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ARTIGO: CPI da Violência no RN, por Marcus Aragão

POSTADO ORIGINALMENTE NO BLOG DO BG EM 08/10/21.

Existem as cidades violentas; as extremamente perigosas; as zonas de guerra; e Natal. Poliana lendo este texto deve achar exagero. Vamos ao tiroteio dos fatos.

Entre as 38 mil cidades do mundo, Natal é a 4ª cidade mais perigosa do planeta Terra e a mais violenta do Brasil, segundo o Word Population Review 2020.

— Se ficou duvidando, digite no google: World’s most dangerous cities.

O pior é que os quatro primeiros colocados estão próximos, enquanto que o quinto está mais distante. Isso quer dizer que podemos subir nesse ranking em breve.

  • 1o) Los Cabos, México (111,3 mortes por 100mil habitantes)
  • 2o) Caracas, Venezuela (111,2)
  • 3o) Acapulco, México (107)
  • 4o) Natal, Brazil (102,7)
  • 5o) Tijuana, México (84)

Para você ter uma ideia, a taxa de homicídios em Nova York é de 3,4 para cada 100 mil habitantes. Pronto. Agora você não precisa mais viajar para locais como o Rio de Janeiro e ficar com medinho de ser assaltado. Não precisa esconder relógio, celular e olhar para os lados. Pare com isso! Você é selva! É mais fácil terem medo de você, quando souberem que é de Natal.

— Deveríamos ter a CPI da violência?

Duvido muito. Apesar desses números, acredite, nosso efetivo da Policia Civil ainda está com déficit de quase 76% e a responsabilidade dessa falta de policiais é do Governo. Hoje, na Policia Civil, existem 980 agentes, 178 escrivães e 150 delegados. Totalizando 1.308 policiais para garantir a segurança de todo RN. Você talvez não saiba, mas deveríamos ter 5.150. O concurso que está em andamento oferece 350 vagas que não servirão nem para repor as aposentadorias.

E na PM? Hoje, dos 13.466 cargos da Polícia Militar somente 8.000 estão preenchidos, mostrando um déficit de 40%. Meu perplexo leitor, está entendendo porque não tem como reduzir os crimes se nem o básico nós temos? Claro que somente o acréscimo do efetivo não resolve. O problema é muito enraizado, amplo e complexo. É preciso investimentos em Educação, Políticas Públicas e muito mais. No entanto, sem polícia é impossível. Não vou falar do aparelhamento das polícias. Vou deixar com sua imaginação.

— É a economia, estúpido!

A frase cunhada por James Carville, estrategista político de Bill Clinton, durante a campanha de 1992 contra George H. W. Bush, deveria ser repetida para nossos políticos. Seja em NY, Rio de Janeiro ou Natal, a violência sempre é consequência da economia. Não é fácil morar em Natal, RN, Brasil. Não é só nossas vidas e pertences que perdemos com a criminalidade. A inflação tem roubado nosso poder de compra; a corrupção nos rouba a esperança; e as fake news nos roubam a verdade.

— É a eleição, idiota!

A situação deve piorar.

Uma educação que não ensina e está disponível para bem poucos devido a pandemia, trará resultados ainda mais desesperadores para a economia e, por conseguinte, aumentará a criminalidade.

Infelizmente, é mais fácil manipular as pessoas sem instrução. Outra coisa, Natal é cercada de favelas por todos os lados. Uma rota de fuga sempre próxima para bandidos. Desapropriar e remanejar parque local melhor? Nem pensar! No outro dia, apareceriam políticos caça-votos defendendo que a favela fique onde está. O politicamente correto também nos rouba soluções.

Não deve estar longe o dia em que as agências de turismo oferecerão opções de safari urbano, no qual os turistas testemunhariam nossa violência batendo selfies — protegidos dentro de carros blindados.

A situação não está assim por sua causa, assustado leitor. Mas depende de você ela continuar assim. Não é só nas urnas que você deve fazer sua parte, mas também nas redes sociais. Você já postou foto do seu chopp, do seu cachorro, do treino pago na academia, da sua roupa nova no elevador e do prato de macarrão. Agora chegou a hora de você pedir a CPI da Violência no RN. Temos que saber o porquê, entre 38 mil cidades no mundo, somos a 4a mais violenta. Por que o déficit enorme nas policias? Por que as audiência de custodia liberam tantos marginais? São tantos os porquês.

