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Audiência na Assembleia sobre escala 6×1 define encaminhamentos e amplia debate no RN

A discussão sobre o fim da escala 6×1 chegou à Assembleia Legislativa do RN, na tarde desta segunda-feira (27). Proposta pela deputada Divaneide Basílio (PT), a audiência pública reuniu membros da bancada federal do Rio Grande do Norte, representantes do Ministério Público e Governo do RN, além de membros de sindicatos, federações e movimentos estudantis.

No início do evento, houve uma apresentação cultural (Mística) de trabalhadores de inúmeros setores da sociedade, com a utilização de bandeiras dos movimentos sociais presentes, música e palavras de ordem, além da declamação de um poema.

Em seguida, foi veiculada uma reportagem produzida pela TV Assembleia, com pontos e contrapontos a respeito do assunto.

“Eu já fiz parte desta escala, então eu sei o quanto é difícil uma rotina de trabalho tão pesada, e eu queria estudar, mas era muito difícil. Como voce faz uma escala de trabalho que pesa todos os dias? E como dividir o horário com os estudos? Por isso, hoje quando eu penso nessa escala, com relação às mulheres, às mães atípicas, por exemplo, qual o dia que essas mulheres têm para elas mesmas?”, questionou Divaneide Basílio.

Para o presidente do Sindsuper-RN (Sindicato dos Trabalhadores de Supermercados do RN), Marcos Santana, a jornada menor irá proporcionar menos desgaste físico, mental e emocional para os colaboradores do setor.

“Nós vamos ter mais tempo para lazer, para a nossa rotina religiosa, os jovens vão poder estudar melhor e, acima de tudo, os nossos trabalhadores terão menos cansaço físico, mental e emocional, que é o que estamos vendo hoje na nossa categoria”, destacou.

Já o presidente da Central Única dos Trabalhadores do RN (CUT-RN), Irailson Nunes, argumenta que o fim da escala atual irá gerar aumento de produtividade.

“Pesquisas já nos mostram que 70% a 73% da população brasileira aprova o fim da escala de trabalho 6×1. E nós sabemos o quanto isso vai melhorar a qualidade de vida do trabalhador, levando-o a desempenhar melhor suas funções, aumentando consequentemente sua produtividade”, frisou.

Em seguida, a deputada propositora voltou a comentar que “já que se fala tanto em mudança de valores, agora existe a oportunidade de pensarmos quais iremos repassar para os nossos filhos”.

“Solidariedade, respeito e direitos iguais. Eu acredito que, no futuro, as pessoas irão entender que o justo é dar o mesmo direito para todos. E isso vai equilibrar a nossa sociedade”, concluiu a parlamentar.

Na sequência, o supervisor do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Ediran Teixeira, fez uma explanação dos principais aspectos que envolvem o tema, como a desigualdade no Capitalismo; a luta pela redução da jornada de trabalho; as dimensões do tempo do trabalho; os dados atuais da jornada de trabalho e escala 6×1; os impactos positivos do fim da escala 6×1; e os desafios para o movimentos sindical e popular.

“Essa demanda dos trabalhadores não é de hoje. Ela vem de séculos atrás, desde a instituição do capital, quando brigavam por menores jornadas de trabalho – e alguns até tiveram suas vidas ceifadas ao longo da história. O Capitalismo sempre foi o lugar das desigualdades, e o cidadão sempre teve apenas o suor do seu trabalho. O que sobra dos nossos salários é basicamente o que temos para sobreviver”, enfatizou.

O supervisor falou também sobre a desigualdade na distribuição de renda no Brasil.

“O percentual 1% mais rico detém 19,7% de toda a renda produzida no País. Os 10% mais ricos ficam com 56,8% da renda; e os mais pobres têm, na verdade, mais dívidas do que renda. Então, por um lado temos uma apropriação enorme da riqueza e, por outro lado, os 50% mais pobres têm mais endividamento. Por isso os trabalhadores precisam ter mais tempo livre: não apenas para descansar e evitar adoecimentos, mas para discutir quais rumos querem para as suas vidas, como um todo”, disse.

Finalizando, Ediran Teixeira afirmou que os trabalhadores estão num processo constante de adoecimento e não aguentam mais.

“E aqui os números são muito alarmantes. Dados de 2025 apontam que 83,2% das pessoas do setor privado estão trabalhando acima de 44 horas semanais e recebendo apenas um salário mínimo. Além disso, 40% dos trabalhadores do setor de comércio pedem demissão por causa da jornada de trabalho excessiva”, finalizou.

