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Unimed Natal é reconhecida no Prêmio Líderes Valor Saúde 2026

Cooperativa é destaque na categoria Institucional – Operadora, e Hospital Unimed Natal lidera linhas de cuidado avaliadas por desempenho clínico e eficiência assistencial

A Unimed Natal será reconhecida no Prêmio Líderes Valor Saúde 2026, com cerimônia marcada para o dia 25 de março de 2026, em Confins/MG. A cooperativa foi destaque na categoria Institucional – Operadora, pela adoção de modelo de gestão assistencial baseado em DRG (Diagnosis Related Groups), e o Hospital Unimed Natal é líder nas linhas de cuidado em Asma, Medicina Interna Adulto e Medicina Interna Pediátrica.

O prêmio é promovido pelo Grupo IAG Saúde, com curadoria da Organização Nacional de Acreditação (ONA) e do International Consortium for Health Outcomes Measurement (ICHOM), e integra a iniciativa Valor Saúde Brasil 2026.

A premiação reconhece instituições que se destacam pela excelência em desfechos clínicos e eficiência na utilização de recursos assistenciais, com métricas ajustadas à complexidade dos pacientes atendidos. A avaliação é realizada com base no Índice de Valor Saúde Brasil (IVSB), indicador da plataforma Valor Saúde DRG Brasil®️, que utiliza inteligência artificial e base nacional de dados para analisar mortalidade ajustada e consumo de recursos hospitalares.

O prêmio contempla duas categorias principais: institucional, voltada para organizações com desempenho global de destaque, e por linha de cuidado, que reconhece práticas assistenciais específicas com resultados superiores.

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Notícia do Estadão fortalece decisão de Walter, diz Kelps

Para o pré-candidato a deputado federal, Kelps Lima, a notícia do Estadão mostrando o Rio Grande do Norte em situação econômica terrível fortalece a decisão do vice-governador, Walter Alves, de não querer assumir a gestão do RN após a renúncia da governadora Fátima Bezerra.

A notícia do jornal Estado de São Paulo mostra que o RN está sem dinheiro em caixa para quitar despesas do passado e assumir novos compromissos em 2026. O RN está sob a mesma gestão desde 2019, há quase oito anos.

“Os números mostram que Walter está certo. O risco político de herdar essa catástrofe financeira é muito alto. Ele assumiria e ficaria no dilema: agir corretamente e cortar custos, sendo acusado pelos causadores do problema de neoliberalismo OU assumiria o desmantelo feito pelos outros, trazendo para o CPF dele uma série de danos políticos e jurídicos que não construiu”, analisa Kelps.

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Nota de solidariedade ao jornalista da tribuna do Norte, Fernando Azevedo. 

O Blog Marcus Aragão manifesta solidariedade ao jornalista da Tribuna do Norte, Fernando Azevêdo, alvo de comentários ofensivos nas redes sociais durante a cobertura do bloco Os Cão, na Redinha, em Natal.

Críticas à imprensa são legítimas e fazem parte do debate público. O exercício da atividade jornalística pressupõe questionamentos, contrapontos e divergências.

No entanto, manifestações que envolvem ataques pessoais, preconceito ou discriminação não contribuem para o debate democrático e extrapolam os limites da liberdade de expressão.

O respeito ao profissional, independentemente de divergências editoriais, é condição básica para a convivência em sociedade.

Reafirmamos que o enfrentamento de ideias deve se dar no campo dos argumentos — nunca no da ofensa.

O Blog Marcus Aragão defende a liberdade de imprensa, o direito à crítica e, igualmente, o respeito às pessoas.

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O efeito colateral da jornada para 5×2 é a antecipação da mão de obra 7×0. Por Aragão.

Segundo dados da consultoria Conference Board, a produtividade do trabalhador brasileiro equivale a aproximadamente 25% da produtividade do trabalhador americano — ou seja, o brasileiro produz, em uma hora de trabalho, o que um americano produz em cerca de 15 minutos. Ocupamos a 94ª posição entre cerca de 180 países no quesito produtividade.

Os países que conseguiram reduzir a jornada já tinham produtividade alta. E ainda a aumentaram. Isto é, prepararam-se para a redução da jornada sem deixar cair a produção.

Quando a jornada cai sem que a produtividade suba, o custo por hora trabalhada aumenta. E, quando o custo do trabalho sobe em um país já pouco competitivo, o mercado tende a reagir.

