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O Leão de pelúcia e as cinzas da democracia

Diz a tradição que a Quarta-feira de Cinzas é o dia em que as máscaras caem e a realidade volta a bater na nossa porta. Mas no Brasil, você sabe, a fantasia é o nosso traje de gala o ano inteiro. E foi justamente nessa quarta-feira ingrata que o presidente da Unafisco, Kleber Cabral, deu uma entrevista para a GloboNews e soprou no nosso cangote a ressaca definitiva: “É menos arriscado fiscalizar o PCC”.

O que sobrou nos escombros do nosso bloco não foi confete, mas as cinzas da nossa própria democracia. Veja bem a que ponto de desmando nós chegamos! O crime organizado, com seu tribunal paralelo, virou um ambiente de trabalho mais seguro do que ousar cruzar o CPF de quem habita o Olimpo de Brasília. Como alertaria o saudoso Millôr Fernandes, “Democracia é quando eu mando em você, Ditadura é quando você manda em mim”.

O velho Leão da Receita, outrora o terror implacável de nós, pobres mortais, sofreu uma mutação genética na Quarta de Cinzas: virou um gatinho de pelúcia. Foi adestrado para ronronar no colo das excelências e mostrar as garras apenas para você, eu, o cidadão comum que comete o crime hediondo de errar uma vírgula na declaração do imposto.

Aí, no meio dessa vergonha institucionalizada, o auditor, encurralado, lança o grito de desespero: “Recorrer a quem?”. É a suprema sinuca de bico da República. O servidor que prestou concurso para proteger o país descobre, no meio da avenida, que o Estado tem dono. E o dono não é ele, muito menos você.

Se o auditor olha para o Executivo, ao qual está vinculado, encontra uma chefia de mãos atadas, encolhida no canto, mais preocupada em entregar a cabeça dos seus do que em defender a autonomia do órgão. Se ele olha para o Judiciário, topa justamente com a fonte do seu terror. A decantada “separação dos Poderes” virou apenas um bloco de sujos — um cordial acordo de cavalheiros para que ninguém incomode o sossego e os sigilos alheios.

No fim das contas, a manifestação da Unafisco serve para nos lembrar que as instituições brasileiras até estão funcionando, mas apenas como alegorias de um enredo macabro. A lei continua dura e implacável para todos, desde que o “todos” não inclua quem manda. 

Terminamos a festa assim: de um lado o PCC, com regras claras; do outro, os intocáveis. E o cidadão, como sempre, no fim do desfile, apenas varrendo as cinzas do Carnaval.

Alexandre Aragão é advogado, com especialização em direito tributário pelo IBET e em direito empresarial pela FGV/RJ.

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Carnem levare: do Carnaval à Quaresma

A festa — qualquer festa — costuma prometer o que a rotina, por definição, não entrega: leveza. O Carnaval, com sua democracia sonora, instala por alguns dias uma república provisória do corpo e do riso, em que a pertença parece simples e a vida, menos grave. Mas o esquecimento é um contrato de curtíssimo prazo. Na quarta-feira, a música não termina: ela apenas encerra o expediente e devolve a cada um aquilo que sempre esteve lá — a própria consciência, sem bateria de apoio.

A Quaresma sobrevive por tocar numa verdade elementar e, justamente por isso, incômoda: não somos só desejo; somos também limite. Santo Agostinho falou do coração inquieto — e talvez a inquietação seja o nome civilizado para o nosso apetite por sentido. Pascal desconfiava das distrações: o ruído nem sempre é alegria; por vezes é fuga, com luz de palco e pouca convicção. A Quaresma, ao contrário, é a recusa da fuga: é baixar o volume do mundo para escutar o que, em nós, insiste.

E então resta a pergunta — a mais difícil, porque não se resolve com aplausos: se a alegria depende de estímulo constante, seria, ela própria, alegria ou dependência? Schopenhauer, com seu diagnóstico sem anestesia, lembraria que muita sociabilidade nasce da incapacidade de suportar a solidão — e, nela, a própria companhia. Quando o som é perde o ânimo, não é o mundo que empobrece; é o sujeito que se revela.