De acordo com o deputado federal Fernando Mineiro (PT), o embate entre capital e trabalho não é de hoje.

“Desde sempre o capital busca ter mais força de trabalho à sua disposição, e o trabalhador busca mais direitos. Vem de muito longe a luta do sindicalismo brasileiro pela redução da jornada de trabalho. A linha do tempo nos mostra que muitas pessoas lutaram antes de nós. E essa discussão de hoje começou a ganhar força com o Movimento VAT (Vida Além do Trabalho), que foi abraçado pela deputada Érika Hilton, talvez hoje a parlamentar mais forte das redes sociais. Então, quando a deputada levantou a pauta, ela ganhou muita força”, destacou Mineiro.

Ainda segundo o deputado, a força de trabalho brasileira que está na escala 6×1 (acima de 40 horas semanais) corresponde a cerca de ? dos trabalhadores de carteira assinada.

“Nós temos cerca de 14 milhões de brasileiros sob o regime da escala 6×1, particularmente quem está nos Serviços Gerais e no Comércio. Por isso, nós estamos colocando a família no centro do debate. Nós queremos que as pessoas tenham mais tempo para a familia, para se cuidar, para estudar e cuidar da vida, porque as pessoas hoje vivem para trabalhar. O trabalhador chega em casa esgotado – e mais ainda as mulheres, que em sua maioria ainda vão cuidar da casa e dos filhos”, detalhou.

O parlamentar federal também trouxe o dado de que mais de 80% dos trabalhadores da jornada 6×1 recebem até dois salários mínimos.

“Então eles são duplamente prejudicados: pela questão da jornada e pelo salário menor. Além disso, quem não é afetado diretamente pela escala 6×1 certamente tem alguém da família que é. Portanto, aonde eu quero chegar? Nós temos que ampliar esse debate e envolver toda a sociedade, ir para as ruas e juntar os movimentos sociais”, acrescentou.

Sobre as votações na Câmara dos Deputados, Fernando Mineiro disse que os dois projetos que tratam do assunto (de 2019 e 2025) passaram na CCJ e, na semana que vem, será implantada uma Comissão Especial para votar o mérito da pauta.

De acordo com o Procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho do RN, Gleydson Gadelha, a discussão não é linear, pois não atinge todos da mesma forma, seja com relação a gênero, escolaridade, nivel social ou remuneração.

“Para discutir jornada, primeiro temos que notar que os mais atingidas por elevadas jornadas são as mais desprotegidas, a exemplo dos negros e dos trabalhadores do setor de serviços”, iniciou.

Para o procurador, nós temos, sim, condições de diminuir a jornada para 40 horas e concentrar o trabalho em 5 dias.

“Isso porque o capital se acumulou muito nos últimos anos. Nós nunca tivemos tanto dinheiro na mão de tão poucas pessoas. Outra questão é que o ser humano não consegue manter o foco no trabalho tantas horas seguidas, pois nós temos um mundo inteiro ao nosso redor. Também existe a questão da própria empresa. Boa parte dos setores hoje está tendo apagão de mão de obra. As pessoas não aguentam ficar muitos anos no mundo do trabalho, porque o modelo de exploração do trabalho é insustentável. Então, para que tenhamos empresas funcionando e para preservar as pessoas, a gente precisa racionalizar o atual modelo de jornada”, concluiu.

Continuando os discursos, a deputada federal Natália Bonavides (PT) ressaltou que o fim da escala 6×1 é um tema fundamental para os trabalhadores.

“Esse tema trata do nosso tempo e do direito de viver bem. Hoje a lei permite uma jornada de 44 horas semanais, que é uma rotina pesada, prejudica a saúde, o convívio familiar, a possibilidade de estudo e lazer. Por isso nós estamos firmes para mudar essa realidade”, destacou.

A parlamentar acrescentou que reduzir a jornada sem diminuir os salários “não é só proteção social, é estratégia de desenvolvimento e bem-estar das pessoas”.

“A história mostra que isso não causa colapso econômico. Portanto, agora nos cabe ouvir a voz que vem das ruas. A mobilização cresceu muito no último ano e no Congresso nós não podemos ignorá-la. Portanto, contem conosco nessa luta!”, finalizou.

