Arquivo de Política - Página 18 de 49 - Blog do Aragão Arquivo de Política - Página 18 de 49 - Blog do Aragão

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Virginia Fonseca, Marina Silva e o tratamento desigual nas CPIs. Por Aragão.

Há algo de profundamente revelador na forma como duas mulheres foram tratadas no Senado brasileiro com poucos dias de diferença.

De um lado, Virgínia Fonseca — influencer bilionária, rosto de campanhas publicitárias de bets e símbolo de um novo tipo de entretenimento que vicia, empobrece, destrói famílias e nossa economia. Foi ouvida na CPI das Apostas em 29 de abril como se fosse uma estrela convidada. Fotografada com senadores, tratada com deferência e cercada de elogios. Até carão ela deu na relatora Soraya Thronicke, com altivez. A impressão era a de que a CPI não buscava confrontar o poder das bets, mas sim legitimá-lo. Um teatro onde os parlamentares pareciam levantar a bola para que ela cortasse.

De outro, Marina Silva — ministra do Meio Ambiente, ex-seringueira, respeitada internacionalmente por sua trajetória. No dia 27 de maio, foi chamada de “desonesta” e “má” por um senador em plena audiência. Foi interrompida, hostilizada e, diante da violência verbal, precisou deixar a sessão. Um episódio que não gerou selfies, sorrisos nem tapinhas nas costas. Apenas constrangimento. E silêncio cúmplice.

Há críticas legítimas a se fazer a qualquer figura pública — e Marina não está acima disso. Mas a diferença de tratamento diz muito sobre o Brasil de hoje. Onde quem estimula o vício digital é bajulado, e quem não ostenta o poder digital de milhões de seguidores e defende pautas que incomodam bancadas poderosas, não recebe apenas críticas — é tratado com agressividade desproporcional. E a CPI vira palco, não instrumento de apuração. — Discordo em diversas questões das pautas da Marina Silva mas não acho que a falta de respeito ajude.

Não se trata de esquerda ou direita. Trata-se de respeito. E da inversão moral que tomou conta das instituições.

Até onde a hiperpolarização promovida pelos algoritmos vão estimular a intolerância? Estamos normalizando o absurdo.

Foto: Reprodução TV Senado/CNN

 

Comentários (5)

Francisco Serejo 30 maio 2025

Exatamente assim !!! Absurdo. 👏👏👏👏

Sérgio Aragão 28 maio 2025

O que aconteceu com a Marina foi um absurdo,todos independente de ideologia,sexo etc devem ser tratado com respeito,a CPI mostrou que os deputados só queriam criar fatos para redes sociais

Sérgio Aragão 28 maio 2025

Todos independente de sexo,partido, ideologia etc deve ser tratado com respeito,o que fizeram com Marina foi um absurdo mostra que os deputados só queriam gerar fatos para as redes sociais

Maria de Fátima 28 maio 2025

Exatamente assim!👏👏👏👏👏👏👏

Ana Karina 28 maio 2025

Esse país não pode dar certo! A inversão de valores tá muito grande! Parabéns pelo posicionamento

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A lei do retorno: Como tudo começou a desandar após o embargo ao Hospital infantil. Por Aragão.

Talvez tenha sido ali.

No exato momento em que o prefeito decidiu embargar um hospital infantil.
Uma obra com 80 leitos, 30 UTIs neonatal e pediátrica,
um pronto-socorro 24 horas para crianças.
Tudo pronto para começar.
Tudo interrompido… por birra política.

Depois desse ato — frio, calculado, insensível —
começaram a explodir os escândalos. As coisas começam a dar errado.

Denúncias de corrupção.
Áudios. Empresários acusando cobrança de propina.
Desembargador autorizando investigação.
Ministério Público entrando no jogo.

Seria coincidência?
Talvez.

Mas há quem diga que certas coisas não ficam impunes por muito tempo —
mesmo quando a Justiça dos homens demora a agir.
Talvez seja a lei do retorno.
Talvez seja carma.
Ou talvez seja apenas a consequência inevitável de quem ultrapassou o limite da decência.

Não dar prazo para se conseguiri o documento e já embargar um hospital infantil não é um erro administrativo.
É uma ruptura moral.
É o tipo de escolha que, mesmo que passe pelos olhos da lei,
não escapa dos olhos da consciência.

