ouvir RN

A ouvidora da Assembleia Legislativa do RN, Elissa Galvão, participou na manhã desta sexta-feira (17), na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), da 1ª reunião da “Rede Ouvir RN”. O objetivo do grupo é integrar, fortalecer e realizar cooperação técnica entre as instituições dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de outras Ouvidorias Públicas parceiras.

Na abertura do encontro, a ouvidora da UFRN, Maria das Vitórias de Sá, destacou a relevância da iniciativa para o fortalecimento dos setores de Ouvidoria dos órgãos públicos. “Que nós possamos ampliar o acolhimento ao cidadão, por meio de melhorias em todas as Ouvidorias do Estado”, frisou.

Durante o evento, foram discutidos o regimento e o termo de adesão da Rede Ouvir RN, além da apresentação dos trabalhos das Ouvidorias de órgãos integrantes do grupo: Assembleia Legislativa do RN (AL-RN), UFRN, Tribunal de Justiça do RN (TJ-RN), TCE-RN, Ministério Público do RN (MPRN), Prefeitura e Câmara Municipal de Natal, Controladoria-Geral do Estado do Rio Grande do Norte (Control-RN), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Controladoria-Geral da União (CGU).

De acordo com a ouvidora do Parlamento Estadual, “a integração entre as Ouvidorias públicas é fundamental para fortalecer a escuta do cidadão e tornar o Estado mais eficiente, transparente e responsivo”.

“Quando atuam de forma articulada, as Ouvidorias deixam de ser estruturas isoladas e passam a compor uma rede capaz de acompanhar, encaminhar e resolver demandas de maneira mais ágil e coordenada”, finalizou Elissa Galvão.

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo:
A- A+

Audiência na Assembleia sobre escala 6×1 define encaminhamentos e amplia debate no RN

A discussão sobre o fim da escala 6×1 chegou à Assembleia Legislativa do RN, na tarde desta segunda-feira (27). Proposta pela deputada Divaneide Basílio (PT), a audiência pública reuniu membros da bancada federal do Rio Grande do Norte, representantes do Ministério Público e Governo do RN, além de membros de sindicatos, federações e movimentos estudantis.

No início do evento, houve uma apresentação cultural (Mística) de trabalhadores de inúmeros setores da sociedade, com a utilização de bandeiras dos movimentos sociais presentes, música e palavras de ordem, além da declamação de um poema.

Em seguida, foi veiculada uma reportagem produzida pela TV Assembleia, com pontos e contrapontos a respeito do assunto.

“Eu já fiz parte desta escala, então eu sei o quanto é difícil uma rotina de trabalho tão pesada, e eu queria estudar, mas era muito difícil. Como voce faz uma escala de trabalho que pesa todos os dias? E como dividir o horário com os estudos? Por isso, hoje quando eu penso nessa escala, com relação às mulheres, às mães atípicas, por exemplo, qual o dia que essas mulheres têm para elas mesmas?”, questionou Divaneide Basílio.

Para o presidente do Sindsuper-RN (Sindicato dos Trabalhadores de Supermercados do RN), Marcos Santana, a jornada menor irá proporcionar menos desgaste físico, mental e emocional para os colaboradores do setor.

“Nós vamos ter mais tempo para lazer, para a nossa rotina religiosa, os jovens vão poder estudar melhor e, acima de tudo, os nossos trabalhadores terão menos cansaço físico, mental e emocional, que é o que estamos vendo hoje na nossa categoria”, destacou.

Já o presidente da Central Única dos Trabalhadores do RN (CUT-RN), Irailson Nunes, argumenta que o fim da escala atual irá gerar aumento de produtividade.

“Pesquisas já nos mostram que 70% a 73% da população brasileira aprova o fim da escala de trabalho 6×1. E nós sabemos o quanto isso vai melhorar a qualidade de vida do trabalhador, levando-o a desempenhar melhor suas funções, aumentando consequentemente sua produtividade”, frisou.