Em seguida, a advogada e integrante do Movimento Brasil Popular, Elisa Maria, ressaltou que esse é um dos temas mais importantes da classe trabalhadora atualmente.

“Foi assunto do plebiscito de 2025, que tocou nos principais pontos da desigualdade social brasileira: a alta carga de trabalho que a população brasileira sofre, somada à alta carga tributária, do ponto de vista de que quem menos recebe, mais paga impostos”, disse, complementando que a pauta nasceu de debates levantados pelo Movimento Feminista.

“Portanto, a luta pelo fim da escala 6×1 é central, pois esse é um modelo que rouba tempo, adoece corpos e aprofunda desigualdades. Defender o fim da escala 6×1 é defender o direito de viver com dignidade, enfrentando a lógica neoliberal que transforma a vida em mercadoria”, finalizou Elisa Maria.

Na sequência, o Superintendente Regional do Trabalho e Emprego no RN, Cláudio Gabriel Júnior, elogiou a iniciativa do presidente Lula ao encaminhar a pauta, em regime de urgência, para a Câmara, a fim de acelerar o processo.

“A fala dele foi muito feliz, principalmente quando disse que ‘o fim da escala 6×1 é um passo para um País mais justo e com mais qualidade de vida’. Mais justo, a meu ver, porque o salário mínimo é muito baixo, fruto de um sistema que compreende o trabalhador como apenas mais um meio de produção. Nós vemos como naturais jornadas excessivas e exaustivas. E não pode ser assim. Então essa proposta signifca um equilíbrio de forças, já que a distribuição da riqueza não se deve dar somente em forma de retorno salarial. Uma jornada menos extenuante representa, sim, uma forma de distribuir riqueza, pois também é um ganho para os trabalhadores”, destacou.

Por fim, o subsecretário de Trabalho da SETHAS, George Vieira, fez um resumo histórico, citando algumas conquistas importantes da classe trabalhadora ao redor do mundo.

“Eu venho do meio empresarial. Fui empresário durante 30 anos e agora estou no governo. Mas eu nunca saí do lado de vocês. E eu sei que a hora é agora. Essa pauta será vencida, com certeza, porque o momento é propício”, opinou.

O subsecretário também citou pesquisas brasileiras que concluíram que a redução da jornada de trabalho acarreta um aumento de mais de 60% na conclusão de tarefas, além de gerar um aumento de 85% no engajamento dos funcionários.

“Então, é fato que a experiência vai dar certo. Todos nós precisamos de um tempo para nós e para a nossa família”, concluiu.

Ao final da audiência, foram elencados dois encaminhamentos. O primeiro foi o envio de ofício à Diretoria de Comunicação da ALRN, requerendo a produção e veiculação de materiais jornalísticos com informações sobre as condições de saúde dos trabalhadores que atuam em regime de escala 6×1, identificando os recortes de gênero, raça e idade como elementos fundamentais. O segundo encaminhamento foi sobre a elaboração de uma carta aberta, pelas centrais sindicais, e seu posterior envio à presidência do Legislativo Estadual, para que os deputados possam aderir voluntária e publicamente.

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Unimed Natal alcança classificação econômica “Ótima” em avaliação da Unimed do Brasil

Cooperativa obteve 96 pontos no monitoramento econômico-financeiro e reforça solidez da gestão e capacidade de investimento

A Unimed Natal alcançou a classificação econômica “Ótima” no relatório de Monitoramento Econômico-Financeiro da Unimed do Brasil, referente a abril de 2026. Com 96 pontos, a cooperativa recebeu uma das mais elevadas categorias de avaliação do Sistema Unimed, resultado que reflete avanços na sustentabilidade econômico-financeira e no fortalecimento da governança.

Entre os principais indicadores destacados pela avaliação estão o cumprimento de todos os requisitos regulatórios exigidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a inexistência de qualquer regime especial de acompanhamento ou intervenção, além de índices de liquidez, solvência e capital regulatório acima dos limites exigidos. O relatório também aponta a manutenção da estabilidade assistencial e financeira da cooperativa e o crescimento sustentável da carteira de beneficiários, que atualmente supera 196 mil vidas.