Enquanto o debate público ainda gira em torno da jornada, grandes empresas no mundo inteiro já estão substituindo silenciosamente tarefas humanas por inteligência artificial e automação.

Bancos fecharam milhares de agências físicas nos últimos anos porque aplicativos e algoritmos assumiram funções antes realizadas por gerentes e atendentes.

Call centers estão sendo substituídos por chatbots capazes de atender milhões de clientes simultaneamente.

Escritórios de advocacia utilizam IA para revisar contratos em minutos.

Supermercados adotam caixas de autoatendimento.

Centros logísticos operam com robôs que se movimentam 24 horas por dia.

Essas reduções são silenciosas. Não soam simpáticas. Não parecem humanas. Mas estão acontecendo — e em escala crescente.

A chegada desse exército de robôs humanoides às grandes fábricas é inevitável. Meu alerta é que reduzir a jornada em economias estruturalmente frágeis pode acelerar a substituição da mão de obra humana.

Será que essa redução da jornada visa influenciar as eleições? Seria mais fácil manipular essa massa que se tornará desempregada, eternamente dependente de mesadas do governo?

— A redução da jornada de trabalho pode ter o efeito colateral de reduzir a dignidade do brasileiro.

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O Leão de pelúcia e as cinzas da democracia

Diz a tradição que a Quarta-feira de Cinzas é o dia em que as máscaras caem e a realidade volta a bater na nossa porta. Mas no Brasil, você sabe, a fantasia é o nosso traje de gala o ano inteiro. E foi justamente nessa quarta-feira ingrata que o presidente da Unafisco, Kleber Cabral, deu uma entrevista para a GloboNews e soprou no nosso cangote a ressaca definitiva: “É menos arriscado fiscalizar o PCC”.

O que sobrou nos escombros do nosso bloco não foi confete, mas as cinzas da nossa própria democracia. Veja bem a que ponto de desmando nós chegamos! O crime organizado, com seu tribunal paralelo, virou um ambiente de trabalho mais seguro do que ousar cruzar o CPF de quem habita o Olimpo de Brasília. Como alertaria o saudoso Millôr Fernandes, “Democracia é quando eu mando em você, Ditadura é quando você manda em mim”.

O velho Leão da Receita, outrora o terror implacável de nós, pobres mortais, sofreu uma mutação genética na Quarta de Cinzas: virou um gatinho de pelúcia. Foi adestrado para ronronar no colo das excelências e mostrar as garras apenas para você, eu, o cidadão comum que comete o crime hediondo de errar uma vírgula na declaração do imposto.

Aí, no meio dessa vergonha institucionalizada, o auditor, encurralado, lança o grito de desespero: “Recorrer a quem?”. É a suprema sinuca de bico da República. O servidor que prestou concurso para proteger o país descobre, no meio da avenida, que o Estado tem dono. E o dono não é ele, muito menos você.

Se o auditor olha para o Executivo, ao qual está vinculado, encontra uma chefia de mãos atadas, encolhida no canto, mais preocupada em entregar a cabeça dos seus do que em defender a autonomia do órgão. Se ele olha para o Judiciário, topa justamente com a fonte do seu terror. A decantada “separação dos Poderes” virou apenas um bloco de sujos — um cordial acordo de cavalheiros para que ninguém incomode o sossego e os sigilos alheios.

No fim das contas, a manifestação da Unafisco serve para nos lembrar que as instituições brasileiras até estão funcionando, mas apenas como alegorias de um enredo macabro. A lei continua dura e implacável para todos, desde que o “todos” não inclua quem manda. 

Terminamos a festa assim: de um lado o PCC, com regras claras; do outro, os intocáveis. E o cidadão, como sempre, no fim do desfile, apenas varrendo as cinzas do Carnaval.

Alexandre Aragão é advogado, com especialização em direito tributário pelo IBET e em direito empresarial pela FGV/RJ.

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Carnem levare: do Carnaval à Quaresma

A festa — qualquer festa — costuma prometer o que a rotina, por definição, não entrega: leveza. O Carnaval, com sua democracia sonora, instala por alguns dias uma república provisória do corpo e do riso, em que a pertença parece simples e a vida, menos grave. Mas o esquecimento é um contrato de curtíssimo prazo. Na quarta-feira, a música não termina: ela apenas encerra o expediente e devolve a cada um aquilo que sempre esteve lá — a própria consciência, sem bateria de apoio.