Por isso mesmo, o jejum, a oração e a caridade não deveriam ser compreendidos como ritualismos religiosos, senão como gramática da liberdade. Jejuar é reaprender o governo de si — em tempos nos quais se vende impulso e rotulam-no como autenticidade. Orar não é magia: é recolocar a vida no centro, trocando a ansiedade por direção. E a caridade, como forma mais concreta de espiritualidade, retira o outro do papel de figurante e o devolve à condição de pessoa.

No fim, a despedida do Carnaval não condena a festa, antes restaura a medida. A vida não pode ser apenas um intervalo luminoso entre duas distrações.

Com crença ou sem fé, a Quaresma preserva uma certeza decisiva: o olhar interior é primordial — porque, quando o ruído cessa e a fantasia se recolhe, é no silêncio que se decide quem se é. É dizer: ninguém atravessa o mundo plenamente sem antes atravessar a si mesmo.

Bruno Montenegro Ribeiro Dantas é Juiz de Direito e Mestre em Direito e Poder Judiciário pela ENFAM.

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Nossos heróis não morrerão de overdose. Por Aragão.

— Na corrida pelo engajamento, Virginia Fonseca ganharia por uma bunda de vantagem.

A polêmica que começou nesta semana após uma entrevista publicada pela revista VEJA, em que Gabriel David afirmou que “nenhuma mulher é tão relevante midiaticamente nesse momento no Brasil como a Virgínia Fonsêca”. A declaração polemizou, entre leitores que não gostaram nada desse exagero. Justamente no momento em que uma outra brasileira conseguia um feito extraordinário mas ainda lutando para sair do anonimato.

Tatiana Sampaio não corre nem anda atrás de engajamento. — Ela faz as pessoas voltarem a andar — É bem diferente. 

Tatiana Sampaio é o Brasil que deu certo. É o Lucas Pinheiro, nosso medalhista olímpico, de jaleco. A cientista brasileira busca há quase 30 anos salvar vidas através da ciência. O fato que ela alcançou beira realmente o inacreditável. Simplesmente, 6 pacientes seus, tetraplégicos ou paraplégicos, apresentaram retomada de movimentos após a aplicação da polilaminina. Alguns voltaram a andar.

Em um país onde curtidas valem mais que currículos, a comparação foi inevitável: de um lado, milhões de seguidores; do outro, décadas de laboratório.

Acredito que a polêmica por mais absurda que seja só ocorreu porque sabemos que o Brasil valoriza as personalidades erradas. — Os heróis de Cazuza morreram de overdose.  

Ganha espaço na mídia jogador de futebol quando engravida mais uma fã, pagodeiro quando troca de namorada, cantora quando choca a sociedade para ganhar curtida e vale tudo para ver quem desce mais rápido a ladeira da moralidade. Sabedor disso, o colunista da Veja soltou sua pérola.

— Quem sabe nossa mídia também comece a andar com a ajuda da Tatiana Sampaio? 

A sociedade precisa se unir para construirmos os heróis de verdade da nossa gente — Somente eles poderão salvar nosso Brasil de ser eternamente o país do futebol, do carnaval e da corrupção.

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ALRN consolida e-Legis como referência nacional com implantação do sistema no Paraná

O trabalho desenvolvido pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte na área de tecnologia ganhou novo destaque nacional com a implantação da plataforma Legis Vídeos pela Assembleia Legislativa do Paraná, que entrou em funcionamento no dia 2 de fevereiro. A ferramenta integra o ecossistema e-Legis, sistema criado integralmente pela equipe técnica da ALRN e reconhecido como campeão em premiação da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), consolidando a Casa potiguar como referência em soluções digitais para o Legislativo.

