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A estupidez sem limites. Por Aragão.

Quem não viveu grandes guerras tende a romantizá-las como eventos estratégicos. Mas a guerra não é um jogo de xadrez. É colapso, ruptura e sofrimento social. É a tentativa deliberada de exterminarmos a nós mesmos.

Depois que os demônios são libertados, fazê-los voltar à garrafa é tarefa quase impossível. A Segunda Guerra Mundial foi inicialmente estimada em 4 meses. Durou seis anos. Custou cerca de 60 milhões de vidas. Redesenhou fronteiras, destruiu economias e inaugurou uma era nuclear que ainda nos ameaça.

Sempre todas as partes tem a certeza que estão com a razão. Mas não existe razão na guerra. Os efeitos colaterais são imensos e nunca esperados pois ninguém conhece todas as cartas que o outro lado tem na manga.

Em um mundo equipado com armas hipersônicas, inteligência artificial aplicada a sistemas militares, arsenais nucleares ativos e redes digitais integradas, o risco sistêmico é qualitativamente superior ao de 1939. A interdependência econômica é mais profunda. A vulnerabilidade global é maior.

• Choque energético global;

• Recessão coordenada;

• Radicalização política interna nos países envolvidos;

• E, no limite, um conflito de alcance verdadeiramente mundial.

A ilusão é acreditar que desta vez haverá controle. Que desta vez os limites serão respeitados. Que desta vez a racionalidade prevalecerá automaticamente. A história não confirma esse otimismo.

— Com guerra, a história é outra.

Se ainda não aprendemos com os erros do passado, seguimos com novos erros mas talvez não exista futuro para se arrepender.

— Oremos.

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O Tribunal da Estante. Por Alexandre Aragão.

A estante de um advogado com mais de vinte anos de profissão não é propriamente um móvel. É um sítio arqueológico. Há estratos bem definidos ali, de edições com folhas já amareladas pelo tempo a lombadas que ainda guardam o cheiro de café de madrugadas atrás. Mas, aproveitando o clima de Quaresma — essa época propícia a penitências, em que a gente promete desapegar do açúcar, da bebida ou dos pecados de estimação —, decidi fazer o sacrifício supremo: desapegar da minha biblioteca jurídica. Parte dela já jazia em caixas num self-storage, de onde foram resgatadas hoje, 28 de fevereiro de 2026, como provas de um processo que ninguém lembrava de ter aberto.

Estabeleci um critério rigoroso, digno de juiz de primeira instância em dia de mau humor: só fica na prateleira o livro que eu, num momento de necessidade ou insônia, puder vir a abrir novamente. O resto, para as caixas de doação. Sentença irrecorrível.

Fácil falar. Na prática, foi como julgar velhos amigos.

Peguei aquele manual pesadão, companheiro de madrugadas insones na pós-graduação. Tinha orelhas dobradas, marca-textos desbotados e carregava a memória de uma época em que eu ainda acreditava que decorar incisos era a chave para decifrar o universo. Suspirei. A legislação muda mais rápido que o humor de síndico de condomínio; um manual de processo de vinte anos atrás tem a utilidade prática de um calendário de 1998. O livro foi para a caixa. Doeu, confesso.

Porém, no meio da poeira e da melancolia, tive uma daquelas epifanias que compensam a rinite.

Os sobreviventes do meu crivo implacável não eram livros sobre as leis. Eram livros sobre a essência delas.

Enquanto lá em Brasília há ministro ressuscitando processos arquivados com a mesma naturalidade de quem pede um pão na chapa, na minha estante quem ganhava vida nova eram os pilares da justiça — os imortais, que nenhuma canetada aposenta.

Limpei a capa e reencontrei Karl Engisch. Bati um papo mudo com John Rawls. Troquei olhares cúmplices com Norberto Bobbio e dei um aceno de respeito para Herbert Hart. Eles continuam lá, imunes às vaidades de toga. Não te dizem qual é o prazo de um recurso, mas te lembram o porquê do recurso existir.

