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Decisão de Walter é péssima para Fátima, explica Kelps

Assinta o vídeo no You Tube:  https://www.youtube.com/watch?v=sbZl6zH5kRM.

O ex-deputado estadual Kelps Lima foi entrevistado no programa Roda Livre da TV Futura, em Natal, na segunda-feira, 9.

Kelps disse que o fato político mais relevante da atualidade no Rio Grande do Norte é a decisão do vice-governador, Walter Alves, ter optado por não assumir o Governo do Estado alegando a situação econômica difícil do Executivo.

Para Kelps, a decisão de Walter de não querer ser governador mostra duas situações bem claras: a primeira é que o caixa do Estado deve estar “um abacaxi muito grande”.

A segunda situação é o problema de confiança da gestão estadual em relação ao Governo Federal. Walter não tem certeza se o Governo Lula iria ajudá-lo na gestão do mesmo jeito que ajudou Fátima, o que poderia arruinar sua carreira política.

A decisão de Walter criou um cenário tão complicado, que Kelps demonstrou dúvida se Fátima vai mesmo renunciar no mês de março para ser candidata ao Senado.

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Carnaval: Uniclube oferece cupom de R$ 30 para compras acima de R$ 90 até 17 de fevereiro

Em campanha especial de Carnaval, plataforma reúne ofertas com produtos temáticos e cupom exclusivo

O Uniclube está movimentando o período carnavalesco com uma campanha especial voltada para quem quer curtir a folia com economia e praticidade. Até o dia 17 de fevereiro, a plataforma disponibiliza condições diferenciadas em produtos selecionados para diferentes estilos de celebração — seja na praia, nos blocos de rua ou em encontros entre amigos.

A ação contempla categorias estratégicas para a temporada. Entre os destaques estão itens de vestuário, como biquínis e peças de moda praia/verão para compor o look carnavalesco, além de bebidas, jogos e itens de entretenimento para animar reuniões pré e pós-folia.

Segundoo gerente de Comunicação e Marketing da Unimed Natal, Lucas Bonavides, a iniciativa reforça o papel do Uniclube como um parceiro do cooperado também em momentos de lazer. “O Carnaval é um dos períodos mais aguardados do ano, e o Uniclube quis entrar nesse clima oferecendo vantagens reais para quem já é cliente. A ideia é facilitar o acesso a produtos que fazem sentido para a data, sem pesar no bolso”, afirma.

Como incentivo adicional, o Uniclube disponibiliza um cupom de R$ 30 de desconto para compras a partir de R$ 90, permitindo que os clientes economizem ainda mais na preparação para os dias de festa.

Os interessados podem aproveitar as ofertas e o benefício até 17 de fevereiro, data de encerramento da campanha especial de Carnaval.

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PF encontra R$ 57,5 mil em espécie na casa de secretário de Allyson, apontado como peça-chave na Operação Mederi

A Operação Mederi revelou um detalhe simbólico do escândalo na saúde de Mossoró: maços de dinheiro espalhados pela casa de um dos homens mais próximos do prefeito Allyson Bezerra. Na residência de Almir Mariano, secretário de Programas e Projetos e ex-titular da Saúde, a Polícia Federal apreendeu R$ 57,5 mil em espécie durante as diligências.

Figura conhecida nos bastidores da gestão, Almir é descrito pelos investigadores como o gestor de nível intermediário que, segundo a PF, dava forma oficial ao que seria decidido no topo do esquema. Cabia a ele, segundo a PF, colocar a “caneta” nos contratos e pagamentos que beneficiariam o núcleo político e empresários envolvidos nas fraudes.

O dinheiro não estava concentrado em um único lugar. Agentes relataram ter encontrado valores em diferentes cômodos e pertences. Em um dos quartos, parte da quantia foi atribuída por Almir à própria mãe. No quarto do secretário e no closet, onde ele se encontrava com o namorado na hora da operação, a PF localizou R$ 6,8 mil dentro da mochila do companheiro. Espalhados entre mochilas, gavetas e objetos pessoais, os valores somaram R$ 57.500,00 apreendidos no endereço ligado ao auxiliar de Allyson.