Em seguida, a deputada propositora voltou a comentar que “já que se fala tanto em mudança de valores, agora existe a oportunidade de pensarmos quais iremos repassar para os nossos filhos”.

“Solidariedade, respeito e direitos iguais. Eu acredito que, no futuro, as pessoas irão entender que o justo é dar o mesmo direito para todos. E isso vai equilibrar a nossa sociedade”, concluiu a parlamentar.

Na sequência, o supervisor do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Ediran Teixeira, fez uma explanação dos principais aspectos que envolvem o tema, como a desigualdade no Capitalismo; a luta pela redução da jornada de trabalho; as dimensões do tempo do trabalho; os dados atuais da jornada de trabalho e escala 6×1; os impactos positivos do fim da escala 6×1; e os desafios para o movimentos sindical e popular.

“Essa demanda dos trabalhadores não é de hoje. Ela vem de séculos atrás, desde a instituição do capital, quando brigavam por menores jornadas de trabalho – e alguns até tiveram suas vidas ceifadas ao longo da história. O Capitalismo sempre foi o lugar das desigualdades, e o cidadão sempre teve apenas o suor do seu trabalho. O que sobra dos nossos salários é basicamente o que temos para sobreviver”, enfatizou.

O supervisor falou também sobre a desigualdade na distribuição de renda no Brasil.

“O percentual 1% mais rico detém 19,7% de toda a renda produzida no País. Os 10% mais ricos ficam com 56,8% da renda; e os mais pobres têm, na verdade, mais dívidas do que renda. Então, por um lado temos uma apropriação enorme da riqueza e, por outro lado, os 50% mais pobres têm mais endividamento. Por isso os trabalhadores precisam ter mais tempo livre: não apenas para descansar e evitar adoecimentos, mas para discutir quais rumos querem para as suas vidas, como um todo”, disse.

Finalizando, Ediran Teixeira afirmou que os trabalhadores estão num processo constante de adoecimento e não aguentam mais.

“E aqui os números são muito alarmantes. Dados de 2025 apontam que 83,2% das pessoas do setor privado estão trabalhando acima de 44 horas semanais e recebendo apenas um salário mínimo. Além disso, 40% dos trabalhadores do setor de comércio pedem demissão por causa da jornada de trabalho excessiva”, finalizou.

De acordo com o deputado federal Fernando Mineiro (PT), o embate entre capital e trabalho não é de hoje.

“Desde sempre o capital busca ter mais força de trabalho à sua disposição, e o trabalhador busca mais direitos. Vem de muito longe a luta do sindicalismo brasileiro pela redução da jornada de trabalho. A linha do tempo nos mostra que muitas pessoas lutaram antes de nós. E essa discussão de hoje começou a ganhar força com o Movimento VAT (Vida Além do Trabalho), que foi abraçado pela deputada Érika Hilton, talvez hoje a parlamentar mais forte das redes sociais. Então, quando a deputada levantou a pauta, ela ganhou muita força”, destacou Mineiro.

Ainda segundo o deputado, a força de trabalho brasileira que está na escala 6×1 (acima de 40 horas semanais) corresponde a cerca de ? dos trabalhadores de carteira assinada.

“Nós temos cerca de 14 milhões de brasileiros sob o regime da escala 6×1, particularmente quem está nos Serviços Gerais e no Comércio. Por isso, nós estamos colocando a família no centro do debate. Nós queremos que as pessoas tenham mais tempo para a familia, para se cuidar, para estudar e cuidar da vida, porque as pessoas hoje vivem para trabalhar. O trabalhador chega em casa esgotado – e mais ainda as mulheres, que em sua maioria ainda vão cuidar da casa e dos filhos”, detalhou.

O parlamentar federal também trouxe o dado de que mais de 80% dos trabalhadores da jornada 6×1 recebem até dois salários mínimos.

