A- A+

Pai covarde sacrifica os filhos em oferenda ao Deus da vingança. Por Aragão

O Inferno de Dante Alighieri é formado por círculos que descem em direção ao centro da terra. O 9º círculo é o mais profundo e sombrio — é onde fica Lúcifer — e está reservado para os traidores da família.

Thales Naves Alves Machado foi, realmente, um covarde. Muito mais traidor do que traído. Um homem fraco que não suportou existir sem a esposa ou sem a fidelidade que acreditava possuir. Um homem que traiu a humanidade quando amputou o futuro dos próprios filhos — filhos que ele dizia amar, mas que transformou em arma de vingança.

Quando um pai destrói os próprios filhos para atingir a esposa, ele não comete apenas homicídio. Ele trai o pacto mais elementar da existência: o de proteger sua prole indefesa — o que Deus e a natureza colocaram nas suas mãos sob sua guarda.

— Qual culpa aquelas crianças carregavam?

— Nenhuma.

É evidente que relações humanas são complexas. A traição conjugal, quando acontece, é dolorosa e dilacerante. Relações que chegam a esse ponto muitas vezes já estavam apodrecidas por dentro. Separar-se teria sido o caminho civilizado. Mas nenhuma falha conjugal — nenhuma — pode tangenciar a barbárie de destruir a própria descendência e a própria vida.

Assusta perceber que o mal raramente tem aparência monstruosa. Ele trabalha, tem amigos, está em grupos de WhatsApp, ocupa cargos públicos, participa de reuniões e sorri em fotografias. A rotina trivial pode esconder tempestades morais silenciosas.

— E pessoas assim, psicopatas, circulam entre nós.

Não podemos mais continuar confundindo posse com amor, orgulho com honra e controle com cuidado. Enquanto não desenvolvermos um olhar mais atento sobre os sofrimentos mentais daqueles que nos cercam — seja para ajudá-los antes que cruzem o limite da barbárie — qualquer um de nós poderá ser a próxima vítima.

— Às vezes penso que o inferno é aqui.

Comentários (0)

Comente aqui...

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Ícone de Comentário
Ícone de Usuário

Compartilhar artigo:
A- A+

Metrópoles: Conversas entre Fábio Faria e Vorcaro eram sobre voto de Toffoli em causa bilionária no STF.

Ex-ministro das Comunicações fazia o papel de ponte entre Vorcaro e o mundo político. Ele tentou reaproximar Toffoli e o dono do Master

Fabio Faria mensagens vorcaro

O ex-ministro das Comunicações Fábio Faria tentou reaproximar o empresário mineiro Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, ainda antes de as investigações sobre o Banco Master chegarem ao Supremo.

Depois de ter comprado a participação do ministro no resort Tayayá, por meio de um fundo de investimentos, Vorcaro se distanciou de Dias Toffoli. A relação entre os dois, até então, era descrita como próxima. A participação de Toffoli, por meio da empresa Maridt Participações S.A, foi vendida em setembro de 2021.

Fábio Faria se dispôs a fazer a ponte. Marcou um encontro entre os dois fora das dependências do Supremo. Mas a conversa, em vez de ajudar, esfriou de vez a relação. Vorcaro teria ficado incomodado com um comentário de Toffoli envolvendo outro banqueiro.

Mensagem de Fabio Faria com Daniel Vorcaro, do MasterMensagem de Fabio Faria com Daniel Vorcaro, do Master
Mensagem de Fabio Faria com Daniel Vorcaro, do Master

Amigo íntimo de Vorcaro, Fábio Faria aparece inúmeras vezes em conversas resgatadas pela Polícia Federal no celular do dono do Master. Os dois tinham negócios em comum, e o ex-ministro das Comunicações funcionava como uma espécie de elo entre Vorcaro e o meio político.

Em uma das mensagens encontradas pela PF e relatadas nas 200 páginas que a corporação enviou ao Supremo nesta semana, Vorcaro informa Fábio Faria que Toffoli poderia mudar o voto em um julgamento envolvendo ações indenizatórias decorrentes do controle estatal de preços no setor sucroalcooleiro nas décadas de 1980 e 1990. O caso refere-se à Usina Alcídia, em Teodoro Sampaio (SP).

A coluna teve acesso às mensagens.