Além do dinheiro vivo, o auto de apreensão registra seringas, ampolas, medicamentos e três veículos na casa: uma BMW X1 em nome de Almir, uma L-200 Triton associada ao namorado e outra L200 Triton pertencente à Ufersa, universidade da qual o secretário é professor. A presença do carro oficial da instituição federal no contexto da operação adiciona mais um ponto de questionamento sobre o uso de bens públicos por investigados.

Para a Polícia Federal, o papel de Almir Mariano foi garantir a continuidade do esquema já em andamento. Ele assumiu a Secretaria de Saúde em janeiro de 2025, vindo justamente da pasta de Programas e Projetos, quando as engrenagens das fraudes já estavam montadas. Permaneceu à frente da saúde até agosto, quando foi deslocado de volta ao cargo de origem.

No seu lugar, Allyson nomeou para a Saúde a então secretária de Assistência Social, Morgana Dantas, que havia comandado a área da saúde no primeiro ano de governo. Ela também se tornou alvo da Mederi, reforçando o fio condutor que liga decisões políticas, escolha de auxiliares e a permanência das práticas apontadas pela PF como criminosas.

Fonte: Blog do Dina

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Ezequiel Ferreira reforça organização e agilidade na composição das comissões

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), anunciou decisões estratégicas sobre a composição das comissões permanentes da Casa. Em reunião com os líderes partidários, ficou definida a manutenção da atual estrutura das comissões permanentes.

“A Comissão de Constituição e Justiça e a Comissão de Finanças permanecerão com sete membros, enquanto as demais comissões manterão cinco e três integrantes, conforme deliberado pelos líderes e pela presidência. O número oficial de membros foi publicado hoje (5), no Diário Oficial da Casa, viabilizando que os partidos encaminhem à presidência da Assembleia suas indicações para composição das comissões”, explicou Ezequiel Ferreira, enfatizando a necessidade de agilidade no processo.

O presidente detalhou o cronograma para a formalização das indicações. “Teremos três sessões para que os senhores líderes possam encaminhar os nomes indicados pelos partidos. A partir de hoje receberemos essas indicações, e, após definirmos os membros das comissões, realizaremos a publicação e, em seguida, a eleição dos presidentes e vice-presidentes de cada comissão permanente desta Casa Legislativa”, disse.

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Líderes Parlamentares criticam governos e debatem sobre operação policial.

O deputado estadual José Dias, falando como líder do PL na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, fez críticas ao governo federal na sessão desta quinta-feira (5), sugerindo que o Brasil poderia seguir os passos da Argentina. Para Dias, o país teria que se livrar de gestões da esquerda. “São representantes do mal aqui na terra”, afirmou o parlamentar, citando ainda o escândalo do Banco Master. “Maior que o escândalo da Petrobras”, concluiu José Dias.

O deputado Nelter Queiroz (PSDB) solicitou à Secretaria de Segurança do Estado a designação de um delegado especial para investigar um assalto que resultou em assassinato ocorrido em Florânia. “Para elucidar esse bárbaro crime”, disse Nelter, que ainda solicitou ao Governo a recuperação asfáltica de um trecho da RN-407 entre a comunidade Mulungu e a cidade de Pendências.

Na liderança do Solidariedade, o deputado Luiz Eduardo apelou para o Governo para liberar o pagamento dos árbitros que atuaram na edição 2025 dos jogos escolares (JERN’S). “Um absurdo ter que vir aqui cobrar isso”, afirmou Nelter que seguiu seu pronunciamento rebatendo discursos de parlamentares do PT em relação às contas do Estado. “Quero aqui contestar narrativas de que pegou o Estado pior do que está agora”, encerrou o parlamentar.

