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Depois do covarde do elevador, o covarde do estacionamento. Por Aragão.

Um novo covarde é gravado em Natal. Desta vez, um outro homem, que ainda não sabemos o nome, agride sua companheira grávida dentro de um carro, em um condomínio na Zona Norte de Natal. Não é uma cena isolada. É o espelho de um país adoecido pela brutalidade e acostumado com o horror.

— Se ele bate com essa desenvoltura com todo mundo assistindo, imagine o que não faz dentro de quatro paredes.

A mulher apanha de quem deveria ampará-la. Está grávida, indefesa e presa dentro de um carro. O agressor, que deveria ser chamado de pai, responde como animal. Foi preso em flagrante, mas a prisão, por si só, não basta — o problema é mais profundo. O cárcere não está apenas nas grades, está nas mentes.

— Correção: ele não agiu como animal, pois nenhum animal ataca sua própria fêmea estando grávida — ou, melhor dizendo, prenhe.

Vivemos um tempo em que a violência doméstica virou manchete rotineira. A cada semana, um novo vídeo expõe o que muitas mulheres enfrentam no silêncio das casas, dos corredores e dos estacionamentos. A cada nova covardia, nos perguntamos: até quando?

— Que sociedade é essa que tem parido tanto canalha?

Esse padrão degenerado nasce da ideia de posse, do machismo que transforma amor em domínio, do medo que cala e da omissão que consente. Enquanto a sociedade hesitar em se meter “em briga de marido e mulher”, continuará havendo covardes — e as vítimas continuarão sangrando, dentro e fora das câmeras.

A mulher foi socorrida, e o agressor levado preso. Mas quantas ainda não têm vizinhos atentos, câmeras ligadas ou coragem de pedir ajuda? Quantas continuam no mesmo cativeiro de medo e vergonha, sem testemunhas?

— Do que adianta avançar em pautas progressistas se ainda não evoluímos no básico?

Fonte: Via Certa/Blog do BG

Comentários (1)

Uma resposta para “Depois do covarde do elevador, o covarde do estacionamento. Por Aragão.”

  1. É lamentável continuarmos assistindo cenas como essa. Até quando? Mesmo a Lei Maria da Penha em vigor a vinte anos? Existência de Delegacias especíalizadas em cuidar da violência em mulheres ? Será necessário criar uma lei da prisão perpétua para os covardes que ainda nos veem como sexo frágil?

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Allyson, o problema não é o chapéu de vaqueiro. Mas a carapuça de um personagem. Por Aragão.

Criar um personagem para ajudar o marketing não é proibido. Qualquer um pode criar. O problema é a população menos esclarecida deixar de enxergar o candidato real e confundi-lo com o personagem.

Vejamos o Allyson contra as oligarquias. Era um traço do seu personagem anterior, utilizado para vencer as eleições para prefeito. Hoje em dia, mudou. Outro personagem entrou em cena. Allyson hoje caminha de mãos dadas com os Maias e os Alves, as maiores oligarquias do RN.

Enquanto prefeito, arrochava o funcionalismo da prefeitura. Hoje em dia, defende a redução da jornada 6×1. Não há ilegalidade nisso. Há marketing.

Adoro o chapéu de vaqueiro. Um símbolo do povo nordestino. Você o utiliza não como o povo nordestino usa, mas como um adereço do marketing político. O chapéu não aparece como expressão natural de uma identidade cotidiana. Surge como elemento de comunicação política, utilizado para reforçar a imagem de homem simples, popular e perseguido pelas elites.

Você vestiu a carapuça quando disse que iria começar a usá-lo direto. Se vai começar a usá-lo direto, é porque não o usava. Então era somente marketing. Mas isso a gente já sabia.

Na minha opinião, uma característica presente nos personagens construídos por Allyson é a vitimização e a habilidade de comunicar com excelência as narrativas baseadas nela. O perseguido ou o pobrezinho. Rosalba fez uma ironia sobre sua vitimização, e você aproveitou muito bem.

Particularmente, espero que o povo do RN saiba discernir entre o que é personagem e o que é real. E possa escolher democraticamente não o melhor chapéu, mas o que está debaixo dele.

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Unimed. O transplante de gestão que impulsionou a saúde do maior plano do RN. Por Aragão

Foi como um transplante bem sucedido. A substituição da diretoria vem proporcionado uma comprovada melhoria na recuperação da Unimed. Nasceu de novo.

