A vereadora Nina Souza (PL), que se coloca como pré-candidata à Câmara Federal em 2026, usou uma entrevista ao canal BNews Natal, no YouTube, para sustentar a narrativa de que parte das obras iniciadas na gestão do ex-prefeito Álvaro Dias não avançou por falta de repasses federais.
Ao tratar da composição política do PL para o próximo ciclo eleitoral, Nina buscou reposicionar o legado administrativo de Álvaro, confrontando críticas recorrentes sobre obras inacabadas. Segundo ela, há uma omissão deliberada por parte de adversários ao não contextualizar a origem do problema.
“Ficam fazendo filmagem na frente das obras, dizem que elas estão inacabadas, mas não dizem que esses recursos estão sendo segurados pelo governo federal”, afirmou.
A vereadora também recorreu ao contexto da pandemia para reforçar a imagem de gestão sob pressão. Na leitura dela, o período impôs limitações adicionais, mas também evidenciou protagonismo direto do então prefeito na condução da crise sanitária.
“Álvaro enfrentou um momento muito difícil. Pegou Natal estagnada, com um Plano Diretor que afugentava o empreendedorismo daqui. Além disso, veio uma pandemia, e ele foi o grande líder nesse processo. A gente não via a governadora em campo nenhum naquela época, mas via Álvaro dentro dos hospitais, até atuando como médico”, declarou.
Ao abordar especificamente as obras não concluídas, Nina voltou a atribuir o problema à dependência de recursos externos — especialmente verbas federais e emendas parlamentares que, segundo ela, não teriam sido liberadas.
Nesse ponto, ela citou a estratégia adotada pela atual gestão municipal como uma espécie de solução emergencial para destravar intervenções paralisadas.
“O prefeito Paulinho conseguiu financiamento, vai terminar essas obras com dinheiro de refinanciamento. Olha só o que é represar esses recursos”, disse.
Na avaliação política, Nina argumenta que Álvaro Dias reúne atributos administrativos e experiência acumulada para disputar o Governo do Estado, ressaltando sua trajetória em diferentes cargos eletivos.
“Ele tem essa força de trabalho, essa capacidade. Chegar a ser eleito governador é uma coisa muito importante”, afirmou.
Por fim, a vereadora amplia o raciocínio para além da disputa local e defende uma lógica de alinhamento político como condição prática de governabilidade.
“A situação do Estado é tão ruim que esse voto precisa ser casado. O governador só vai ter condição de poder atingir alguma coisa se tiver apoio do governo federal e da sua bancada”, concluiu.
Comentários (0)