Para o diretor-presidente da Unimed Natal, Dr. Márcio Rêgo, o resultado demonstra o compromisso da cooperativa com uma gestão responsável e voltada para o futuro. “Essa classificação é fruto do trabalho conjunto dos nossos cooperados, conselhos, diretoria e colaboradores. Mais do que um indicador econômico, ela representa a recuperação da capacidade de investimento da cooperativa e a construção de bases sólidas para continuarmos crescendo com sustentabilidade e segurança para os nossos beneficiários e para a nossa sociedade médica”, afirma.

O desempenho reforça a trajetória de fortalecimento da cooperativa e sua preparação para enfrentar os desafios do setor, mantendo o foco na eficiência operacional, na sustentabilidade financeira e na ampliação da capacidade de cuidar da saúde dos potiguares.

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75 dias e contando. Licitação de Publicidade do Governo do RN segue cheia de mistério.

Desde 30 de março, quando os envelopes foram abertos, já se passaram 75 dias. Até agora, o Governo do RN não publicou o resultado do julgamento das propostas da licitação de publicidade.

— Um desrespeito às agências de publicidade.

O Rio Grande do Norte conta com agências de excelência, algumas entre as melhores do Nordeste e até com reconhecimento internacional. Participar de uma licitação desse porte não é simples: exige investimento de tempo, recursos financeiros e a mobilização de grandes equipes de profissionais. As exigências são elevadas.

Segundo fonte ouvida pelo blog, haveria uma tentativa de transformar uma pequena imprecisão do edital — que sequer teria sido questionada por qualquer dos participantes — em motivo para cancelar e refazer a licitação.

Qual seria a razão para isso? Algum licitante foi efetivamente prejudicado? Algum interesse foi contrariado?

O mercado publicitário e os veículos de comunicação merecem respeito e aguardam respostas. A transparência é indispensável em um processo dessa relevância.

Esse imbróglio não contribui para a imagem institucional do Governo do RN.

— Calar não é uma opção.

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A partir de agora você pode descobrir o câncer de intestino, antes de sentir qualquer sintoma, gratuitamente pelo SUS.

Ministério da Saúde anunciou um novo protocolo para rastreamento do câncer colorretal durante agenda oficial em Lyon.

A nova estratégia utilizará o Teste

Imunoquímico Fecal (FIT) para auxiliar na identificação precoce da doença em pessoas assintomáticas entre 50 e 75 anos.

O objetivo da medida é ampliar a prevenção e reduzir mortes relacionadas ao câncer colorretal, atualmente considerado um dos tipos mais comuns no Brasil.

O exame será oferecido gratuitamente pelo SUS, ampliando o acesso ao diagnóstico precoce para milhões de brasileiros.

Especialistas reforçam que descobrir a doença precocemente aumenta significativamente as chances de tratamento e controle.

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No amor, o para sempre é feito de agoras. Por Bruno Montenegro Ribeiro Dantas.

Somos todos mortais até o primeiro beijo e após a segunda taça de vinho, escreveu Eduardo Galeano. Talvez nisso resida uma das mais belas verdades sobre o amor. Ele nos desmente a finitude por instantes. Não nos torna eternos, mas suspende, por um breve milagre, a contabilidade do tempo.

Amar é algo que mais se sente do que se explica. O verbo encanta, mas é o gesto que confirma. À sua maneira, Machado de Assis sabia disso e advertiu: “A melhor definição de amor não vale um beijo de moça namorada.”

De fato, a vida não tarda em ensinar, dentre tantas lições, que por vezes é melhor ser feliz do que ter razão, para lembrar Ferreira Gullar. O amor não é tribunal onde se colecionam vitórias, mas casa em que se aprende, pouco a pouco, a desarmar o orgulho.

Aos casais, neste Dia dos Namorados, endereço a mensagem de Emily Dickinson, que serve de título a estes brevíssimos escritos: “o para sempre é feito de agoras”. Não há eternidade que não comece na delicadeza deste minuto presente. Que, no horizonte dos futuros possíveis, descortine-se, não sem algum otimismo, um desejo: o de envelhecer ao lado de quem ainda nos inaugura.

No fim, tinha razão Vinícius de Moraes: bastar-se a si mesmo certamente é a maior solidão. Afinal, é o outro, na sua diferença, que nos completa e nos torna mais humanos.

Bruno Montenegro Ribeiro Dantas é Juiz de Direito.

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Contrato da Prefeitura de Macaíba no valor de R$ 4,2 milhões, com indícios de irregularidades, é suspenso pelo TCE.