Por que você não faz alguma coisa?

Marcus Aragão
@aragao01

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Reposição Hormonal ou bomba? Esteróides podem aumentar 800% o risco de doença do coração. Por Aragão.

 

— Cuidado para não chamar de “reposição hormonal” aquilo que, na prática, funciona como uso estético ou indiscriminado de anabolizantes.

A banalização do termo “reposição hormonal” pode estar transformando corações em bombas-relógio. Deve ser muito tentador ficar em forma, ganhar músculos, perder gordura e ganhar disposição e vitalidade que há tempos não sentia. Mas tudo na vida tem um preço. 

É fundamental escolher médicos criteriosos e conscientes dos prejuízos para a saúde que o uso indevido dos anabolizantes pode provocar. 

Hoje parece que todo mundo precisa de uma reposição hormonal. — Será?

É só entrar em qualquer academia e ver o desfile de corpos sarados que, sem o empurrãozinho do êmbolo da seringa, não seriam tão sarados assim.

O uso de esteroides anabolizantes androgênicos (EAA) tornou-se um problema de saúde pública entre frequentadores de academias. 

  • Cardiomiopatia: Aumento do risco em 790%.
  • Insuficiência Cardíaca: Risco 263% maior.
  • Infarto Agudo do Miocárdio: Chances de ataque cardíaco elevadas em 200%.
  • Intervenções Coronárias: Risco 195% maior.
  • Tromboembolismo Venoso: Aumento de 142% no risco de coágulos e embolias.
  • Arritmias: Elevação de 126% nas irregularidades dos batimentos.

O estudo “Cardiovascular Disease in Anabolic Androgenic Steroid Users”, publicado na prestigiada revista Circulation da American Heart Association, traz alertas contundentes sobre o impacto dessas substâncias no coração. A pesquisa foi liderada por Josefine Windfeld-Mathiasen.

Os pesquisadores acompanharam 1.189 homens que receberam sanções por uso de anabolizantes na Dinamarca por 11 anos. Os resultados revelaram que o uso de EAA está associado a um risco substancialmente maior de doenças cardíacas graves e precoces.

O ganho muscular acelerado impõe um fardo cardíaco altíssimo. Windfeld-Mathiasen e seus colegas reforçam que médicos devem manter vigilância rigorosa sobre pacientes com histórico de uso de EAA, integrando essa conscientização na prática clínica e em esforços de saúde pública.

— Reposição hormonal é válida para quem realmente precisa. E isso, somente um bom médico pode diagnosticar. 

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Curso de Educação Física do UNI-RN conquista nota máxima no ENADE pela segunda vez.

O curso de Licenciatura em Educação Física do Centro Universitário UNI-RN conquistou nota 5 no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE), avaliação realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. O resultado coloca a graduação entre os cursos mais bem avaliados do país e reforça a qualidade do ensino ofertada pela instituição.

Esta é a segunda vez que o curso atinge a avaliação máxima no Exame. O ENADE busca medir o rendimento dos alunos concluintes em relação aos conteúdos programáticos, competências e habilidades previstas nas diretrizes curriculares.

“O ENADE é um dos principais indicadores de qualidade do ensino superior brasileiro. Esse resultado reflete o esforço contínuo em alinhar nossa matriz curricular ao que há de mais moderno na formação docente” , destaca o Reitor do UNI-RN, professor Daladier Pessoa Cunha Lima.

Para a coordenação do curso, o desempenho dos estudantes valida o modelo pedagógico adotado pela instituição, que combina fundamentação teórica com vivências práticas. A professora doutora Sônia Maia, coordenadora da graduação, aponta que o foco na formação responsável é o diferencial para o mercado de trabalho:

“Este resultado consolida o processo de formação que o UNI-RN desenvolve. Mostra como a instituição está atenta às demandas sociais, preparando profissionais qualificados, inovadores e humanizados para atuar na educação básica” , avalia.

Voltada para a formação de professores, a Licenciatura em Educação Física do UNI-RN foca na prática pedagógica e no desenvolvimento humano, preparando os futuros profissionais para os desafios de inovação no ambiente escolar e na gestão de projetos sociais e esportivos.