“Então eles são duplamente prejudicados: pela questão da jornada e pelo salário menor. Além disso, quem não é afetado diretamente pela escala 6×1 certamente tem alguém da família que é. Portanto, aonde eu quero chegar? Nós temos que ampliar esse debate e envolver toda a sociedade, ir para as ruas e juntar os movimentos sociais”, acrescentou.

Sobre as votações na Câmara dos Deputados, Fernando Mineiro disse que os dois projetos que tratam do assunto (de 2019 e 2025) passaram na CCJ e, na semana que vem, será implantada uma Comissão Especial para votar o mérito da pauta.

De acordo com o Procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho do RN, Gleydson Gadelha, a discussão não é linear, pois não atinge todos da mesma forma, seja com relação a gênero, escolaridade, nivel social ou remuneração.

“Para discutir jornada, primeiro temos que notar que os mais atingidas por elevadas jornadas são as mais desprotegidas, a exemplo dos negros e dos trabalhadores do setor de serviços”, iniciou.

Para o procurador, nós temos, sim, condições de diminuir a jornada para 40 horas e concentrar o trabalho em 5 dias.

“Isso porque o capital se acumulou muito nos últimos anos. Nós nunca tivemos tanto dinheiro na mão de tão poucas pessoas. Outra questão é que o ser humano não consegue manter o foco no trabalho tantas horas seguidas, pois nós temos um mundo inteiro ao nosso redor. Também existe a questão da própria empresa. Boa parte dos setores hoje está tendo apagão de mão de obra. As pessoas não aguentam ficar muitos anos no mundo do trabalho, porque o modelo de exploração do trabalho é insustentável. Então, para que tenhamos empresas funcionando e para preservar as pessoas, a gente precisa racionalizar o atual modelo de jornada”, concluiu.

Continuando os discursos, a deputada federal Natália Bonavides (PT) ressaltou que o fim da escala 6×1 é um tema fundamental para os trabalhadores.

“Esse tema trata do nosso tempo e do direito de viver bem. Hoje a lei permite uma jornada de 44 horas semanais, que é uma rotina pesada, prejudica a saúde, o convívio familiar, a possibilidade de estudo e lazer. Por isso nós estamos firmes para mudar essa realidade”, destacou.

A parlamentar acrescentou que reduzir a jornada sem diminuir os salários “não é só proteção social, é estratégia de desenvolvimento e bem-estar das pessoas”.

“A história mostra que isso não causa colapso econômico. Portanto, agora nos cabe ouvir a voz que vem das ruas. A mobilização cresceu muito no último ano e no Congresso nós não podemos ignorá-la. Portanto, contem conosco nessa luta!”, finalizou.

Em seguida, a advogada e integrante do Movimento Brasil Popular, Elisa Maria, ressaltou que esse é um dos temas mais importantes da classe trabalhadora atualmente.

“Foi assunto do plebiscito de 2025, que tocou nos principais pontos da desigualdade social brasileira: a alta carga de trabalho que a população brasileira sofre, somada à alta carga tributária, do ponto de vista de que quem menos recebe, mais paga impostos”, disse, complementando que a pauta nasceu de debates levantados pelo Movimento Feminista.

“Portanto, a luta pelo fim da escala 6×1 é central, pois esse é um modelo que rouba tempo, adoece corpos e aprofunda desigualdades. Defender o fim da escala 6×1 é defender o direito de viver com dignidade, enfrentando a lógica neoliberal que transforma a vida em mercadoria”, finalizou Elisa Maria.

Na sequência, o Superintendente Regional do Trabalho e Emprego no RN, Cláudio Gabriel Júnior, elogiou a iniciativa do presidente Lula ao encaminhar a pauta, em regime de urgência, para a Câmara, a fim de acelerar o processo.

“A fala dele foi muito feliz, principalmente quando disse que ‘o fim da escala 6×1 é um passo para um País mais justo e com mais qualidade de vida’. Mais justo, a meu ver, porque o salário mínimo é muito baixo, fruto de um sistema que compreende o trabalhador como apenas mais um meio de produção. Nós vemos como naturais jornadas excessivas e exaustivas. E não pode ser assim. Então essa proposta signifca um equilíbrio de forças, já que a distribuição da riqueza não se deve dar somente em forma de retorno salarial. Uma jornada menos extenuante representa, sim, uma forma de distribuir riqueza, pois também é um ganho para os trabalhadores”, destacou.