E quando esse tipo de limite é cruzado…
algo começa a se romper.
A confiança. A imagem. A sorte.

Talvez os escândalos de corrupção tenham vindo à tona por outras razões.
Talvez não.

Mas uma coisa parece certa:
não se prejudicam milhares de crianças impunemente.

Há a lei dos homens, com suas investigações, prazos e brechas.
E há a lei de Deus — que opera em outro tempo e com outra lógica.

E quando se ultrapassa certos limites, como embargar o alívio de inocentes…
alguma conta, cedo ou tarde, começa a chegar. O universo começa a conspirar. A maré vira.
Escândalos de Corrupção, a popularidade caindo nas redes sociais… as próximas pesquisas devem começar a mostrar uma nova realidade.

Foto: Aldenir/Agora RN

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Romulo Leite 24 maio 2025

Bom dia, prezado! Segue o roteiro de sempre… ações emblemáticas, por “birra”, arrogância, impunidade, orgulho, enfim, acabam por desnudar mais cedo que se pensa o verdadeiro perfil de certas entidades… Nada é por acaso.

Maria de Fátima 24 maio 2025

Exatamente assim!

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Janja, esqueça o TikTok. Lembre do INSS. Por Aragão

Enquanto o Brasil se afunda em fraudes bilionárias, caos na saúde e avanço das facções criminosas, a primeira-dama do país resolveu mirar no… TikTok.

Sim, Janja achou por bem — durante um jantar com o presidente da China — pedir ajuda a Xi Jinping para conter os supostos danos causados pelo algoritmo do TikTok no Brasil. Alegou que a plataforma estaria prejudicando mulheres, crianças e até favorecendo conteúdos da direita. Lula tentou consertar o vexame dizendo que a iniciativa partiu dele. Mas o estrago diplomático e simbólico já estava feito.

Enquanto Janja discursa sobre dancinhas e bolhas digitais, o país desaba em silêncio. Basta olhar para o INSS, que acaba de protagonizar uma das maiores fraudes da história.

E o que o governo fez?

Não uma força-tarefa contra fraudes no INSS. Não uma devassa nos sindicatos e servidores cúmplices.

Mas quase uma cruzada diplomática contra o TikTok.

Lógico que a desinformação precisa ser combatida. Mas a sensação é de que Brasília está mais preocupada com influenciadores do que com infiltrados. Com a timeline do que com o Tesouro. Com vídeos virais do que com a epidemia de corrupção institucionalizada que nos corrói por dentro.

Mas talvez não seja só distração. Talvez seja estratégia. Porque enquanto o país discute redes sociais, ninguém mais fala do ranking global de corrupção, onde seguimos como um dos piores colocados. Ninguém mais foca no poder paralelo das facções, que controlam bairros inteiros, presídios, rotas de tráfico e, cada vez mais, a política local. Ninguém mais ouve falar das filas do SUS, da inflação disfarçada e do endividamento recorde das famílias.

— Isso, a Janja não fala!

Se Janja realmente está preocupada com o Brasil, que peça ajuda a Xi Jinping para auditar o INSS, conter o crime organizado ou acabar com a farra dos supersalários.

Quem sabe a China, que não tolera corrupção por lá, nos ensine como montar um sistema antifraude decente aqui.

Mas, por favor, esqueça o TikTok. Lembre do INSS.

Porque o que está destruindo o país não são os vídeos curtos.

É a memória curta.

Foto: EBC

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Albanisa 16 maio 2025

Eu assisti uma entrevista da Sra. Janja dizendo que iria resignificar o papel de primeira dama.Mas, até agora só deu ré nesse papel.

Maria de Fátima Véras 16 maio 2025

Pode crer!!!

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Fraude no INSS — E eu com isso? Por Aragão.

Você com isso?

É o seu bolso que sente.
É o cafezinho que subiu mais uma vez.
É a feira ainda mais reduzida.
É o salário que não acompanha.
É a inflação que ninguém mais explica — mas todos sentem.
Quando 90 bilhões são desviados, o dinheiro falta em todo lugar.

