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Parnamirim avança em cirurgias oftalmológicas com a realização de mais de 813 procedimentos.

Parnamirim celebra os avanços na rede pública municipal de saúde promovidos pela gestão Nilda, que já realizou 813 cirurgias oftalmológicas. Deste total, 546 procedimentos foram realizados apenas entre janeiro e março deste ano, acelerando o atendimento e reduzindo significativamente a fila de espera. Os procedimentos contemplam cirurgias de catarata, glaucoma, pterígio, implante secundário de lente intra-ocular, vitrectomia e problemas de retina, intervenções que devolvem autonomia e qualidade de vida a centenas de pessoas.

A atual realidade é totalmente diferente da encontrada pela prefeita quando assumiu o poder executivo municipal no ano passado. Os serviços estavam paralisados em virtude do grande volume de débitos com os prestadores contratados e clínicas credenciadas. A atual gestão reorganizou as contas, firmou acordo com os prestadores e retomou os procedimentos, normalizando o fluxo de atendimento.

“Quando a gente coloca a saúde como prioridade, o resultado aparece. Estamos reduzindo filas, acelerando cirurgias e devolvendo dignidade às pessoas. Esse é o compromisso da nossa gestão: cuidar de gente e resolver de verdade. Também é importante reconhecer o apoio da senadora Zenaide Maia, que destinou R$ 5 milhões para a realização dessas cirurgias e ajudou a transformar essa realidade”, destacou a prefeita Nilda.

Foto meramente ilustrativa.

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PESQUISA MEDIA/ GOVERNO/ ESTIMULADA: Álvaro Dias em 1º lugar, com 30,8%; Allyson tem 27,2% e Cadu, 10,8%

Levantamento recente do Instituto Media Inteligência em Pesquisa avaliou a preferência do eleitorado do Rio Grande do Norte para o Governo do Estado em um cenário estimulado.

Em comparação com a pesquisa realizada em dezembro de 2025 pelo Instituto Media, houve mudança na liderança.

Álvaro Dias avançou e assumiu a primeira posição, com 30,8% das intenções de voto — tinha 25,7% no levantamento anterior. Já Allyson Bezerra recuou para 27,2%, após registrar 31,8% na rodada de dezembro.

Cadu Xavier também apresentou crescimento, passando de 9% para 10,8%, e permanece em terceiro lugar. Robério Paulino, que não constava na pesquisa anterior, surge agora com 2,1%.

Entre os entrevistados, 6,3% declararam voto branco ou nulo, enquanto 22,8% afirmaram não saber em quem votar.

A pesquisa foi realizada de 23 a 26 de março de 2026 e ouviu 2.000 eleitores, possui margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, com o seguinte regitro no TSE: RN-07240/2026.

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IBGE publica pesquisa alarmante sobre nossos jovens: a perda da vontade de viver atinge duas vezes mais meninas do que meninos. Por Aragão.

O IBGE acaba de divulgar a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), uma iniciativa em cooperação com os Ministérios da Saúde e da Educação. O levantamento analisa fatores de risco e de proteção na vida de adolescentes brasileiros entre 13 e 17 anos, de escolas públicas e privadas.

— Os dados são estarrecedores.

Violência Sexual: O perigo dentro de casa. Os resultados evidenciam um cenário de profunda gravidade: quase um em cada cinco estudantes brasileiros (18,5%) relatou ter sofrido violência sexual, caracterizada por toques, beijos ou manipulações indesejadas contra a sua vontade.

Saúde Mental: A “perda da vontade de viver” e sentimentos de tristeza profunda atingem proporcionalmente mais que o dobro de meninas em comparação aos meninos. 12% dos meninos já tiveram o pensamento que a vida não vale a pena viver. Nas meninas, o índice sobe para 25%. A OMS já alertou ano passado que crianças de 13 e 17 anos formam o grupo mais solitário do planeta.

Impressionantes 43,4% das meninas relataram ter sentido vontade de se machucar. Nos meninos, o percentual é de 20,5%

A Epidemia Invisível: O consumo de dispositivos eletrônicos para fumar destaca que 29,6% dos escolares de 13 a 17 anos já experimentaram esses dispositivos.