Por fim, o subsecretário de Trabalho da SETHAS, George Vieira, fez um resumo histórico, citando algumas conquistas importantes da classe trabalhadora ao redor do mundo.

“Eu venho do meio empresarial. Fui empresário durante 30 anos e agora estou no governo. Mas eu nunca saí do lado de vocês. E eu sei que a hora é agora. Essa pauta será vencida, com certeza, porque o momento é propício”, opinou.

O subsecretário também citou pesquisas brasileiras que concluíram que a redução da jornada de trabalho acarreta um aumento de mais de 60% na conclusão de tarefas, além de gerar um aumento de 85% no engajamento dos funcionários.

“Então, é fato que a experiência vai dar certo. Todos nós precisamos de um tempo para nós e para a nossa família”, concluiu.

Ao final da audiência, foram elencados dois encaminhamentos. O primeiro foi o envio de ofício à Diretoria de Comunicação da ALRN, requerendo a produção e veiculação de materiais jornalísticos com informações sobre as condições de saúde dos trabalhadores que atuam em regime de escala 6×1, identificando os recortes de gênero, raça e idade como elementos fundamentais. O segundo encaminhamento foi sobre a elaboração de uma carta aberta, pelas centrais sindicais, e seu posterior envio à presidência do Legislativo Estadual, para que os deputados possam aderir voluntária e publicamente.

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo:
A- A+

A saúde mudou. E o resultado está aí. Médicos ficam 6 meses sem receber salários. Por Aragão.

 

— A saúde do RN está realmente no vermelho.

Nosso estado é grave. Pense no Walfredo Gurgel, pronto. Agora pense no maior hospital do RN sem os serviços de alta complexidade, porque os médicos estão sem receber seus salários há 6 meses. O Hospital Walfredo Gurgel, que já lembra um inferno, com pessoas sofrendo e agonizando, fica inimaginável sem os serviços de alta complexidade.

No final da tarde de hoje, a SESAP anunciou um acordo com os prestadores de serviços médicos de alta complexidade. Mas a situação geral da saúde segue muito delicada.

Segundo o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed-RN), faltam insumos básicos e essenciais para o funcionamento do Hospital João Machado.

Entre as carências apontadas estão a ausência de exames importantes, como a troponina, marcador fundamental para o diagnóstico de infarto e outras condições cardíacas agudas, sendo decisiva para a rápida tomada de decisão clínica. Também faltam antibióticos, medicamentos vasoativos como vasopressina, Precedex e propofol, e itens básicos como papel para receituário, papel A4, papel higiênico, sabão e álcool.

Os médicos também denunciaram a irregularidade no pagamento dos salários, destacando que o último repasse recebido refere-se ao mês de outubro, com pendências acumuladas desde novembro.

Você, caro leitor, lê essa notícia com tristeza e dor. Mas imagine a dor física e emocional daqueles que sofrem sem atendimento.

A propaganda do governo do Estado prega melhorias. Mas você vê a realidade.

Entendo que o estado da saúde do RN evolui para uma fase terminal. Onde esperamos apenas terminar o mandato da atual gestão.

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo:
A- A+

Unimed Natal reforça apoio à cultura no RN e incentiva programação do Encanta Natal na Rampa

Com shows de Sueldo Soares, Nonato Negão, Quarteto Linha e Sergynho Pimenta, evento aposta em música e convivência em um dos cartões-postais de Natal.

A Unimed Natal, reconhecida como a empresa que mais apoia a cultura no Rio Grande do Norte, é uma das incentivadoras do projeto Encanta Natal – Cultura ao Entardecer, que ganha nova edição no próximo sábado (2), no Complexo Cultural Rampa. A proposta une música, paisagem e convivência em um dos cenários mais simbólicos da cidade, com o pôr do sol dando lugar a uma noite marcada pelo samba e Axé Music.

