Criar um personagem para ajudar o marketing não é proibido. Qualquer um pode criar. O problema é a população menos esclarecida deixar de enxergar o candidato real e confundi-lo com o personagem.
Vejamos o Allyson contra as oligarquias. Era um traço do seu personagem anterior, utilizado para vencer as eleições para prefeito. Hoje em dia, mudou. Outro personagem entrou em cena. Allyson hoje caminha de mãos dadas com os Maias e os Alves, as maiores oligarquias do RN.
Enquanto prefeito, arrochava o funcionalismo da prefeitura. Hoje em dia, defende a redução da jornada 6×1. Não há ilegalidade nisso. Há marketing.
Adoro o chapéu de vaqueiro. Um símbolo do povo nordestino. Você o utiliza não como o povo nordestino usa, mas como um adereço do marketing político. O chapéu não aparece como expressão natural de uma identidade cotidiana. Surge como elemento de comunicação política, utilizado para reforçar a imagem de homem simples, popular e perseguido pelas elites.
Você vestiu a carapuça quando disse que iria começar a usá-lo direto. Se vai começar a usá-lo direto, é porque não o usava. Então era somente marketing. Mas isso a gente já sabia.
Na minha opinião, uma característica presente nos personagens construídos por Allyson é a vitimização e a habilidade de comunicar com excelência as narrativas baseadas nela. O perseguido ou o pobrezinho. Rosalba fez uma ironia sobre sua vitimização, e você aproveitou muito bem.
Particularmente, espero que o povo do RN saiba discernir entre o que é personagem e o que é real. E possa escolher democraticamente não o melhor chapéu, mas o que está debaixo dele.
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