63,3% dos estudantes de escolas públicas e particulares, na faixa etária de 13 a 17 anos, já haviam experimentado bebidas alcoólicas

Bullying: Este é um tema central de investigação, pois afeta diretamente a saúde mental e o desempenho escolar. 27,2% dos estudantes (mais de um quarto) relataram ter sofrido bullying. As meninas são as maiores vítimas, com 30,1% relatando humilhações frequentes, contra 24,3% dos meninos. Motivos principais: A aparência do rosto ou do cabelo (30,2%) e a aparência do corpo (24,7%)

A PeNSE reafirma seu papel estratégico para subsidiar gestores na vigilância de fatores de risco e proteção à saúde de escolares, fornecendo a evidência científica necessária para a reestruturação urgente das políticas de proteção à infância e juventude

Diante desse cenário é imprescindível o apoio dos pais e a ajuda psicológica. Um psicólogo se tornou tão necessário em uma escola quanto um professor de matemática.

Fonte: IBGE

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Paulinho Freire disse que o Edital de Licitação do Transporte Público deve sair em 20 dias.

Após mais de uma década sem licitação, o transporte público de Natal volta ao centro do debate — agora com prazo.

Paulinho Freire afirma que o edital deve ser publicado em torno de 20 dias, após ajustes técnicos e diálogo com o Tribunal de Contas. A promessa, desta vez, vem acompanhada de um ponto relevante: o projeto já passou por revisão institucional.

No paralelo, a gestão também reorganiza a equação da tarifa.

A passagem deve passar de R$ 4,90 para R$ 5,20 — reajuste que, segundo o prefeito, ficou abaixo da inflação e poderia ser ainda maior com base em estudos técnicos.

Para reduzir o impacto no dia a dia do usuário, a Prefeitura anunciou um pacote de medidas:

— tarifa zero aos domingos;
— gratuidade para estudantes da rede pública estadual até o Ensino Médio;
— um sábado por mês com passagem gratuita para acesso aos centros comerciais do Alecrim e Cidade Alta.

A Prefeitura busca corrigir distorções históricas do sistema,
dar previsibilidade ao modelo,
e criar condições para uma nova fase do transporte na cidade.

Depois de anos de espera, o tema volta com prazo, direção e tentativa de ajuste estrutural.

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Kleber Fernandes preside investigação para apurar irregularidades da Neoenergia.

Mais uma instituição de controle entra na maior crise de insatisfação pública do Rio Grande do Norte. Depois de milhares queixas dos consumidores, a Câmara Municipal de Natal se movimenta e abre uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) que teve sua primeira reunião dia 25, quarta-feira.

“A reunião de hoje serviu para apresentar e aprovar um documento que constitui um levantamento de incongruências na Neoenergia, incluindo desincronização de dados, falta de transparência nas faturas, insegurança jurídica e hostilidade aos investimentos em energia solar. A Comissão especial de Inquérito (CEI) irá investigar a situação, ouvir consumidores, empresas e entidades, a fim de produzir um parecer consistente para a sociedade e o Ministério Público”, disse Kleber Fernandes.

O primeiro encontro da CEI trouxe um relatório preliminar para embasar o encaminhamento dos trabalhos, com dezenas de questionamentos e indícios que apontam falhas que impactam os usuários.

A CEI da Energia Solar é composta pelos vereadores Kleber Fernandes (Republicanos), Pedro Henrique (PP), Daniel Santiago (PP), Herberth Sena (PV) e Daniell Rendall (Republicanos).

— A CEI terminará em pizza? Esperamos que não.

Seguimos acompanhando esse importante tema para nossa sociedade.

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Grupo Vale do Pará se consolida como referência na venda de pisos e porcelanatos premium no RN, com mais de 500 modelos para pronta-entrega.

Revendedor das marcas Eliane e Biancogres, o Vale do Pará estrutura cada vez mais seu setor de pisos e porcelanatos, oferecendo qualidade premium e uma variedade impressionante em todos os aspectos. O home center localizado na Avenida Nevaldo Rocha concentra essa estratégia, operando como um dos principais pontos de exposição e comercialização do grupo.

Com quase 50 anos de mercado, o Vale do Pará construiu sua marca na venda de produtos acessíveis às classes de menor renda. Hoje, investimentos constantes em suas 11 lojas ampliaram sua base de clientes, alcançando também a alta renda, por meio de contratos firmados com grandes marcas como Deca, Eliene, Biancogrês, Brasilit e Suvinil.