Olhando para essa turma que restou na prateleira, não pude deixar de pensar nos calouros de Direito de hoje. Vivemos a era da inteligência artificial. O aplicativo escreve petições em segundos e cospe jurisprudência mastigada.

O risco moderno não é a máquina substituir o advogado — é o estudante começar a pensar como a máquina, buscando apenas o “sim”, o “não” e a resposta pronta.

Torço para que a garotada não se contente com o fast-food jurídico dos algoritmos. Que ainda tenha o ímpeto de ler Bobbio, de brigar com Rawls, de entender que o texto frio da lei é só a superfície de algo muito maior.

Porque o Direito, no fim das contas, é apenas uma ferramenta — um martelo, um esquadro, um bisturi. O objetivo nunca foi cultuar a ferramenta, mas a obra que ela ajuda a construir: aquele negócio teimoso, antiquado e indispensável chamado Justiça.

Fechei a última caixa de papelão, espirrei duas vezes e olhei para a estante. Ficou bem mais vazia, é verdade. Mas, de alguma forma, nunca pareceu tão cheia de sentido.

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Metrópoles: Conversas entre Fábio Faria e Vorcaro eram sobre voto de Toffoli em causa bilionária no STF.

Ex-ministro das Comunicações fazia o papel de ponte entre Vorcaro e o mundo político. Ele tentou reaproximar Toffoli e o dono do Master

Fabio Faria mensagens vorcaro

O ex-ministro das Comunicações Fábio Faria tentou reaproximar o empresário mineiro Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, ainda antes de as investigações sobre o Banco Master chegarem ao Supremo.

Depois de ter comprado a participação do ministro no resort Tayayá, por meio de um fundo de investimentos, Vorcaro se distanciou de Dias Toffoli. A relação entre os dois, até então, era descrita como próxima. A participação de Toffoli, por meio da empresa Maridt Participações S.A, foi vendida em setembro de 2021.

Fábio Faria se dispôs a fazer a ponte. Marcou um encontro entre os dois fora das dependências do Supremo. Mas a conversa, em vez de ajudar, esfriou de vez a relação. Vorcaro teria ficado incomodado com um comentário de Toffoli envolvendo outro banqueiro.

Mensagem de Fabio Faria com Daniel Vorcaro, do MasterMensagem de Fabio Faria com Daniel Vorcaro, do Master
Mensagem de Fabio Faria com Daniel Vorcaro, do Master

Amigo íntimo de Vorcaro, Fábio Faria aparece inúmeras vezes em conversas resgatadas pela Polícia Federal no celular do dono do Master. Os dois tinham negócios em comum, e o ex-ministro das Comunicações funcionava como uma espécie de elo entre Vorcaro e o meio político.

Em uma das mensagens encontradas pela PF e relatadas nas 200 páginas que a corporação enviou ao Supremo nesta semana, Vorcaro informa Fábio Faria que Toffoli poderia mudar o voto em um julgamento envolvendo ações indenizatórias decorrentes do controle estatal de preços no setor sucroalcooleiro nas décadas de 1980 e 1990. O caso refere-se à Usina Alcídia, em Teodoro Sampaio (SP).

A coluna teve acesso às mensagens.

Fábio Faria pergunta a Vorcaro quem lhe repassou a informação de que Toffoli votaria contra a usina. O banqueiro cita o advogado Carlos Vieira Filho, especialista nesse tipo de causa. Ele é filho do presidente da Caixa, Carlos Antônio Vieira Fernandes. Essa conversa foi no dia 13 de setembro de 2024.

Pouco antes, em 26 de agosto, Gilmar Mendes apresentou um destaque para tirar o caso do “plenário virtual” do STF. O julgamento começou de forma presencial, na Segunda Turma, no dia 17 de setembro, dias após a conversa entre Vorcaro e Fábio Faria. Na ocasião, o ministro Nunes Marques pediu vista (ou seja, pediu mais tempo para analisar o tema). O ministro devolveu o processo pouco depois, e Segunda Turma concluiu o julgamento em 1º de outubro de 2024.