Última oradora do horário de líderes, a deputada Isolda Dantas (PT) rebateu discursos de deputados da direita contra alianças internacionais. “Quem fala aqui já foi na Venezuela? Em Cuba”, questionou Isolda, que também criticou desinformações da direita sobre Ideb, recuperação de estradas, concursos públicos realizados, promoções de agentes de segurança, convocação de servidores. A parlamentar disse que topava um desafio com um adversário para falar sobre o que foi feito pelo governo Fátima. “Quer dizer que o Governo não está melhor?”, questionou Isolda, que também se pronunciou sobre operação da Polícia Federal que envolveu prefeituras como a de Mossoró. “Será que a PF iria na casa de alguém sem ter nada?”, ironizou a deputada, referindo-se ao envolvimento do prefeito e pré-candidato a governador.

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Orelha: o puxão que faltou. Por Luis Marcelo Cavalcanti.

O debatido caso do cão comunitário Orelha me fez refletir sobre a educação dos nossos filhos. Que, sem saber, podemos estar criando filhos sem limites dentro de casa. E aí me pergunto: Onde falhamos? Quando foi que deixamos de fazer o dever de casa na formação dos nossos filhos? O que fazer para evitar que novos Orelhas e Caramelos sejam vítima de filhos da omissão…?


Há quem diga que não foi a falta de educação que gerou aqueles adolescentes criminosos, sádicos e cruéis. O problema deles está no caráter, na alma. Tenho dúvidas.
Porque acho que caráter se constrói, se molda a partir do exemplo e da educação. Penso mesmo que faltou o velho e bom puxão de orelha. Por faltar neles, sobrou pro inocente cão. Faltou limite. Faltou o “não” que forja o caráter. Faltou o limite que salva. Faltou a disciplina que cura. Crianças e adolescentes órfãos de pais vivos. Suponho que o exemplo de casa não devia ser dos melhores. Imagino ali pais hipersolícitos e crianças hipersaciadas, na definição do saudoso Içami Tiba, para quem criar é diferente de educar: “Criar uma criança é fácil, basta satisfazer-lhe as vontades. Educar é trabalhoso.” Basta lembrar que pelo menos dois desses criminosos receberam como castigo uma viagem à Disney.


Tiba é didático ao dizer que o “não”firme e recorrente faz a criança incorporar a regra. Com o tempo “aquele critério de valor passa a fazer parte dela.”(Disciplina: Limite na Medida Certa). Parece mesmo que na pródiga família da Praia Brava sobrou dinheiro e faltou valor. E sem critério de valor, apenas o dinheiro se fez parte nas crianças.


O fato reacende a necessária discussão sobre a redução da maioridade penal e sobre a reforma do ECA para prever “medidas” mais duras, inclusive por crimes contra animais.
E ganha contornos de distopia digital imaginar que aquela crueldade foi divulgada numa tal plataforma Discord, onde crianças e adolescentes compartilham vídeos de tortura de animais e, por vezes, humanos.


Mas convenhamos, amigo leitor, esses monstrinhos e seus pais sofrerão uma pena que não está no ECA (porque vedada pela Constituição): o banimento…

Luís Marcelo Cavalcanti é Procurador do Estado e Advogado.

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1 ano do Blog Marcus Aragão. Por você.

Certa vez vi uma propaganda muito premiada de um restaurante em NY que só abria para o jantar. Em uma única frase, sintetizava o zelo e a qualidade que o estabelecimento dedicava ao produto final:

— “Só abrimos à noite porque passamos o dia inteiro preparando o seu jantar.”

O fato é que essa frase nunca mais saiu da minha cabeça. E, de certa forma, é isso que tento fazer aqui com o nosso blog.

Publicamos, em média, um post por dia. Não que os textos demorem a ser escritos — geralmente levam entre uma hora e uma hora e meia. Mas passo o dia inteiro lendo, refletindo, conversando, fazendo atividade física, enfim, abastecendo o cérebro com matéria-prima selecionada e buscando uma qualidade de vida que certamente se reflete na qualidade dos textos.

Nosso perfil não tem — nem pretende ter — a mesma quantidade visualizações mensais de outros blogs, mas nossos posts isoladamente costumam ter. O algoritmo percebe relevância em nosso conteúdo e faz uma entrega bem maior do que o número dos nossos seguidores, que hoje está um pouco acima de 17 mil. Temos posts com visualizações muito elevadas, mesmo quando comparados a grandes perfis, como você pode comprovar nos prints do carrossel. Já tivemos mais de meio milhão de visualizações em um único post.

