O IBGE acaba de divulgar a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), uma iniciativa em cooperação com os Ministérios da Saúde e da Educação. O levantamento analisa fatores de risco e de proteção na vida de adolescentes brasileiros entre 13 e 17 anos, de escolas públicas e privadas.
— Os dados são estarrecedores.
Violência Sexual: O perigo dentro de casa. Os resultados evidenciam um cenário de profunda gravidade: quase um em cada cinco estudantes brasileiros (18,5%) relatou ter sofrido violência sexual, caracterizada por toques, beijos ou manipulações indesejadas contra a sua vontade.
Saúde Mental: A “perda da vontade de viver” e sentimentos de tristeza profunda atingem proporcionalmente mais que o dobro de meninas em comparação aos meninos. 12% dos meninos já tiveram o pensamento que a vida não vale a pena viver. Nas meninas, o índice sobe para 25%. A OMS já alertou ano passado que crianças de 13 e 17 anos formam o grupo mais solitário do planeta.
Impressionantes 43,4% das meninas relataram ter sentido vontade de se machucar. Nos meninos, o percentual é de 20,5%
A Epidemia Invisível: O consumo de dispositivos eletrônicos para fumar destaca que 29,6% dos escolares de 13 a 17 anos já experimentaram esses dispositivos.
63,3% dos estudantes de escolas públicas e particulares, na faixa etária de 13 a 17 anos, já haviam experimentado bebidas alcoólicas
Bullying: Este é um tema central de investigação, pois afeta diretamente a saúde mental e o desempenho escolar. 27,2% dos estudantes (mais de um quarto) relataram ter sofrido bullying. As meninas são as maiores vítimas, com 30,1% relatando humilhações frequentes, contra 24,3% dos meninos. Motivos principais: A aparência do rosto ou do cabelo (30,2%) e a aparência do corpo (24,7%)
A PeNSE reafirma seu papel estratégico para subsidiar gestores na vigilância de fatores de risco e proteção à saúde de escolares, fornecendo a evidência científica necessária para a reestruturação urgente das políticas de proteção à infância e juventude
Diante desse cenário é imprescindível o apoio dos pais e a ajuda psicológica. Um psicólogo se tornou tão necessário em uma escola quanto um professor de matemática.
Fonte: IBGE
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