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Referência nacional em Cuidados Paliativos estará em Natal para treinar equipes do Hospital Unimed.

A médica Lilia Embiruçu, referência nacional em Cuidados Paliativos, estará em Natal nesta sexta (15) e sábado (16) para uma agenda de treinamentos e palestras no Novo Hospital Unimed – CSU e na Gerência de Prevenção e Atenção Domiciliar – GPAD. Além de capacitar equipes técnicas e multiprofissionais, ela será palestrante no 1º Seminário de Cuidados Paliativos promovido pela cooperativa.

Com ampla experiência clínica e acadêmica, Dra. Lilia é neonatologista, paliativista, pós-graduada em Luto e Capelania, integra comitês nacionais da área e atua em projetos de referência no Brasil e no exterior. Sua presença oferece ferramentas para fortalecer a assistência integral, humanizada e multidisciplinar, valorizando não apenas o tratamento físico, mas também as dimensões emocionais, sociais e espirituais dos pacientes.

Para o diretor de Recursos Próprios da Unimed Natal, Dr. Robinson Dias, a vinda da especialista representa uma oportunidade valiosa para atualização e aprimoramento das práticas assistenciais. Já o coordenador do Núcleo de Cuidados Paliativos do Hospital Unimed – CSU, Dr. Rodrigo Furtado, destaca que o cuidado paliativo exige um olhar atento que valoriza o paciente como um todo, e que a experiência da Dra. Lilia será um ganho imensurável para a equipe e para os pacientes.

O Núcleo de Cuidados Paliativos do Novo Hospital Unimed – CSU, em fase final de implantação, tem como objetivo oferecer suporte especializado a pacientes com doenças crônicas ou em estágio avançado, orientar familiares e promover qualidade de vida. A iniciativa reforça o compromisso da Unimed Natal com a excelência técnica e a sensibilidade humana no atendimento.

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Setor Jurídico da ALRN amplia acesso à justiça para população vulnerável

No último semestre, a Coordenadoria de Defesa dos Direitos Humanos e Assistência Jurídica Popular da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) tem consolidado seu papel como elo essencial entre o poder público e a população de baixa renda. Com 372 processos em tramitação nas áreas de Direito das Famílias e Sucessões, Cível Especializada e defesa dos direitos das mulheres, a unidade reforça o compromisso da Casa Legislativa com o acesso à justiça e a dignidade da pessoa humana.

Para o presidente da ALRN, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), o serviço prestado pela Coordenadoria é uma demonstração prática do papel social do parlamento. “Nem todo cidadão tem condições de pagar por um advogado ou enfrentar os custos de um processo judicial. Por isso, a atuação dessa Coordenadoria é essencial. Ela representa o compromisso da Assembleia em garantir que a justiça seja acessível a todos, especialmente aos que mais precisam”, declarou o parlamentar.

Localizada no prédio anexo da Assembleia, na Avenida Jundiaí, em Natal, a Coordenadoria atua sob a chefia da advogada Karina Silveira Silva e tem como missão garantir apoio jurídico gratuito à população financeiramente hipossuficiente, especialmente, famílias com renda de até dois salários-mínimos.

A atuação do setor é voltada para casos de interdição, adoção, disputas familiares, registros públicos e processos relacionados à Lei Maria da Penha, assegurando o acompanhamento integral de cada demanda, da orientação inicial à representação em audiências, passando pela elaboração de peças processuais e cumprimento de diligências.

Esse atendimento gratuito só é possível graças a uma cooperação técnica firmada entre a Assembleia Legislativa e a Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte, que permite a atuação jurídica da unidade dentro do escopo legal previsto e com respaldo institucional. “Nosso trabalho vai além da atuação processual. É um instrumento de promoção da justiça social, que busca pacificar conflitos e assegurar os direitos fundamentais, especialmente das mulheres em situação de vulnerabilidade”, afirma Karina Silveira.

Com mais de três décadas de atuação, inicialmente vinculada à antiga Procuradoria Judicial, a Coordenadoria hoje integra a estrutura da Diretoria de Políticas Complementares. Seu fortalecimento reflete o empenho do Legislativo estadual em assegurar que o acesso à justiça seja um direito efetivo e não um privilégio.

Além do impacto direto no atendimento à população, os resultados do setor também indicam avanços na humanização do serviço público e na construção de uma sociedade mais igualitária. “Cada processo que acompanhamos representa uma família que encontra respaldo no poder público para resolver situações muitas vezes delicadas e urgentes”, reforça a coordenadora.