Após um ano seguindo rigoroso tratamento, exames detalhados mostram a imagem de uma Unimed que só cresce.

— A Unimed Natal cresceu aproximadamente 7 mil vidas. Atualmente são 196.941 beneficiários.

Contra fatos não há argumentos. O crescimento da carteira se transformou em um importante termômetro da percepção da população sobre a qualidade da Unimed. Claro que ainda existem pontos de melhoria — e sempre existirão. Nenhuma estrutura que atende quase 200 mil vidas opera sem desafios. Mas os números indicam a recuperação consistente de confiança.

O Brasil tem, aproximadamente, 50 grandes cooperativas de saúde com mais de 100 mil beneficiários — a Unimed Natal ficou entre as que mais cresceram no último ano, segundo a ANS.

A saúde financeira também vem respondendo muito bem. Os sinais de melhora são nítidos, como você pode comprovar com os dados do Painel Econômico-Financeiro da Saúde Suplementar da ANS:

— A realidade de 2021 apresentava um déficit de R$ 58,8 milhões;

— Em 2024, o déficit foi R$ 15 milhões.

— No primeiro ano da nova gestão já apresentou um SUPERAVIT de quase 10 milhões de reais.

— Quem mais reclama é a concorrência

O Índice Geral de Reclamações (IGR), entre os beneficiários, baixou de 58,33% em 2023 para 38,52% em 2026. Isso mostra que a Unimed ainda tem que melhorar mas está no caminho certo.

A Unimed Natal alcançou 82% de aprovação entre os cooperados, segundo pesquisa realizada em dezembro/25.

Enfim, vimos acima que a população está respondendo bem, os beneficiários, os cooperados e agora a ANS confirma a melhoria concedendo o maior IDSS (Índice de Desempenho da Saúde Suplementar) da história da Unimed Natal: Conquistou 0,8960 (o Índice varia de 0 a 1).

— Você não nasceu ontem.

— Seu plano de saúde também, não.

A Unimed tem quase 50 anos de atendimento no RN e isso faz uma diferença enorme quando você precisa de estrutura, experiência e maturidade institucional aliada aos melhores médicos do RN.

Depois do transplante, a Unimed já começou a caminhar. E a passos largos.

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A direita não passa pano para Flávio Bolsonaro. O nome de Zema ganha tração nas redes. Por Aragão.

A direita brasileira mostrou um sinal importante de responsabilidade e coerência política: não aceitar blindagem automática apenas por sobrenome ou capital eleitoral. — Exemplo que deveria ser seguido pela esquerda e por todas as ideologias.

O desgaste envolvendo Flávio Bolsonaro mostrou algo salutar para a democracia: setores relevantes da direita passaram a reagir com crítica — não com submissão.

Isso acontece porque a direita construiu sua força apoiada em alguns pilares muito claros: combate à corrupção, coerência moral, enfrentamento ao sistema político tradicional e crítica aos privilégios das elites de Brasília.

Quando surge qualquer sinal de proximidade com práticas que lembram justamente aquilo que o eleitor conservador dizia combater, a reação vem. E veio.

A direita não pertence a uma pessoa ou uma família.

Pertence a ideias.

Se Flávio enfraquece politicamente, o campo conservador não desaparece. Zema surge como alguém que preserva pautas econômicas liberais, discurso de gestão e menor desgaste político-emocional. Cresce principalmente entre conservadores mais pragmáticos, empresariado e setores cansados da tensão permanente.

A lógica é simples: movimentos políticos sobrevivem quando conseguem renovar lideranças sem abandonar princípios.

Talvez o maior sinal de força de uma direita madura seja exatamente este:

não transformar políticos em figuras intocáveis.

Porque quando um grupo político passa a defender pessoas acima dos próprios valores, ele deixa de ser movimento e começa a virar seita.

— Esperamos que a Esquerda também não passe pano para quem comete erros. Todo Brasil ganhará com com essa liberdade.

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Corrida Unimed Natal abre inscrições com percursos de 5km e 10km

Evento será realizado no dia 12 de julho, na Praça Cívica, e lança primeiro lote com condições especiais

Estão abertas as inscrições para a primeira edição da Corrida Unimed Natal, evento que chega ao calendário esportivo da capital potiguar unindo saúde, qualidade de vida e incentivo à prática esportiva. A prova será realizada no dia 12 de julho, com largada às 5h15, na Praça Pedro Velho, no bairro Tirol, em Natal. Neste primeiro lote, os participantes podem se inscrever nas categorias de 5km e 10km.