Fábio Faria pergunta a Vorcaro quem lhe repassou a informação de que Toffoli votaria contra a usina. O banqueiro cita o advogado Carlos Vieira Filho, especialista nesse tipo de causa. Ele é filho do presidente da Caixa, Carlos Antônio Vieira Fernandes. Essa conversa foi no dia 13 de setembro de 2024.

Pouco antes, em 26 de agosto, Gilmar Mendes apresentou um destaque para tirar o caso do “plenário virtual” do STF. O julgamento começou de forma presencial, na Segunda Turma, no dia 17 de setembro, dias após a conversa entre Vorcaro e Fábio Faria. Na ocasião, o ministro Nunes Marques pediu vista (ou seja, pediu mais tempo para analisar o tema). O ministro devolveu o processo pouco depois, e Segunda Turma concluiu o julgamento em 1º de outubro de 2024.

Faria entra nessa história por ser amigo de Toffoli e por seu escritório negociar esse tipo de ativo, que envolve bilhões de reais.

Se votar contra a usina era mesmo a intenção do ministro, ele mudou de posição. O julgamento terminou com os votos de Edson Fachin, Kassio Nunes Marques e Toffoli a favor da Usina Alcídia. Gilmar Mendes e André Mendonça ficaram vencidos.

O resultado rendeu à usina R$ 1,5 bilhão a serem pagos pela União, considerando valores atualizados pelo IPCA, do IBGE, mais juros de 0,5% ao ano. Vorcaro não tem papéis da Usina Alcídia.

A desconfiança sobre o posicionamento de Toffoli baseava-se no fato de o ministro, oito meses antes, ter votado contra os interesses de outra empresa do ramo, a Raízen Energia, em um processo idêntico ao da Usina Alcídia.

Neste último caso, Dias Toffoli entendeu que a Raízen, hoje controlada pelo banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual, não tinha direito à indenização. A decisão fez André Esteves perder uma causa que lhe renderia R$ 125,3 milhões em valores corrigidos.

Entre a discussão de um caso e outro, a Segunda Turma não tratou do tema. Ou seja, Toffoli votou de um jeito em um caso e de forma diferente em outro, idêntico. Ambos os casos já tinham tramitado por instâncias inferiores.

Reunião no Supremo tratou de usinas

O assunto sobre os créditos das usinas foi tratado na reunião entre os ministros do Supremo na quinta-feira (12/2). O encontro resultou na saída de Toffoli da relatoria do caso Master. O ministro foi cobrado a explicar as mensagens que envolvem seu voto no tema e que foram consideradas pela PF como suspeitas de tráfico de influência.

Fábio Faria: tive relação com Vorcaro, mas não atuei no STF

Em nota à coluna, Fábio Faria disse que conheceu Vorcaro após deixar o cargo de ministro. Ele frisou que “nunca tratou com nenhum ministro do Supremo Tribunal Federal sobre processos judiciais, e nunca foi responsável pelo relacionamento institucional de Daniel Vorcaro ou do Banco Master”.

Leia abaixo a nota de Fábio Faria na íntegra.

“Fábio Faria conheceu Daniel Vorcaro há quase um ano após deixar a vida pública, enquanto trabalhava no Banco BTG Pactual na função de Gerente Sênior de Relacionamento.

Teve relação pessoal com Vorcaro.

Não é advogado e nunca atuou como tal, nem mesmo conhece o processo citado na matéria, bem como o mencionado advogado. Nunca teve qualquer contrato ou mesmo contato com a citada usina.

O conteúdo das citadas mensagens diz respeito a percepções sobre cenários envolvendo julgamento público. Faria nunca tratou com nenhum ministro do Supremo Tribunal Federal sobre processos judiciais, e nunca foi responsável pelo relacionamento institucional de Daniel Vorcaro ou do Banco Master.

Fábio Faria, após deixar a função pública, se dedica, exclusivamente a atividades privadas, lícitas, legítimas, balizadas pela sua aptidão e formação, em perfeita observância da legislação vigente.

Fábio trabalha, atualmente, com consultoria estratégica e análise de cenário institucional e como pessoa pública e ex-ministro de Estado, mantém relações institucionais com representantes de diversos setores da sociedade.

Por fim, reitera-se que não houve pedido, tentativa de interlocução, intermediação, representação ou qualquer medida concreta relacionada ao processo mencionado”.

Fonte: Metrópoles.

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo:
A- A+

Decisão de Walter é péssima para Fátima, explica Kelps

Assinta o vídeo no You Tube:  https://www.youtube.com/watch?v=sbZl6zH5kRM.