Faria entra nessa história por ser amigo de Toffoli e por seu escritório negociar esse tipo de ativo, que envolve bilhões de reais.

Se votar contra a usina era mesmo a intenção do ministro, ele mudou de posição. O julgamento terminou com os votos de Edson Fachin, Kassio Nunes Marques e Toffoli a favor da Usina Alcídia. Gilmar Mendes e André Mendonça ficaram vencidos.

O resultado rendeu à usina R$ 1,5 bilhão a serem pagos pela União, considerando valores atualizados pelo IPCA, do IBGE, mais juros de 0,5% ao ano. Vorcaro não tem papéis da Usina Alcídia.

A desconfiança sobre o posicionamento de Toffoli baseava-se no fato de o ministro, oito meses antes, ter votado contra os interesses de outra empresa do ramo, a Raízen Energia, em um processo idêntico ao da Usina Alcídia.

Neste último caso, Dias Toffoli entendeu que a Raízen, hoje controlada pelo banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual, não tinha direito à indenização. A decisão fez André Esteves perder uma causa que lhe renderia R$ 125,3 milhões em valores corrigidos.

Entre a discussão de um caso e outro, a Segunda Turma não tratou do tema. Ou seja, Toffoli votou de um jeito em um caso e de forma diferente em outro, idêntico. Ambos os casos já tinham tramitado por instâncias inferiores.

Reunião no Supremo tratou de usinas

O assunto sobre os créditos das usinas foi tratado na reunião entre os ministros do Supremo na quinta-feira (12/2). O encontro resultou na saída de Toffoli da relatoria do caso Master. O ministro foi cobrado a explicar as mensagens que envolvem seu voto no tema e que foram consideradas pela PF como suspeitas de tráfico de influência.

Fábio Faria: tive relação com Vorcaro, mas não atuei no STF

Em nota à coluna, Fábio Faria disse que conheceu Vorcaro após deixar o cargo de ministro. Ele frisou que “nunca tratou com nenhum ministro do Supremo Tribunal Federal sobre processos judiciais, e nunca foi responsável pelo relacionamento institucional de Daniel Vorcaro ou do Banco Master”.

Leia abaixo a nota de Fábio Faria na íntegra.

“Fábio Faria conheceu Daniel Vorcaro há quase um ano após deixar a vida pública, enquanto trabalhava no Banco BTG Pactual na função de Gerente Sênior de Relacionamento.

Teve relação pessoal com Vorcaro.

Não é advogado e nunca atuou como tal, nem mesmo conhece o processo citado na matéria, bem como o mencionado advogado. Nunca teve qualquer contrato ou mesmo contato com a citada usina.

O conteúdo das citadas mensagens diz respeito a percepções sobre cenários envolvendo julgamento público. Faria nunca tratou com nenhum ministro do Supremo Tribunal Federal sobre processos judiciais, e nunca foi responsável pelo relacionamento institucional de Daniel Vorcaro ou do Banco Master.

Fábio Faria, após deixar a função pública, se dedica, exclusivamente a atividades privadas, lícitas, legítimas, balizadas pela sua aptidão e formação, em perfeita observância da legislação vigente.

Fábio trabalha, atualmente, com consultoria estratégica e análise de cenário institucional e como pessoa pública e ex-ministro de Estado, mantém relações institucionais com representantes de diversos setores da sociedade.

Por fim, reitera-se que não houve pedido, tentativa de interlocução, intermediação, representação ou qualquer medida concreta relacionada ao processo mencionado”.

Fonte: Metrópoles.

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1 ano do Blog Marcus Aragão. Por você.

Certa vez vi uma propaganda muito premiada de um restaurante em NY que só abria para o jantar. Em uma única frase, sintetizava o zelo e a qualidade que o estabelecimento dedicava ao produto final:

— “Só abrimos à noite porque passamos o dia inteiro preparando o seu jantar.”

O fato é que essa frase nunca mais saiu da minha cabeça. E, de certa forma, é isso que tento fazer aqui com o nosso blog.