O Legis Vídeos foi apresentado oficialmente em coletiva de imprensa pelo presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Alexandre Curi, e repercutiu na imprensa legislativa daquele estado. A plataforma permite o acesso organizado a vídeos, áudios, transcrições e atas das sessões plenárias e das reuniões da Comissão de Constituição e Justiça, ampliando a transparência e facilitando o acompanhamento das atividades parlamentares por jornalistas, assessores e pela população em geral.

Desenvolvido a partir de cooperação técnica entre as Assembleias do Paraná e do Rio Grande do Norte, o sistema utiliza recursos de inteligência artificial para organizar os conteúdos e oferecer buscas por data, tema, tipo de reunião ou parlamentar, além de navegação por linha do tempo interativa e possibilidade de download de trechos específicos. Segundo o diretor de Tecnologia da Informação do Paraná, Carlos Luiz Albuquerque Maranhão Neto, a ferramenta “fortalece o acesso à informação e contribui diretamente para a transparência do Poder Legislativo”.

“É motivo de orgulho ver um software desenvolvido internamente pela ALRN, sem parcerias externas, ser adotado por Assembleias de grande porte”, ressaltou o  diretor de Tecnologia da Informação da Assembleia do RN, Mário Sérgio Gurgel.

Atualmente, na região sul, além do Paraná, o sistema já é utilizado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina, enquanto o Rio Grande do Sul demonstrou interesse em aderir à solução. Para ele, esse avanço é resultado do incentivo institucional do presidente da ALRN, deputado Ezequiel Ferreira, e do diretor-geral Augusto Viveiros, que apoiaram a formalização dos termos de cooperação.

Mário Sérgio destacou ainda que, nas próximas semanas, as Assembleias do Piauí e do Ceará irão conhecer o e-Legis, enquanto a Assembleia do Paraná deverá ampliar o uso da tecnologia ao conhecer outras funcionalidades do sistema desenvolvido no Rio Grande do Norte.

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Capacitação reforça qualidade do atendimento nos programas sociais da ALRN

Na segunda turma do curso Capacitação em Atendimento ao Público, ministrado pelo professor Flávio Emílio, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte reforçou o compromisso com a qualificação dos servidores que atuam diretamente nas ações sociais da Casa. A formação integra uma iniciativa da Escola da Assembleia em parceria com a Diretoria de Gestão de Pessoas.

Durante a atividade, o professor destacou que a proposta central é investir na melhoria contínua. “A linha mestra do curso é capacitar quem já tem capacidade. O atendimento que a Assembleia já presta é eficiente e acolhedor, mas não há nada tão bom que não possa ser melhor”, afirmou.

Segundo ele, o objetivo é alinhar conhecimento técnico e postura humanizada. “O foco é fazer com que a equipe que atua no Assembleia e Você e no Em Ação esteja preparada para oferecer um atendimento tecnicamente adequado e, acima de tudo, humanizado para a população”, explicou.

Flávio Emílio ressaltou ainda que o conteúdo do curso se baseia em experiências reais da própria Assembleia. Ele participou como observador de uma edição do Assembleia e Você realizada em Rio do Fogo, incluindo o distrito de Punaú. “Fiz uma visita técnica, conversei com a população, acompanhei toda a operação e fiz anotações. Isso trouxe uma contextualização muito grande, porque estamos trabalhando com exemplos reais do que a equipe já vivenciou”, destacou.

Para o diretor de Gestão de Pessoas, Thyago Cortez, o curso veio marcar mais um diferencial para os servidores e colaboradores. “Os servidores já realizam um atendimento humanizado e respeitoso, mas a ideia é que a gente possa evoluir, sempre procurando atender a população que mais precisa da melhor maneira possível”, afirmou.

A capacitação foi dividida em duas turmas para favorecer a interação e a realização de dinâmicas em sala. Ao todo, cerca de 100 servidores participam da formação, que busca fortalecer o padrão de excelência no atendimento prestado pela ALRN à população potiguar.

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Disposição olímpica: Atletas acabam estoque de 10 mil camisinhas em três dias.

