O que muda na sua empresa com a Reforma Tributária (e por que não dá para esperar)
Se a sua empresa está no setor de serviços, esse artigo muda o seu planejamento para os próximos anos.
A Reforma Tributária é a maior mudança no sistema de impostos do Brasil nos últimos 40 anos. ICMS, ISS, PIS e COFINS serão substituídos por dois novos tributos: IBS e CBS. O objetivo é simplificar o sistema. Só que simplificação não significa redução de imposto.
Empresas de contabilidade, consultoria, advocacia, saúde e educação são as mais expostas. Hoje, muitas pagam menos de 10% de tributos sobre o faturamento. Com a reforma, essa alíquota pode chegar perto de 26% em alguns casos. Contratos precisarão ser revistos, tabelas de preço também, e em boa parte dos casos, parte desse custo vai chegar ao consumidor final.
Quem está no Simples Nacional enfrenta um problema diferente. O regime continua existindo, mas empresas optantes vão gerar menos créditos tributários para seus clientes. Isso pode tornar a contratação delas menos atraente nas relações entre empresas, especialmente com companhias maiores.
Tem ainda a discussão sobre tributação de lucros e dividendos, que pode tornar a pejotização menos vantajosa do que é hoje. Esse debate está em aberto, mas ignorá-lo é um erro de planejamento.
Empresários que esperarem as novas regras entrarem em vigor para agir vão começar atrasados. Revisar contratos, reposicionar preços e entender os impactos específicos para o seu setor já é possível agora. Quem fizer isso antes sai na frente, com menos custo e mais controle sobre a transição.
A Reforma Tributária não vai mudar só a contabilidade. Vai mudar a forma como as empresas operam, negociam e crescem no Brasil.
Pedro Henrique Júnior, sócio-fundador e diretor executivo da Audita Soluções Corporativas Lieda Amaral, consultora tributária sênior, professora de cursos de pós-graduação, sócia da BSSP Consulting e especialista em Reforma Tributária sobre Consumo, Renda e Patrimônio
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