Publicamos, em média, um post por dia. Não que os textos demorem a ser escritos — geralmente levam entre uma hora e uma hora e meia. Mas passo o dia inteiro lendo, refletindo, conversando, fazendo atividade física, enfim, abastecendo o cérebro com matéria-prima selecionada e buscando uma qualidade de vida que certamente se reflete na qualidade dos textos.

Nosso perfil não tem — nem pretende ter — a mesma quantidade visualizações mensais de outros blogs, mas nossos posts isoladamente costumam ter. O algoritmo percebe relevância em nosso conteúdo e faz uma entrega bem maior do que o número dos nossos seguidores, que hoje está um pouco acima de 17 mil. Temos posts com visualizações muito elevadas, mesmo quando comparados a grandes perfis, como você pode comprovar nos prints do carrossel. Já tivemos mais de meio milhão de visualizações em um único post.

Ter vocês acompanhando nosso trabalho é um grande presente. E, ao mesmo tempo, sinaliza um grande futuro.

Este é o momento de agradecer a Deus, aos leitores, aos anunciantes — em especial à Unimed, que acreditou no projeto ainda na fase inicial — e também aos colaboradores que nos enviam textos autorais para publicação. Pessoas extremamente qualificadas que compartilham verdadeiras pérolas com nossos leitores.

Meu muito obrigado a Fernando Rocha, Luís Marcelo, Bruno Montenegro Ribeiro Dantas, Alexandre Aragão, Alexandre Teixeira, entre outros que ajudam a enriquecer este espaço.

E termino agradecendo especialmente a você, leitor, por permitir que o nosso blog entre na sua timeline, e de alguma forma, na sua vida. Em um mundo repleto de conteúdos descartáveis, consumidos em segundos, ter você dedicando tempo para ler nossos textos nos motiva a ir mais longe, ajudando a escrever, juntos, a história da informação no RN.

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Deixe de ser quem você não é para que possa ser quem você nunca foi. Feliz Você 2026. Por Aragão.

Muita gente não vive — atua.
Constrói uma versão de si mesmo pensada para impressionar, não para existir. Compra o que não pode, frequenta lugares que não gosta, sustenta personagens caros demais para a própria conta bancária — e para a própria alma.

O preço disso aparece cedo ou tarde. Dívidas, ansiedade, cansaço, frustração. A vida vira uma vitrine permanente onde nunca se pode baixar a luz nem fechar a porta.

Talvez a virada mais honesta não seja mudar de ano, mas abandonar a versão que você criou para agradar os outros. Deixar de ser quem você não é para, finalmente, dar espaço a quem você nunca teve coragem de ser.

Há um medo silencioso nesse processo: o medo de perder pessoas, de ser rejeitado. Mas a verdade costuma ser mais simples — quem gosta de você de verdade permanece. Quem se afasta nunca gostou de você, gostava do personagem.

Liberdade começa quando a aceitação deixa de ser uma obsessão. E paz chega quando você percebe que não precisa provar nada a ninguém para existir com dignidade.

Talvez 2026 não precise de promessas grandiosas. Talvez precise apenas disso: menos performance, mais realidade.

— Assim você poderá ter paz, saúde e felicidade em 2026 — de verdade.

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TV Assembleia vence mais uma vez o Prêmio Fecomércio de Jornalismo

A TV Assembleia do Rio Grande do Norte conquistou mais uma vez o Prêmio Fecomércio de Jornalismo. A cerimônia de entrega aconteceu na noite desta quarta-feira (17), na Casa do Comércio, em Natal. O jornalista Lamonier Araújo venceu pelo quarto ano consecutivo – segundo pela TV legislativa – na categoria Telejornalismo, com a reportagem especial “Fecomércio: A fé move a economia”.

Exibida no Jornal da Assembleia 1ª edição, no dia 30 de outubro de 2025, a reportagem mostra como a fé do povo potiguar se conecta ao empreendedorismo e contribui para movimentar a economia do estado, a partir de iniciativas apoiadas pelo Sistema Fecomércio. Este é o segundo ano em que Lamonier recebe o prêmio representando a TV Assembleia.

