Enquanto a federação “União Progressista” insiste em manter seu grupo unido “à força”, impedindo que filiados com mandato deixem a legenda, uma outra construção começa a ganhar forma no Rio Grande do Norte — desta vez, por convergência.
A articulação passa por Ezequiel Ferreira, que deve assumir o comando do Republicanos no Estado.
O convite partiu do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e se conecta diretamente com o prefeito de Natal, Paulinho Freire, que deve deixar o União Brasil para se filiar à legenda.
O movimento não se limita à troca de siglas. Ele aponta para uma tentativa de estrutura.
O Republicanos trabalha na montagem de uma nominata com cerca de 25 nomes para a Assembleia Legislativa, além de avançar na composição de uma chapa para a Câmara Federal.
— É uma articulação que combina voto político, voto regional e voto de opinião.
Há parlamentares que buscam a reeleição, lideranças com base consolidada em diferentes regiões do estado e nomes com presença pública relevante.
Entre os já ventilados estão Taveira Júnior, Ivanilson Oliveira, Ubaldo Fernandes, Cristiane Dantas, Terezinha Maia, Eudiane Macedo e o próprio Ezequiel Ferreira.
A esses se somam perfis com capilaridade regional, como Dr. Gustavo Soares, o ex-prefeito de Nova Cruz Flávio de Berói e o ex-deputado Getúlio Rêgo. Na capital, entram nomes com presença consolidada, como Robson Carvalho e o presidente da Câmara Municipal de Natal, Ériko Jácome.
Há ainda uma camada adicional: figuras com presença midiática, como Léo Souza e Juliana Celli, que ampliam o alcance da nominata para além da política tradicional.
O contraste é evidente.
De um lado, uma federação que precisa impedir a saída para manter sua unidade.
De outro, um movimento que se organiza pela decisão de convergir.
A diferença não está no nome das estruturas, mas na forma como elas se sustentam.
O avanço do Republicanos já alcança o mandato tampão — e sinaliza mudanças no equilíbrio político do RN.
Porque, no fim, política não se organiza por decreto.
Organiza-se por direção.
Comentários (1)
Uma resposta para “Allysson Bezerra libera construção do Hospital Infantil de Mossoró. Por Aragão.”
Humm! Muito bem!