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Hospital inaugurado por Allyson: faltou estrutura, mas sobrou marketing. Por Aragão.

— Não adiantaria colocar um chapéu de vaqueiro em cada médico ou em cada enfermeiro. Isso seria ainda mais marketing! Falta estrutura de verdade no Hospital de Mossoró. Falta UTI e condições de atender a população de forma efetiva.

Allyson inaugurou o Hospital Municipal Francisca Conceição da Silva cercado de forte divulgação. Meses depois, surgiram críticas sobre a capacidade operacional da unidade e sobre sua aptidão para funcionar como equipamento hospitalar.

Inaugurou com muito “oba-oba”, mas agora é só “opa-opa”:

— Não tem UTI.
— Não pode atender casos complexos.
— Não abre nos finais de semana.
— Não está integrado à rede pública.
— Tem apenas 10 leitos.

Quem apontou esses pontos preocupantes foi o Secretário Estadual de Saúde. Em entrevista ao Diário do RN, Alexandre Motta reforçou as críticas e afirmou que, tecnicamente, a unidade não possui capacidade para funcionar como um hospital de maior complexidade.

Segundo Motta, o hospital possui estrutura limitada, com apenas 10 leitos e sem UTI, o que restringe o atendimento a cirurgias eletivas simples e pacientes considerados de baixo risco.

“Toda cirurgia tem algum grau de imprevisibilidade. Se acontecer uma situação dessa lá, ele vai ter que encaminhar esse paciente para alguma porta de urgência”, alertou.

De acordo com Motta, pacientes que apresentem complicações precisam ser transferidos para hospitais estaduais com suporte de UTI. Inclusive, segundo o secretário, recentemente dois pacientes foram encaminhados ao Hospital Regional Tarcísio Maia após intercorrências registradas no hospital municipal.

Outro ponto questionado é o funcionamento restrito da unidade, sem atendimento de urgência e emergência nos finais de semana, o que caracterizaria a modalidade de policlínica.

“O Hospital de Mossoró consegue fazer cirurgias eletivas de pequeno porte e, quando chega o final de semana, fecha”, afirmou o secretário.

Enfim, precisamos de ações efetivas para resolver os problemas reais da população. Em outras palavras, não é um chapéu de vaqueiro que faz a diferença, mas o que está debaixo dele.

Fonte: Diário do RN

Fotos: Prefeitura de Mossoró e Fenafim

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Novo plano PetMais Cuidado amplia cobertura e reforça assistência completa para pets no RN.

Com serviços que vão da telemedicina a cirurgias e internação, plano chega para atender demanda por soluções mais abrangentes

A Unimed Natal, em parceria com o Meu Pet Club, lança o PetMais Cuidado, novo plano de saúde pet com cobertura ampliada e foco em oferecer mais segurança e tranquilidade aos tutores. A novidade surge a partir da crescente busca por opções mais completas de assistência, reunindo em um único pacote serviços que atendem desde cuidados básicos até procedimentos de maior complexidade.

Com mensalidade de R$ 79,90, o PetMais Cuidado inclui telemedicina 24 horas, consultas eletivas e de urgência, exames laboratoriais simples e complexos, exames de imagem, atendimento ambulatorial, vacinas, cirurgias, anestesia, internação e assistência funeral. O plano também contempla exames cardiológicos e exames de imagem avançados, ampliando o suporte em diferentes fases da vida do animal.

Segundo o gerente de Comunicação e Marketing da Unimed Natal, Lucas Bonavides, o lançamento atende a uma demanda identificada entre os próprios clientes. “Observamos um movimento crescente de tutores em busca de planos mais completos, que garantam cobertura ampla e reduzam preocupações em momentos delicados. O PetMais Cuidado nasce justamente para oferecer esse suporte, reunindo serviços essenciais em uma única solução”, afirma.

A proposta do novo plano é garantir previsibilidade de custos e acesso facilitado a uma rede de serviços, reduzindo impactos financeiros em situações inesperadas. A iniciativa reforça o posicionamento da Unimed Natal em ampliar seu portfólio de soluções e acompanhar as necessidades das famílias, que cada vez mais consideram os pets como parte integrante do núcleo familiar.

O PetMais Saúde, com planos a partir de 9,90 já está disponível para contratação em todo o Rio Grande do Norte, com adesão online pelo site: petmaissaude.com.br.