A Quaresma sobrevive por tocar numa verdade elementar e, justamente por isso, incômoda: não somos só desejo; somos também limite. Santo Agostinho falou do coração inquieto — e talvez a inquietação seja o nome civilizado para o nosso apetite por sentido. Pascal desconfiava das distrações: o ruído nem sempre é alegria; por vezes é fuga, com luz de palco e pouca convicção. A Quaresma, ao contrário, é a recusa da fuga: é baixar o volume do mundo para escutar o que, em nós, insiste.

E então resta a pergunta — a mais difícil, porque não se resolve com aplausos: se a alegria depende de estímulo constante, seria, ela própria, alegria ou dependência? Schopenhauer, com seu diagnóstico sem anestesia, lembraria que muita sociabilidade nasce da incapacidade de suportar a solidão — e, nela, a própria companhia. Quando o som é perde o ânimo, não é o mundo que empobrece; é o sujeito que se revela.

Por isso mesmo, o jejum, a oração e a caridade não deveriam ser compreendidos como ritualismos religiosos, senão como gramática da liberdade. Jejuar é reaprender o governo de si — em tempos nos quais se vende impulso e rotulam-no como autenticidade. Orar não é magia: é recolocar a vida no centro, trocando a ansiedade por direção. E a caridade, como forma mais concreta de espiritualidade, retira o outro do papel de figurante e o devolve à condição de pessoa.

No fim, a despedida do Carnaval não condena a festa, antes restaura a medida. A vida não pode ser apenas um intervalo luminoso entre duas distrações.

Com crença ou sem fé, a Quaresma preserva uma certeza decisiva: o olhar interior é primordial — porque, quando o ruído cessa e a fantasia se recolhe, é no silêncio que se decide quem se é. É dizer: ninguém atravessa o mundo plenamente sem antes atravessar a si mesmo.

Bruno Montenegro Ribeiro Dantas é Juiz de Direito e Mestre em Direito e Poder Judiciário pela ENFAM.

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Nossos heróis não morrerão de overdose. Por Aragão.

— Na corrida pelo engajamento, Virginia Fonseca ganharia por uma bunda de vantagem.

A polêmica que começou nesta semana após uma entrevista publicada pela revista VEJA, em que Gabriel David afirmou que “nenhuma mulher é tão relevante midiaticamente nesse momento no Brasil como a Virgínia Fonsêca”. A declaração polemizou, entre leitores que não gostaram nada desse exagero. Justamente no momento em que uma outra brasileira conseguia um feito extraordinário mas ainda lutando para sair do anonimato.

Tatiana Sampaio não corre nem anda atrás de engajamento. — Ela faz as pessoas voltarem a andar — É bem diferente. 

Tatiana Sampaio é o Brasil que deu certo. É o Lucas Pinheiro, nosso medalhista olímpico, de jaleco. A cientista brasileira busca há quase 30 anos salvar vidas através da ciência. O fato que ela alcançou beira realmente o inacreditável. Simplesmente, 6 pacientes seus, tetraplégicos ou paraplégicos, apresentaram retomada de movimentos após a aplicação da polilaminina. Alguns voltaram a andar.

Em um país onde curtidas valem mais que currículos, a comparação foi inevitável: de um lado, milhões de seguidores; do outro, décadas de laboratório.

Acredito que a polêmica por mais absurda que seja só ocorreu porque sabemos que o Brasil valoriza as personalidades erradas. — Os heróis de Cazuza morreram de overdose.  

Ganha espaço na mídia jogador de futebol quando engravida mais uma fã, pagodeiro quando troca de namorada, cantora quando choca a sociedade para ganhar curtida e vale tudo para ver quem desce mais rápido a ladeira da moralidade. Sabedor disso, o colunista da Veja soltou sua pérola.

— Quem sabe nossa mídia também comece a andar com a ajuda da Tatiana Sampaio? 

A sociedade precisa se unir para construirmos os heróis de verdade da nossa gente — Somente eles poderão salvar nosso Brasil de ser eternamente o país do futebol, do carnaval e da corrupção.