Durante a solenidade, integrantes da equipe da emissora legislativa acompanharam a premiação, entre eles o gerente de Rádio e TV da Assembleia Legislativa do RN, Gerson de Castro. “Fico muito feliz com esse resultado, que é fruto do trabalho de toda uma equipe. Esse prêmio é o reconhecimento pelas produções que a TV realiza ao longo do ano e mostra a preocupação da emissora com a qualidade do conteúdo entregue à população”, afirmou Lamonier Araújo.

A reportagem percorre diferentes regiões do Rio Grande do Norte para mostrar como a fé impulsiona pequenos negócios, desde o comércio tradicional do Alecrim, em Natal, até o artesanato religioso e os eventos ligados ao turismo de fé no interior do estado, como em Santa Cruz. O trabalho também destaca a importância da qualificação profissional oferecida pelo Senac como apoio ao desenvolvimento econômico local.

Para o diretor da TV Assembleia, Bruno Giovanni, a premiação consolida a trajetória de excelência da emissora. “O prêmio vencido pela TV Assembleia consagra mais um ano o trabalho de excelência do nosso jornalismo. Desde o início da gestão, a TV Assembleia é a maior vencedora de prêmios de jornalismo, com mais de 15 conquistas nos últimos oito anos, em áreas como reportagem, produção e roteirização. Isso mostra não só a qualidade do nosso trabalho, mas a competência dos nossos profissionais. Esse prêmio de Lamonier nos enche de alegria, porque foi a equipe da TV Assembleia que buscou e trouxe esse grande profissional para a emissora. É a coroação de um trabalho coletivo, feito por toda a equipe, porque ninguém vence nada sozinho”, destacou.

Para Gerson de Castro, a conquista reforça o papel da comunicação pública e das emissoras legislativas. “Prêmios como este demonstram que as TVs públicas não buscam audiência, mas relevância. Eles confirmam a capacidade técnica da equipe e o compromisso com conteúdos que dialogam diretamente com os interesses da sociedade”, destacou.

A matéria contou com produção de Alysson Bala, imagens de Cristiano Bezerra, edição de texto de Sérgio Farias e edição e finalização de Arison Silvino.

Créditos da reportagem
Reportagem: Fecomércio: A fé move a economia
Programa: Jornal da Assembleia 1ª edição
Repórter: Lamonier Araújo
Produção: Alysson Bala
Imagens: Cristiano Bezerra
Edição de texto: Sergio Farias
Edição e finalização: Arison Silvino

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Procon Natal notifica Neoenergia Cosern pela não compensação da geração de energia solar. Por Aragão.

Após a publicação, no Blog Marcus Aragão, da carta aberta à diretora-presidente da Neoenergia Cosern, recebemos uma avalanche de mensagens de apoio — e, principalmente, inúmeros relatos de consumidores que tiveram prejuízo pela não compensação da energia solar gerada.

Consumidores exaustos de tentativas frustradas de solução junto à distribuidora também levaram essas reclamações ao Procon Natal, que prontamente notificou a Neoenergia Cosern.

No ofício, o Procon questiona formalmente a empresa sobre:
•a não compensação dos créditos de energia gerada;
•cobranças abusivas relativas à Contribuição de Iluminação Pública (CIP);
•cobrança indevida de bandeiras tarifárias (amarela e vermelha) a consumidores GD1 e GD2;
•cobrança de ICMS suspenso, sem restituição;
•e a ausência de canais eficazes de atendimento aos consumidores geradores.

Para se ter dimensão do problema, segundo dados da Associação Potiguar de Energia Renovável (APER), entre 10 mil e 15 mil potiguares foram obrigados a pagar a conta integral de energia, nesse mês, sem a devida compensação da geração solar.

