Os Correios estão quebrando. Mas como é Correios, deve atrasar um pouco mesmo. Por Aragão.
— 10 bilhões de prejuízo, apenas 25% de participação de mercado, serviço de péssima qualidade — e Lula ainda é contra a privatização.
Atualmente, os Correios são sinônimo de atraso, lentidão e burocracia. É o retrato perfeito de um país arcaico, que não se modernizou, que pensa na ecologia mas esquece da tecnologia — e, por isso, paga caro. E o pior: faz o brasileiro pagar caro duas vezes. Primeiro, quando precisa postar; e segundo, pelos rombos bilionários que geram prejuízos enormes à nação. Sem falar no prejuízo indireto causado pelos atrasos constantes na entrega de qualquer mercadoria.
Não é à toa que atravessa uma das maiores crises de sua história. No ano de 2025, a empresa acumula um rombo financeiro que pode superar R$ 10 bilhões, resultado de sucessivos prejuízos, má gestão de fundos previdenciários e operações deficitárias que pressionam o caixa do governo federal. Políticos roubaram o sistema previdenciário, o Postalis, e os próprios aposentados têm que pagar essa conta.
— Ainda quer concorrer com as entregas da Amazon e do Mercado Livre?
Enquanto a estatal perde relevância, sua fatia no mercado de entregas representa hoje menos de 25%, sendo ultrapassada por concorrentes privados altamente eficientes, como Amazon, Mercado Livre, FedEx, DHL e inúmeras transportadoras nacionais. No e-commerce, que exige agilidade e rastreamento em tempo real, os Correios acumulam reclamações por atrasos, extravios, falhas no atendimento e filas intermináveis.
Apesar do cenário alarmante, o presidente Lula mantém sua posição contrária à privatização da empresa, alegando a necessidade de integração nacional e proteção dos empregos — mesmo quando a estatal compromete boa parte do orçamento público, obriga aportes de bilhões do Tesouro e despende recursos para fechar agências, demitir funcionários e honrar dívidas trabalhistas.
Mais um monopólio que deve cair muito em breve — está atrasado até nisso, pois já devia ter caído.
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