Segundo o diretor do grupo, Jonilson Farias, “o investimento contínuo em estrutura, a aquisição em grande volume das melhores marcas e o treinamento constante de nossos colaboradores projetam a marca Vale para uma nova realidade”.

Para o gerente de marketing, Jossyel Inácio, a resposta positiva junto às classes mais altas não para de crescer. “O mercado responde bem quando entregamos preço com qualidade”, afirmou.

Em um cenário econômico desafiador, o avanço de uma empresa genuinamente potiguar, que amplia sua atuação e conquista espaço em um mercado marcado por concorrência acirrada — inclusive com grandes redes nacionais e internacionais — surge como um indicativo relevante.

É também um sinal de que escala, gestão e posicionamento ainda são determinantes na disputa por mercado.

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Participação e aprovação expressiva marcam AGO da Unimed Natal e reforçam reaproximação dos cooperados com a cooperativa

Na noite desta quarta-feira (25), a Unimed Natal realizou sua Assembleia Geral Ordinária (AGO), na sede da OAB/RN, reunindo um número expressivo de cooperados. A ampla participação evidencia um movimento de reaproximação com a cooperativa e o fortalecimento do sentimento de pertencimento, com médicos cada vez mais engajados na construção de uma instituição sólida e sustentável.

Durante a assembleia, foram aprovados, por maioria significativa, o balanço e as contas da cooperativa referentes a 2025, além do planejamento estratégico e do orçamento para 2026. As deliberações ocorreram em um ambiente de transparência, com apresentação detalhada dos dados e espaço para debates de temas internos de forma propositiva.

A condução dos trabalhos pelo diretor-presidente da Unimed Natal, Dr. Márcio Rêgo, e pelo superintendente de Estratégia e Mercado, Francisco Tavares — em alinhamento com o Conselho de Administração e a Diretoria Executiva — foi marcada pela clareza na exposição dos números e das estratégias, reforçando o compromisso da gestão com a transparência e o diálogo com os cooperados.

Entre os principais pontos apresentados, destacou-se o retorno do resultado operacional positivo, sinalizando a recuperação da cooperativa e o avanço em direção ao equilíbrio financeiro. Também foram discutidos os desafios relacionados à consolidação do Hospital Unimed, incluindo o pagamento dos empréstimos realizados para viabilizar os investimentos estruturantes.

Os cooperados tiveram acesso a indicadores relevantes, incluindo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que apontam para a retomada do crescimento da carteira de beneficiários e a redução de indicadores como as Notificações de Intermediação Preliminar (NIPs) e o Índice Geral de Reclamações (IGR). Foi destacado, ainda, o apoio da Unimed do Brasil, que ratificou os números apresentados e reconheceu o bom desempenho da Unimed Natal.

Outro ponto importante debatido foi o modelo de pró-labore dos diretores e conselheiros. De forma madura, foi aprovada por ampla maioria a não incidência de pró-rata sobre os honorários da diretoria e dos conselhos, consolidando o entendimento dos múltiplos papéis exercidos pelos cooperados dentro da cooperativa, incluindo a atuação na gestão.

Os resultados apresentados reforçam o desempenho da Unimed Natal em 2025, com receita de R$ 1,43 bilhão, crescimento de 5,2%, aumento de 4,2% na carteira de clientes e patrimônio de R$ 263,3 milhões, alta de 5,8%. A cooperativa também registrou margem de contribuição de R$ 226 milhões, redução de 0,9% no custo assistencial e de 0,8% nas despesas administrativas, além de manter a sinistralidade controlada em 83,69%. Outro avanço importante vem sendo a regularização de passivos tributários.

Durante a Assembleia também foi realizada a eleição do novo Conselho Fiscal, com os seguintes resultados: Dr. Hugo Pereira (236 votos – 13,87% dos votos válidos), Dr. Flávio Cunha de Medeiros (195 votos – 11,46%), Dr. José Lucena da Costa Neto (193 votos – 11,34%), Dr. Jorge Luiz Simonetti de Carvalho (184 votos – 10,81%), Dra. Valdelucia de Pontes (141 votos – 8,28%) e Dr. Hércules Ricardson Daniel de Albuquerque Filho (136 votos – 7,99%).

A expressiva presença de 148 cooperados, superior à média histórica, reforça o fortalecimento da governança e demonstra que a transparência na condução da cooperativa tem sido determinante para estimular o engajamento e a participação ativa dos médicos nas decisões estratégicas.

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Projeto Aprova Natal abre inscrições para aulas gratuitas com foco no ENEM.

A Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria Municipal de Igualdade Racial, Direitos Humanos, Diversidade, Pessoas Idosas e Pessoas com Deficiência (SEMIDH), está com vagas abertas para o Projeto Aprova Natal. O projeto ocorre em parceria com o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (DCE/UFRN – Cursinho do DCE) e tem como público-alvo jovens, entre 15 e 29 anos, que residam no município de Natal e pretendam fazer o ENEM deste ano ou outros processos seletivos para o ensino superior.

Estão sendo oferecidas 45 vagas, sendo 15 no turno da manhã, 15 no período vespertino e outras 15 no período noturno. As aulas serão realizadas na sede do Cursinho DCE, no campus central da UFRN, em Lagoa Nova, com previsão de início no mês de maio.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas no período de 25/03 a 03/04, por meio de formulário eletrônico que deve ser preenchido pelos(as) candidatos(as). O resultado preliminar e o resultado final do processo seletivo serão divulgados no Diário Oficial do Município e nos canais oficiais da SEMIDH Natal e do DCE/UFRN, no prazo inicialmente previsto para o dia 20 de abril. Os candidatos selecionados deverão realizar a matrícula presencialmente no DCE/UFRN, entre os dias 22 e 30 de abril, mediante apresentação da documentação comprobatória das informações prestadas no ato da inscrição. O não comparecimento ou a ausência de documentação implicará a perda da vaga, sendo convocado o(a) próximo(a) candidato(a) da lista de espera.

“Este é mais um momento de muita alegria para nós da SEMIDH Natal. O cursinho preparatório para o ENEM e outros processos seletivos é uma demanda recorrente entre os jovens da nossa cidade, e a disponibilização dessas três turmas reforça o compromisso da atual gestão com a juventude”, destacou a titular da SEMIDH, Luciana Oliveira

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Potiguar Lucas Álvares vence o 51º Critérium de Mônaco e se destaca no ciclismo europeu

 

Aos 12 anos, Lucas Álvares conquistou um resultado expressivo no ciclismo internacional ao vencer sua categoria no 51º Critérium de Mônaco, disputado no tradicional circuito de Fórmula 1, onde cada volta tem 1,33 km.

A prova contou com 20 voltas e largada conjunta de duas categorias. Mesmo assim, Lucas não apenas competiu — ele se destacou, acompanhando o ritmo dos atletas mais fortes e conquistando o 1º lugar na categoria Esordienti 1º ano (12-13 anos).

O resultado ganha ainda mais relevância pelas condições enfrentadas. Acostumado ao clima do Brasil, Lucas encarou temperaturas muito baixas e também chuva durante a prova, o que aumentou ainda mais o nível de dificuldade. Durante a corrida, chegou a relatar os pés congelados e forte desconforto respiratório devido ao frio. Ainda assim, demonstrou resiliência, controle e mentalidade para superar as adversidades e conquistar a vitória.

Esse momento é fruto de um projeto construído há cerca de um ano, idealizado por Gilberto Piumatti, que está à frente da organização da Turma do Bem (grupo de ciclismo de Natal), e que fez a ponte com o técnico Michele Mitch Burdese, da equipe italiana Ardens Monaco.

O projeto também conta com o apoio da presidente da equipe, Alessandra Saglietti, que acreditou no potencial do atleta e abriu as portas para essa experiência no ciclismo europeu.

Agora, Lucas volta à competição no próximo domingo, na cidade de Castelletto sopra Ticino, onde enfrentará alguns dos melhores atletas da Itália em um circuito ainda mais exigente: serão três voltas em um percurso de aproximadamente 10 km, elevando significativamente o grau de dificuldade da prova.

A vitória em Mônaco marca não apenas um resultado, mas o início de uma trajetória internacional promissora, construída com disciplina, dedicação e uma mentalidade diferenciada para a idade.

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Donos de terrenos que perderam concessão na Via Costeira disseminam Fake News. Por Aragão.