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Encontro de Escolas Legislativas vai reunir representantes das câmaras de 80 municípios

Com presença expressiva de representantes de cerca de 80 municípios do Rio Grande do Norte, acontecerá no dia 21 de maio o V Encontro dos Representantes das Escolas do Legislativo do RN (EREL). Promovido pela Escola da Assembleia Legislativa do RN (EALRN), o evento se tornou espaço de articulação entre câmaras municipais, Assembleia Legislativa e instituições parceiras, com foco na formação cidadã e na interiorização da educação legislativa.

Criado para incentivar a criação e o fortalecimento de escolas legislativas municipais, o evento conta também com uma programação de grande valor para as câmaras municipais, além de valorizar o compartilhamento de práticas bem-sucedidas, contemplando duas importantes iniciativas: a realização do prêmio “Melhores Práticas em Educação Legislativa no RN – 2026” e a Mostra das Escolas Legislativas do RN.

O presidente da Associação Brasileira das Escolas do Legislativo e de Contas, Roberto Lamari, é presença confirmada no evento. Ele participará também de uma das atividades – mediando o debate sobre a ‘Educação legislativa como instrumento de participação e desenvolvimento do RN’.

Para o Diretor da Escola da Assembleia Legislativa do RN, José Bezerra Marinho Jr., a grande contribuição de um encontro como o EREL é a efetiva construção do futuro, sendo preparado no presente. “O papel do vereador é fundamental para a democracia, e as escolas legislativas precisam estar cada vez mais próximas da população, como uma atividade-meio essencial. Para isso, o trabalho em rede é estratégico, porque fortalece essa missão, que está diretamente ligada ao desenvolvimento dos municípios a médio e longo prazos”, destaca.

O EREL traz também a segunda edição do Prêmio Melhores Práticas em Educação Legislativa do RN, que reconhece projetos das Escolas Legislativas municipais que fortaleçam a cidadania, capacitem servidores e o poder legislativo local. Com 13 escolas inscritas sob os critérios do edital publicado, o prêmio selecionará projetos executados em 2025, em três categorias. A premiação acontecerá ao final da programação do Encontro.

Inovação
Com uma atividade inovadora, inédita no âmbito das escolas legislativas, a Escola da Assembleia traz em 2026 a Sala de Afetos, atividade voltada para reflexão sobre a saúde mental e qualidade de vida no ambiente de trabalho.
Podem participar os servidores das câmaras municipais que atuam nos setores de recursos humanos e gestão de pessoas. O objetivo é disseminar uma cultura de segurança psicológica no enfrentamento da violência e do adoecimento.
Liderada pelas psicólogas Rita de Cássia Araújo Alves Fernandes e Sarita Cesana, a proposta é que, por meio de uma metodologia ativa e não-invasiva, ativem-se as capacidades reflexivas, criativas, investigativas e propositivas dos participantes.  Trata-se de uma prática pedagógica que não apenas transmite conteúdo técnico, mas também mobiliza os sentimentos e pensamentos dos participantes, estimulando um novo agir e promovendo uma prática mais humana, acolhedora, encorajadora e inovadora.”

Destaques da programação
9h00 Solenidade de Abertura
9h30 Palestra: Educação Legislativa e a Consciência Política – Prof. Bruno Silva / Cientista Político
11h00 Apresentação: Projeto Protagonistas do Amanhã – Desª Maria de Lourdes M. de Azevedo / Presidente do TRE/RN
11h30 Palestra: As Escolas do Legislativo: Transformação social, inovação e democracia – Gustavo Brito / Diretor Legislativo da ALRN
– Intervalo para almoço –
13h30 Mostra das Escolas do Legislativo do RN
14h30 Mesa Redonda: Educação legislativa como instrumento de participação e desenvolvimento do RN
Mediação – Roberto Lamari – Presidente da ABEL
Debatedores:
Adriana Carla
Karine Symonir (Mestre em Demografia e Doutora em Educação pela UFRN)
Nilo Bairros (Diretor-Executivo do Instituto Legislativo Brasileiro – ILB)
15h30 Entrega do Prêmio “Melhores Práticas em Educação Legislativa no RN – 2026”

Serviço:
Como se inscrever: Através do Aplicativo da Escola da Assembleia. Disponível para sistemas IOS e Android.