A programação reúne nomes conhecidos do público. Sueldo Soares e Nonato Negão sobem ao palco juntos novamente, retomando uma parceria que já conquistou plateias, sob a direção artística do maestro Chico Betoven. Em seguida, o Quarteto Linha se junta a Sergynho Pimenta, em um encontro que mistura diferentes influências dentro do samba e do axé.

Com início às 16h e acesso gratuito, o evento aposta na ocupação qualificada de espaços públicos, valorizando a cultura local e promovendo experiências ao ar livre para todas as idades. A ambientação da Rampa, às margens do rio Potengi, contribui para um clima que começa leve, ao entardecer, e evolui para uma programação musical mais intensa ao longo da noite. Os ingressos podem ser retirados antecipadamente no Restaurante Petrópolis, das 11h às 15h.

Para o diretor-presidente da Unimed Natal, Dr. Márcio Rêgo, o incentivo a iniciativas como essa faz parte do compromisso da cooperativa com a qualidade de vida da população. “Acreditamos que saúde também passa pelo acesso à cultura, ao lazer e à convivência. Apoiar projetos como o Encanta Natal é contribuir para uma cidade mais viva, com oportunidades de encontro e bem-estar para as pessoas”, afirma.

Além da programação cultural, o evento também abre espaço para um gesto de solidariedade. Quem puder, é convidado a levar 1 kg de alimento não perecível, fortalecendo uma corrente de apoio a quem precisa. A proposta é unir música, convivência e cuidado coletivo em uma mesma experiência.

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo:
A- A+

Empreiteiras pedem investigação do Congresso em contratos de R$ 5 bilhões da Neoenergia.

— Empresas dizem que são “estranguladas” pela Neoenergia.

Em março de 2026, a Associação Brasileira da Construção Metálica (ABCEM) encaminhou à Câmara dos Deputados uma representação formal acusando a Neoenergia de práticas abusivas em contratos de transmissão de energia. Foi solicitado um inquérito para investigar pelo menos cinco acordos tratam da instalação de mais de 2 mil quilômetros de Linhas de Transmissão. Os contratos ultrapassam a cifra de R$ 5 bilhões.

Segundo a ABCEM, a Neoenergia, supostamente, age de uma maneira similar em todos esses casos. Vence leilões para construção de Linhas de Transmissão com projetos subdimensionados, obtém orçamentos baixos das empreiteiras e, após início das obras —, passa a não realizar pagamentos e forçar renegociações contratuais abusivas. O resultado: três projetos que deveriam ter entrado em operação em março de 2024 acumulam atraso de 680 dias. A empresa nega todas as acusações.

O ponto mais grave, porém, vai além dos contratos. Quando esses atrasos são analisados à luz do fenômeno do Curtailment — o corte forçado de geração renovável por falta de capacidade de transmissão —, emerge uma hipótese inquietante: o atraso nas linhas pode não ser acidental.

Antes, caro leitor, entenda melhor o que é o Curtailment — é quando temos que desperdiçar energia solar ou eólica porque não temos linhas de transmissão em quantidade suficiente para transportar essa energia produzida. Segundo matéria da Valor Econômico, as limitações na infraestrutura de transmissão foram a motivação para os cortes em 65% dos casos.

A lógica é simples: Se não construir as linhas de transmissão necessárias, as usinas eólicas e solares podem ter sua energia gerada desperdiçada. Ora, quem ganha com isso? Pois é, atrasar obras, portanto, poderia ser uma estratégia silenciosa da monopolista?

O resultado são empresas de eólica e geração solar reduzindo o investimento enquanto a Neoenergia segue lucrando bilhões.

Evidentemente, essa minha hipótese ainda carece de comprovação formal. Mas a coincidência entre os atrasos denunciados, a concentração de receita e o agravamento do Curtailment exige resposta urgente de ANEEL, CADE e do Congresso.

