— Na corrida pelo engajamento, Virginia Fonseca ganharia por uma bunda de vantagem.
A polêmica que começou nesta semana após uma entrevista publicada pela revista VEJA, em que Gabriel David afirmou que “nenhuma mulher é tão relevante midiaticamente nesse momento no Brasil como a Virgínia Fonsêca”. A declaração polemizou, entre leitores que não gostaram nada desse exagero. Justamente no momento em que uma outra brasileira conseguia um feito extraordinário mas ainda lutando para sair do anonimato.
Tatiana Sampaio não corre nem anda atrás de engajamento. — Ela faz as pessoas voltarem a andar — É bem diferente.
Tatiana Sampaio é o Brasil que deu certo. É o Lucas Pinheiro, nosso medalhista olímpico, de jaleco. A cientista brasileira busca há quase 30 anos salvar vidas através da ciência. O fato que ela alcançou beira realmente o inacreditável. Simplesmente, 6 pacientes seus, tetraplégicos ou paraplégicos, apresentaram retomada de movimentos após a aplicação da polilaminina. Alguns voltaram a andar.
Em um país onde curtidas valem mais que currículos, a comparação foi inevitável: de um lado, milhões de seguidores; do outro, décadas de laboratório.
Acredito que a polêmica por mais absurda que seja só ocorreu porque sabemos que o Brasil valoriza as personalidades erradas. — Os heróis de Cazuza morreram de overdose.
Ganha espaço na mídia jogador de futebol quando engravida mais uma fã, pagodeiro quando troca de namorada, cantora quando choca a sociedade para ganhar curtida e vale tudo para ver quem desce mais rápido a ladeira da moralidade. Sabedor disso, o colunista da Veja soltou sua pérola.
— Quem sabe nossa mídia também comece a andar com a ajuda da Tatiana Sampaio?
A sociedade precisa se unir para construirmos os heróis de verdade da nossa gente — Somente eles poderão salvar nosso Brasil de ser eternamente o país do futebol, do carnaval e da corrupção.

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