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Encontro fortalece atuação das Procuradorias da Mulher no RN

Com ampla participação de representantes de diversas regiões do estado, o II Encontro das Procuradorias da Mulher no Legislativo Potiguar reuniu cerca de 500 pessoas nesta terça-feira (12), no auditório do Hotel Praiamar Arena, em Natal. Promovido pela Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ProMulher/ ALRN), o evento consolidou-se como um espaço de diálogo, articulação institucional e fortalecimento das políticas públicas voltadas às mulheres no estado.

Ao longo de uma programação extensa, durante todo o dia, parlamentares, procuradoras da mulher, representantes de órgãos públicos, especialistas, servidores, lideranças femininas e convidados participaram de debates, painéis e apresentações voltadas ao fortalecimento da rede de proteção e à ampliação da atuação das Procuradorias da Mulher nos municípios potiguares.

O encontro teve como foco principal incentivar a interiorização das Procuradorias da Mulher, ampliar o diálogo entre os legislativos municipais, fortalecer as ações de acolhimento, proteção e garantia de direitos para as mulheres potiguares e incentivar a participação de mulheres na política. A programação abordou temas essenciais relacionados ao enfrentamento da violência de gênero, políticas públicas, representatividade feminina e fortalecimento institucional.

O momento simbolizou uma grande conquista para o Rio Grande do Norte. Em apenas 2 anos, a ProMulher celebrou a criação de 58 procuradorias  espalhadas por todas as regiões do estado, unindo uma rede que já se tornou referência pela sua capacidade de integração e compromisso com a defesa dos direitos das mulheres, ultrapassando o número de coordenadorias e secretarias da mulher nos municípios.

A procuradora especial da mulher da Assembleia Legislativa do RN, deputada estadual Cristiane Dantas, destacou a importância da união entre os legislativos e o compromisso coletivo na construção de políticas públicas mais eficazes.

“O que vivemos aqui hoje foi um grande movimento de união em defesa das mulheres do Rio Grande do Norte. Ver tantas representantes reunidas, compartilhando experiências e fortalecendo essa rede de proteção, mostra que estamos avançando. As Procuradorias da Mulher têm transformado realidades nos municípios e seguem sendo instrumentos fundamentais de acolhimento, orientação e garantia de direitos”, destacou Cristiane Dantas.

O Encontro marcou também o lançamento oficial do Observatório da Mulher Potiguar, iniciativa que nasce com a proposta de reunir dados, monitorar indicadores e fortalecer a construção de políticas públicas voltadas às mulheres em todo o estado. A ferramenta deverá contribuir para ampliar o acesso à informação, subsidiar ações institucionais e fortalecer o enfrentamento à violência de gênero.

Dentre os debates, foram ministradas palestras por especialistas que abordaram temas relacionados à violência política contra mulher, fortalecimento e articulação da rede de proteção, protagonismo feminino, políticas públicas e experiências exitosas desenvolvidas em diferentes municípios.

Durante o encontro, foram compartilhadas experiências e boas práticas das Procuradorias da Mulher já implantadas em câmaras municipais potiguares, incentivando a criação e consolidação de novos espaços de acolhimento e representação feminina nos legislativos.

A deputada Carla Dikcson, procuradora adjunta da Camara Federal, ressaltou a relevância do trabalho da Procuradoria da Mulher da ALRN, que foi a primeira e única do Brasil a receber o selo de Procuradoria Modelo.

“O fortalecimento das Procuradorias da Mulher no Rio Grande do Norte foi reconhecido nacionalmente com muito orgulho como uma iniciativa de diálogo, integração e construção coletiva em defesa das mulheres.”

Presente no encontro, o presidente da Assembleia Legislativa do RN, deputado Ezequiel Ferreira, ressaltou a importância da atuação da ProMulher e do fortalecimento das políticas públicas voltadas às mulheres.

“Este encontro demonstra o compromisso da Assembleia Legislativa com a defesa das mulheres potiguares. A Procuradoria da Mulher tem desempenhado um papel extremamente relevante no fortalecimento das redes de proteção e na interiorização dessas ações pelo estado. A Assembleia segue apoiando iniciativas que promovam cidadania, acolhimento e mais oportunidades para as mulheres”, afirmou Ezequiel Ferreira.