É o seu serviço público precário.
A consulta médica que demora seis meses.
O colégio público que não tem professor.
O hospital sem médico, a viatura sem combustível.
O que foi roubado não é só o dinheiro — é a saúde, a segurança, a educação, a dignidade do brasileiro.

É a oportunidade que evapora.
É o concurso que não sai.
É a vaga que foi prometida e nunca foi aberta.
É a empresa que fecha as portas por excesso de impostos — impostos que sustentam a máquina que rouba.

É o seu país que não cresce.
Estradas inacabadas, obras paradas, investimentos que minguam.
O Brasil que regride por dentro enquanto finge avançar por fora.
Porque quem governa, muitas vezes, não governa — administra um cartel.

Mas o que espanta já nem é o roubo. É a rotina da impunidade.

Mensalão.
Petrolão.
Agora, o INSS.
A sequência não tem fim.
A mecânica é sempre a mesma:
Alguém cria o esquema, muita gente se serve dele, e você paga a conta.

Eu, sendo você, com isso tudo… votaria melhor nas próximas eleições.

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Francisco Serejo 09 maio 2025

Boa !!!!👏👏👏👏

Henrique Junqueira 07 maio 2025

Cadê o STF para dar 48 horas para o governo federal se explicar???

Flavio 07 maio 2025

Muito bem colocado, Marcus, mas não adianta só votar melhor , mais vozes como a sua precisamos ter , pois o sistema é podre.

Maria de Fátima Véras 06 maio 2025

Cirúrgico! Exatamente assim!

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Você não está sozinho — 81% dos brasileiros perderam poder de compra, segundo a Quaest. Por Aragão.

Os números provavelmente fabricados em planilhas da economia brasileira até que tentam sorrir. Mas o povo não sorri de volta. O Produto Interno Bruto cresceu 3,4% em 2024, a taxa de desemprego caiu para 6,6%, e o governo reajustou o salário mínimo para R$ 1.518 em 2025. No papel, tudo parece estar indo bem.

— Só que não está.

O comércio agoniza. Lojas vazias, clientes inseguros, empresários retraídos. O consumo real estagnou — porque o brasileiro, mesmo empregado ou recebendo bolsa familia, perdeu poder de compra. E não é percepção isolada: segundo pesquisa da Genial/Quaest, 81% dos brasileiros afirmam que sua capacidade de consumo caiu no último ano. Isso se chama Brasil real.

Enquanto isso, a taxa Selic foi elevada novamente e está em 14,25% ao ano. É a pá de cal no crédito. Com juros assim, o empresário pensa duas vezes antes de tirar o dinheiro do banco. E a classe média pensa dez antes de parcelar algo ou financiar qualquer investimento. Resultado? Uma economia travada, com aparência de crescimento, mas alma de recessão.

E como se não bastasse a desaceleração, temos um ambiente institucional contaminado. O país vive um estado permanente de tensão: um ex-presidente prestes a ser condenado, um Congresso que legisla por emenda e um Executivo que parece cada vez mais acuado e desarticulado. — A insegurança jurídica paira sobre o país como nuvem espessa.

Em paralelo, escândalos de corrupção seguem surgindo como se fossem rotina. O mais recente: uma fraude bilionária no INSS, revelada pela operação “Sem Desconto”, que detectou R$ 6,3 bilhões desviados entre 2019 e 2024 em descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.

O que vemos, então, é um Brasil dividido, paralisado e decepcionado. Um país que cresce nos indicadores otimistas e desacreditados, mas definha na realidade concreta das ruas.

Que Lula e sua equipe tomem consciência de que governar é mais do que repetir que “está tudo melhorando”. O povo saberá quando melhorar.

E quando o povo sente que está sozinho, o preço político não vem nos gráficos — vem nas urnas.

— Parece que o brasileiro só consegue sorrir quando descobre que tem um feriado — e pode beber até esquecer que está no Brasil.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil.

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de Fátima veras 29 abr 2025

Triste constatação, oremos!!!

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Styvenson, Allyson, o Hospital Infantil e a Havan. Por Aragão.

Vamos começar pela inauguração da loja Havan em 2022 — bem ali na BR 101. Quem esquece a comoção porque não se podia inaugurar a loja sem a licença dos bombeiros? Luciano Hang chegou a dizer que o RN era o “Estado da burocracia”. A pressão foi grande. E a loja foi liberada para abrir, com um prazo para apresentar o documento pendente. Justo. Deu tudo certo. A loja é um sucesso.

Agora, por que não vemos a mesma mobilização por algo muito mais urgente que uma loja de variedades? Algo vital para a vida de inúmeras crianças mossoroenses, como um hospital infantil? Será que nossas crianças não têm vez nem voz?

Preste atenção: sabemos que o alvará é necessário. Ninguém aqui defende que se inaugure um hospital sem estar em conformidade. Mas custava conceder 15 ou 20 dias a mais para a chegada do documento, enquanto a construção avançava?

A Prefeitura de Mossoró enxerga tudo pela lente da política? Não vê o caos da saúde no RN? Não vê a taxa de mortalidade infantil? Pois bem. A gestão municipal decidiu embargar a construção de um hospital infantil financiado com recursos do senador Styvenson Valentim. A justificativa? Ausência de alvará.

Tenho que defender essa flexibilidade pontual porque estamos num Estado miserável onde falta tudo para todos — e principalmente, saúde para as crianças. Isso precisa ser levado em conta.
Pergunto mais uma vez e perguntarei sempre: Não se podia dar mais 15 dias de prazo?

O senador tinha que reagir com indignação.
Styvenson não integra o círculo político do prefeito Allyson Bezerra.
E justo agora, quando os caminhos se distanciam, surge um embargo?

— Será mesmo que todas as obras da cidade são embargadas tão rapidamente?

Travar a construção de um hospital infantil não é apenas uma decisão técnica. É uma demonstração clara de que, em Mossoró, a política pode falar mais alto do que o bem-estar social.

E se Allyson virar governador?
Quantos outros projetos importantes podem ser travados por motivos políticos?

Fotos: Styvenson — Roque de Sá. Allyson Bezerra — João Gilberto.

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Flávio 27 abr 2025

Esses são os nossos políticos Dane-se o povo

HENRIQUE JUNQUEIRA 26 abr 2025

Havan, embargos, reclamações, idiotices, comprometimento na oferta de empregos, tudo capitaneado por uma massa esquerdista, apoiadora do PT, PSOL e afins, certamente comprovando que a preocupação com o povo é o que menos importa. A coisa se repete agora na questão do hospital e, infelizmente, enquanto não houver reação direcionada a esses sujeitos analfabetos os problemas se arrastarão por tempo indefinido.

Carlos 26 abr 2025

Excelente analise

Kassandra Bezerra 26 abr 2025

Perfeitas colocações. Alisson se juntando ao PT, essa mesma que nos desgoverna, é isso que merecemos ???? Continuar com um Estado quebrado e sem oportunidades??? Que só sabe travar projetos de crescimento??? A população tem que escolher, espero que avaliem a realidade e escolham mudar e voltarmos a ser um Estado onde o empreendedorismo, à saúde, à educação e à segurança sejam colocados como prioridade.

de Fátima veras 26 abr 2025

Comentário perfeito!!👏👏👏👏👏👏👏

Romulo Leite 26 abr 2025

Fico realmente pensando “quem é Allysson na fila do pão?”… Êta povo tolo!!!

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A Quando uma UTI vira palco dos horrores. Por Aragão.

Num dia, há quem comemore a morte de um Papa. No outro, há quem aplauda a intimação de um homem internado em uma UTI. Em comum, a desumanização.

A política brasileira atravessa o que talvez seja seu momento mais cruel: a dessensibilização do outro.
As redes sociais mostram que não importa se alguém está debilitado, morrendo ou orando.
Se estiver do “lado errado”, que apodreça, que desapareça, que sofra — e, se amanhã for torturado, mereceu. — É isso mesmo?

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi intimado formalmente enquanto se recuperava de uma cirurgia, em um leito de terapia intensiva. O motivo alegado? Ele apareceu em uma live.
Mas entre aparecer alguns minutos e elaborar uma defesa sob risco de prisão, há um abismo.
Uma live não exige concentração contínua, nem horas de raciocínio extenuante.
Uma defesa com a própria liberdade em jogo, em apenas cinco dias, exige — e muito.
Ainda mais de quem está costurado e sob sedação em uma UTI, onde se luta pela vida.

E, convenhamos: o que está em jogo não é apenas a legalidade do gesto.
É o significado simbólico de fazê-lo na UTI.

Como se dissesse: “você pode estar fragilizado, mas ainda assim não merece compaixão”.

É o mesmo espírito que fez com que alguns comemorassem abertamente a morte do Papa Francisco, não por convicção, mas por cálculo — porque, em algum momento, ele teria desagradado a sua bolha. — Existe sede por sangue? O que podemos esperar?

Se um Papa pode ser reduzido a inimigo político, qual é o limite?
Se um adversário pode ser intimado em estado clínico vulnerável, o que mais estamos dispostos a normalizar?

Vivemos a era da razão convertida em revanche.
Da falta de respeito pelo ser humano.
E da justiça que, quando perde o senso de proporção, perde também a legitimidade que sustenta sua autoridade.

Hoje foi Bolsonaro.
Ontem foi o Papa.
Amanhã, será quem?

Porque quando a civilização aplaude a humilhação em nome da justiça,
ela deixa de ser civilização — e vira uma seita.

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Fábio Pereira 24 abr 2025

Nosso país está entregue nas mãos de bandidos. E o lema deles parece que é o tal de "perdeu, playboy", pois eles fazem o que querem, quando querem, e nem fazem mais questão de esconder os absurdos. Só Nosso Senhor Jesus para nos salvar.

Lílian Rocha 24 abr 2025

Falou a verdade que muita gente gostaria de gritar para o mundo. Parrem que eu quero descer!!! O mundo afunda cada vez mais na maldade. Que o Senhor tenha misericórdia de todos nós.

HENRIQUE JUNQUEIRA 24 abr 2025

Amanhã será qualquer um.... Menos os deuses assim auto intitulados e homologados pela rede de analfabetos que os adoram. Sociedade doente, subserviente, congelada e conduzida pelas suas ideologias apodrecidas. Mas, importante é que se recebam as bolsas, fantasias de carnaval, as garrafas de cerveja e que o futebol não falte.

de Fátima veras 24 abr 2025

Isso foi o cúmulo do absurdo!!!!! Nem sabia q uma atitude assim,fosse permitida, dentro de um quadro dessa complexidade. Oremos!!!!

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A direita já é maior que Bolsonaro. A esquerda ainda é do tamanho de Lula. Por Aragão

A nova pesquisa da Paraná Pesquisas revelou mais que intenções de voto. Revelou estrutura.
Mostrou que a direita sobrevive sem Bolsonaro — e a esquerda ainda não sobrevive sem Lula.

Mesmo inelegível, Bolsonaro lidera o primeiro turno contra Lula.
Mas o dado mais revelador não está na disputa direta — está no que acontece quando Bolsonaro sai de cena.

Michelle Bolsonaro vence Lula numericamente em um segundo turno: 45% contra 41%.
Tarcísio de Freitas também aparece numericamente à frente: 43,4% contra 40,6%.
Ambos em empate técnico, mas com uma mensagem clara: a direita tem vários nomes com densidade eleitoral real.

O bolsonarismo, é uma realidade incontestável, já virou um movimento que não depende mais somente de Jair.
Já a esquerda continua sendo um retrato emoldurado de uma única figura: Lula.

Ele nunca formou uma liderança real. Nunca dividiu poder.
Dilma e Haddad foram escolhas pensadas não por força política, mas por controle.
Não eram sucessores. Eram garantias de obediência. Que no caso de Dilma, nem tão obediente assim…

E não é só na sucessão que a esquerda patina. A direita também venceu no campo da comunicação.
Enquanto figuras da direita dominam o digital com uma linguagem direta, emocional e mobilizadora, a esquerda insiste em se comunicar para dentro — para sua bolha, para seus códigos, para seus rituais.
Apesar dos esforços de Sidônio Palmeira, a pauta identitária segue afastada da realidade cotidiana da maioria dos brasileiros.

A direita fala com o povo. A esquerda fala com a esquerda.
E isso, numa eleição, é a diferença entre eco e voto.

A direita virou movimento.
A esquerda ainda é um homem.

E quando o tamanho da sua causa é igual ao da sua vaidade…
a sucessão se torna sua maior ameaça.

 

Pesquisa Fonte: Poder 360

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HENRIQUE JUNQUEIRA 23 abr 2025

Bolsonaro SEMPRE liderou à frente de Lula. O que houve na última campanha foi duvidoso.... Daí, o medo do stablishment em mostrar as codificações, a recusa no voto impresso e outros. Em que pese existirem sectários ignorantes da esquerda, muitos, não superariam a Direita. O que houve foi a facilitação desenvolvida pela Corte Suprema, com finalidade de alçar ao poder um sujeito cheio de problemas Morais e legais sobretudo.

de Fátima veras 23 abr 2025

Qta esperança isso traz!!

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Da Elegância à Baixeza: Reflexões sobre a Postura Política no Caso Bolsonaro. Por Renato Cunha Lima

Quero iniciar este texto parabenizando a postura republicana da governadora Fátima Bezerra no atendimento ao ex-presidente Bolsonaro, que passou mal no interior do Rio Grande do Norte. O governo estadual agiu com presteza, inclusive disponibilizando um helicóptero para o socorro.

Um episódio marcante na trajetória política da governadora, que, enquanto senadora, ocupou a mesa diretora do Senado ao lado de outras duas senadoras para impedir os trabalhos da Casa. A cena, considerada constrangedora por muitos, incluiu a governadora comendo um bife em uma quentinha.

A falta de educação é algo que sempre “teje” presente na conduta pública dos petistas potiguares e, diferentemente da inédita postura elegante da governadora, os seus companheiros, Fernando Mineiro, Isolda Dantas e Samanda Alves, não a acompanharam e não pouparam o ex-presidente com ironias e ofensas.

As falas precisam ser adjetivadas como, no mínimo, canalhas, abjetas e inaceitáveis para o debate público, com ironias e deboches contra um adversário político que precisou passar por 12 horas de uma cirurgia complicadíssima, em decorrência de um atentado a faca sofrido em 2018 por um militante de esquerda.

Para ficar claro que não devemos tolerar essa sujeira no debate público. Igualmente canalhas foram as piadas, sem nenhuma graça, sofridas por Lula em razão do falecimento de seu neto ou em relação aos seus problemas de saúde, com a diferença de que, nestes episódios, não vimos políticos e figuras públicas adotarem essa postura abjeta.

Volto a dizer: o passado das personagens diz muito sobre elas. Uma é conhecida pelo temperamento destemperado, acumulando gritos e discussões com colegas parlamentares. Do outro, dizem na cidade que iniciou sua militância política invadindo e defecando na mesa do reitor da UFRN. Já a novata demonstra agora que possui o mesmo perfil.

Por fim, diante de tudo isso, com o objetivo de servir como lição, apaziguar o país e promover respeito e urbanidade no debate público, é imprescindível que os políticos citados sejam prontamente processados pelo crime de injúria, previsto no artigo 140 do Código Penal.

 

Foto: CNN

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Araújo 18 abr 2025

Milagres acontecem. Parabéns Governadora por este lapso de civilidade

Marília 15 abr 2025

👏👏👏👏👏👏

Araújo 18 abr 2025

Milagres acontecem. Parabéns Governadora por este lapso de civilidade

HENRIQUE JUNQUEIRA 15 abr 2025

Relativamente à cessão do helicóptero e apoio médico, seria o mínimo obrigatório e nada de louros à governadora por isso. É a RES pública, sob administração do Estado e, por ora, na responsabilidade dela. Os bens em comento não são propriedades dela. Sobre comentários desairosos de ambos os lados, é a constatação inequívoca do analfabetismo acadêmico e moral de uma sociedade que pouco se importa com esses valores.

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O Tabuleiro da Direita no RN para 2026. Por Aragão.

Com a aproximação das eleições estaduais de 2026, o campo da direita ou da quase direita no começa a se movimentar com mais nitidez. Alguns nomes despontam como os principais protagonistas desse tabuleiro: Rogério Marinho, Álvaro Dias e Ezequiel Ferreira. Cada um representa uma vertente distinta: o ideológico, o gestor e o articulador institucional. E, à margem desse triângulo central, um nome tenta permanecer no jogo — mas foi uma peça comida pela esquerda: Alysson Bezerra.

