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A direita já é maior que Bolsonaro. A esquerda ainda é do tamanho de Lula. Por Aragão

A nova pesquisa da Paraná Pesquisas revelou mais que intenções de voto. Revelou estrutura.
Mostrou que a direita sobrevive sem Bolsonaro — e a esquerda ainda não sobrevive sem Lula.

Mesmo inelegível, Bolsonaro lidera o primeiro turno contra Lula.
Mas o dado mais revelador não está na disputa direta — está no que acontece quando Bolsonaro sai de cena.

Michelle Bolsonaro vence Lula numericamente em um segundo turno: 45% contra 41%.
Tarcísio de Freitas também aparece numericamente à frente: 43,4% contra 40,6%.
Ambos em empate técnico, mas com uma mensagem clara: a direita tem vários nomes com densidade eleitoral real.

O bolsonarismo, é uma realidade incontestável, já virou um movimento que não depende mais somente de Jair.
Já a esquerda continua sendo um retrato emoldurado de uma única figura: Lula.

Ele nunca formou uma liderança real. Nunca dividiu poder.
Dilma e Haddad foram escolhas pensadas não por força política, mas por controle.
Não eram sucessores. Eram garantias de obediência. Que no caso de Dilma, nem tão obediente assim…

E não é só na sucessão que a esquerda patina. A direita também venceu no campo da comunicação.
Enquanto figuras da direita dominam o digital com uma linguagem direta, emocional e mobilizadora, a esquerda insiste em se comunicar para dentro — para sua bolha, para seus códigos, para seus rituais.
Apesar dos esforços de Sidônio Palmeira, a pauta identitária segue afastada da realidade cotidiana da maioria dos brasileiros.

A direita fala com o povo. A esquerda fala com a esquerda.
E isso, numa eleição, é a diferença entre eco e voto.

A direita virou movimento.
A esquerda ainda é um homem.

E quando o tamanho da sua causa é igual ao da sua vaidade…
a sucessão se torna sua maior ameaça.

 

Pesquisa Fonte: Poder 360

Comentários (2)

HENRIQUE JUNQUEIRA 23 abr 2025

Bolsonaro SEMPRE liderou à frente de Lula. O que houve na última campanha foi duvidoso.... Daí, o medo do stablishment em mostrar as codificações, a recusa no voto impresso e outros. Em que pese existirem sectários ignorantes da esquerda, muitos, não superariam a Direita. O que houve foi a facilitação desenvolvida pela Corte Suprema, com finalidade de alçar ao poder um sujeito cheio de problemas Morais e legais sobretudo.

de Fátima veras 23 abr 2025

Qta esperança isso traz!!

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Papa Francisco — A morte de quem deu vida à igreja. Por Aragão.

Francisco não foi o papa dos palácios. Foi o papa das ruas.
Não liderou com cetro, mas com silêncio. Não exigiu reverência — preferiu o abraço.

Sua morte aos 88 anos encerra uma era de gestos.
Eram eles — os gestos — que tornavam sua fé tão eloquente.

Em 2019, ajoelhou-se e beijou os pés de líderes inimigos do Sudão do Sul, implorando por paz.
Na Ceia do Senhor, quebrou protocolos: lavou os pés de presidiários, mulheres, muçulmanos, imigrantes e doentes.
Trocou o trono dourado por uma cadeira simples. A pompa pela presença. O dogma pela escuta.

Escolhia palavras simples para tocar verdades profundas.
“Quem sou eu para julgar?”, disse, diante da questão LGBT.
“A realidade é mais importante que a ideia”, insistia — como quem sabia que Jesus não veio fundar um clube de teólogos, mas viver entre os homens.

E ainda assim — ou por isso — dividia opiniões.

Chamaram-no de populista, de progressista, de ingênuo.
Mas ele seguia, firme, como quem sabia que agradar a todos nunca foi parte do Evangelho.

Doente, frágil, às vezes visivelmente cansado, Francisco nunca deixou de aparecer.
Mesmo com dores, mesmo com máscara de oxigênio, ele abençoava.
Porque entendia que presença é ministério. E presença, no fim, é o que mais falta ao mundo.

— Seu corpo falhou — mas sua mensagem permanece de pé.

Ele enfrentou sua doença como enfrentava as dores da Igreja: sem disfarce.
Não escondeu escândalos, não varreu o passado sob os tapetes da liturgia.
Pediu perdão. Pôs o dedo nas feridas. E por isso, também incomodou.

Francisco era a prova viva de que fé e lucidez podem andar juntas.
De que é possível seguir Jesus sem perder a coragem de enxergar o mundo.
E que o Evangelho não é só para repetir. É para viver.

Agora, a Cúria silencia. A fumaça branca virá em breve, como sempre.
Mas dificilmente carregará o mesmo peso simbólico que trouxe aquele argentino em 2013 —
o primeiro latino-americano, o primeiro jesuíta, o homem que se ajoelhou diante dos pobres e não se levantou mais.

Hoje, a fé se ajoelha em luto.
Mas amanhã… talvez comece a caminhar de novo.
Com a lembrança de que há líderes que não precisam levantar a voz —
porque sua vida inteira já era um lindo sermão.

Foto: vaticano

 

Comentários (6)

Orlando 21 abr 2025

Não gosto muito de opinar sobre religião até porquê tenho pouco conhecimento,mais sempre via ele com umas atitudes muito estranhas e ligados mais ao socialismo defendendo causas ante familiar

de Fátima veras 21 abr 2025

Sua simplicidade foi marcante!

Romulo Leite 21 abr 2025

Receio não agradar, mas discordo completamente da visão mostrada… Tendo acompanhado com interesse e muitas vezes presentemente determinadas “investidas” travestidas de “união” e “caridade”, inicialmente por toda a Europa, com o óbvio suporte ao globalismo, expansão islâmica e dissolução católica, depois expandindo esse esforço por todo o mundo ocidental, com as trágicas consequências tão facilmente vivenciadas nestes dias, não há como o considerar um apóstolo da Igreja! Ao contrário. Sua sucessão deve trazer algo ainda pior, caso sigam sua indicação e um certo “californiano” seja ungido “papa”! Oremos pela igreja… quanto ao futuro dessa criatura, que seja conforme suas escolhas!

Albanisa 21 abr 2025

Uma triste perda de um ser humano exemplo de amor e humildade.

Ubirajara 21 abr 2025

Que Deus o receba em seu reino espiritual e escolha um bom sucessor para sua igreja 🙏🙏🙏🙏🙏🙏

HENRIQUE JUNQUEIRA 21 abr 2025

A autoridade intrínseca ao Papa foi por ele mal utilizada, quando deixou de corrigir as investidas capitaneadas por pessoas do mal. Ao contrário, às recebeu em seu recanto papal, exaltando-as de forma absurda, de certo modo homologando suas condutas nefastas. Desculpa, mas ele não representou com precisão a Igreja Católica como se esperava.

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A Páscoa e a Quaresma Eterna. Por Aragão.

Jesus enfrentou a tentação durante quarenta dias no deserto. Quarenta. Não mais. Porque era Jesus. Porque era inteiro em fé, firme em espírito.

Nós, ao contrário, somos frágeis, divididos por dentro. E por isso, a nossa tentação é eterna.

O deserto não é mais de areia — é de estímulos.

Não é o diabo quem oferece reinos, mas os algoritmos.

Não é o pão que nos atrai, mas o açúcar, o ego inflado, o prazer imediato, a fuga constante pela dopamina.

As tentações de hoje são quase irresistíveis — pois reforçam nosso viés de confirmação a todo instante. Como se defender de uma ideia que acreditamos ser nossa?

Não precisam de demônio. Precisam de wi-fi — Lembremos o caso dos desafios que matam crianças.

Nossos filhos são tentados antes mesmo de saberem falar.

Por telas, por modas, por padrões inalcançáveis de beleza e sucesso — por aceitação.

