— No portal do inferno de Dante está escrito: “Deixai toda a esperança, vós que entrais.”
Quando a esperança morre, nada nos resta, apenas o inferno das lamentações. Era assim que estávamos no RN: sem horizontes, sem perspectivas, sem 13º — com um governo marcando 65% de desaprovação e ninguém querendo assumir após a saída da governadora.
— O vice-governador declinou.
— O presidente da Assembleia declinou. Ambos têm que pensar no futuro de suas carreiras políticas — estão certos.
— Seguindo a linha sucessória, comenta-se que o desembargador Ibanez Monteiro não tem interesse em assumir, assim como a desembargadora Berenice Capuxu.
Em meio ao caos absoluto e incontestável que enfrentamos diariamente, pagando todos os pecados — inclusive os antecipados — eis que surge um sopro de esperança. Foi ventilado o nome de Cláudio Santos para o governo interino do RN.
Seria uma esperança termos alguém da qualificação de Cláudio Santos no comando do Estado.
Sua experiência como empresário, advogado, secretário de Segurança, presidente do TJ e desembargador permite uma visão mais ampla sobre os desafios enfrentados pelo nosso Estado.
Por não ter uma carreira político-partidária tradicional, poderia conduzir uma administração mais independente e comprometida com a entrega de resultados. Um bom exemplo de gestão eficiente foi sua presidência no TJ, quando soube tomar medidas duras, porém justas, que culminaram em resultados expressivos, como a recuperação da saúde financeira do tribunal.
Mesmo sabendo que um eventual governo interino tem o tempo reduzido, essa notícia já foi como uma brisa que trouxe um pouco de otimismo neste início de semana.


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