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo:
A- A+

Zema. A nova Inconfidência Mineira? Mais um mineiro bota a corda no pescoço em nome da liberdade. Por Aragão.

Eis que em meio a uma nação adormecida, um homem acordou contra um sistema. E não acordou para jogar futebol nem sambar no carnaval como rege a doutrina brasileira que nos impõe uma lavagem cerebral centenária.

Uma nação com problemas crônicos tão enraizados como em nosso país, é preciso alguém com disposição, conhecimento e coragem para por as mãos na terra e arrancá-las das nossas instituições. Suas armas são a sátira, o bom humor e o senso de justiça.

— Vão querer enforcá-lo politicamente?

Com a corda que querem enforcá-lo, Zema está dando um nó nos seus opositores — Um ministro pediu perdão publicamente por um comentário homofóbico. Outros ministros parecem estar com as mãos atadas frente aos argumentos do presidente do partido Novo.

Sem destempero, sem bravatas, sem baixar o nível, ele segue desafiando o poder estabelecido. Recebe ameaças, intimidações, processos mas estamos vendo que nada detém o ex-governador de Minas. Ele tensiona — mas não rompe. Provoca — mas não desqualifica. Avança — mas não perde o controle.

Zema também não vai dar corda ao populismo barato. Já falou que caso seja eleito, ninguém sem trabalhar não vai ter direito a bolsa assistencialista no Brasil.

A coragem do ex-governador em personificar a indignação popular o coloca como um protagonista inevitável na corrida presidencial. As próximas pesquisas devem mostrar sua escalada nos índices intenção de voto.

— Acorda, Brasil.

Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasi

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo:
A- A+

Nina apresenta documentos que comprovam retenção de verbas federais para Natal


A vereadora Nina Souza (PL) divulgou documentos oficiais da Prefeitura de Natal mostrando que o Governo Federal ainda não repassou cerca de R$ 41 milhões destinados a obras na cidade. Os recursos estão vinculados a convênios nas áreas de mobilidade urbana, infraestrutura e saúde, e a demora no repasse tem causado paralisação de obras, risco de encarecimento dos contratos e impactos diretos na população.

Segundo os relatórios, em fevereiro o valor retido ultrapassava R$ 50 milhões. Após o tema ganhar repercussão política, o governo federal liberou uma parte, mas ainda há pendências expressivas.

A divulgação veio como resposta à vereadora Samanda Alves (PT), que havia sugerido se tratar de um caso isolado. Os documentos, no entanto, listam múltiplos convênios com repasses em atraso, dando embasamento técnico às denúncias de Nina.

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo:
A- A+

Caos no Pólo Industrial de Macaíba.

Como nosso Pólo Industrial pode prosperar? Falta o mínimo para as indústrias poderem operar. Uma rua transitável para os funcionários terem acesso é pedir muito?

Um caminhão tombado no meio da via.
Água tomando completamente a estrada.
Operações interrompidas.

Chuva é previsível.
O que não deveria ser previsível — mas no Rio Grande do Norte insiste em ser — é a incapacidade do Estado de garantir o mínimo: infraestrutura funcional em áreas estratégicas da economia.

— Empresários do Pólo criticam a Prefeitura de Macaíba, o Governo do Estado, o Ministério Público e o Idema.

Há relatos — recorrentes — de que obras necessárias enfrentam entraves ambientais e burocráticos. Se isso procede, estamos diante de um conflito clássico: o Estado que deveria viabilizar soluções passa a bloqueá-las.

O episódio de hoje não é um evento isolado. É sintoma de um modelo que combina burocracia, lentidão e falta de coordenação — e que, no fim, penaliza exatamente quem sustenta a economia real. Além desse caos das chuvas, ainda tem as faltas de energia recorrentes na região. Tema de outro artigo publicado recentemente em nosso blog.

No Rio Grande do Norte, produzir já é difícil. Agora, no Pólo Industrial de Macaíba, é quase impossível.

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo: