Não é de hoje que se escuta a forte atuação da empresa de coleta de lixo do Mario Sérgio Macedo Lopes — o Mário do Lixo — em diversas cidades e estados do Brasil.
Esse sucesso todo é amplamente comemorado. Sua festa de aniversário, por exemplo, foi apoteótica, dizem que foi uma noite de puro glamour e atrações como Raça Negra, Durval Lellis, Eliane do Forró e a banda Granfith; Comenta-se em custo superior a R$ 2 milhões somente para esta festa.
— É preciso reciclar.
Só que pelo menos para a justiça, uma parte desse lixo é formada por corrupção. É que a Justiça do Rio Grande do Norte condenou um ex-secretário de Obras de Parnamirim e empresário que foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPRN) pelos crimes de corrupção passiva e ativa.
O caso foi investigado no âmbito da Operação Pequeno Rio. A denúncia do MPRN apresentou três episódios de corrupção entre maio e julho de 2016, durante a gestão do então prefeito de Parnamirim, Mauricio Marques.
A sentença foi proferida pela 2ª Vara Criminal de Parnamirim. As investigações apontaram que o ex-secretário Naur Ferreira da Silva solicitou e recebeu vantagem indevida, e o empresário Mário Sérgio Macedo Lopes pagou ou prometeu a propina.
Como resultado da atuação do MPRN, Mário Sérgio Macedo Lopes foi condenado por dois crimes de corrupção ativa, totalizando 3 anos, 10 meses e 24 dias de reclusão, com a pena substituída por restritivas de direito. Naur Ferreira da Silva foi condenado por três crimes de corrupção passiva à pena total de 5 anos, 2 meses e 12 dias de reclusão.
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