A campanha de Allyson Bezerra ao Governo do Estado tem uma aposta clara: fazer da Prefeitura de Mossoró uma vitrine.
O problema é que os dados oficiais não estão colaborando com esse roteiro.
Enquanto o prefeito projeta uma Mossoró de avanços nas redes sociais, o Ministério Público do Rio Grande do Norte tem produzido relatórios que contam uma história bem diferente. E é esse contraste que começa a virar munição política para os adversários.
Na assistência social, inspeções realizadas entre 2025 e 2026 revelam um cenário crítico: prédios deteriorados, serviços funcionando de forma precária e população vulnerável desassistida. Não é a imagem de uma gestão exemplar.
Na educação, o MP aponta um problema que não foi resolvido: a falta de vagas em creches. A rede não cresceu na mesma proporção que a demanda — um gargalo antigo que a gestão não conseguiu fechar.
Na saúde, o quadro também preocupa. Foram identificadas deficiências no funcionamento de UPAs, problemas estruturais e deterioração em unidades básicas. Exatamente os serviços que mais impactam quem mais precisa.
Inicialmente, imaginava-se que as investigações da Polícia Federal, por meio da Operação Mederi, seriam a principal dor de cabeça de Allyson. No entanto, a sequência de notícias tendo como fonte o Ministério Público vem, na minha avaliação, desgastando de forma significativa o discurso de bom gestor que o prefeito tenta consolidar.
A tentativa de centralizar o debate eleitoral na capacidade administrativa é vista como uma estratégia de Allyson para evitar temas ligados à polarização nacional. O que talvez não estivesse no cálculo da equipe do prefeito era o volume de relatórios e informações negativas surgindo neste momento, colocando em xeque o discurso de êxito administrativo propagado pela gestão.
Fonte das informações: Blog Neto Queiroz
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