Ter vocês acompanhando nosso trabalho é um grande presente. E, ao mesmo tempo, sinaliza um grande futuro.

Este é o momento de agradecer a Deus, aos leitores, aos anunciantes — em especial à Unimed, que acreditou no projeto ainda na fase inicial — e também aos colaboradores que nos enviam textos autorais para publicação. Pessoas extremamente qualificadas que compartilham verdadeiras pérolas com nossos leitores.

Meu muito obrigado a Fernando Rocha, Luís Marcelo, Bruno Montenegro Ribeiro Dantas, Alexandre Aragão, Alexandre Teixeira, entre outros que ajudam a enriquecer este espaço.

E termino agradecendo especialmente a você, leitor, por permitir que o nosso blog entre na sua timeline, e de alguma forma, na sua vida. Em um mundo repleto de conteúdos descartáveis, consumidos em segundos, ter você dedicando tempo para ler nossos textos nos motiva a ir mais longe, ajudando a escrever, juntos, a história da informação no RN.

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Estadão: Rede de propinas que pega prefeito de Mossoró usou conta ‘laranja’ de garota menor de idade, diz PF.

Saiu hoje (09/02) no Jornal Estado de São Paulo (ESTADÃO), uma matéria escrita por Fausto Macedo e Felipe de Paula. O conteúdo é realmente impactante. Acompanhe:

Filha de empresários suspeitos de operar um esquema de propinas e fraudes em licitações no interior do Rio Grande do Norte – alvos da Operação Mederi – teve a conta bancária utilizada para lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, segundo investigadores; estudante recebeu R$ 427 mil em um ano após contratos com o município de Serra do Mel, a 250 quilômetros de Natal; prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, afirmou que ‘não há qualquer fato que o vincule’ às suspeitas da investigação.

A Polícia Federal identificou uma conta ‘laranja’, em nome de uma estudante menor de idade, usada pelos operadores de suposta rede de propinas e fraudes em licitações na área da Saúde que atinge o prefeito de Mossoró e pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União) – alvo principal da Operação Mederi, desencadeada no final de janeiro. O esquema movimentou R$ 13,5 milhões pagos a uma empresa fornecedora de medicamentos que, segundo a PF, repassava vultosas propinas ao prefeito. Uma das artimanhas para não chamar a atenção dos investigadores e dos órgãos que mapeiam o fluxo de dinheiro era o uso da conta da menor, filha do dono da farmacêutica, que armazenava e distribuía o dinheiro da corrupção. A conta movimentou R$ 427 mil em um ano após contratos com o município de Serra do Mar, a 250 quilômetros de Natal.

Em 27 de janeiro, quando a Operação Mederi foi deflagrada, o prefeito de Mossoró afirmou que “não há qualquer fato que o vincule pessoalmente” às suspeitas de fraudes e entrega de propinas.

No centro do escândalo está a companhia Dismed, que teria como sócio-administrador o empresário Oseas Monthalggan, apontado como responsável por organizar e determinar a entrega de propinas a agentes públicos.

Segundo a PF, a engrenagem de desvio de recursos da Saúde e fraude em licitações alcançou os municípios potiguares de Serra do Mel, Mossoró, Paraú, São Miguel, José da Penha e Tibau.

A filha de Oseas Monthalggan e Roberta Ferreira Praxedes da Costa – mulher do sócio da Dismed e proprietária da Drogaria Mais Saúde, também envolvida na entrega de propinas e em contratos fraudulentos -, teve a conta bancária utilizada pelos pais para lavar dinheiro do esquema, segundo a investigação.

O Estadão busca contato com a defesa de Oseas e Roberta. O espaço está aberto. 

“Cliente não aparenta possuir capacidade econômico-financeira para movimentar tal volume de recursos. Suspeita-se de movimentação de recursos de terceiros, notadamente de seu pai, para fins de sonegação fiscal”, aponta a PF.