O ex-deputado estadual Kelps Lima foi entrevistado no programa Roda Livre da TV Futura, em Natal, na segunda-feira, 9.

Kelps disse que o fato político mais relevante da atualidade no Rio Grande do Norte é a decisão do vice-governador, Walter Alves, ter optado por não assumir o Governo do Estado alegando a situação econômica difícil do Executivo.

Para Kelps, a decisão de Walter de não querer ser governador mostra duas situações bem claras: a primeira é que o caixa do Estado deve estar “um abacaxi muito grande”.

A segunda situação é o problema de confiança da gestão estadual em relação ao Governo Federal. Walter não tem certeza se o Governo Lula iria ajudá-lo na gestão do mesmo jeito que ajudou Fátima, o que poderia arruinar sua carreira política.

A decisão de Walter criou um cenário tão complicado, que Kelps demonstrou dúvida se Fátima vai mesmo renunciar no mês de março para ser candidata ao Senado.

Comentários (1)

Maria de Fátima 13 fev 2026

Só vdd!

Compartilhar artigo:
A- A+

Carnaval: Uniclube oferece cupom de R$ 30 para compras acima de R$ 90 até 17 de fevereiro

Em campanha especial de Carnaval, plataforma reúne ofertas com produtos temáticos e cupom exclusivo

O Uniclube está movimentando o período carnavalesco com uma campanha especial voltada para quem quer curtir a folia com economia e praticidade. Até o dia 17 de fevereiro, a plataforma disponibiliza condições diferenciadas em produtos selecionados para diferentes estilos de celebração — seja na praia, nos blocos de rua ou em encontros entre amigos.

A ação contempla categorias estratégicas para a temporada. Entre os destaques estão itens de vestuário, como biquínis e peças de moda praia/verão para compor o look carnavalesco, além de bebidas, jogos e itens de entretenimento para animar reuniões pré e pós-folia.

Segundoo gerente de Comunicação e Marketing da Unimed Natal, Lucas Bonavides, a iniciativa reforça o papel do Uniclube como um parceiro do cooperado também em momentos de lazer. “O Carnaval é um dos períodos mais aguardados do ano, e o Uniclube quis entrar nesse clima oferecendo vantagens reais para quem já é cliente. A ideia é facilitar o acesso a produtos que fazem sentido para a data, sem pesar no bolso”, afirma.

Como incentivo adicional, o Uniclube disponibiliza um cupom de R$ 30 de desconto para compras a partir de R$ 90, permitindo que os clientes economizem ainda mais na preparação para os dias de festa.

Os interessados podem aproveitar as ofertas e o benefício até 17 de fevereiro, data de encerramento da campanha especial de Carnaval.

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo:
A- A+

PF encontra R$ 57,5 mil em espécie na casa de secretário de Allyson, apontado como peça-chave na Operação Mederi

A Operação Mederi revelou um detalhe simbólico do escândalo na saúde de Mossoró: maços de dinheiro espalhados pela casa de um dos homens mais próximos do prefeito Allyson Bezerra. Na residência de Almir Mariano, secretário de Programas e Projetos e ex-titular da Saúde, a Polícia Federal apreendeu R$ 57,5 mil em espécie durante as diligências.

Figura conhecida nos bastidores da gestão, Almir é descrito pelos investigadores como o gestor de nível intermediário que, segundo a PF, dava forma oficial ao que seria decidido no topo do esquema. Cabia a ele, segundo a PF, colocar a “caneta” nos contratos e pagamentos que beneficiariam o núcleo político e empresários envolvidos nas fraudes.

O dinheiro não estava concentrado em um único lugar. Agentes relataram ter encontrado valores em diferentes cômodos e pertences. Em um dos quartos, parte da quantia foi atribuída por Almir à própria mãe. No quarto do secretário e no closet, onde ele se encontrava com o namorado na hora da operação, a PF localizou R$ 6,8 mil dentro da mochila do companheiro. Espalhados entre mochilas, gavetas e objetos pessoais, os valores somaram R$ 57.500,00 apreendidos no endereço ligado ao auxiliar de Allyson.

Além do dinheiro vivo, o auto de apreensão registra seringas, ampolas, medicamentos e três veículos na casa: uma BMW X1 em nome de Almir, uma L-200 Triton associada ao namorado e outra L200 Triton pertencente à Ufersa, universidade da qual o secretário é professor. A presença do carro oficial da instituição federal no contexto da operação adiciona mais um ponto de questionamento sobre o uso de bens públicos por investigados.

Para a Polícia Federal, o papel de Almir Mariano foi garantir a continuidade do esquema já em andamento. Ele assumiu a Secretaria de Saúde em janeiro de 2025, vindo justamente da pasta de Programas e Projetos, quando as engrenagens das fraudes já estavam montadas. Permaneceu à frente da saúde até agosto, quando foi deslocado de volta ao cargo de origem.

No seu lugar, Allyson nomeou para a Saúde a então secretária de Assistência Social, Morgana Dantas, que havia comandado a área da saúde no primeiro ano de governo. Ela também se tornou alvo da Mederi, reforçando o fio condutor que liga decisões políticas, escolha de auxiliares e a permanência das práticas apontadas pela PF como criminosas.

Fonte: Blog do Dina

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo:
A- A+

Ezequiel Ferreira reforça organização e agilidade na composição das comissões

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), anunciou decisões estratégicas sobre a composição das comissões permanentes da Casa. Em reunião com os líderes partidários, ficou definida a manutenção da atual estrutura das comissões permanentes.

“A Comissão de Constituição e Justiça e a Comissão de Finanças permanecerão com sete membros, enquanto as demais comissões manterão cinco e três integrantes, conforme deliberado pelos líderes e pela presidência. O número oficial de membros foi publicado hoje (5), no Diário Oficial da Casa, viabilizando que os partidos encaminhem à presidência da Assembleia suas indicações para composição das comissões”, explicou Ezequiel Ferreira, enfatizando a necessidade de agilidade no processo.

O presidente detalhou o cronograma para a formalização das indicações. “Teremos três sessões para que os senhores líderes possam encaminhar os nomes indicados pelos partidos. A partir de hoje receberemos essas indicações, e, após definirmos os membros das comissões, realizaremos a publicação e, em seguida, a eleição dos presidentes e vice-presidentes de cada comissão permanente desta Casa Legislativa”, disse.

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo:
A- A+

Líderes Parlamentares criticam governos e debatem sobre operação policial.

O deputado estadual José Dias, falando como líder do PL na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, fez críticas ao governo federal na sessão desta quinta-feira (5), sugerindo que o Brasil poderia seguir os passos da Argentina. Para Dias, o país teria que se livrar de gestões da esquerda. “São representantes do mal aqui na terra”, afirmou o parlamentar, citando ainda o escândalo do Banco Master. “Maior que o escândalo da Petrobras”, concluiu José Dias.

O deputado Nelter Queiroz (PSDB) solicitou à Secretaria de Segurança do Estado a designação de um delegado especial para investigar um assalto que resultou em assassinato ocorrido em Florânia. “Para elucidar esse bárbaro crime”, disse Nelter, que ainda solicitou ao Governo a recuperação asfáltica de um trecho da RN-407 entre a comunidade Mulungu e a cidade de Pendências.

Na liderança do Solidariedade, o deputado Luiz Eduardo apelou para o Governo para liberar o pagamento dos árbitros que atuaram na edição 2025 dos jogos escolares (JERN’S). “Um absurdo ter que vir aqui cobrar isso”, afirmou Nelter que seguiu seu pronunciamento rebatendo discursos de parlamentares do PT em relação às contas do Estado. “Quero aqui contestar narrativas de que pegou o Estado pior do que está agora”, encerrou o parlamentar.

Última oradora do horário de líderes, a deputada Isolda Dantas (PT) rebateu discursos de deputados da direita contra alianças internacionais. “Quem fala aqui já foi na Venezuela? Em Cuba”, questionou Isolda, que também criticou desinformações da direita sobre Ideb, recuperação de estradas, concursos públicos realizados, promoções de agentes de segurança, convocação de servidores. A parlamentar disse que topava um desafio com um adversário para falar sobre o que foi feito pelo governo Fátima. “Quer dizer que o Governo não está melhor?”, questionou Isolda, que também se pronunciou sobre operação da Polícia Federal que envolveu prefeituras como a de Mossoró. “Será que a PF iria na casa de alguém sem ter nada?”, ironizou a deputada, referindo-se ao envolvimento do prefeito e pré-candidato a governador.

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo:
A- A+

Orelha: o puxão que faltou. Por Luis Marcelo Cavalcanti.

O debatido caso do cão comunitário Orelha me fez refletir sobre a educação dos nossos filhos. Que, sem saber, podemos estar criando filhos sem limites dentro de casa. E aí me pergunto: Onde falhamos? Quando foi que deixamos de fazer o dever de casa na formação dos nossos filhos? O que fazer para evitar que novos Orelhas e Caramelos sejam vítima de filhos da omissão…?


Há quem diga que não foi a falta de educação que gerou aqueles adolescentes criminosos, sádicos e cruéis. O problema deles está no caráter, na alma. Tenho dúvidas.
Porque acho que caráter se constrói, se molda a partir do exemplo e da educação. Penso mesmo que faltou o velho e bom puxão de orelha. Por faltar neles, sobrou pro inocente cão. Faltou limite. Faltou o “não” que forja o caráter. Faltou o limite que salva. Faltou a disciplina que cura. Crianças e adolescentes órfãos de pais vivos. Suponho que o exemplo de casa não devia ser dos melhores. Imagino ali pais hipersolícitos e crianças hipersaciadas, na definição do saudoso Içami Tiba, para quem criar é diferente de educar: “Criar uma criança é fácil, basta satisfazer-lhe as vontades. Educar é trabalhoso.” Basta lembrar que pelo menos dois desses criminosos receberam como castigo uma viagem à Disney.


Tiba é didático ao dizer que o “não”firme e recorrente faz a criança incorporar a regra. Com o tempo “aquele critério de valor passa a fazer parte dela.”(Disciplina: Limite na Medida Certa). Parece mesmo que na pródiga família da Praia Brava sobrou dinheiro e faltou valor. E sem critério de valor, apenas o dinheiro se fez parte nas crianças.


O fato reacende a necessária discussão sobre a redução da maioridade penal e sobre a reforma do ECA para prever “medidas” mais duras, inclusive por crimes contra animais.
E ganha contornos de distopia digital imaginar que aquela crueldade foi divulgada numa tal plataforma Discord, onde crianças e adolescentes compartilham vídeos de tortura de animais e, por vezes, humanos.


Mas convenhamos, amigo leitor, esses monstrinhos e seus pais sofrerão uma pena que não está no ECA (porque vedada pela Constituição): o banimento…

Luís Marcelo Cavalcanti é Procurador do Estado e Advogado.

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo:
A- A+

1 ano do Blog Marcus Aragão. Por você.

Certa vez vi uma propaganda muito premiada de um restaurante em NY que só abria para o jantar. Em uma única frase, sintetizava o zelo e a qualidade que o estabelecimento dedicava ao produto final:

— “Só abrimos à noite porque passamos o dia inteiro preparando o seu jantar.”

O fato é que essa frase nunca mais saiu da minha cabeça. E, de certa forma, é isso que tento fazer aqui com o nosso blog.

Publicamos, em média, um post por dia. Não que os textos demorem a ser escritos — geralmente levam entre uma hora e uma hora e meia. Mas passo o dia inteiro lendo, refletindo, conversando, fazendo atividade física, enfim, abastecendo o cérebro com matéria-prima selecionada e buscando uma qualidade de vida que certamente se reflete na qualidade dos textos.

Nosso perfil não tem — nem pretende ter — a mesma quantidade visualizações mensais de outros blogs, mas nossos posts isoladamente costumam ter. O algoritmo percebe relevância em nosso conteúdo e faz uma entrega bem maior do que o número dos nossos seguidores, que hoje está um pouco acima de 17 mil. Temos posts com visualizações muito elevadas, mesmo quando comparados a grandes perfis, como você pode comprovar nos prints do carrossel. Já tivemos mais de meio milhão de visualizações em um único post.

Ter vocês acompanhando nosso trabalho é um grande presente. E, ao mesmo tempo, sinaliza um grande futuro.

Este é o momento de agradecer a Deus, aos leitores, aos anunciantes — em especial à Unimed, que acreditou no projeto ainda na fase inicial — e também aos colaboradores que nos enviam textos autorais para publicação. Pessoas extremamente qualificadas que compartilham verdadeiras pérolas com nossos leitores.

Meu muito obrigado a Fernando Rocha, Luís Marcelo, Bruno Montenegro Ribeiro Dantas, Alexandre Aragão, Alexandre Teixeira, entre outros que ajudam a enriquecer este espaço.

E termino agradecendo especialmente a você, leitor, por permitir que o nosso blog entre na sua timeline, e de alguma forma, na sua vida. Em um mundo repleto de conteúdos descartáveis, consumidos em segundos, ter você dedicando tempo para ler nossos textos nos motiva a ir mais longe, ajudando a escrever, juntos, a história da informação no RN.

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo:
A- A+

Estadão: Rede de propinas que pega prefeito de Mossoró usou conta ‘laranja’ de garota menor de idade, diz PF.

Saiu hoje (09/02) no Jornal Estado de São Paulo (ESTADÃO), uma matéria escrita por Fausto Macedo e Felipe de Paula. O conteúdo é realmente impactante. Acompanhe:

Filha de empresários suspeitos de operar um esquema de propinas e fraudes em licitações no interior do Rio Grande do Norte – alvos da Operação Mederi – teve a conta bancária utilizada para lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, segundo investigadores; estudante recebeu R$ 427 mil em um ano após contratos com o município de Serra do Mel, a 250 quilômetros de Natal; prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, afirmou que ‘não há qualquer fato que o vincule’ às suspeitas da investigação.

A Polícia Federal identificou uma conta ‘laranja’, em nome de uma estudante menor de idade, usada pelos operadores de suposta rede de propinas e fraudes em licitações na área da Saúde que atinge o prefeito de Mossoró e pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União) – alvo principal da Operação Mederi, desencadeada no final de janeiro. O esquema movimentou R$ 13,5 milhões pagos a uma empresa fornecedora de medicamentos que, segundo a PF, repassava vultosas propinas ao prefeito. Uma das artimanhas para não chamar a atenção dos investigadores e dos órgãos que mapeiam o fluxo de dinheiro era o uso da conta da menor, filha do dono da farmacêutica, que armazenava e distribuía o dinheiro da corrupção. A conta movimentou R$ 427 mil em um ano após contratos com o município de Serra do Mar, a 250 quilômetros de Natal.

Em 27 de janeiro, quando a Operação Mederi foi deflagrada, o prefeito de Mossoró afirmou que “não há qualquer fato que o vincule pessoalmente” às suspeitas de fraudes e entrega de propinas.

No centro do escândalo está a companhia Dismed, que teria como sócio-administrador o empresário Oseas Monthalggan, apontado como responsável por organizar e determinar a entrega de propinas a agentes públicos.

Segundo a PF, a engrenagem de desvio de recursos da Saúde e fraude em licitações alcançou os municípios potiguares de Serra do Mel, Mossoró, Paraú, São Miguel, José da Penha e Tibau.

A filha de Oseas Monthalggan e Roberta Ferreira Praxedes da Costa – mulher do sócio da Dismed e proprietária da Drogaria Mais Saúde, também envolvida na entrega de propinas e em contratos fraudulentos -, teve a conta bancária utilizada pelos pais para lavar dinheiro do esquema, segundo a investigação.

O Estadão busca contato com a defesa de Oseas e Roberta. O espaço está aberto. 

“Cliente não aparenta possuir capacidade econômico-financeira para movimentar tal volume de recursos. Suspeita-se de movimentação de recursos de terceiros, notadamente de seu pai, para fins de sonegação fiscal”, aponta a PF.

A análise dos débitos da Drogaria Mais Saúde pelos investigadores revelou que a maior parte das saídas financeiras da empresa foi direcionada para a filha de Roberta e Oseas. Ela recebeu R$ 427 mil entre julho de 2022 e junho de 2023.

Serra do Mel

A Drogaria Mais Saúde, empresa de Roberta, tinha como principal cliente o município de Serra do Mel, a 250 quilômetros de Natal.

Entre 2024 e 2025, a cidade de 13 mil habitantes pagou à empresa R$ 1,4 milhão. Por trás das transferências estaria o ex-vice-prefeito de Serra do Mel e apontado como sócio de fato da Dismed, José Moabe Zacarias Soares (PSD), segundo a Polícia Federal.

Candidato a prefeito em 2024, Moabe operou junto a Oseas os pagamentos de propina em Mossoró e nos demais municípios investigados, diz a Operação Mederi.

Em um diálogo interceptado, Moabe e Oseas detalham o que chamam de “Matemática de Mossoró”, esquema que, segundo os investigadores, atenderia às demandas do prefeito Allyson Bezerra em relação ao repasse de propinas.