Saiu no Correio Brasiliense: Distribuição gratuita na Vila Olímpica se esgota rapidamente e organização promete reposição após reclamações de atletas

O estoque de preservativos disponibilizados aos atletas participantes dos Jogos Olímpicos de Inverno em Milão-Cortina acabou antes do previsto e virou assunto entre competidores e equipes. A Vila Olímpica montada na região do norte da Itália recebeu cerca de 10 mil camisinhas gratuitas, mas a quantidade foi insuficiente para atender a demanda dos participantes.

Segundo relatos de atletas à imprensa italiana, os preservativos desapareceram em apenas três dias. Um competidor ouvido de forma anônima pela imprensa local afirmou que houve promessa de reposição, mas sem prazo definido. “Disseram que mais unidades seriam entregues, mas ninguém sabe quando isso vai acontecer”, relatou.

A situação também ganhou visibilidade nas redes sociais. A patinadora artística espanhola Olivia Smart, que vem mostrando bastidores dos Jogos em seu perfil, publicou vídeos apontando o rápido desaparecimento dos preservativos nos pontos de distribuição da Vila Olímpica.

A oferta de camisinhas gratuitas faz parte de uma prática já estabilizada no ambiente olímpico, tanto nos Jogos de Verão quanto nos de Inverno desde 1988. As vilas que abrigam atletas de diferentes países são conhecidas historicamente por  uma forte convivência social e encontros fora das competições, o que levou os organizadores a adotarem políticas de prevenção há décadas.

A diferença de escala, no entanto, chamou atenção. Nos Jogos Olímpicos de Verão de Paris 2024, foram distribuídas cerca de 200 mil unidades. Em Milão-Cortina, o número foi bem menor, mesmo com a presença de quase 3 mil atletas de 92 países na competição de inverno.

Apesar do público reduzido em relação aos Jogos de Verão, a procura foi maior do que o esperado. A situação gerou comentários entre delegações e levantou questionamentos sobre o planejamento da organização para atender às demandas básicas de saúde e prevenção dentro da Vila Olímpica.

Até o momento, os organizadores não divulgaram oficialmente quando o novo lote de preservativos será entregue, mas atletas seguem relatando a falta do material nos espaços comuns da acomodação olímpica.

Fonte: Correio Brasiliense.

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Pai covarde sacrifica os filhos em oferenda ao Deus da vingança. Por Aragão

O Inferno de Dante Alighieri é formado por círculos que descem em direção ao centro da terra. O 9º círculo é o mais profundo e sombrio — é onde fica Lúcifer — e está reservado para os traidores da família.

Thales Naves Alves Machado foi, realmente, um covarde. Muito mais traidor do que traído. Um homem fraco que não suportou existir sem a esposa ou sem a fidelidade que acreditava possuir. Um homem que traiu a humanidade quando amputou o futuro dos próprios filhos — filhos que ele dizia amar, mas que transformou em arma de vingança.

Quando um pai destrói os próprios filhos para atingir a esposa, ele não comete apenas homicídio. Ele trai o pacto mais elementar da existência: o de proteger sua prole indefesa — o que Deus e a natureza colocaram nas suas mãos sob sua guarda.

— Qual culpa aquelas crianças carregavam?

— Nenhuma.

É evidente que relações humanas são complexas. A traição conjugal, quando acontece, é dolorosa e dilacerante. Relações que chegam a esse ponto muitas vezes já estavam apodrecidas por dentro. Separar-se teria sido o caminho civilizado. Mas nenhuma falha conjugal — nenhuma — pode tangenciar a barbárie de destruir a própria descendência e a própria vida.

Assusta perceber que o mal raramente tem aparência monstruosa. Ele trabalha, tem amigos, está em grupos de WhatsApp, ocupa cargos públicos, participa de reuniões e sorri em fotografias. A rotina trivial pode esconder tempestades morais silenciosas.

— E pessoas assim, psicopatas, circulam entre nós.

Não podemos mais continuar confundindo posse com amor, orgulho com honra e controle com cuidado. Enquanto não desenvolvermos um olhar mais atento sobre os sofrimentos mentais daqueles que nos cercam — seja para ajudá-los antes que cruzem o limite da barbárie — qualquer um de nós poderá ser a próxima vítima.

— Às vezes penso que o inferno é aqui.

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Metrópoles: Conversas entre Fábio Faria e Vorcaro eram sobre voto de Toffoli em causa bilionária no STF.

Ex-ministro das Comunicações fazia o papel de ponte entre Vorcaro e o mundo político. Ele tentou reaproximar Toffoli e o dono do Master

Fabio Faria mensagens vorcaro

O ex-ministro das Comunicações Fábio Faria tentou reaproximar o empresário mineiro Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, ainda antes de as investigações sobre o Banco Master chegarem ao Supremo.

Depois de ter comprado a participação do ministro no resort Tayayá, por meio de um fundo de investimentos, Vorcaro se distanciou de Dias Toffoli. A relação entre os dois, até então, era descrita como próxima. A participação de Toffoli, por meio da empresa Maridt Participações S.A, foi vendida em setembro de 2021.

Fábio Faria se dispôs a fazer a ponte. Marcou um encontro entre os dois fora das dependências do Supremo. Mas a conversa, em vez de ajudar, esfriou de vez a relação. Vorcaro teria ficado incomodado com um comentário de Toffoli envolvendo outro banqueiro.

Mensagem de Fabio Faria com Daniel Vorcaro, do MasterMensagem de Fabio Faria com Daniel Vorcaro, do Master
Mensagem de Fabio Faria com Daniel Vorcaro, do Master

Amigo íntimo de Vorcaro, Fábio Faria aparece inúmeras vezes em conversas resgatadas pela Polícia Federal no celular do dono do Master. Os dois tinham negócios em comum, e o ex-ministro das Comunicações funcionava como uma espécie de elo entre Vorcaro e o meio político.

Em uma das mensagens encontradas pela PF e relatadas nas 200 páginas que a corporação enviou ao Supremo nesta semana, Vorcaro informa Fábio Faria que Toffoli poderia mudar o voto em um julgamento envolvendo ações indenizatórias decorrentes do controle estatal de preços no setor sucroalcooleiro nas décadas de 1980 e 1990. O caso refere-se à Usina Alcídia, em Teodoro Sampaio (SP).

A coluna teve acesso às mensagens.

Fábio Faria pergunta a Vorcaro quem lhe repassou a informação de que Toffoli votaria contra a usina. O banqueiro cita o advogado Carlos Vieira Filho, especialista nesse tipo de causa. Ele é filho do presidente da Caixa, Carlos Antônio Vieira Fernandes. Essa conversa foi no dia 13 de setembro de 2024.

Pouco antes, em 26 de agosto, Gilmar Mendes apresentou um destaque para tirar o caso do “plenário virtual” do STF. O julgamento começou de forma presencial, na Segunda Turma, no dia 17 de setembro, dias após a conversa entre Vorcaro e Fábio Faria. Na ocasião, o ministro Nunes Marques pediu vista (ou seja, pediu mais tempo para analisar o tema). O ministro devolveu o processo pouco depois, e Segunda Turma concluiu o julgamento em 1º de outubro de 2024.

Faria entra nessa história por ser amigo de Toffoli e por seu escritório negociar esse tipo de ativo, que envolve bilhões de reais.

Se votar contra a usina era mesmo a intenção do ministro, ele mudou de posição. O julgamento terminou com os votos de Edson Fachin, Kassio Nunes Marques e Toffoli a favor da Usina Alcídia. Gilmar Mendes e André Mendonça ficaram vencidos.

O resultado rendeu à usina R$ 1,5 bilhão a serem pagos pela União, considerando valores atualizados pelo IPCA, do IBGE, mais juros de 0,5% ao ano. Vorcaro não tem papéis da Usina Alcídia.

A desconfiança sobre o posicionamento de Toffoli baseava-se no fato de o ministro, oito meses antes, ter votado contra os interesses de outra empresa do ramo, a Raízen Energia, em um processo idêntico ao da Usina Alcídia.

Neste último caso, Dias Toffoli entendeu que a Raízen, hoje controlada pelo banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual, não tinha direito à indenização. A decisão fez André Esteves perder uma causa que lhe renderia R$ 125,3 milhões em valores corrigidos.

Entre a discussão de um caso e outro, a Segunda Turma não tratou do tema. Ou seja, Toffoli votou de um jeito em um caso e de forma diferente em outro, idêntico. Ambos os casos já tinham tramitado por instâncias inferiores.

Reunião no Supremo tratou de usinas

O assunto sobre os créditos das usinas foi tratado na reunião entre os ministros do Supremo na quinta-feira (12/2). O encontro resultou na saída de Toffoli da relatoria do caso Master. O ministro foi cobrado a explicar as mensagens que envolvem seu voto no tema e que foram consideradas pela PF como suspeitas de tráfico de influência.

Fábio Faria: tive relação com Vorcaro, mas não atuei no STF

Em nota à coluna, Fábio Faria disse que conheceu Vorcaro após deixar o cargo de ministro. Ele frisou que “nunca tratou com nenhum ministro do Supremo Tribunal Federal sobre processos judiciais, e nunca foi responsável pelo relacionamento institucional de Daniel Vorcaro ou do Banco Master”.

Leia abaixo a nota de Fábio Faria na íntegra.

“Fábio Faria conheceu Daniel Vorcaro há quase um ano após deixar a vida pública, enquanto trabalhava no Banco BTG Pactual na função de Gerente Sênior de Relacionamento.

Teve relação pessoal com Vorcaro.

Não é advogado e nunca atuou como tal, nem mesmo conhece o processo citado na matéria, bem como o mencionado advogado. Nunca teve qualquer contrato ou mesmo contato com a citada usina.

O conteúdo das citadas mensagens diz respeito a percepções sobre cenários envolvendo julgamento público. Faria nunca tratou com nenhum ministro do Supremo Tribunal Federal sobre processos judiciais, e nunca foi responsável pelo relacionamento institucional de Daniel Vorcaro ou do Banco Master.

Fábio Faria, após deixar a função pública, se dedica, exclusivamente a atividades privadas, lícitas, legítimas, balizadas pela sua aptidão e formação, em perfeita observância da legislação vigente.

Fábio trabalha, atualmente, com consultoria estratégica e análise de cenário institucional e como pessoa pública e ex-ministro de Estado, mantém relações institucionais com representantes de diversos setores da sociedade.

Por fim, reitera-se que não houve pedido, tentativa de interlocução, intermediação, representação ou qualquer medida concreta relacionada ao processo mencionado”.

Fonte: Metrópoles.

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Decisão de Walter é péssima para Fátima, explica Kelps

Assinta o vídeo no You Tube:  https://www.youtube.com/watch?v=sbZl6zH5kRM.

O ex-deputado estadual Kelps Lima foi entrevistado no programa Roda Livre da TV Futura, em Natal, na segunda-feira, 9.

Kelps disse que o fato político mais relevante da atualidade no Rio Grande do Norte é a decisão do vice-governador, Walter Alves, ter optado por não assumir o Governo do Estado alegando a situação econômica difícil do Executivo.

Para Kelps, a decisão de Walter de não querer ser governador mostra duas situações bem claras: a primeira é que o caixa do Estado deve estar “um abacaxi muito grande”.

A segunda situação é o problema de confiança da gestão estadual em relação ao Governo Federal. Walter não tem certeza se o Governo Lula iria ajudá-lo na gestão do mesmo jeito que ajudou Fátima, o que poderia arruinar sua carreira política.

A decisão de Walter criou um cenário tão complicado, que Kelps demonstrou dúvida se Fátima vai mesmo renunciar no mês de março para ser candidata ao Senado.

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Maria de Fátima 13 fev 2026

Só vdd!