A análise dos débitos da Drogaria Mais Saúde pelos investigadores revelou que a maior parte das saídas financeiras da empresa foi direcionada para a filha de Roberta e Oseas. Ela recebeu R$ 427 mil entre julho de 2022 e junho de 2023.

Serra do Mel

A Drogaria Mais Saúde, empresa de Roberta, tinha como principal cliente o município de Serra do Mel, a 250 quilômetros de Natal.

Entre 2024 e 2025, a cidade de 13 mil habitantes pagou à empresa R$ 1,4 milhão. Por trás das transferências estaria o ex-vice-prefeito de Serra do Mel e apontado como sócio de fato da Dismed, José Moabe Zacarias Soares (PSD), segundo a Polícia Federal.

Candidato a prefeito em 2024, Moabe operou junto a Oseas os pagamentos de propina em Mossoró e nos demais municípios investigados, diz a Operação Mederi.

Em um diálogo interceptado, Moabe e Oseas detalham o que chamam de “Matemática de Mossoró”, esquema que, segundo os investigadores, atenderia às demandas do prefeito Allyson Bezerra em relação ao repasse de propinas.

“Olhe, Mossoró, eu estudando aqui. Como é a matemática de Mossoró. Tem uma ordem de compra de quatrocentos mil. Desses quatrocentos, ele entrega duzentos. Tudo a preço de custo! Dos duzentos ele vai e pega trinta por cento, sessenta R$ 60.000,00, então aqui ele comeu R$ 60.000,00! Fica R$ 140.000,00) pra ele entregar cem por cento. Dos cento e quarenta ele R$ 70.000,00. Setenta com sessenta é meu, R$ 130.000,00. Só que dos cento e trinta nós temos que pagar cem mil R$ 100.000,00 a Allyson e a Fátima, que é dez por cento de Fátima e quinze por cento de Allyson. Só ficou trinta mil R$ 30.000,00 pra a empresa!”, disse Oseas Monthalggan, em maio de 2025, sobre a ‘matemática’ do município.

Topo do esquema

Para os investigadores, o prefeito de Mossoró e seu vice, Marcos Bezerra (PSD), operavam “o topo do esquema”, além de receber “propina em porcentuais definidos sobre os contratos” com a Dismed.

Bezerra também foi alvo de busca e apreensão no âmbito da Operação Mederi. O Estadão busca contato com a defesa do vice. O espaço está aberto.

“Em relação a Allyson e Marcos, há referências nominais específicas nas conversas indicando recebimento de valores”, diz a Polícia Federal.

“No nível intermediário, estariam os gestores administrativos, que garantiriam as condições institucionais para funcionamento do sistema. No nível operacional, estariam os fiscais e gestores de contrato que viabilizariam concretamente as entregas parciais mediante atestados. Externamente à administração pública, estariam os empresários, que operacionalizariam o esquema no âmbito privado”, assinala a investigação.

Na decisão que autorizou as diligências, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 5.ª Região (TRF5), Rogério Fialho Moreira, destacou informação da Controladoria Geral da União, segundo a qual ‘todas essas práticas ilícitas teriam sido encabeçadas pelo alto escalão’ das gestões municipais.

Fonte: Jornal ESTADÃO.

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Quando o Mounjaro quer tirar o peso da consciência. Por Aragão.

Estamos virando uma geração que quer emagrecer sem mudar hábitos, ser feliz sem enfrentar frustrações e resolver crises com salvadores da pátria?

Somos a geração dos atalhos… 

Sempre seduzidos pelo menor esforço. Seja o salvador da pátria que promete resolver sozinho problemas que levaram décadas para se formar. O amor à primeira vista que dispensaria convivência, diálogo e maturidade emocional; o antidepressivo que promete paz e alegria; ou a dieta milagrosa que garantiria transformação sem disciplina. Em todas essas narrativas existe um elemento comum: a promessa de redenção sem processo.

— Esse é um problema que a sociedade insiste em empurrar com a barriga… mas bem sequinha.