Para uma gigante como a Neoenergia Cosern, que registrou lucro de R$ 404,3 milhões em 2024, recursos não faltam para resolver o problema. Para o consumidor comum, especialmente em um estado pobre como o RN, o prejuízo pesa e estressa.
Segundo a diretora-geral do Procon Natal, Dina Perez, “a Neoenergia precisa esclarecer, com total transparência e fundamento técnico, por que o consumidor que utiliza energia solar está pagando mais caro na conta de luz”.

Particularmente, entendo que o monopólio cria uma zona de conforto para a distribuidora e um desconforto permanente para o potiguar. — Por que resolver rápido se todos são obrigados a permanecer como clientes?

O debate se torna ainda mais urgente porque a Neoenergia pleiteia a renovação da concessão por mais 30 anos. Mesmo todos nós sabendo que toda concorrência melhora o serviço e reduz o preço.

Seguiremos dando a visibilidade que o caso exige.

Comentários (3)

Paulo 23 jan 2026

Boa tarde. Desde o mês de novembro de 2025, a Neoenergia Cosern mudou a forma de cobrança de tarifas, principalmente no que diz respeito à tarifa TUSD eles cobram R$0,57 por KW.h consumido, mas a compensação é de apenas R$0,36 por KW.h consumido, sendo assim, mesmo que a geração seja maior que o consumo, sempre haverá diferença a ser paga.

admin 24 dez 2025

Oi, Alexandre, a informação que soube é que comunicariam como proceder na sexta-feira (26/12).

Alexander Tufic 23 dez 2025

Nos informe mais sobre o andamento desta discussão,processo,reclamação e outros contra a cosern,pois a mesma continua nos cobrando todas essas cobranças abusivas.Já tentei entrar em contato pelo 116 e pelo 0800 deles e não atendem e nem dão retorno.Abri uma reclamação jubto a ouvidoria deles,e até agora nada de retorno. Nem Aneel tá atendendo,gostaria de saber um ponto de atendimento do procon mais próximo do satélite,pois vou abrir uma reclamação também,se não resolver,vou acionar justiça. Cosern não tá obedecendo nem o MP,que já determinou que parassem com essas cobranças.ISTO É BRASIL!!!

admin 24 dez 2025

Oi, Alexandre, a informação que soube é que comunicariam como proceder na sexta-feira (26/12).

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China anuncia o maior superávit de uma balança comercial que o mundo já viu: quase US$ 1 trilhão.

A China exportou quase US$ 1 trilhão a mais em produtos do que importou em 2024. O porta-voz da Administração Geral de Alfândegas disse que o país exportou US$ 3,58 trilhões em bens e serviços, e importou US$ 2,59 trilhões – criando um superávit de US$ 990 bilhões, um recorde mundial. O superávit chinês mais alto até então tinha sido de US$ 838 bilhões – em 2022.

As fábricas chinesas produzem um terço de todos os bens manufaturados no mundo. Mais do que Estados Unidos, Japão, Alemanha, Coreia do Sul e Reino Unido juntos, segundo dados de 2022 das Nações Unidas.

Na última década, a China deixou de importar carros para se tornar a maior exportadora mundial. Empresas chinesas produzem quase todos os painéis solares vendidos no planeta. Ao mesmo tempo, os chineses têm importado menos. O porta-voz do governo chinês disse que se outros países não politizassem o comércio, a China teria importado mais.

A cientista política Lauren Gloudeman afirmou que a queda das importações chinesas merece muita atenção:

“A China costumava ser a maior importadora de commodities, petróleo, minério de ferro, por causa do modelo econômico de investimento do país em imóveis e infraestrutura. Mas quando vemos o declínio das importações da China, fica claro que esse motor de crescimento chegou ao limite. A economia da China agora precisa de consumo interno para crescer. Mas, neste momento, há um problema de consumo doméstico”, explica ela.

O superávit comercial em produtos industrializados representa 10% da economia chinesa. O número impressiona, mas deixa a China mais dependente das exportações do que nunca – e mais vulnerável a políticas e tarifas de outros países.

