Assistindo a entrevista que Joao Maia concedeu a 98FM, esperava que o presidente do PP no RN defendesse Allyson Bezerra alegando perseguição política. Talvez, ele tenha desistido dessa linha diante da reconhecida autonomia da Polícia Federal.
Poderia ter seguido outro caminho: afirmar que acreditava na inocência do prefeito. — Também não o fez.
Poderia ainda tentar desqualificar as acusações, chamando-as de infundadas. — Nada disso.
João Maia — prestem atenção — preferiu minimizar a operação da Polícia Federal — como se não fosse um terremoto na vida de qualquer pessoa.
— Afirmou que a operação da Polícia Federal teve um impacto “insignificante”.
Para o brasileiro comum, uma simples blitz com o documento vencido já provoca constrangimento, vergonha, autocrítica.
Imaginemos então ser alvo de uma operação da Polícia Federal.
Para muitos seria um abalo profundo.
Para outros, aparentemente, apenas um detalhe. — É isso mesmo?
O fato é que a investigação segue e o episódio está longe de ser encerrado. O prefeito também está sendo alvo de outras apurações, inclusive no plano eleitoral, com novas diligências solicitadas pelo Ministério Público, com pedidos de quebra de sigilo bancário e realização de perícias contábil-financeiras e publicitárias.
Assusta perceber como o peso da consciência pode variar tanto entre as pessoas — e como, na política brasileira, acontecimentos que deveriam gerar reflexão acabam sendo tratados como banalidade.
— Nosso eleitor está lendo, tá assistindo e refletindo
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