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Carnaval: Uniclube oferece cupom de R$ 30 para compras acima de R$ 90 até 17 de fevereiro

Em campanha especial de Carnaval, plataforma reúne ofertas com produtos temáticos e cupom exclusivo

O Uniclube está movimentando o período carnavalesco com uma campanha especial voltada para quem quer curtir a folia com economia e praticidade. Até o dia 17 de fevereiro, a plataforma disponibiliza condições diferenciadas em produtos selecionados para diferentes estilos de celebração — seja na praia, nos blocos de rua ou em encontros entre amigos.

A ação contempla categorias estratégicas para a temporada. Entre os destaques estão itens de vestuário, como biquínis e peças de moda praia/verão para compor o look carnavalesco, além de bebidas, jogos e itens de entretenimento para animar reuniões pré e pós-folia.

Segundoo gerente de Comunicação e Marketing da Unimed Natal, Lucas Bonavides, a iniciativa reforça o papel do Uniclube como um parceiro do cooperado também em momentos de lazer. “O Carnaval é um dos períodos mais aguardados do ano, e o Uniclube quis entrar nesse clima oferecendo vantagens reais para quem já é cliente. A ideia é facilitar o acesso a produtos que fazem sentido para a data, sem pesar no bolso”, afirma.

Como incentivo adicional, o Uniclube disponibiliza um cupom de R$ 30 de desconto para compras a partir de R$ 90, permitindo que os clientes economizem ainda mais na preparação para os dias de festa.

Os interessados podem aproveitar as ofertas e o benefício até 17 de fevereiro, data de encerramento da campanha especial de Carnaval.

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PF encontra R$ 57,5 mil em espécie na casa de secretário de Allyson, apontado como peça-chave na Operação Mederi

A Operação Mederi revelou um detalhe simbólico do escândalo na saúde de Mossoró: maços de dinheiro espalhados pela casa de um dos homens mais próximos do prefeito Allyson Bezerra. Na residência de Almir Mariano, secretário de Programas e Projetos e ex-titular da Saúde, a Polícia Federal apreendeu R$ 57,5 mil em espécie durante as diligências.

Figura conhecida nos bastidores da gestão, Almir é descrito pelos investigadores como o gestor de nível intermediário que, segundo a PF, dava forma oficial ao que seria decidido no topo do esquema. Cabia a ele, segundo a PF, colocar a “caneta” nos contratos e pagamentos que beneficiariam o núcleo político e empresários envolvidos nas fraudes.

O dinheiro não estava concentrado em um único lugar. Agentes relataram ter encontrado valores em diferentes cômodos e pertences. Em um dos quartos, parte da quantia foi atribuída por Almir à própria mãe. No quarto do secretário e no closet, onde ele se encontrava com o namorado na hora da operação, a PF localizou R$ 6,8 mil dentro da mochila do companheiro. Espalhados entre mochilas, gavetas e objetos pessoais, os valores somaram R$ 57.500,00 apreendidos no endereço ligado ao auxiliar de Allyson.

Além do dinheiro vivo, o auto de apreensão registra seringas, ampolas, medicamentos e três veículos na casa: uma BMW X1 em nome de Almir, uma L-200 Triton associada ao namorado e outra L200 Triton pertencente à Ufersa, universidade da qual o secretário é professor. A presença do carro oficial da instituição federal no contexto da operação adiciona mais um ponto de questionamento sobre o uso de bens públicos por investigados.

Para a Polícia Federal, o papel de Almir Mariano foi garantir a continuidade do esquema já em andamento. Ele assumiu a Secretaria de Saúde em janeiro de 2025, vindo justamente da pasta de Programas e Projetos, quando as engrenagens das fraudes já estavam montadas. Permaneceu à frente da saúde até agosto, quando foi deslocado de volta ao cargo de origem.

No seu lugar, Allyson nomeou para a Saúde a então secretária de Assistência Social, Morgana Dantas, que havia comandado a área da saúde no primeiro ano de governo. Ela também se tornou alvo da Mederi, reforçando o fio condutor que liga decisões políticas, escolha de auxiliares e a permanência das práticas apontadas pela PF como criminosas.

Fonte: Blog do Dina

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