A Fecomércio realizou um estudo, publicado na Tribuna do Norte, indicando que os terrenos que perderam a concessão poderiam movimentar, por ano, quase R$ 600 milhões na economia local. Esses terrenos têm potencial para receber R$ 1,4 bilhão em investimentos.
Ora, podemos deduzir que, se tivessem sido construídos há 40 anos, conforme o combinado, poderiam estar movimentando esses quase R$ 600 milhões todos os anos ao longo de quatro décadas. Portanto, quase R$ 600 milhões x 40 = quase R$ 24 bilhões “perdidos” — ou melhor, deixaram de entrar na nossa economia.
Vejamos como não foi apenas o turismo que perdeu. Não foi apenas o povo potiguar que perdeu acesso à praia, mas toda a economia do RN, que deixou de receber quase R$ 24 bilhões.
— A pesquisa da Fecomércio foi fundamental para elucidar essa questão, trazendo subsídios sobre quanto perdemos a cada ano: quase R$ 600 milhões.
Isso sem calcular os investimentos paralelos que atrairíamos com toda essa estrutura presente na cidade. Estimo que seria muito mais que o dobro desse valor, sem falar na geração de empregos para nossa gente. Foi, de fato, uma grande perda para o estado quando as empresas que deveriam construir os hotéis simplesmente não o fizeram ao longo dos 40 anos.
Felizmente, nossa esperança renasce com a decisão do TCE/RN em suspender essas concessões — que nada fizeram em 4 décadas —, pois permitirá, por meio de novas licitações, que outros empresários possam investir de verdade no desenvolvimento do turismo e da economia do RN, gerando emprego, renda e esperança.
Sem a decisão do TCE, esse assunto não estaria na mídia, não estaria em lugar nenhum — seriam apenas os eternos castelos de areia da Via Costeira.
Em tempo: Vale lembrar que o estudo da Fecomércio considera o potencial econômico da construção de hotéis em 8 terrenos na Via Costeira. Desses, sete tiveram as concessões suspensas pelo TCE/RN.
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