Alguns donos de terrenos na Via Costeira disseminaram uma onda de desinformação na mídia. Mas a maré já está baixando e revelando as inverdades.
1. Foi dito que o TCE-RN decidiu fechar hotéis na Via Costeira.
— Fake News.
Verdade: Nenhum hotel será fechado. A suspensão das licenças atinge apenas terrenos onde não foi construída nenhuma edificação.
2. O complexo Hotel Imirá seria afetado pela decisão, o que implicaria o fechamento do hotel e a demissão de centenas de trabalhadores?
— Fake News.
Verdade: Nenhum hotel será fechado. O que houve foi a suspensão da concessão de um segundo terreno pertencente ao grupo do Imirá, onde nunca foi construído nenhum hotel.
3. O TCE determinou a retomada de todos os terrenos concedidos na Via Costeira?
— Fake News.
Verdade: Apenas sete empresas tiveram suas concessões suspensas — justamente por não terem construído absolutamente nada em quarenta anos.
4. As empresas não tiveram oportunidade de se defender?
— Fake News.
A verdade: As empresas foram notificadas, tiveram prazo para se manifestar e apresentaram suas defesas.
5. Foi alegado que o TCE teria ignorado a lei aprovada pela Assembleia Legislativa.
— Fake News.
A Verdade: A Lei Estadual nº 12.079/2025, aprovada pela Assembleia Legislativa do RN em 17 de fevereiro de 2025, concedia o prazo de um ano para a apresentação dos projetos. O prazo terminou, e os projetos simplesmente não foram entregues.
Fica claro que há uma tentativa de blindar o acesso dos natalenses às praias da Via Costeira, buscando descredibilizar o TCE-RN — que apenas agiu contra o absurdo de empresas que receberam terrenos públicos sem pagar um centavo e jamais construíram.
Talvez a primeira fake news tenha sido a promessa dessas construções. Já se passaram quarenta anos sem que nenhum tijolo fosse colocado.
Acredito que a decisão do TCE foi excelente para o turismo e para o empresariado potiguar, pois permitirá que novos investidores, realmente comprometidos com o desenvolvimento da Via Costeira, construam, gerem empregos, movimentem o turismo e fortaleçam nossa economia.
Ficou na dúvida? Acesse o perfil do TCE no instagram e confira o post que relata o que ocorreu: @tce_rn.

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A Planície Digital: Quando todas as vozes se equivalem, nenhuma voz importa. Por Fernando Rocha