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Um Papangú e uma cultura nua de significado não devem receber verbas públicas. Por Aragão.

— Quanto talento é necessário para dar cambalhotas nu, melado de tinta?

Você poderia pensar que somente um papangu precisa utilizar a nudez para chamar atenção para sua peça. Mas o fato é ainda pior: chamada a atenção, não existe entrega alguma.

O ator parece se entregar a uma convulsão suja de tinta em sua apresentação “Papangú” na UFRN. Nada tem propósito. Nada é comunicado, exceto uma intenção de agredir quem assiste e tentar culpar quem se sentiu agredido por se sentir assim.

A falta de conexão com a população é tão grande que não se conseguiu nada do povo, exceto exacerbar ainda mais a rejeição a essa “convulsão” ou, na melhor das hipóteses, a uma cultura sem conteúdo.

Não fomentou a cultura negra. Foi um desserviço, pois a verdadeira cultura negra é linda na música, no ritmo, na dança, na literatura, no cinema, na política e em inúmeras áreas.

— Machado de Assis e Lima Barreto fizeram verdadeira cultura na literatura;
— Nelson Mandela, Obama e Martin Luther King Jr., na política;
— Raça Negra, Cartola e Martinho da Vila, na música;
E exemplos não faltam de pessoas negras que fizeram e fazem arte de verdade.

Destinar dinheiro público para uma peça que desagrada parte significativa do povo brasileiro é um contrassenso. Utilizar um lugar de fala, para nada comunicar?

Gostaria o ator de diminuir preconceitos? Não conseguiu.
Teria o ator a intenção de combater desigualdades? Não conseguiu.
Pensaria em difundir a cultura negra? Não conseguiu. A apresentação não é vista como manifesto cultural.

A forte rejeição nas redes sociais mostra que grande parte da população não apoia gastos públicos em apresentações dessa natureza. Principalmente um papangu fake pois o tradicional não anda nu.

o problema não é a liberdade artística, mas quando o choque parece substituir a própria arte.

— O ator pregou uma peça na plateia

Não sabendo dançar como o Olodum, não sabendo cantar como Djavan, nem escrever como Machado de Assis, o ator se viu despido de conteúdo. Se tivesse a humildade de ensinar uma receita de bolo em sua apresentação, não saciaria a fome cultural, não alimentaria a alma, mas, para quem esperava um espetáculo, levaria ao menos bolo.

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Álvaro Dias Fortalece Pré-Candidatura com Apoios em Campo Redondo, Passa e Fica e Tibau

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, vem intensificando sua agenda política e consolidando apoios expressivos em regiões estratégicas do estado, como o Agreste, a Costa Branca e o Trairi. Nos últimos dias, o ex-prefeito de Natal tem acumulado a adesão de prefeitos, vereadores e lideranças tradicionais, fortalecendo sua musculatura política para a disputa de 2026.

No Agreste potiguar, um dos movimentos mais significativos ocorreu em Passa e Fica, onde a tradicional família Lisboadeclarou apoio oficial ao seu projeto. A articulação, que contou com a participação do deputado estadual Tomba Farias, uniu o atual prefeito Flaviano Lisboa, os ex-prefeitos Agnaldo Pereira, Celú Lisboa, Pepeu Lisboa e Léo Lisboa, além de seis vereadores e oito ex-vereadores. Para Álvaro Dias, receber um apoio tão sólido de um grupo com tamanha representatividade fortalece a caminhada e o compromisso com o desenvolvimento municipal.

Na região da Costa Branca, Álvaro Dias cumpriu agenda em Tibau, onde recebeu o apoio do vereador Nildo Cruz, do ex-vice-prefeito Padeca e de Luiz Nazareno, presidente da Associação Santos Dumont. Na ocasião, ele conheceu o projeto “Economia do Mar”, que sugere incentivos à pesca e a criação do Museu do Mar. O pré-candidato destacou que propostas que valorizam a identidade regional e impulsionam a economia local serão prioridades em uma futura gestão.

Já no Trairi, a pré-candidatura recebeu um reforço de peso em Campo Redondo. O prefeito da cidade, ao lado da vice-prefeita e de todos os nove vereadores, selou a união do grupo político em torno de Álvaro Dias e Babá. O apoio chama atenção pelo simbolismo político, visto que o prefeito integra a base de lideranças como Ezequiel Ferreira e João Maia.

