Será que ainda podemos nos indignar?
Será que podemos exigir melhorias urgentes, já que a violência agora atinge até crianças inocentes?
Indefesos, todos nós somos.
E o mínimo que podemos fazer é nos indignar amplamente, sem precisar ouvir que “os índices da criminalidade melhoraram” — Melhorou onde? No papel?
Enquanto morrerem jovens indefesas como Bruna Maria, baleada na estrada de Ceará-Mirim em julho, ou a pequenina Cecília Cândido, de apenas 7 anos, assassinada por bandidos na estrada de São José de Mipibu, não há estatística que conforte.
Você, leitor, não reclamou quando Bruna foi baleada.
Ontem, foi Cecília.
E amanhã, quem será?
Qualquer um de nós.
É por isso que sobrevive nossa sensação de insegurança — porque ela é construída, dia após dia, por notícias como essas.
E, sinceramente, não me lembro de outro tempo em que crianças estivessem sendo baleadas no Rio Grande do Norte.
É um golpe baixo até no mundo do crime.
Que essas vidas não tenham sido em vão.
Que sirvam, ao menos, para marcar o início de uma mudança verdadeira em nosso Estado.
Comentários (0)