Uma leitura de Richard Weaver para a era das redes sociais

Em 1948, Richard M. Weaver publicou “Ideias têm consequências” com uma tese que, lida hoje, soa quase profética: a crise do Ocidente moderno não é econômica nem tecnológica, mas a perda de uma hierarquia de valores capaz de distinguir o que merece ser ouvido do que deveria permanecer em silêncio. Weaver escrevia contra o relativismo filosófico de meados do século XX. Não poderia imaginar que, oito décadas depois, esse relativismo encontraria a sua encarnação mais acabada num dispositivo que cabe no bolso de qualquer pessoa.
O diagnóstico de Weaver era filosófico. A abolição dos universais, isto é, a ideia de que existem verdades transcendentes pelas quais os particulares podem ser medidos, produziu, segundo ele, uma civilização incapaz de hierarquizar. Se não há padrão objetivo, toda opinião se equivale a qualquer outra. A distinção entre o sábio e o ignorante, entre o especialista e o diletante, entre a análise cuidadosa e o palpite de bar se dissolve num igualitarismo epistêmico que nada tem de democrático: é, na verdade, a tirania do número sobre a competência.
As redes sociais realizaram esse pesadelo com uma eficiência que nenhum filósofo nominalista poderia ter previsto. Nas plataformas digitais, a autoridade epistêmica foi substituída pela métrica do engajamento. Um vídeo de trinta segundos gravado por alguém sem qualquer formação em epidemiologia pode alcançar, e frequentemente alcança, um público infinitamente maior do que o artigo revisado por pares de quem dedicou a vida inteira ao estudo de vírus. Não porque o vídeo seja verdadeiro, mas porque é emocionalmente eficaz. O algoritmo não distingue verdade de falsidade; distingue apenas o que retém atenção do que não retém. E a atenção, como qualquer publicitário sabe, é capturada pelo choque, pela indignação e pela simplificação, nunca pela nuance.
Weaver chamava isso de “igualitarismo sentimental”: a recusa em admitir que há pessoas mais qualificadas do que outras para opinar sobre determinados assuntos, não por algum privilégio de nascimento, mas pelo investimento real de tempo, estudo e disciplina intelectual. O médico que estudou doze anos para compreender o funcionamento do corpo humano não tem a mesma autoridade sobre doenças que o influenciador digital que leu dois artigos e assistiu a três podcasts. Dizer isso não é elitismo; é respeito elementar pelo esforço e pelo saber.
O problema é que a estrutura mesma das plataformas digitais milita contra essa distinção. No Twitter, no Instagram, no TikTok, todos os enunciados ocupam o mesmo espaço visual, têm o mesmo formato, são igualmente curtíveis e compartilháveis. A interface é democrática no sentido mais raso possível: iguala a forma e, ao fazê-lo, sugere igualdade de conteúdo. O parecer do jurista aparece na mesma timeline que o comentário do leigo indignado, e o leitor desatento, ou seja, a imensa maioria dos leitores, não tem instrumentos visuais para distinguir um do outro. A tipografia uniforme das redes sociais é a realização gráfica do nominalismo: tudo é particular, nada tem peso ontológico diferenciado.
Há um efeito perverso nesse nivelamento. Quando a opinião do especialista perde prestígio, o que ocupa o vácuo não é o silêncio reflexivo, mas o ruído. E o ruído, por definição, favorece quem fala mais alto, com mais frequência e com maior apelo emocional. A cultura digital não eliminou a hierarquia; substituiu a hierarquia do mérito pela hierarquia do alcance. O resultado é uma nova aristocracia, a aristocracia do influencer, cujo poder repousa não sobre o saber, mas sobre a capacidade de monetizar a atenção alheia. Weaver escreveu que a sociedade que rejeita toda autoridade legítima acaba submetida a autoridades ilegítimas. É difícil encontrar descrição mais precisa do ecossistema informacional em que vivemos.
Isso tem consequências práticas gravíssimas, muito além do debate abstrato. Na pandemia, a equivalência entre a opinião do virologista e a do comentarista de YouTube custou vidas. No debate sobre vacinas, a retórica emocional do medo superou décadas de evidência científica acumulada. Na discussão sobre mudanças climáticas, a dúvida manufaturada por interesses econômicos foi amplificada por plataformas desenhadas para maximizar o engajamento, não a verdade. Em cada um desses casos, o padrão é o mesmo: a recusa em reconhecer que há vozes mais qualificadas do que outras produz não a emancipação do cidadão comum, mas a sua manipulação por quem domina as ferramentas de persuasão digital.
Não se trata, evidentemente, de propor que apenas especialistas possam falar. A liberdade de expressão é um valor fundamental, e a crítica ao saber estabelecido é parte constitutiva do próprio método científico. O que Weaver nos ajuda a compreender é algo diferente e mais sutil: que a liberdade de falar não implica a equivalência entre todas as falas. Todos podem e devem poder se expressar; mas uma civilização saudável precisa ser capaz de distinguir, entre as vozes que se expressam, quais merecem mais atenção, mais peso, mais deferência, e quais devem ser ouvidas com a cautela proporcional à sua falta de lastro.
Recuperar essa capacidade de distinção é, talvez, o desafio cultural mais urgente da era digital. Isso passa por educação, certamente, por ensinar desde cedo a diferença entre opinião e conhecimento, entre correlação e causalidade, entre retórica e argumento. Mas passa também por uma reforma mais profunda, que Weaver chamaria de metafísica: a disposição de aceitar que nem tudo se equivale, que há coisas mais verdadeiras que outras, que a realidade não é uma construção arbitrária e que dizer “eu acho” não tem o mesmo peso que dizer “a evidência demonstra”.
As ideias, como Weaver nos advertiu, têm consequências. A ideia de que todas as opiniões valem igualmente, essa ficção generosa e perigosa, produziu um mundo em que o charlatão e o cientista competem em pé de igualdade pela atenção pública, e o charlatão frequentemente vence. Se quisermos sair dessa planície nivelada, será preciso ter a coragem intelectual de reafirmar o que deveria ser óbvio: que saber mais importa, que o estudo tem valor, que a hierarquia do conhecimento não é uma relíquia autoritária, mas a condição mesma de qualquer conversa civilizada.

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