Em outubro, o Blog Marcus Aragão publicou um artigo denunciando o preço elevado da mensalidade de Medicina da UnP — R$ 13.495, valor superior ao cobrado pelo Einstein (R$ 13.100) e pelo Sírio-Libanês (R$ 13.020), referências nacionais em ensino e estrutura hospitalar. O texto levantou uma pergunta simples e incômoda: como um curso em Natal pode custar mais do que os melhores centros de São Paulo?
Nesta semana, o Procon Natal, acompanhado do vereador Kleber Fernandes, realizou fiscalização presencial na UnP após receber diversas queixas de alunos. O órgão notificou a instituição e concedeu 20 dias de prazo para que apresente justificativas, planilhas de custos, explicações sobre o reajuste e esclareça a diferença de valores cobrados entre calouros e veteranos.
“Recebemos denúncias de diversos alunos, sobretudo do curso de Medicina, que apontam reajuste supostamente abusivo, sem a devida apresentação das planilhas e justificativas de custo, conforme prevê a legislação brasileira. Além disso, tivemos denúncias sobre a infraestrutura, as condições das salas de aula, dos laboratórios e das práticas”, afirmou o vereador em vídeo publicado nas redes sociais.
“Fizemos toda a fiscalização in loco e encontramos salas de aula com tetos mofados, infiltrações e com infraestrutura em algumas salas de aula com algum aspecto de deficiência. Tudo será anexado ao relatório do Procon Municipal”, completou Kleber Fernandes.
A UnP é reconhecida pela qualidade do ensino e pela formação de bons profissionais. Mas, quando a mensalidade supera algumas das maiores instituições do país e a própria estrutura é denunciada pelos alunos, algo precisa — e deve — ser explicado.
Comentários (0)