Todas as atenções estão voltadas para o dia 20 de janeiro, quando Donald Trump assume a Casa Branca. Ele prometeu aumentar em até 60% as taxações sobre produtos chineses. Por isso, em dezembro de 2024, empresas americanas aumentaram seus estoques de produtos chineses – e a China atingiu um novo superávit recorde mensal de US$ 104 bilhões.

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Unimed Natal leva o PetMais Saúde para a folia do Carnatal

Ativações acontecem na entrega dos abadás e nos três dias de festa, com distribuição de brindes e ações de divulgação

A Unimed Natal marca presença no Carnatal com uma série de ativações do PetMais Saúde, plano voltado para cuidados veterinários com cães e gatos. A programação começou nesta quinta-feira (5), durante a entrega dos abadás no Centro de Convenções de Natal, e segue nos dias 6, 7 e 8 de dezembro.

Na retirada dos abadás, das 12h às 20h, o público encontrou promotoras apresentando o PetMais Saúde e distribuindo brindes temáticos para os pets. A ação integrou também o sorteio de dois pares de abadás realizado em parceria entre o Carnatal, a Unimed Natal e o PetMais.

Durante os três dias de evento, a Unimed Natal leva a ativação diretamente para a concentração dos blocos. Três promotoras circulam pelo espaço distribuindo máscaras de cachorro e gato, leques e carimbos na pele com frases divertidas que simulam mini tatuagens — todas conectadas ao clima de paquera característico do evento e ao universo pet.

Outra novidade é o estande montado na área de convivência, estruturado no formato de uma casinha de pet e adaptado com layout especial de divulgação do plano. No local, o público encontra uma redoma com bolas em movimento e diferentes brindes, como brindes como comedouros, plaquinhas, bandanas, porta-sacos, garrafinha para pets e para humanos, além da equipe de promotoras que orienta os foliões sobre o PetMais Saúde.

Para o gerente de Marketing da Unimed Natal, Lucas Bonavides, as ativações aproximam ainda mais o público da proposta do plano. “O PetMais Saúde vem crescendo e ganhando espaço entre os nossos clientes. Estar no Carnatal reforça essa conexão e permite apresentar o serviço de forma leve, interativa e em um ambiente onde as pessoas estão abertas a descobrir novidades”, destaca.

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Mario do Lixo é condenado por corrupção. A força que vem do lixo. Por Aragão.

Não é de hoje que se escuta a forte atuação da empresa  de coleta de lixo do Mario Sérgio Macedo Lopes — o Mário do Lixo — em diversas cidades e estados do Brasil.

Esse sucesso todo é amplamente comemorado. Sua festa de aniversário, por exemplo, foi apoteótica, dizem que foi uma noite de puro glamour e atrações como Raça Negra, Durval Lellis, Eliane do Forró e a banda Granfith; Comenta-se em custo superior a R$ 2 milhões somente para esta festa.

— É preciso reciclar.

Só que pelo menos para a justiça, uma parte desse lixo é formada por corrupção. É que a Justiça do Rio Grande do Norte condenou um ex-secretário de Obras de Parnamirim e empresário que foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPRN) pelos crimes de corrupção passiva e ativa. 

O caso foi investigado no âmbito da Operação Pequeno Rio. A denúncia do MPRN apresentou três episódios de corrupção entre maio e julho de 2016, durante a gestão do então prefeito de Parnamirim, Mauricio Marques.

A sentença foi proferida pela 2ª Vara Criminal de Parnamirim. As investigações apontaram que o ex-secretário Naur Ferreira da Silva solicitou e recebeu vantagem indevida, e o empresário Mário Sérgio Macedo Lopes pagou ou prometeu a propina.

Como resultado da atuação do MPRN, Mário Sérgio Macedo Lopes foi condenado por dois crimes de corrupção ativa, totalizando 3 anos, 10 meses e 24 dias de reclusão, com a pena substituída por restritivas de direito. Naur Ferreira da Silva foi condenado por três crimes de corrupção passiva à pena total de 5 anos, 2 meses e 12 dias de reclusão.

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