“Olhe, Mossoró, eu estudando aqui. Como é a matemática de Mossoró. Tem uma ordem de compra de quatrocentos mil. Desses quatrocentos, ele entrega duzentos. Tudo a preço de custo! Dos duzentos ele vai e pega trinta por cento, sessenta R$ 60.000,00, então aqui ele comeu R$ 60.000,00! Fica R$ 140.000,00) pra ele entregar cem por cento. Dos cento e quarenta ele R$ 70.000,00. Setenta com sessenta é meu, R$ 130.000,00. Só que dos cento e trinta nós temos que pagar cem mil R$ 100.000,00 a Allyson e a Fátima, que é dez por cento de Fátima e quinze por cento de Allyson. Só ficou trinta mil R$ 30.000,00 pra a empresa!”, disse Oseas Monthalggan, em maio de 2025, sobre a ‘matemática’ do município.

Topo do esquema

Para os investigadores, o prefeito de Mossoró e seu vice, Marcos Bezerra (PSD), operavam “o topo do esquema”, além de receber “propina em porcentuais definidos sobre os contratos” com a Dismed.

Bezerra também foi alvo de busca e apreensão no âmbito da Operação Mederi. O Estadão busca contato com a defesa do vice. O espaço está aberto.

“Em relação a Allyson e Marcos, há referências nominais específicas nas conversas indicando recebimento de valores”, diz a Polícia Federal.

“No nível intermediário, estariam os gestores administrativos, que garantiriam as condições institucionais para funcionamento do sistema. No nível operacional, estariam os fiscais e gestores de contrato que viabilizariam concretamente as entregas parciais mediante atestados. Externamente à administração pública, estariam os empresários, que operacionalizariam o esquema no âmbito privado”, assinala a investigação.

Na decisão que autorizou as diligências, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 5.ª Região (TRF5), Rogério Fialho Moreira, destacou informação da Controladoria Geral da União, segundo a qual ‘todas essas práticas ilícitas teriam sido encabeçadas pelo alto escalão’ das gestões municipais.

Fonte: Jornal ESTADÃO.

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo:
A- A+

Quando o Mounjaro quer tirar o peso da consciência. Por Aragão.

Estamos virando uma geração que quer emagrecer sem mudar hábitos, ser feliz sem enfrentar frustrações e resolver crises com salvadores da pátria?

Somos a geração dos atalhos… 

Sempre seduzidos pelo menor esforço. Seja o salvador da pátria que promete resolver sozinho problemas que levaram décadas para se formar. O amor à primeira vista que dispensaria convivência, diálogo e maturidade emocional; o antidepressivo que promete paz e alegria; ou a dieta milagrosa que garantiria transformação sem disciplina. Em todas essas narrativas existe um elemento comum: a promessa de redenção sem processo.

— Esse é um problema que a sociedade insiste em empurrar com a barriga… mas bem sequinha.

O Mounjaro, para muitos, deixou de ser tratamento e passou a ser símbolo de uma fantasia contemporânea: a possibilidade de mudar o corpo sem enfrentar o estilo de vida que construiu aquele corpo. É como se a seringa pudesse negociar com a biologia aquilo que a rotina insiste em ignorar.

Medicamentos que alteram o metabolismo, o apetite e a resposta hormonal não são neutros. Eles exigem adaptação alimentar, acompanhamento clínico e, principalmente, mudança comportamental para que os resultados sejam sustentáveis. Quando utilizados de forma recreativa, sem prescrição médica, e como substitutos de hábitos — e não como aliados deles — o risco de efeito rebote, perda de massa muscular, dependência psicológica e complicações médicas aumenta. Pancreatites e mortes associadas ao uso do medicamento já começam a ser noticiadas.

Certa vez vi um amigo enfrentar uma enorme torta de chocolate e, diante do meu olhar de espanto, respondeu com naturalidade:

— Não tem problema. Mais tarde tem Mounjaro.

— Tá triste? Venvanse. Nervoso? Rivotril. Gordo? Mounjaro. Crise no país? Salvador da pátria.

O problema surge quando passamos a acreditar que é possível eliminar completamente o custo das transformações. A biologia, a psicologia e a própria história costumam demonstrar o contrário. — Um dia, a conta chega.

Porque nenhuma caneta injetável foi capaz, até hoje, de substituir o processo de carregar — e compreender — o peso das próprias escolhas.

Comentários (0)

Nenhum comentário recente.

Compartilhar artigo: