Muito se fala no RN sobre a defesa das mulheres, mas pouco se faz na prática. Uma exceção clara é a atuação da deputada estadual Cristiane Dantas, que já soma 28 leis aprovadas voltadas à proteção e ao fortalecimento das mulheres em diferentes frentes.
Não se trata de uma pauta única ou episódica. Saúde, empreendedorismo, segurança, combate à violência e prevenção. Essa multiplicidade importa porque a vulnerabilidade feminina não se manifesta de uma única forma — nem em um único momento.
A mulher é vulnerável quando sofre agressão física, mas também quando não tem acesso adequado à saúde, quando depende financeiramente do agressor, quando não encontra apoio institucional ou quando denuncia e acaba sozinha no momento mais crítico. Políticas públicas eficazes são aquelas que conseguem enxergar esse percurso completo.
Na saúde da mulher, as iniciativas buscam garantir atenção específica, prevenção e acompanhamento contínuo. No empreendedorismo, o foco está na autonomia econômica — um dos fatores mais decisivos para romper ciclos de violência. Já no campo da prevenção, a lógica é clara: agir antes que o caso vire estatística.
Dentro desse conjunto de ações, uma política pública se destaca pelo impacto direto e imediato: a Patrulha Maria da Penha. — uma das leis de autoria da Cristiane Dantas.
Essa é uma lei que tem salvado vidas porque parte de um princípio simples e essencial: medida protetiva no papel não protege ninguém. O que protege é a efetivação dessa medida. É exatamente nesse ponto que entra a Patrulha Maria da Penha, com a Polícia Militar fiscalizando o cumprimento das decisões judiciais.
A força dessa política está no fato de ela não depender apenas da coragem da vítima, mas de uma rede institucional que assume a responsabilidade pela proteção. A patrulha não atua depois da tragédia. Atua antes — na prevenção, no acompanhamento e na dissuasão do agressor.
É aí que a política pública deixa de ser discurso ou teoria e passa a cumprir na prática sua função primordial: salvar vidas.
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