Com essas alianças em Campo Redondo, Passa e Fica e Tibau, Álvaro Dias reafirma a estratégia de ouvir as demandas locais e unir diferentes forças políticas para construir um projeto de governo focado no desenvolvimento do interior do Rio Grande do Norte.

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“Papel Cagado”, propina e outras sujeiras investigadas na Operação Mederi. Por Aragão

De acordo com informações do Blog do Dina, para viabilizar o desvio de dinheiro público, o esquema utilizava o código “papel cagado”. Segundo a PF, o termo refere-se ao faturamento de notas fiscais sem a entrega efetiva dos medicamentos. Em Apodi, por exemplo, os sócios mencionaram que o “chefe” mandaria faturar mais R$ 80 mil porque “gosta mais de papel” do que de remédio. Segundo a investigação, esse mecanismo permitiria que recursos públicos fossem desviados e retornassem aos envolvidos por meio de supostas propinas.

A expansão do esquema ocorria por meio do sistema de “carona” (adesão a atas de registro de preços), que evitava novas licitações. Em Pau dos Ferros, a PF identificou que licitações eram “preparadas” com requisitos técnicos que excluíam pequenas empresas, garantindo que a Dismed vencesse a maior parte dos lotes. O contrato 078/2025 de Pau dos Ferros foi firmado via adesão a uma ata de Mossoró, justamente o processo onde a PF identificou a suposta propina de 15% ligada a Allyson.

A política do Oeste potiguar está sob o escrutínio da Operação Mederi, uma investigação da Polícia Federal (PF) que apura um esquema de corrupção envolvendo a distribuidora de medicamentos Dismed. Segundo os relatórios enviados ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), o que começou como uma investigação na gestão do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), revelou-se uma rede que se expandiu para as prefeituras de Apodi e Pau dos Ferros.

O cerne da investigação baseia-se em escutas ambientais captadas pela PF na sede da Dismed. Em diálogos de maio de 2025, os sócios da empresa discutem o pagamento de “comissões de 15%” sobre o valor das ordens de compra. De acordo com as transcrições, esses percentuais de propina são atribuídos diretamente a Allyson Bezerra pelos próprios investigados.

É importante destacar que a investigação ainda está em curso. Embora os relatórios da PF apontem indícios de fraudes e possíveis pagamentos ilícitos, não há, até o momento, condenação definitiva dos citados.

Foto: Reprodução

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Allyson, o problema não é o chapéu de vaqueiro. Mas a carapuça de um personagem. Por Aragão.

Criar um personagem para ajudar o marketing não é proibido. Qualquer um pode criar. O problema é a população menos esclarecida deixar de enxergar o candidato real e confundi-lo com o personagem.

Vejamos o Allyson contra as oligarquias. Era um traço do seu personagem anterior, utilizado para vencer as eleições para prefeito. Hoje em dia, mudou. Outro personagem entrou em cena. Allyson hoje caminha de mãos dadas com os Maias e os Alves, as maiores oligarquias do RN.

Enquanto prefeito, arrochava o funcionalismo da prefeitura. Hoje em dia, defende a redução da jornada 6×1. Não há ilegalidade nisso. Há marketing.

Adoro o chapéu de vaqueiro. Um símbolo do povo nordestino. Você o utiliza não como o povo nordestino usa, mas como um adereço do marketing político. O chapéu não aparece como expressão natural de uma identidade cotidiana. Surge como elemento de comunicação política, utilizado para reforçar a imagem de homem simples, popular e perseguido pelas elites.

Você vestiu a carapuça quando disse que iria começar a usá-lo direto. Se vai começar a usá-lo direto, é porque não o usava. Então era somente marketing. Mas isso a gente já sabia.

Na minha opinião, uma característica presente nos personagens construídos por Allyson é a vitimização e a habilidade de comunicar com excelência as narrativas baseadas nela. O perseguido ou o pobrezinho. Rosalba fez uma ironia sobre sua vitimização, e você aproveitou muito bem.

Particularmente, espero que o povo do RN saiba discernir entre o que é personagem e o que é real. E possa escolher democraticamente não o melhor chapéu, mas o que está debaixo dele.

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