O contato com a Coordenadoria pode ser feito pelo telefone (84) 3132-0343. O atendimento é realizado presencialmente na sede da unidade, localizada na Avenida Jundiaí, nº 481, bairro Tirol, ao lado da Câmara Municipal de Natal.

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O TST e os super penduricalhos — Da sala VIP aos 30 Lexus. Por Aragão.

É possível até entender a existência de alguns penduricalhos — benefícios que, dentro de um certo limite, se justificam pela função exercida. Mas o que o Tribunal Superior do Trabalho fez com a sala VIP de R$ 1,5 milhão e os 30 Lexus de R$ 346,5 mil cada para 27 ministros ultrapassa qualquer lógica de razoabilidade. Mostra não apenas a falta de conexão com a sociedade e com o momento que o país enfrenta, mas também joga luz, sem necessidade alguma, sobre uma questão que só reforça a distância entre o Judiciário e o cidadão comum. Será que o próximo passo será criar o “auxílio hora certa”, com a entrega de 30 Rolex para que seus donos não percam o voo?

Esses gastos chegam num momento em que o país enfrenta filas na saúde, cortes orçamentários, obras paradas e promessas engavetadas. E é justamente essa desconexão que transforma um ato administrativo em um símbolo político — e negativo. Uma sala VIP privativa e 30 Lexus por R$ 10,3 milhões não representam apenas conforto: representam uma mensagem. E, no caso, a mensagem é a de que o topo da Justiça do Trabalho tem uma caneta mágica e um caixa sem fundo para realizar qualquer desejo. Basta querer. Com esse distanciamento “necessário” da população, como o proposto pela Sala VIP, amanhã não seria difícil imaginar ministros em ilhas privativas.

O problema é que cada um desses excessos funciona como adubo para algo mais perigoso: o ressentimento social. O brasileiro comum, que lida com transporte precário, salários achatados e insegurança, enxerga nesses privilégios um país para poucos — onde pouquíssimos desfrutam de muito às custas de muitos que têm quase nada. Esse rancor vai se acumulando, regado por cada sala VIP, cada carro de luxo, cada promessa não cumprida e cada escândalo de corrupção.

E aqui mora o risco: um dia, esse ressentimento pode ser usado como combustível por algum radical habilidoso na retórica — um populista capaz de inflamar as massas contra “tudo que está errado”. E a história mostra que esse tipo de reação, quando vem, raramente constrói algo melhor no lugar.

Não dá para culpar apenas as redes sociais.

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CREA REALIZA CONGRESSO ESTADUAL DE PROFISSIONAIS — DIAS 14 E 15 DE AGOSTO

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Norte (Crea-RN) realizará, entre os dias 14 e 15 de agosto, na sede do Crea-RN em Natal, a etapa final do Congresso Estadual de Profissionais (CEP). Com o tema “Engenharia, Agronomia e Geociências no Desenvolvimento das Cidades”, o evento faz parte de uma mobilização nacional do Sistema Confea/Crea e Mútua para debater ideias e propor melhorias para a engenharia, agronomia e geociências no país.

Realizado a cada três anos, o Congresso Nacional de Profissionais (CNP) reúne contribuições de todas as regiões do Brasil. No RN, o CEP, etapa que antecede a fase nacional, foi promovido em diversas cidades, por meio de reuniões preparatórias em Caicó, Currais Novos, Mossoró, Assú e Pau dos Ferros, com o objetivo principal de formatar propostas que possam transformar a vida nas cidades brasileiras por meio da atuação técnica e estratégica dos profissionais do Sistema. Essas propostas serão debatidas em Natal e, se aprovadas, seguirão para a etapa nacional.

Já foram aprovadas mais de 30 propostas nas fases microregionais do CEP, que irão se somar às contribuições a serem discutidas durante a etapa final, em Natal, ampliando a representatividade das propostas potiguares.

“É a oportunidade de qualquer profissional do nosso sistema interferir diretamente na vida do cidadão e das cidades. Tem uma ideia para melhorar a vida das cidades através da engenharia, da agronomia e da geociência? Vem pro evento, vamos ajudar a formatar.”, afirmou Júlio Nobre, coordenador estadual do congresso.