— Rogério Marinho: o comandante da direita ideológica.

Senador da República, ex-ministro de Bolsonaro e autor da Reforma Trabalhista, Rogério Marinho é hoje o nome mais consolidado da direita no RN. Com discurso técnico, experiência administrativa no governo federal e apoio direto do bolsonarismo, tornou-se o candidato natural de uma base fiel e bem estruturada.

Tem o respaldo do PL, influência no interior, prestígio empresarial e fala direta ao eleitor conservador. Seu perfil, porém, é mais racional do que popular, o que pode limitar sua projeção fora da bolha ideológica. Se o cenário for de confronto, ele cresce. Se for de moderação, precisará construir pontes.

— Álvaro Dias: o ex-prefeito que busca projeção estadual.

Álvaro Dias encerrou seu mandato como prefeito de Natal no fim de 2024, deixando a gestão com boa avaliação e um capital político relevante, especialmente entre servidores públicos, idosos e o eleitorado conservador urbano. Agora, fora do cargo, articula sua possível candidatura ao governo do estado.

Seu maior ativo é a popularidade consolidada na capital, onde liderou uma administração marcada por estabilidade, investimentos e moderação. No entanto, para ser competitivo em 2026, precisará romper o isolamento geográfico e político, construindo alianças fora da Grande Natal e se posicionando com mais clareza no cenário estadual. Se conseguir isso, pode surpreender.

— Ezequiel Ferreira: o nome do sistema.

Presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira é o fiel da balança. Com ampla capilaridade no interior, forte influência entre prefeitos e um discurso institucional, apresenta-se como pragmático, agregador e “pró-RN” — acima de ideologias.

Apesar de ser do PSDB, Ezequiel tem sido um aliado funcional do governo Fátima Bezerra, garantindo a governabilidade sem se alinhar ideologicamente à esquerda. Seu nome é cogitado como possível candidato ao governo com apoio do sistema estadual — ou até mesmo como alternativa da própria governadora, caso o PT não tenha nome viável. Ele representa moderação, estabilidade e articulação — três moedas políticas importantes em tempos de radicalização.

— Allyson Bezerra: a peça isolada no tabuleiro.

Em “Uma cilada para Allyson Bezerra?” Artigo que escrevemos em fevereiro, analisamos como a aproximação institucional entre o prefeito de Mossoró e o governo estadual poderia ser uma armadilha cuidadosamente desenhada. À época, levantamos a hipótese de que a esquerda usaria sua imagem até o momento em que se tornasse mais vantajoso descartá-lo — justamente quando o desgaste com a direita fosse visível.

Esse movimento se confirmou há poucos dias.

Recentemente, Raimundo Alves, chefe do Gabinete Civil do Governo do Estado, declarou publicamente que o PT não apoiará Allyson Bezerra como candidato ao governo em 2026. A fala veio após meses de gestos sutis de aproximação entre Allyson, Fátima e até Lula, como recepções institucionais em Mossoró e acenos em eventos públicos.

O recado foi claro: ele não pertence a nenhum dos lados. Desgastado com a direita, rejeitado pela esquerda, Allyson entra em 2025 como uma peça que saiu do tabuleiro e agora deve esperar uma nova partida começar em 2030.

— Que comecem os jogos.

Foto: reprodução

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Orlando 21 abr 2025

Esse Ezequiel pra mim é o político mais sem futuro desses q estão aí, ele e Robson farias hj são um dos piores

Claudia 15 abr 2025

Esclarecedor

de Fátima veras 15 abr 2025

Tudo muito bem esclarecido!

Romulo Leite 15 abr 2025

Lamentável que os citados além do Rogério Marinho sejam por aqui considerados algo próximo do conservador , próximo da direita de fato. Nenhum dos três sequer projeta uma leve semelhança com os valores conservadores… Enfim, apenas traduzem o Estado em si, isso sim não posso negar. Ótimo dia!!

Tobias Costa 15 abr 2025

Concordo plenamente. Alysson já é carta fora do baralho.

AGOSTINHO 15 abr 2025

Excelente análise da atual situação. Espero maturidade e união para entrar nessa campanha forte.

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