O Mounjaro, para muitos, deixou de ser tratamento e passou a ser símbolo de uma fantasia contemporânea: a possibilidade de mudar o corpo sem enfrentar o estilo de vida que construiu aquele corpo. É como se a seringa pudesse negociar com a biologia aquilo que a rotina insiste em ignorar.

Medicamentos que alteram o metabolismo, o apetite e a resposta hormonal não são neutros. Eles exigem adaptação alimentar, acompanhamento clínico e, principalmente, mudança comportamental para que os resultados sejam sustentáveis. Quando utilizados de forma recreativa, sem prescrição médica, e como substitutos de hábitos — e não como aliados deles — o risco de efeito rebote, perda de massa muscular, dependência psicológica e complicações médicas aumenta. Pancreatites e mortes associadas ao uso do medicamento já começam a ser noticiadas.

Certa vez vi um amigo enfrentar uma enorme torta de chocolate e, diante do meu olhar de espanto, respondeu com naturalidade:

— Não tem problema. Mais tarde tem Mounjaro.

— Tá triste? Venvanse. Nervoso? Rivotril. Gordo? Mounjaro. Crise no país? Salvador da pátria.

O problema surge quando passamos a acreditar que é possível eliminar completamente o custo das transformações. A biologia, a psicologia e a própria história costumam demonstrar o contrário. — Um dia, a conta chega.

Porque nenhuma caneta injetável foi capaz, até hoje, de substituir o processo de carregar — e compreender — o peso das próprias escolhas.

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Por que eu idolatro Jesus Cristo? Por Fernando Rocha.

Este não é um texto de conteúdo religioso, nem pretende ter qualquer cariz teológico. Não discuto dogmas, milagres ou verdades de fé. Falo, antes de tudo, do exemplo de vida. Da força ética e humana de uma trajetória que atravessou séculos e inspirou algumas das pessoas mais admiráveis da história.

Eu idolatro Jesus Cristo pelo modo como viveu e pelo tipo de humanidade que encarnou. Pela simplicidade radical, pelo altruísmo sem cálculo e pelo amor ao próximo exercido de forma concreta, desinteressada e, muitas vezes, incômoda. Um amor que não escolhe destinatários convenientes, mas alcança pobres, doentes, marginalizados, traídos, inimigos e até aqueles que o condenaram.

Esse exemplo transbordou o próprio tempo histórico e serviu de referência para figuras que, cada uma a seu modo, tentaram viver a mesma lógica de doação. Pessoas que transformaram compaixão em ação, simplicidade em método e cuidado com o outro em projeto de vida. Todas inspiradas, direta ou indiretamente, pela mesma ideia fundamental: o valor de uma existência se mede pelo bem que ela produz.

Há também um aspecto profundamente revolucionário para sua época: a forma como Jesus enalteceu e dignificou as mulheres, rompendo com uma tradição estruturalmente machista. Em um contexto em que a mulher era frequentemente invisibilizada, ele a colocou no centro da experiência humana e moral. Maria, sua mãe, é apresentada como símbolo de coragem e dignidade. Maria Madalena surge como amiga leal, presente quando muitos haviam fugido. Não por acaso, são mulheres as primeiras testemunhas dos acontecimentos decisivos de sua história, um detalhe que desafia frontalmente a mentalidade social e jurídica daquele tempo.

Mas é talvez na sua postura contra a mercantilização da fé que meu apreço se torna ainda mais vigoroso. Jesus combateu de forma enfática os chamados mercadores do templo. Foi explícito, duro e inequívoco ao denunciar a transformação da fé em negócio, do sagrado em produto e da esperança alheia em fonte de lucro. 

Ali, ele deixa claro que há algo profundamente errado, moralmente errado, em enriquecer à custa da crença, do medo ou da fragilidade das pessoas. Apropriar se do nome do Pai para mercancia, para acumulação de riqueza ou poder, é apresentado como desvio grave, incompatível com qualquer ética minimamente honesta.