Para orientar a construção das propostas, o Confea definiu eixos temáticos e disponibilizou textos de apoio, que estão disponíveis no site do Crea-RN: https://crea-rn.org.br/page/12o-congresso-estadual-de-profissionais-do-crea-rn. O corpo técnico do Conselho também estará presente durante o evento para auxiliar na formatação e estruturação das contribuições.

As propostas selecionadas no estado integrarão o debate nacional no CNP 2025, que ocorrerá em Vitória/ES, de 10 a 13 de setembro.

Serviço

Congresso Estadual de Profissionais
Data: 14 e 15 de agosto de 2025
Horário: 18h
Local: Sede do Crea-RN
www.crea-rn.org.br

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Comitê de Governança da Assembleia Legislativa se reúne para avaliação de metas

Com a presença das diretorias  que compõem a ALRN, o Comitê de Governança da ALRN se reuniu nesta sexta-feira (8), na Sala das Comissões.

A reunião acontece mensalmente a fim de avaliar as metas, tratar dos avanços e demais assuntos pertinentes na Casa.

Hoje estão sendo apresentados os resultados dos indicadores e metas de todos os setores da ALRN. Os números são relativos ao último trimeste.

O Comitê de Governança fiscaliza e avalia o cumprimento dos indicadores do planejamento estratégico implantado pela primeira vez na história do Legislativo do RN, uma iniciativa da gestão do presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB).

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Alessandro Bicca. Temos um Predador entre nós? Por Aragão.

Atendendo aos inúmeros pedidos que recebi, escrevo sobre um caso que tomou as redes sociais após o relato de Geovana Almeida. No centro da denúncia está o dentista Alessandro Bicca, cuja imagem pública de profissional respeitado contrasta com a experiência que ela decidiu expor: um padrão de violência meticulosa, requinte de crueldade e dominação psicológica que choca pelo cálculo e pela frieza.

À luz do dia, um homem cordial e aparentemente inofensivo. Mas, atrás das portas fechadas — ainda de acordo com seu relato —, a violência se agravava especialmente quando consumia álcool. Geovana contou que os sinais de abuso começaram com controle disfarçado de cuidado, passando por ciúmes, manipulação e isolamento social. Disse que se afastou da família e amigos e foi convencida a deixar o trabalho. A situação escalou até culminar em episódios de extrema violência física e mental. Geovana se mudou para a Europa com apoio da família, em busca de segurança e recomeço.

— Ele desferiu socos, chutes e me sufocou por diversas vezes. Bateu forte contra minha nuca e meu rosto, relatou Geovana.

A vítima afirma que, a cada três minutos, um novo ataque acontecia — o que, pelo relato, sugere que Alessandro não agia por impulso. Não era para “acabar logo” — e sim para mantê-la em estado permanente de pânico. Essa cadência, segundo especialistas, transforma a dor física em tortura psicológica, algo que a criminologia chama de sadismo instrumental: o sofrimento como ferramenta de controle.

— Me pegou pelos cabelos e me arrastou pelo chão por 2 metros, afirmou a vítima.

Será que Geovana poderia chorar? Imagino o quanto se sentiu reduzida a uma garotinha diante de uma autoridade com comportamento sádico.

O depoimento de Geovana mostra um martírio digno de filmes sobre psicopatas: sem defesa, sem fuga, sem chance de pedir ajuda. Aqui, damos voz a Geovana e a tantas outras mulheres que dizem ter sofrido abusos. A solução para casos assim está na reação da sociedade. A imprensa expõe, a população pressiona e o Judiciário deve fazer prevalecer a justiça — sinalizando aos agressores que se mantenham na coleira, com a focinheira apertada.

— O silêncio protege o agressor. A voz protege a vítima.

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Imoral. As mortes violentas cresceram 37,9% no RN. Olha aí, a violência taí. Por Aragão.

 

O Blog Marcus Aragão teve acesso aos relatórios da Polícia Civil que mostram a situação da violência em nosso estado.

— Em julho de 2025, as mortes violentas cresceram 37,9% no RN, quando comparadas com julho de 2024.

O impacto da violência molda nosso dia a dia. Vivemos assustados, muitas vezes com receio de ir e vir a lugares que antes transitávamos sem medo. Alteramos nosso trajeto, nossos horários, investimos em segurança eletrônica, mas o temor de sermos a próxima vítima não passa.