Promovida pela Unimed Natal e organizada pela Sportri, a corrida reunirá atletas profissionais, corredores amadores e famílias em uma experiência voltada ao bem-estar e à promoção da saúde. A expectativa é reunir milhares de participantes em um percurso planejado para proporcionar segurança, estrutura e uma grande celebração do esporte.

Os kits da corrida contarão com camiseta oficial do evento, número de peito e medalha para os concluintes. A programação também terá estrutura de apoio aos atletas, pontos de hidratação e premiação para diferentes categorias.

Para o diretor-presidente da Unimed Natal, Dr. Márcio Rêgo, a realização da corrida reforça o compromisso da cooperativa com iniciativas voltadas à promoção da saúde e da qualidade de vida. “A Corrida Unimed nasce com o propósito de incentivar hábitos saudáveis e aproximar ainda mais a cooperativa da comunidade por meio do esporte. Queremos proporcionar uma experiência organizada, acolhedora e marcante para todos os participantes”, destaca.

As inscrições para o primeiro lote já estão disponíveis e podem ser realizadas pela Ticket Sports. As informações oficiais sobre a corrida estão sendo divulgadas na página de inscrições e nas redes sociais da Unimed Natal (@unimednatal). A organização orienta que os atletas garantam a participação antecipadamente, já que as vagas são limitadas.

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Relatórios do MP colocam em xeque o discurso de bom gestor de Allyson.

A campanha de Allyson Bezerra ao Governo do Estado tem uma aposta clara: fazer da Prefeitura de Mossoró uma vitrine.

O problema é que os dados oficiais não estão colaborando com esse roteiro.

Enquanto o prefeito projeta uma Mossoró de avanços nas redes sociais, o Ministério Público do Rio Grande do Norte tem produzido relatórios que contam uma história bem diferente. E é esse contraste que começa a virar munição política para os adversários.

Na assistência social, inspeções realizadas entre 2025 e 2026 revelam um cenário crítico: prédios deteriorados, serviços funcionando de forma precária e população vulnerável desassistida. Não é a imagem de uma gestão exemplar.

Na educação, o MP aponta um problema que não foi resolvido: a falta de vagas em creches. A rede não cresceu na mesma proporção que a demanda — um gargalo antigo que a gestão não conseguiu fechar.

Na saúde, o quadro também preocupa. Foram identificadas deficiências no funcionamento de UPAs, problemas estruturais e deterioração em unidades básicas. Exatamente os serviços que mais impactam quem mais precisa.

Inicialmente, imaginava-se que as investigações da Polícia Federal, por meio da Operação Mederi, seriam a principal dor de cabeça de Allyson. No entanto, a sequência de notícias tendo como fonte o Ministério Público vem, na minha avaliação, desgastando de forma significativa o discurso de bom gestor que o prefeito tenta consolidar.

A tentativa de centralizar o debate eleitoral na capacidade administrativa é vista como uma estratégia de Allyson para evitar temas ligados à polarização nacional. O que talvez não estivesse no cálculo da equipe do prefeito era o volume de relatórios e informações negativas surgindo neste momento, colocando em xeque o discurso de êxito administrativo propagado pela gestão.

Fonte das informações: Blog Neto Queiroz

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Antônio Rocha, o Rochinha, tem o nome citado no caso do Banco Master.

O empresário Antônio Rocha Neto, o “Rochinha”, nome conhecido em Natal, apareceu nas investigações do caso do Banco Master por conta de uma negociação imobiliária com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), alvo da Polícia Federal na Operação Compliance Zero.

A matéria do site Metrópoles publicada hoje, 10/05,  aprofunda a questão trazendo detalhes sobre a transação imobiliária. 

Ciro Nogueira nega as acusações e classifica as investigações como “perseguição política”.

O caso segue em apuração pelas autoridades.

Fonte das informações: Site Metrópoles. 

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Com pesar, recebemos a notícia do falecimento de Cadidja Capuxú, filha da desembargadora Berenice Capuxú.

 

Recebemos com profunda tristeza a notícia do falecimento de Cadidja Capuxú.

Nossa família conhece e estima há muitos anos a família Capuxú e Roque. Uma família marcada pela educação, discrição e respeito com as pessoas.

