Durante muito tempo, poucas doenças causaram tanto medo quanto o câncer. Receber esse diagnóstico era, para muitas pessoas, quase como uma sentença de morte. Mas a medicina evoluiu, os tratamentos avançaram e, hoje, em muitos casos, existe remissão e esperança.
Enquanto isso, silenciosamente, outro tipo de adoecimento começou a crescer diante dos nossos olhos: o adoecimento mental.
Ansiedade, depressão, crises de pânico, burnout, insônia, vazio emocional, dependência emocional e solidão profunda.
Nunca se falou tanto sobre saúde mental e isso não é por acaso.
As pessoas começaram a perceber que não adianta ter sucesso, dinheiro ou performance se a mente está em colapso. Porque quando a saúde mental adoece, tudo perde sentido. As relações se desgastam, o corpo sente, o sono muda e a vida vai ficando pesada.
Estamos conectados o tempo inteiro, mas cada vez mais distantes de nós mesmos. Distantes do silêncio, do contato humano real e até da capacidade de perceber o que sentimos.
As redes sociais nos deram acesso ao mundo inteiro, mas muitas pessoas já não conseguem acessar a si próprias.
O ser humano não nasceu para viver emocionalmente isolado e hiperconectado. Somos seres relacionais e precisamos de vínculo e afeto verdadeiro.
Só que aprendemos a esconder o cansaço, romantizar o excesso de trabalho e tratar exaustão emocional como sinal de força. Não é.
Adoecimento mental não começa quando alguém desaba. Começa muito antes.
E um grande desafio que percebo no consultório diariamente é que as pessoas só pensam em buscar ajuda quando a situação já está insuportável.
Buscar ajuda psicológica não significa fraqueza. Significa consciência e autocuidado. Busque ajuda, você não está só.
Beth Varela é Psicóloga clínica (CRP 17/9091).
Comentários (1)
Uma resposta para “Allysson Bezerra libera construção do Hospital Infantil de Mossoró. Por Aragão.”
Humm! Muito bem!