Há poucas semanas, a Câmara Municipal de Natal protagonizou um verdadeiro show de incompetência ao perder o prazo no processo de cassação da vereadora Brisa. Depois, num ato de submissão desavergonhada, ajoelhou-se perante o presidente da Casa, Eriko Jácome, elogiou os envolvidos e arquivou o processo.
Nesta semana, fomos surpreendidos por uma nova denúncia contra a vereadora Brisa. Poucos dias depois, fomos novamente sobressaltados ao saber que as acusações eram falsas ou careciam de fundamento. O vereador Eliabe simplesmente levou a denúncia ao plenário sem checar previamente as informações.
Nesse meio-tempo, como uma fábrica de aberrações em ritmo acelerado, a vereadora Brisa passou a ameaçar a livre imprensa — pilar da democracia — para que não divulgasse seu mais recente imbróglio. Em outras palavras, pressionou toda a mídia a escrever sobre o assunto.
O resultado foi imediato: Brisa levantou uma tempestade de posts, matérias e reportagens por toda a imprensa. Já imaginou, espantado leitor, se a mídia cedesse? Viraria moda calar jornalistas no mesmo instante.
A livre imprensa existe para esclarecer os fatos e buscar a verdade. Não é calando a mídia, mas permitindo que ela fale, que isso se torna possível — como, aliás, está acontecendo neste momento.
O caso da cassação de Brisa acendeu os holofotes sobre o dia a dia da Câmara de Vereadores. E foi ao observar as trapalhadas que tivemos uma noção mais clara do que se passa lá dentro.
Enfim, podemos respirar aliviados com a entrada da Câmara Municipal em recesso, poupando-nos de mais vexames neste restinho de ano. Esse, ao menos, já é um belo presente de Natal. Gratidão.
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