Cadidja enfrentou sua doença com bravura e dignidade. Sua partida deixa um vazio doloroso para familiares, amigos e todos que tiveram a oportunidade de conviver com ela.

Manifesto minha solidariedade à desembargadora Berenice Capuxú, ao advogado Olavo Roque, ao advogado André Ximenes, seus filhos, aos irmãos Diogo, André e Tiago, demais familiares e amigos neste momento de imensa dor.

Que Deus conforte o coração de todos.

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Comissão de Justiça da ALRN aprova política de transparência na geração de energia

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovou, nesta terça-feira (5), um projeto que cria regras para dar mais transparência na geração distribuída de energia elétrica. A proposta é do deputado Hermano Morais (MDB) e trata de como esse tipo de serviço deve funcionar, com impacto direto para consumidores e empresas.

Durante a reunião, os deputados também aprovaram o reconhecimento de utilidade pública da Associação Madre Rosa (Assomar), proposta pelo deputado Adjuto Dias (PL), e do Centro de Saúde e Social Santa Terezinha, de iniciativa do deputado Dr. Bernardo (PV).

Na área cultural e turística, foram aprovados projetos que reconhecem o Festival Bonita Rock, do deputado Nelter Queiroz (PP), além do Mirante das Cruzes, em Areia Branca, e da Pedra do Chapéu, em Tibau, ambos de autoria do deputado Ivanilson Oliveira (PV).

Também foram aprovadas a criação da rota turística Caminhos das Serras do Sertão, proposta por Nelter Queiroz, e o reconhecimento da Rádio Rural de Natal como patrimônio histórico e cultural do estado, de autoria de Adjuto Dias.

Participaram da reunião os deputados Francisco do PT, Ubaldo Fernandes, Galeno Torquato, Kleber Rodrigues e Coronel Azevedo.

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Líderes parlamentares destacam geração de energia solar no RN e criminalidade

No horário destinado aos líderes, na sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, nesta quarta-feira (06), falaram os deputados estaduais Neilton Diógenes (PP) e Coronel Azevedo (PL). Entre os pronunciamentos, destacaram-se a falta de atratividade no RN para investimentos no setor de energia solar, devido aos entraves burocráticos e o Projeto de Lei nacional que equipara as facções criminosas como organizações terroristas.

O deputado Neilton Diógenes (PP) comentou que o Rio Grande do Norte está perdendo investimento na área de energia solar por não possuir atratividade para o mercado.  “O nosso estado tem grande potencial no setor de energia solar que poderia trazer geração de emprego, renda e mais rendimentos para as prefeituras municipais. O mercado brasileiro oportunizou em 2026, R$ 31, 8 bilhões de reais de investimento no setor, enquanto o nosso estado rejeitou 51 projetos de usinas de energias solares. Esses projetos que não foram aprovados impediram que houvesse um investimento no RN de R$ 13 bilhões de reais”, contou.

O parlamentar alertou que o RN está perdendo competitividade em um mercado que continua atraindo investimentos de todo o mundo. “Nós temos o melhor sol, um grande potencial, mas temos entraves burocráticos. Precisamos renovar, destravar e modernizar a lei que regulamenta esse desenvolvimento”, opinou.

De acordo com ele, em menos de 2 anos, o RN deixou escapar uma capacidade de geração superior a todo seu parque solar centralizado historicamente em operação. “Um alerta negativo porque os investidores de longo prazo desviam rotas e passam a investir nos estados vizinhos, com mais segurança jurídica para a permanência desses parques solares. Nosso estado hoje ele tem dificuldade de absorver um projeto sustentável de energia solar que possa ter resolutividade de verdade na geração de emprego e renda”, concluiu.

Já o Coronel Azevedo (PL) fez um apelo aos deputados estaduais para que assinassem um requerimento de autoria dele solicitando à governado do estado que peça ao presidente da república que considere a classificação das facções criminosas como organizações terroristas.

“O povo está sofrendo com as facções no RN e esse requerimento dirá ao Brasil que os deputados estaduais estão ao lado do povo sofrido. Isso é importante porque as facções já são transnacionais e os sistemas dos bancos mundiais podem ajudar no combate ao financiamento desses criminosos. As facções estão causando terror no Brasil, oprimindo os mais carentes, proibindo a instalação de serviços públicos, pedindo pagamento de taxas, matando trabalhadores brasileiros”, disse o parlamentar.

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Uma homenagem às mães. A aurora que nunca falha. Por Fernando Rocha.

Na minha infância, o dia não amanhecia enquanto minha mãe não acordasse.
Não era metáfora. Era a ordem natural das coisas, tão certa quanto a gravidade e o movimento dos astros. O sol podia já estar alto, a luz já derramada pelas frestas da janela, os pássaros já em pleno exercício de seu ofício matinal, e ainda assim o dia permanecia suspenso, incompleto, como uma frase sem ponto final. Era ela quem rompia o silêncio com os primeiros passos no corredor, o cheiro do café se espalhando pela casa como um anúncio solene, a voz chamando pelo nome com aquela entonação que nenhum outro ser humano jamais reproduziu. Só então o mundo começava.


Os filósofos gregos passaram séculos discutindo o sumo bem, o summum bonum, esse bem supremo em direção ao qual toda existência tende sem sempre saber. Aristóteles o chamou de eudaimonia, o florescimento pleno da alma. Platão o colocou além do próprio ser, inacessível e luminoso como o sol que torna tudo visível sem poder ser olhado diretamente. Agostinho o identificou com Deus, dizendo que o coração humano permanece inquieto até repousar nele.
Todos estavam certos. E todos estavam, à sua maneira, falando de mãe.


Porque a mãe é a aurora. Não a aurora decorativa dos poetas românticos, feita de rosa e dourado para enfeitar versos. A aurora real, aquela que chega sem pedir licença, que não consulta o humor de ninguém, que simplesmente aparece e com sua presença desfaz toda a escuridão anterior. Com ela não há tristeza que resista ao primeiro café, nem melancolia que sobreviva ao primeiro abraço. Não porque ela negue a dor, mas porque sua presença a redimensiona, coloca cada sofrimento no lugar exato que ele merece, nem maior nem menor, e revela que ao redor da dor existe sempre mais vida do que a dor deixa ver.


As lições da mãe têm uma característica que nenhuma escola reproduziu: elas não doem. Não porque sejam fáceis, mas porque chegam embrulhadas em algo que as torna palatáveis sem torná-las menos verdadeiras. A correção que viria dura de qualquer outra boca chegava pela boca dela temperada com uma precisão afetiva que desarmava qualquer resistência. Você não se defendia. Você simplesmente entendia, e o entendimento ficava.
E permanece.


Essa é a marca mais espantosa das lições maternas: sua durabilidade. Tudo na vida tem prazo. As certezas filosóficas envelhecem, os amores se transformam, as convicções políticas mudam, os corpos cedem. Mas aquilo que a mãe depositou nos primeiros anos, com a paciência artesanal de quem sabe que está construindo algo para durar, permanece intacto décadas depois, funcionando silenciosamente como uma bússola que não precisa ser consultada porque já foi internalizada.


Kant dizia que o sumo bem exige a coincidência entre virtude e felicidade, e que o mundo empírico raramente oferece essa coincidência. Tinha razão quanto ao mundo. Mas esqueceu de considerar as mães, que são justamente o lugar onde virtude e felicidade coincidem de maneira espontânea e gratuita, sem precisar de nenhuma postulação metafísica para se justificar.


A mãe não ama porque é virtuoso amar. Ama porque amar é, para ela, simplesmente o modo de existir. E nesse amor sem cálculo e sem condição está, talvez, a aproximação mais concreta que a experiência humana oferece daquilo que os filósofos buscaram em sistemas elaborados durante séculos.
Aristóteles disse que o sumo bem é aquilo que é desejado por si mesmo e não como meio para outra coisa. Toda criança sabe, antes mesmo de ter linguagem para dizê-lo, que o colo da mãe é exatamente isso: não serve para nada além de si mesmo, e por isso vale tudo.


O dia, na minha infância, não amanhecia enquanto ela não acordasse.
Hoje compreendo que não era dependência. Era reconhecimento. A intuição precoce, ainda sem palavras, de que certas presenças são fundamento, e que o dia só faz sentido pleno quando quem nos ensinou a vê-lo está, de alguma forma, junto.


A aurora nunca falha. E as mães, mesmo quando o tempo as transforma e a vida as afasta, continuam amanhecendo dentro de nós, todos os dias, com aquela luz que nenhuma escuridão conseguiu apagar.

À Oliveth, minha mãe.

Fernando Rocha é Procurador da República

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