Essa crítica é de uma atualidade quase desconfortável. Vivemos um tempo em que proliferam mercadores da fé modernos, que vendem milagres, prometem prosperidade, negociam bênçãos e transformam a espiritualidade em modelo de negócio altamente lucrativo. O que deveria ser consolo vira produto. O que deveria ser serviço vira exploração. O que deveria ser simplicidade vira ostentação. Nada parece mais distante do exemplo de Cristo do que a fé convertida em instrumento de enriquecimento ilícito, travestido de devoção.

Os próprios relatos bíblicos reforçam essa ética. Jesus lava os pés dos discípulos para ensinar que autoridade é serviço, não dominação. Multiplica o pão para que ninguém passe fome, não para exibir poder. Conta a parábola do bom samaritano para mostrar que o verdadeiro amor não reconhece fronteiras, identidades ou conveniências. Amar o próximo, ali, é amar sem esperar retorno, sem aplausos, sem lucro.

Nada disso exige fé para ser admirado. Trata se de uma proposta de humanidade profundamente atual. Em um tempo em que tantos idolatram mitos vazios, ególatras profissionais e narcisistas de redes sociais, figuras que vivem da própria imagem, da autopromoção e da validação constante, o exemplo de Cristo vai na contramão. Ele não buscou fama, não acumulou riquezas, não construiu palácios. Deixou um padrão ético exigente: a bondade como escolha diária, a simplicidade como forma de resistência e o cuidado com o outro como medida de grandeza.

Por isso, eu idolatro Jesus Cristo. Não como objeto de culto abstrato, mas como referência de vida. Porque, quanto mais barulhento, vaidoso e mercantilizado se torna o mundo, inclusive no campo da fé, mais revolucionária se revela a ideia de viver com simplicidade, honestidade, respeito e amor genuíno ao próximo.

Fernando Rocha é Procurador da República e Mestre em Direito Internacional.

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Flávia Camilla 08 fev 2026

Bela e necessária reflexão!

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Grupos poderosos utilizam o excesso de judicialização para impedir a divulgação de pesquisas.

Não se consegue ficar medindo cada milímetro do regulamento nem buscar “cisco jurídico” usando uma lupa nas linhas e entrelinhas das pesquisas sem contar com um aparato estruturado que, muito provavelmente, só está a disposição dos pré-candidatos pertencentes a grupos poderosos. — Como é o caso dos partidos ligados ao pré-candidato Allyson Bezerra.

É legítimo que partidos fiscalizem pesquisas. Faz parte do jogo democrático. O que merece reflexão é quando esse mecanismo passa a ser utilizado como estratégia recorrente para retardar ou inviabilizar a divulgação de dados que podem ser desfavoráveis a determinados grupos políticos.

O caso envolvendo pesquisa do instituto INSPPE e o Datavero, são bons exemplos. Um foi barrado judicialmente após questionamentos sobre a origem dos recursos que foram esclarecidos na sequência. O outro, levantou dúvidas sobre o pesquisador que também foram solucionadas. Ambos não passaram de ciscos jurídicos que foram espanados com facilidade tendo sua publicação liberada.

— O cisco vai parar sempre no olho do eleitor.

Essas tentativas de impedimento ocuparam apenas o tempo do judiciário com trivialidades. Sim, é muitíssimo provável que os grupos políticos sabiam do óbvio desfecho mas insistiram na judicialização para “ganhar” alguns dias fazendo o eleitor “perder” a oportunidade de enxergar o cenário eleitoral evidenciado pelas pesquisas.

Esse é o problema quando o zelo técnico ultrapassa a fronteira da razoabilidade e passa a tentar restringir o fluxo de informação ao eleitor.

Quando pesquisas são barradas por irregularidades graves, o sistema funciona e deve funcionar. Mas quando suspensões passam a ocorrer de forma reiterada por entraves burocráticos que posteriormente são sanados facilmente, surge a impressão de que a judicialização deixa de ser instrumento de proteção e passa a ser instrumento de disputa política.

A democracia não se fortalece com menos informação. Ao contrário. Democracia exige luz, debate e confronto de dados.

— Cisco jurídico é um neologismo que significa algum entrave de baixa relevância.

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