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ALRN consolida e-Legis como referência nacional com implantação do sistema no Paraná

O trabalho desenvolvido pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte na área de tecnologia ganhou novo destaque nacional com a implantação da plataforma Legis Vídeos pela Assembleia Legislativa do Paraná, que entrou em funcionamento no dia 2 de fevereiro. A ferramenta integra o ecossistema e-Legis, sistema criado integralmente pela equipe técnica da ALRN e reconhecido como campeão em premiação da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), consolidando a Casa potiguar como referência em soluções digitais para o Legislativo.

O Legis Vídeos foi apresentado oficialmente em coletiva de imprensa pelo presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Alexandre Curi, e repercutiu na imprensa legislativa daquele estado. A plataforma permite o acesso organizado a vídeos, áudios, transcrições e atas das sessões plenárias e das reuniões da Comissão de Constituição e Justiça, ampliando a transparência e facilitando o acompanhamento das atividades parlamentares por jornalistas, assessores e pela população em geral.

Desenvolvido a partir de cooperação técnica entre as Assembleias do Paraná e do Rio Grande do Norte, o sistema utiliza recursos de inteligência artificial para organizar os conteúdos e oferecer buscas por data, tema, tipo de reunião ou parlamentar, além de navegação por linha do tempo interativa e possibilidade de download de trechos específicos. Segundo o diretor de Tecnologia da Informação do Paraná, Carlos Luiz Albuquerque Maranhão Neto, a ferramenta “fortalece o acesso à informação e contribui diretamente para a transparência do Poder Legislativo”.

“É motivo de orgulho ver um software desenvolvido internamente pela ALRN, sem parcerias externas, ser adotado por Assembleias de grande porte”, ressaltou o  diretor de Tecnologia da Informação da Assembleia do RN, Mário Sérgio Gurgel.

Atualmente, na região sul, além do Paraná, o sistema já é utilizado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina, enquanto o Rio Grande do Sul demonstrou interesse em aderir à solução. Para ele, esse avanço é resultado do incentivo institucional do presidente da ALRN, deputado Ezequiel Ferreira, e do diretor-geral Augusto Viveiros, que apoiaram a formalização dos termos de cooperação.

Mário Sérgio destacou ainda que, nas próximas semanas, as Assembleias do Piauí e do Ceará irão conhecer o e-Legis, enquanto a Assembleia do Paraná deverá ampliar o uso da tecnologia ao conhecer outras funcionalidades do sistema desenvolvido no Rio Grande do Norte.

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Capacitação reforça qualidade do atendimento nos programas sociais da ALRN

Na segunda turma do curso Capacitação em Atendimento ao Público, ministrado pelo professor Flávio Emílio, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte reforçou o compromisso com a qualificação dos servidores que atuam diretamente nas ações sociais da Casa. A formação integra uma iniciativa da Escola da Assembleia em parceria com a Diretoria de Gestão de Pessoas.

Durante a atividade, o professor destacou que a proposta central é investir na melhoria contínua. “A linha mestra do curso é capacitar quem já tem capacidade. O atendimento que a Assembleia já presta é eficiente e acolhedor, mas não há nada tão bom que não possa ser melhor”, afirmou.

Segundo ele, o objetivo é alinhar conhecimento técnico e postura humanizada. “O foco é fazer com que a equipe que atua no Assembleia e Você e no Em Ação esteja preparada para oferecer um atendimento tecnicamente adequado e, acima de tudo, humanizado para a população”, explicou.

Flávio Emílio ressaltou ainda que o conteúdo do curso se baseia em experiências reais da própria Assembleia. Ele participou como observador de uma edição do Assembleia e Você realizada em Rio do Fogo, incluindo o distrito de Punaú. “Fiz uma visita técnica, conversei com a população, acompanhei toda a operação e fiz anotações. Isso trouxe uma contextualização muito grande, porque estamos trabalhando com exemplos reais do que a equipe já vivenciou”, destacou.

Para o diretor de Gestão de Pessoas, Thyago Cortez, o curso veio marcar mais um diferencial para os servidores e colaboradores. “Os servidores já realizam um atendimento humanizado e respeitoso, mas a ideia é que a gente possa evoluir, sempre procurando atender a população que mais precisa da melhor maneira possível”, afirmou.

A capacitação foi dividida em duas turmas para favorecer a interação e a realização de dinâmicas em sala. Ao todo, cerca de 100 servidores participam da formação, que busca fortalecer o padrão de excelência no atendimento prestado pela ALRN à população potiguar.