E, ao contrário de Jesus, eles não estão em jejum — estão sendo alimentados o tempo todo com o que há de mais vazio.

Hoje, o errado virou moda. O certo virou piada.

Vivemos num mundo que transformou o pecado em hábito.

A pureza agora é careta.

Se Jesus venceu a tentação por quarenta dias, é porque esteve conectado ao Pai.

Talvez essa seja a única resposta possível para nós também.

Sem consciência, afundamos no automático.

Sem Deus, o deserto nos engole.

Nossa Quaresma não pode durar apenas 40 dias. Não termina na quinta-feira.

É um estado de alerta. A luta é diária.

Porque o deserto, hoje, está dentro da casa. Dentro do bolso.

E se a tentação é eterna, a vigilância também precisa ser.

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação.

O espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.”

(Mateus 26:41)

Feliz Páscoa — pois é aqui que encontramos forças para seguir confiantes, sem medo.

Porque a Páscoa não é apenas um domingo no calendário.

É a ressurreição de Cristo dentro de cada um de nós,

e é com Ele que continuamos no nosso longo caminho pelo deserto.

Comentários (7)

Flávio 20 abr 2025

Que a Ressurreição de Cristo, a vida vencendo a morte, nos traga coragem para também vencermos esses desafios que estão se tornando cotidianos. Belo texto para reflexão diária

de Fátima veras 20 abr 2025

Perfeito,primo!!! Obrigada por esta reflexão!!!

admin 20 abr 2025

Muito obrigado. Pelas palavras e por estar sempre participando aqui no blog. Feliz Páscoa.

Carlos Cantídio 20 abr 2025

Escreve muito bem como já sabemos, mas o texto em questão, certamente contou com uma expiração divina, direto ao cerne, esse é o tipo de leitura que da vontade de compartilhar , e que nos faz refletir, parabéns, muito raramente releio algo, e nesse caso, desejo uma feliz Páscoa para todos, Exatamente como externado nas suas palavras.

admin 20 abr 2025

Muito obrigado. Pelas palavras e por estar sempre participando aqui no blog. Feliz Páscoa.

Alexandre de Paula 20 abr 2025

É por aí mesmo orai e vigiai sempre e com muita fé

Romulo Leite 20 abr 2025

Feliz Páscoa!

Fabia 20 abr 2025

Perfeito

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Mensagem de Páscoa. Por Dom João Cardoso.

“A esperança não engana” (Rm 5,5)

Prezada Senhora, Prezado Senhor,

Com afeto pastoral e espírito fraterno, dirijo-me a você que, nos mais diversos espaços da vida pública e social, se dedica à promoção do bem comum e à construção de uma sociedade mais justa, solidária e pacífica. Que a luz da Ressurreição do Senhor o(a) envolva com esperança, alegria e paz!

A Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo é o fundamento da fé cristã e o sinal definitivo do amor incondicional de Deus por nós. Trata-se do evento mais extraordinário da história humana: o que era humanamente impensável aconteceu — “Jesus de Nazaré… Deus o ressuscitou, libertando-o dos grilhões da morte” (At 2, 22-24).

Na manhã da Ressurreição, ressoa o anúncio que transforma o mundo: Cristo ressuscitou! A vida venceu a morte, o amor triunfou sobre o pecado, e a luz dissipou as trevas! Este anúncio reacende a esperança! O Ressuscitado caminha à nossa frente, precede-nos em nossos caminhos e, assim como pediu aos discípulos (Mt 28,7), também nos convida a voltar à Galileia — ao primeiro amor, às origens da fé — para recomeçar com esperança viva e coração renovado.

A Páscoa não é uma simples lembrança de um fato passado. É a celebração de uma presença viva e transformadora: o Senhor ressuscitado, que nos impulsiona a caminhar com coragem, alegria e confiança. Cristo vive! Com Ele, sempre é possível recomeçar. Com Ele, tudo pode ser recriado!