Toda noite é a mesma coisa: ruas vazias, praças sem vida e calçadas sem as senhoras conversando em frente às casas — paisagem muito comum até poucos anos atrás. Nas áreas mais residenciais, ninguém ousa sair para conversar, as crianças não brincam nas praças; só sai de casa quem precisa. É um entra e sai ligeiro, atento, olhando para os lados. É como se um alerta interno ficasse ligado 24 horas por dia.

O Estado tenta reagir, mas não consegue controlar a escalada da violência, em parte pelo déficit absurdo nas polícias Civil e Militar. Para você ter uma ideia, a Civil conta com apenas 34,83% do seu efetivo. Por que não faz mais concursos? Como vencer a criminalidade? Você entende por que a percepção de insegurança é enorme em nosso estado?

É verdade que as mortes por 100 mil habitantes diminuíram de 68,78 em 2017 para 24,23 em 2024. Foi uma conquista. Mas o crime, de forma geral, tem crescido, e a percepção de insegurança cresce junto. É preciso fazer muito mais.

— Pense e responda: você se sente seguro nas ruas do RN?

Com a economia em frangalhos, a pior nota do país no ensino médio segundo o IDEB, polícias sem efetivo nem estrutura, e um presídio federal em Mossoró, o RN se torna terreno fértil para as facções. Uma guerra silenciosa para quem vê de fora, mas real e mortal para quem vive aqui.

Nossa guerra não aparece em rede nacional. Nossa gente vive assustada e tem tombado, vítima de uma violência atroz, perpetrada por duas grandes facções, Comando Vermelho e Sindicato do Crime, que disputam território, impõem regras e estabelecem o medo como método.

— Tá tudo dominado.

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Pesquisa mostra que aprovação de Paulinho Freire só cresce. Quando o político trabalha, o resultado sempre aparece.

Existe o político que vive de promessas e há o que vive de entregas.

Nos últimos meses, a gestão de Paulinho Freire coleciona resultados concretos que saíram do papel e já estão mudando o dia a dia dos natalenses:

• Fila zero nas creches: mais de 1.600 novas vagas e o fim da espera de pais e mães que lutavam por um lugar para seus filhos.

• 85% da cidade iluminada com LED: mais segurança, economia e modernização em mais de 52 mil pontos.

• Grandes obras de drenagem: 170 km de rede limpa e 17 lagoas de captação revitalizadas para enfrentar o inverno com menos transtornos.

• Mobilidade urbana: binários implantados, calçadas acessíveis, sinalização renovada.

• Eventos que movimentam a economia: Carnaval e São João somando mais de R$ 380 milhões em impacto econômico.

• Atenção à saúde: ampliação do Corujão da Saúde, telemedicina e prontuário eletrônico.

Esses avanços não são peças de marketing. São obras, projetos e ações com impacto direto na vida das pessoas.

É por isso que a aprovação de Paulinho tem crescido tanto.

Contra fatos, não há argumentos.

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Complexo de Saúde Unimed amplia capacidade com nova UTI.

A Unimed Natal inaugurou, nesta sexta-feira (8), a terceira Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto do Complexo de Saúde Unimed (CSU) – a UTI 5A, voltada ao perfil cardiológico e cirúrgico. Com a nova ala, o hospital passa a contar com 30 leitos de UTI adulto e quatro de semi-intensiva.

O diretor-presidente da Unimed Natal, Dr. Márcio Rêgo, destacou: “A entrega desta nova UTI reforça o compromisso da Unimed Natal em ampliar e qualificar a estrutura do Complexo de Saúde Unimed. Nosso objetivo é oferecer aos pacientes atendimento seguro, eficiente e com tecnologia de ponta, aliado à dedicação da nossa equipe multiprofissional”.

Para o diretor médico do CSU, Dr. Hermann Gomes, “é muito gratificante, para um diretor de hospital, entregar uma ala tão nobre como essa UTI, com perfil cirúrgico, para atender os pacientes da nossa Unimed. A satisfação é enorme e espero que esta seja mais uma das muitas entregas que ainda faremos, garantindo a notoriedade que o Complexo de Saúde Unimed merece”.

O diretor de Recursos Próprios da Unimed Natal, Dr. Robinson Dias, afirmou: “É um momento bastante significativo, que amplia a perspectiva de ser um divisor na qualidade da assistência que precisamos prestar na média e alta complexidade dentro deste hospital”.

A inauguração integra o plano de expansão e modernização do CSU, que investe em tecnologia, infraestrutura e capacitação de equipes para oferecer atendimento seguro, humanizado e de excelência.

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Ensino Superior Privado no Brasil: Entre a Acessibilidade e a Mercantilização. Por Ronald Campos.

Em muitos cantos do Brasil, o valor de uma mensalidade em um curso de ensino superior privado
é inferior ao custo de uma escola de educação básica particular. Esse aparente paradoxo
escancara uma realidade desconfortável: estamos formando jovens no nível universitário com
investimentos que, em tese, não sustentariam sequer o ciclo fundamental de ensino. A que custo
– simbólico, social e pedagógico – estamos entregando esse diploma?

Segundo o Censo da Educação Superior 2022, publicado pelo INEP, mais de 87% das matrículas
de graduação no Brasil estão na rede privada. Ainda de acordo com o estudo, o valor médio da
mensalidade em cursos de graduação EAD gira em torno de R$ 270, cifra inferior a muitas
mensalidades de escolas particulares de educação infantil. Essa discrepância revela um modelo
que aposta em volume e custo reduzido, frequentemente em detrimento da qualidade.

A expansão do ensino superior privado nas últimas décadas foi vertiginosa. Impulsionadas por
programas como o FIES e o Prouni, além da liberação de capital estrangeiro no setor, centenas
de instituições ampliaram sua oferta, especialmente nas modalidades semipresencial e a
distância. Essa democratização numérica, entretanto, não veio acompanhada de um
compromisso uniforme com a excelência acadêmica.

Boa parte das instituições privadas opera com margens apertadas, infraestrutura limitada e um
corpo docente sobrecarregado. Em 2021, o próprio INEP apontou que mais da metade dos
cursos de graduação a distância oferecidos por instituições privadas recebeu conceito 3 ou
inferior (em uma escala de 1 a 5) no Conceito Preliminar de Curso (CPC), um dos principais
indicadores de qualidade do MEC.

Entretanto, seria injusto demonizar por completo o setor privado. Em muitos municípios
brasileiros, principalmente em regiões afastadas dos grandes centros urbanos, é ele quem
sustenta o sonho do ensino superior. Segundo levantamento do Semesp, em mais de 70% dos
municípios brasileiros com instituições de ensino superior, a única oferta disponível é da rede
privada. Enquanto universidades públicas concentram-se nas capitais ou em cidades de porte
médio, as instituições privadas marcam presença em quase todo o território nacional. Elas
chegam onde o Estado não chegou – ou não quis chegar.

É comum encontrarmos histórias de superação: jovens de famílias humildes, os primeiros a
cursar uma faculdade, mudando o destino de suas famílias graças a uma faculdade particular em
sua cidade. Ainda que a estrutura seja modesta, o acesso à formação representa uma chance
real de mobilidade social.

O desafio, portanto, não está apenas em criticar o modelo privado, mas em propor uma revisão
mais ampla do papel do ensino superior no país. O Estado precisa retomar seu protagonismo
com mais investimentos, expansão responsável da rede pública e fortalecimento das
universidades federais e estaduais. Ao mesmo tempo, é urgente redefinir com clareza as funções
e responsabilidades das Universidades, Centros Universitários e Faculdades isoladas,
especialmente no que se refere à produção científica, à pesquisa aplicada e ao compromisso
com o desenvolvimento local e regional. Cada tipo de instituição deve assumir seu papel com
coerência e responsabilidade, evitando uma homogeneização do sistema que enfraquece a
identidade e o propósito da educação superior. Por fim, é necessário estabelecer marcos mais
firmes de regulação e qualidade para o setor privado, garantindo que acessibilidade não seja
sinônimo de precarização.

O Brasil não pode aceitar um ensino superior barato como produto de prateleira nem raro como
um privilégio de elite. É necessário equilibrar o acesso com a qualidade, e a escala com o
compromisso formativo. Formar profissionais, sim – mas também cidadãos críticos, capazes de
compreender e transformar a realidade à sua volta.

Referências:
• Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Censo da
Educação Superior 2022.
• INEP/MEC. Indicadores de Qualidade da Educação Superior 2021.
• SEMESP – Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior. Mapa do Ensino Superior no
Brasil 2023.
• MEC. Sistema e-MEC – Avaliação de Cursos e Instituições.

Ronald Campos é Diretor da Eco Consultoria & Sistemas | Consultor no Ensino Superior

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Maria de Fátima 09 ago 2025

Perfeito!

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