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Disposição olímpica: Atletas acabam estoque de 10 mil camisinhas em três dias.

Saiu no Correio Brasiliense: Distribuição gratuita na Vila Olímpica se esgota rapidamente e organização promete reposição após reclamações de atletas

O estoque de preservativos disponibilizados aos atletas participantes dos Jogos Olímpicos de Inverno em Milão-Cortina acabou antes do previsto e virou assunto entre competidores e equipes. A Vila Olímpica montada na região do norte da Itália recebeu cerca de 10 mil camisinhas gratuitas, mas a quantidade foi insuficiente para atender a demanda dos participantes.

Segundo relatos de atletas à imprensa italiana, os preservativos desapareceram em apenas três dias. Um competidor ouvido de forma anônima pela imprensa local afirmou que houve promessa de reposição, mas sem prazo definido. “Disseram que mais unidades seriam entregues, mas ninguém sabe quando isso vai acontecer”, relatou.

A situação também ganhou visibilidade nas redes sociais. A patinadora artística espanhola Olivia Smart, que vem mostrando bastidores dos Jogos em seu perfil, publicou vídeos apontando o rápido desaparecimento dos preservativos nos pontos de distribuição da Vila Olímpica.

A oferta de camisinhas gratuitas faz parte de uma prática já estabilizada no ambiente olímpico, tanto nos Jogos de Verão quanto nos de Inverno desde 1988. As vilas que abrigam atletas de diferentes países são conhecidas historicamente por  uma forte convivência social e encontros fora das competições, o que levou os organizadores a adotarem políticas de prevenção há décadas.

A diferença de escala, no entanto, chamou atenção. Nos Jogos Olímpicos de Verão de Paris 2024, foram distribuídas cerca de 200 mil unidades. Em Milão-Cortina, o número foi bem menor, mesmo com a presença de quase 3 mil atletas de 92 países na competição de inverno.

Apesar do público reduzido em relação aos Jogos de Verão, a procura foi maior do que o esperado. A situação gerou comentários entre delegações e levantou questionamentos sobre o planejamento da organização para atender às demandas básicas de saúde e prevenção dentro da Vila Olímpica.

Até o momento, os organizadores não divulgaram oficialmente quando o novo lote de preservativos será entregue, mas atletas seguem relatando a falta do material nos espaços comuns da acomodação olímpica.

Fonte: Correio Brasiliense.

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Pai covarde sacrifica os filhos em oferenda ao Deus da vingança. Por Aragão

O Inferno de Dante Alighieri é formado por círculos que descem em direção ao centro da terra. O 9º círculo é o mais profundo e sombrio — é onde fica Lúcifer — e está reservado para os traidores da família.

Thales Naves Alves Machado foi, realmente, um covarde. Muito mais traidor do que traído. Um homem fraco que não suportou existir sem a esposa ou sem a fidelidade que acreditava possuir. Um homem que traiu a humanidade quando amputou o futuro dos próprios filhos — filhos que ele dizia amar, mas que transformou em arma de vingança.

Quando um pai destrói os próprios filhos para atingir a esposa, ele não comete apenas homicídio. Ele trai o pacto mais elementar da existência: o de proteger sua prole indefesa — o que Deus e a natureza colocaram nas suas mãos sob sua guarda.

— Qual culpa aquelas crianças carregavam?

— Nenhuma.

É evidente que relações humanas são complexas. A traição conjugal, quando acontece, é dolorosa e dilacerante. Relações que chegam a esse ponto muitas vezes já estavam apodrecidas por dentro. Separar-se teria sido o caminho civilizado. Mas nenhuma falha conjugal — nenhuma — pode tangenciar a barbárie de destruir a própria descendência e a própria vida.

Assusta perceber que o mal raramente tem aparência monstruosa. Ele trabalha, tem amigos, está em grupos de WhatsApp, ocupa cargos públicos, participa de reuniões e sorri em fotografias. A rotina trivial pode esconder tempestades morais silenciosas.

— E pessoas assim, psicopatas, circulam entre nós.

Não podemos mais continuar confundindo posse com amor, orgulho com honra e controle com cuidado. Enquanto não desenvolvermos um olhar mais atento sobre os sofrimentos mentais daqueles que nos cercam — seja para ajudá-los antes que cruzem o limite da barbárie — qualquer um de nós poderá ser a próxima vítima.

— Às vezes penso que o inferno é aqui.

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