Neste Ano Jubilar, como Peregrinos de Esperança, somos chamados a contemplar os desafios do presente com os olhos da fé. O Ressuscitado nos inspira a promover uma cultura de paz, justiça, ternura e reconciliação.

A Arquidiocese de Natal reafirma sua disposição de caminhar com você, fortalecendo os laços de comunhão, diálogo e cooperação, certos de que, juntos, podemos ser sinais do Reino de Deus na história.

Sigamos unidos como parceiros e peregrinos da esperança! Que o Cristo Ressuscitado abençoe e renove sua vida, sua missão e sua família!

João Santos Cardoso
Arcebispo Metropolitano de Natal

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Flávio 20 abr 2025

Amém

de Fátima veras 19 abr 2025

Vdd...Jesus vive entre nós!

Fernanda 18 abr 2025

Amém 🙏

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A internet que mata — os desafios que destroem crianças. Por Aragão.

O Brasil está de luto. Mais uma criança morreu, vítima de um “desafio” que circula nas redes sociais. Sarah Raíssa Pereira de Castro tinha apenas 8 anos. Foi encontrada desacordada, em casa, segurando um frasco de desodorante — parte de um ritual insano que a internet disfarçou de brincadeira. Sofreu uma parada cardiorrespiratória. Teve morte cerebral.

A infância, que deveria ser território de proteção, virou campo minado. Crianças e adolescentes, movidos por curiosidade, por aceitação, ou apenas por falta de supervisão, são atraídos por conteúdos tóxicos, algoritmicamente promovidos, que os empurram para o abismo — entre um vídeo de dancinha e outro de maquiagem.

Desafios como “o desodorante”, “apagão”, “corda no pescoço” ou “jogo do silêncio” não são brincadeiras. São armadilhas. São maldades disfarçadas de diversão.

Segundo o Ministério da Justiça, 56 crianças e adolescentes morreram nos últimos anos no Brasil por causa desses desafios. Não é um acidente. É uma epidemia silenciosa.

As plataformas lucram com o engajamento, mas lavam as mãos. Os vídeos circulam livremente. Os algoritmos os recomendam. As moderações vêm tarde — quando não vem nunca. E quem paga o preço são nossos filhos que não têm sequer noção do risco que correm.

Mas essa culpa não é só das redes.

Ela se espalha. Vai para os pais que deixaram a educação digital nas mãos do YouTube. Para as escolas que ainda não incluíram cidadania online como prioridade. Para o Estado, que assiste a tudo como se fosse um problema privado, familiar — e não uma questão de saúde pública. O que estamos esperando para agir?

Não é normal enterrar uma criança por causa de um vídeo.

Não é aceitável tratar a morte de Sarah como se fosse uma fatalidade.

Não é admissível que ainda haja pais que desconhecem o que seus filhos veem.

Não é mais possível fingir que isso não está acontecendo nas nossas casas.

Se você é pai, mãe, tio, professora — faça alguma coisa. Fale sobre isso. Pergunte o que seus filhos assistem. Olhe para a tela com eles. Ensine o que é perigo. Explique o que é manipulação. Proteja. Corrija. Esteja presente.

— A infância de seus filhos não pode ser entregue ao algoritmo.

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1 Minuto de Silêncio pelo Futebol Brasileiro. Por Aragão.

No país do futebol, a arquibancada está em silêncio. Não por falta de paixão, mas por excesso de vergonha. Enquanto a Seleção tropeça em campo, fora dele a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) vira manchete por jogar fora das 4 linhas da ética — Suspeitas de corrupção, gastos milionários e jogos de bastidores que mais lembram escândalos políticos do que administração esportiva.

— Uma goleada de denúncias. 

A revista Piauí revelou o que seria um padrão de conduta luxuoso e obscuro na entidade: passagens para familiares durante a Copa do Mundo, câmeras escondidas para vigiar funcionários, contratos milionários com escritórios de advocacia e decisões administrativas pouco transparentes.

— A torcida xinga o Juiz.

Mas o ponto mais sensível — e mais simbólico — envolve a própria recondução de Ednaldo Rodrigues à presidência da CBF. Afastado judicialmente, Ednaldo foi reconduzido ao cargo por decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes, do STF — o mesmo que mantém relações comerciais com a própria CBF por meio do IDP, seu instituto de ensino. O conflito de interesses merece ser vaiado. E a volta ao cargo não veio acompanhada de humildade ou contenção.

— O troféu bola de ouro deve ter outro significado na CBF.

Logo após reassumir, Ednaldo Rodrigues aumentou os salários da alta cúpula da entidade em até 300%. Isso mesmo: enquanto clubes de base vivem à míngua e federações menores mal conseguem bancar campeonatos regionais, os salários da diretoria explodiram. Um escárnio travestido de reajuste. — No país do futebol, é bola para todo lado?

Agora, um pedido de CPI foi protocolado no Congresso. O deputado Coronel Meira (PL-PE) quer abrir a caixa-preta do futebol brasileiro — mas o histórico de CPIs no país não inspira muito otimismo. Será essa apenas mais uma jogada ensaiada? Ou há finalmente espaço para marcar um gol contra a impunidade?

A verdade é que a CBF opera num limbo jurídico e político: é uma entidade privada que administra um interesse público colossal. O futebol brasileiro é patrimônio cultural, social e econômico do país. A Seleção não pertence à CBF — pertence ao povo. Mas, na prática, os torcedores não têm voz, os clubes pouco apitam, e a transparência é tratada como cartão vermelho.

O Brasil espera por justiça e já estamos na prorrogação e nada muda. Não vamos ter penalidade máxima?… nem mínima?

Por enquanto, a ética parece perder sempre. O problema não é a corrupção na CBF. O problema é que a gente já esperava por ela.

— Continuamos aguardando o apito final para essa série de jogadas que envergonham nosso futebol.

Comentários (7)

Orlando 21 abr 2025

O Brasil em tudo a corrupção destroi todos que assume a CBF ou uma federação estadual querem se perpetuar no poder e isso não é democratico,José Vanildo à décadas estar gerindo o futebol potiguar e hj vive essa lástima

Ricardo Cunha 16 abr 2025

Vergonha

Alex 16 abr 2025

Duvido muito que mude alguma coisa, ,precisa de um choque maior, por exemplo a seleção não classificar pra uma copa do mundo ou ir a coparticipação ser eliminada na primeira fase.

de Fátima veras 16 abr 2025

@Marcus Aragão sempre genial,qdo escreve ou qdo descreve, uma situação! No Brasil,infelizmente, nada merece credibilidade...nem o futebol!

Romulo Leite 16 abr 2025

Bom, não há “futebol” ou “esporte” nesta seara!… Por estes meandros, navegam os mesmos “barcos judi$!@r!&$” tão presentes na tutela e domínio das ditas instituições que não existem por aqui… sobra apenas “pão e circo” de papel, sem bola ou artilheiro que justifique um ingresso…

Flávio 16 abr 2025

Bela jogada, Marcus , vamos ver se conseguimos virar esse jogo

José 16 abr 2025

👏👏👏👏👏

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Da Elegância à Baixeza: Reflexões sobre a Postura Política no Caso Bolsonaro. Por Renato Cunha Lima

Quero iniciar este texto parabenizando a postura republicana da governadora Fátima Bezerra no atendimento ao ex-presidente Bolsonaro, que passou mal no interior do Rio Grande do Norte. O governo estadual agiu com presteza, inclusive disponibilizando um helicóptero para o socorro.

Um episódio marcante na trajetória política da governadora, que, enquanto senadora, ocupou a mesa diretora do Senado ao lado de outras duas senadoras para impedir os trabalhos da Casa. A cena, considerada constrangedora por muitos, incluiu a governadora comendo um bife em uma quentinha.

A falta de educação é algo que sempre “teje” presente na conduta pública dos petistas potiguares e, diferentemente da inédita postura elegante da governadora, os seus companheiros, Fernando Mineiro, Isolda Dantas e Samanda Alves, não a acompanharam e não pouparam o ex-presidente com ironias e ofensas.

As falas precisam ser adjetivadas como, no mínimo, canalhas, abjetas e inaceitáveis para o debate público, com ironias e deboches contra um adversário político que precisou passar por 12 horas de uma cirurgia complicadíssima, em decorrência de um atentado a faca sofrido em 2018 por um militante de esquerda.

Para ficar claro que não devemos tolerar essa sujeira no debate público. Igualmente canalhas foram as piadas, sem nenhuma graça, sofridas por Lula em razão do falecimento de seu neto ou em relação aos seus problemas de saúde, com a diferença de que, nestes episódios, não vimos políticos e figuras públicas adotarem essa postura abjeta.

Volto a dizer: o passado das personagens diz muito sobre elas. Uma é conhecida pelo temperamento destemperado, acumulando gritos e discussões com colegas parlamentares. Do outro, dizem na cidade que iniciou sua militância política invadindo e defecando na mesa do reitor da UFRN. Já a novata demonstra agora que possui o mesmo perfil.

Por fim, diante de tudo isso, com o objetivo de servir como lição, apaziguar o país e promover respeito e urbanidade no debate público, é imprescindível que os políticos citados sejam prontamente processados pelo crime de injúria, previsto no artigo 140 do Código Penal.

 

Foto: CNN

Comentários (3)

Araújo 18 abr 2025

Milagres acontecem. Parabéns Governadora por este lapso de civilidade

Marília 15 abr 2025

👏👏👏👏👏👏

Araújo 18 abr 2025

Milagres acontecem. Parabéns Governadora por este lapso de civilidade

HENRIQUE JUNQUEIRA 15 abr 2025

Relativamente à cessão do helicóptero e apoio médico, seria o mínimo obrigatório e nada de louros à governadora por isso. É a RES pública, sob administração do Estado e, por ora, na responsabilidade dela. Os bens em comento não são propriedades dela. Sobre comentários desairosos de ambos os lados, é a constatação inequívoca do analfabetismo acadêmico e moral de uma sociedade que pouco se importa com esses valores.

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O Tabuleiro da Direita no RN para 2026. Por Aragão.

Com a aproximação das eleições estaduais de 2026, o campo da direita ou da quase direita no começa a se movimentar com mais nitidez. Alguns nomes despontam como os principais protagonistas desse tabuleiro: Rogério Marinho, Álvaro Dias e Ezequiel Ferreira. Cada um representa uma vertente distinta: o ideológico, o gestor e o articulador institucional. E, à margem desse triângulo central, um nome tenta permanecer no jogo — mas foi uma peça comida pela esquerda: Alysson Bezerra.

— Rogério Marinho: o comandante da direita ideológica.

Senador da República, ex-ministro de Bolsonaro e autor da Reforma Trabalhista, Rogério Marinho é hoje o nome mais consolidado da direita no RN. Com discurso técnico, experiência administrativa no governo federal e apoio direto do bolsonarismo, tornou-se o candidato natural de uma base fiel e bem estruturada.

Tem o respaldo do PL, influência no interior, prestígio empresarial e fala direta ao eleitor conservador. Seu perfil, porém, é mais racional do que popular, o que pode limitar sua projeção fora da bolha ideológica. Se o cenário for de confronto, ele cresce. Se for de moderação, precisará construir pontes.

— Álvaro Dias: o ex-prefeito que busca projeção estadual.

Álvaro Dias encerrou seu mandato como prefeito de Natal no fim de 2024, deixando a gestão com boa avaliação e um capital político relevante, especialmente entre servidores públicos, idosos e o eleitorado conservador urbano. Agora, fora do cargo, articula sua possível candidatura ao governo do estado.

Seu maior ativo é a popularidade consolidada na capital, onde liderou uma administração marcada por estabilidade, investimentos e moderação. No entanto, para ser competitivo em 2026, precisará romper o isolamento geográfico e político, construindo alianças fora da Grande Natal e se posicionando com mais clareza no cenário estadual. Se conseguir isso, pode surpreender.

— Ezequiel Ferreira: o nome do sistema.

Presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira é o fiel da balança. Com ampla capilaridade no interior, forte influência entre prefeitos e um discurso institucional, apresenta-se como pragmático, agregador e “pró-RN” — acima de ideologias.

Apesar de ser do PSDB, Ezequiel tem sido um aliado funcional do governo Fátima Bezerra, garantindo a governabilidade sem se alinhar ideologicamente à esquerda. Seu nome é cogitado como possível candidato ao governo com apoio do sistema estadual — ou até mesmo como alternativa da própria governadora, caso o PT não tenha nome viável. Ele representa moderação, estabilidade e articulação — três moedas políticas importantes em tempos de radicalização.

— Allyson Bezerra: a peça isolada no tabuleiro.

Em “Uma cilada para Allyson Bezerra?” Artigo que escrevemos em fevereiro, analisamos como a aproximação institucional entre o prefeito de Mossoró e o governo estadual poderia ser uma armadilha cuidadosamente desenhada. À época, levantamos a hipótese de que a esquerda usaria sua imagem até o momento em que se tornasse mais vantajoso descartá-lo — justamente quando o desgaste com a direita fosse visível.

Esse movimento se confirmou há poucos dias.

Recentemente, Raimundo Alves, chefe do Gabinete Civil do Governo do Estado, declarou publicamente que o PT não apoiará Allyson Bezerra como candidato ao governo em 2026. A fala veio após meses de gestos sutis de aproximação entre Allyson, Fátima e até Lula, como recepções institucionais em Mossoró e acenos em eventos públicos.

O recado foi claro: ele não pertence a nenhum dos lados. Desgastado com a direita, rejeitado pela esquerda, Allyson entra em 2025 como uma peça que saiu do tabuleiro e agora deve esperar uma nova partida começar em 2030.

— Que comecem os jogos.

Foto: reprodução

Comentários (6)

Orlando 21 abr 2025

Esse Ezequiel pra mim é o político mais sem futuro desses q estão aí, ele e Robson farias hj são um dos piores

Claudia 15 abr 2025

Esclarecedor

de Fátima veras 15 abr 2025

Tudo muito bem esclarecido!

Romulo Leite 15 abr 2025

Lamentável que os citados além do Rogério Marinho sejam por aqui considerados algo próximo do conservador , próximo da direita de fato. Nenhum dos três sequer projeta uma leve semelhança com os valores conservadores… Enfim, apenas traduzem o Estado em si, isso sim não posso negar. Ótimo dia!!

Tobias Costa 15 abr 2025

Concordo plenamente. Alysson já é carta fora do baralho.

AGOSTINHO 15 abr 2025

Excelente análise da atual situação. Espero maturidade e união para entrar nessa campanha forte.

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Cristiane Dantas questiona o governo sobre a renovação do monopólio da Cosern. Por Aragão.

Sergipe, o menor estado do Brasil, tem três distribuidoras de energia elétrica em operação e pratica menor tarifa que o RN: R$ 0,66 por kWh. Isso mesmo: um estado pequeno, com menos recursos naturais, paga menos porque tem mais concorrência. Enquanto isso, o Rio Grande do Norte — líder em geração de energia solar e eólica — enfrenta uma das tarifas mais caras do país: R$ 0,74 por kWh (sem impostos).

Outros estados reforçam essa lógica. Paraná, com cinco distribuidoras, tem tarifas a partir de R$ 0,520. Santa Catarina, com 26 distribuidoras, tem tarifas que partem de R$ 0,46. Rio Grande do Sul e São Paulo, ambos com 19 distribuidoras, também oferecem energia mais barata que a nossa. Até a Paraíba, vizinha direta, tem tarifa inferior à do RN.

— Um choque de realidade.

No RN, a Neoenergia Cosern opera sozinha há décadas. E agora, o contrato de concessão pode ser renovado por mais 30 anos, sem exigências de contrapartidas e com o apoio do governo estadual — apesar de a renovação ser formalmente responsabilidade da União.

Foi esse cenário que motivou a deputada estadual Cristiane Dantas a protocolar um requerimento à governadora Fátima Bezerra. Ela cobra explicações formais sobre o apoio à renovação do contrato com a Cosern, questiona a ausência de audiências públicas, solicita a apresentação de estudos técnicos e quer saber se há exigência de metas tarifárias, investimentos ou melhorias nos serviços. Entre os questionamentos, está também a possibilidade de abertura do setor à concorrência, como ocorre em outros estados que hoje pagam menos pela energia elétrica.

A energia elétrica não é apenas um insumo. É o que liga nosso Estado, aquece a economia e impulsiona o desenvolvimento. Tratar sua concessão como um assunto técnico, sem escuta pública, é uma escolha política — e, como toda escolha política, precisa ser debatida.

A deputada acendeu a luz. Agora, cabe aos potiguares decidirem se vão aceitar mais três décadas de monopólio sem questionar — ou se vão continuar pagando a conta.

Fonte Aneel

Comentários (8)

Henrique Junqueira 07 maio 2025

Na boa? O que esperar de um governo petista? Parabéns aos simpatizantes. Do ovo, passando pelo café e chegando na energia, água e esgoto... Acho que ainda é somente o começo...

José Araújo 13 abr 2025

Excelente

Albanisa 13 abr 2025

O meu duplo parabéns a Deputada Cristiane Dantas e a você Aragão que nos trouxe esse importante tema aqui no seu blog alguns dias atrás. E vamos acreditar que o RN colherá bons frutos com essas iniciativas.

AnaMaria 13 abr 2025

Parabéns a deputada Cristiane Dantas pela sua iniciativa. O RN precisa de alguém como vc para enfrentar esse monopólio que vivi nossa terra.

São Tomé 13 abr 2025

Só acredito vendo alguma mudança pra melhor no RN

de Fátima veras 13 abr 2025

Enfim ,alguém p se mexer!

Romulo 13 abr 2025

Excelente iniciativa… demorou!.. Por isso, ainda mais urgente deve ser seguida por toda a “casa”, de histórico tão inerte!!

Claudia 13 abr 2025

👏👏👏👏👏

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Bolsonaro entre a cruz e a espada Por Aragão.

Nada é mais importante na vida de um homem do que sua liberdade e sua saúde — e essas duas questões seguem ameaçadas na vida de Bolsonaro. Ontem, o STF abriu ação penal contra o ex-presidente e mais sete réus. Não é fácil para ninguém enfrentar um julgamento onde a suposta vítima também é juiz e relator da ação. — Você já imagina o veredicto? Eu também.

Também ontem, sua debilitada saúde voltou a preocupar. Bolsonaro foi obrigado a interromper sua viagem pelo interior do RN e se hospitalizar. Já foi um milagre seu corpo ter resistido a uma brutal tentativa de assassinato, quando um radical da esquerda apunhalou o ex-presidente no abdômen. — As sequelas serão eternas.

Repare que a questão da facada nunca será uma página virada. Sempre retorna a preocupar. É como se Adélio Bispo ficasse à espreita, aguardando o desfecho.

Bem, paralelamente a tudo isso, têm-se as eleições presidenciais que se aproximam. Essa questão não é tão paralela assim, pois pode estar envolvida nas duas situações anteriores. Ora, se a direita se unir em torno de um nome forte e vencer as eleições, o novo presidente poderá iniciar as mudanças no STF, o que tornará possível alterar futuramente qualquer veredicto que se aproxima. E sem essa ameaça à sua liberdade, a saúde tende a responder com mais pujança.

Como fica difícil desejar um julgamento justo pela frente, termino desejando uma excelente recuperação — tanto para Bolsonaro quanto para a direita nas próximas eleições presidenciais.

— Bolsonaro segue entre o martírio de carregar a pesada cruz do sofrimento físico e a espada vingadora de Themis. 

Oremos.

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