Nova dor de cabeça para o prefeito Emídio Jr. Uma contratação de R$ 4,26 milhões firmada entre a Prefeitura de Macaíba e a Funpec foi suspensa por decisão cautelar do TCE-RN.

A auditoria identificou indícios de irregularidades na dispensa de licitação utilizada para viabilizar o contrato.

Entre os pontos analisados estão a natureza dos serviços contratados, a dimensão do levantamento previsto e outros aspectos relacionados à execução do acordo.

Diante do risco de possíveis prejuízos aos cofres públicos antes da conclusão da análise, o Tribunal determinou a suspensão da contratação, da execução do contrato e dos pagamentos vinculados ao acordo.

A decisão é cautelar e o processo continuará em tramitação para julgamento de mérito, quando a regularidade da contratação será analisada de forma definitiva.

Deslize para entender os principais
pontos da decisão.

Fonte: TCE

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Taxa de iluminação pública da Neoenergia: por que os 167 prefeitos do RN nada fazem?Por Aragão

Muito já falei sobre as controvérsias envolvendo a Neoenergia Cosern, seja pela compensação de créditos de energia solar, pela qualidade do atendimento, pelos reajustes nas tarifas ou pela própria condição de monopólio da distribuição de energia. Entretanto, existe um tema que depende principalmente das 167 prefeituras do Rio Grande do Norte: a contribuição destinada ao custeio da iluminação pública.

Mesmo sendo crítico do Governo do Estado, é preciso reconhecer quando há uma medida favorável ao consumidor. A suspensão da cobrança do ICMS sobre esse item até o fim do ano representa um alívio para muitas famílias potiguares.

Por outro lado, muitos consumidores continuam enfrentando um aumento expressivo na cobrança relacionada à iluminação pública. Nesse ponto, cabe lembrar que a definição dessa contribuição é de competência dos municípios, por meio das prefeituras e das respectivas câmaras de vereadores. A distribuidora apenas realiza a arrecadação quando autorizada pela legislação local.

Diante disso, fica o apelo para que os 167 prefeitos e vereadores do Rio Grande do Norte reavaliem essas cobranças e considerem medidas que reduzam o peso da conta de energia sobre a população. Se o Governo do Estado abriu mão de parte de sua arrecadação para aliviar o bolso do cidadão, espera-se que os municípios também avaliem caminhos para diminuir esse custo adicional suportado pelas famílias potiguares.

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Van provoca grave acidente na BR-101, sentido Recife/João Pessoa.

Foi preso e autuado em flagrante o motorista da van que provocou um capotamento após uma briga de trânsito na tarde desta quarta-feira (10), na BR-101, no limite entre Conde e João Pessoa.

Apesar do susto, o motorista do veículo de passeio que capotou saiu ileso. Ele era o único ocupante do automóvel.

Fonte: Flávio Fernandes TV

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MPRN pede na Justiça retomada de concurso da Polícia Militar do Rio Grande do Norte

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio da 70ª Promotoria de Justiça de Natal, entrou com um pedido na Justiça para derrubar a suspensão do concurso público da Polícia Militar. O recurso foi apresentado após uma decisão judicial interromper o andamento do processo seletivo poucos dias antes da aplicação da prova objetiva. A ação original que havia paralisado o certame foi movida pela Defensoria Pública do Estado contra o Estado do RN.

A urgência do pedido do MPRN se justifica pelo fato de que a prova objetiva estava marcada para o próximo domingo (14). O MPRN destaca que a suspensão repentina gera graves transtornos e prejuízos financeiros para os candidatos, muitos dos quais já arcaram com custos de viagem e hospedagem para realizar o exame. Além disso, a paralisação adia ainda mais o preenchimento de cargos na corporação que estão desocupados há anos.

Atraso de 5 anos

O concurso da Polícia Militar oferece 125 vagas para o Curso de Formação de Praças de Saúde e 21 vagas para o Curso de Formação de Praças Músicos. A seleção já acumula um atraso de quase cinco anos, considerando o prazo estabelecido em uma decisão judicial anterior que determinava a realização do certame. Diante do deficit de pessoal na instituição, o Ministério Público argumenta que a interrupção prejudica o interesse público na segurança.

A suspensão determinada pela Justiça atendeu a questionamentos da Defensoria Pública sobre a falta de reserva de vagas para pessoas com deficiência e o percentual de cotas raciais adotado. Contudo, o MPRN defende que o edital está correto porque segue estritamente as leis do Estado do Rio Grande do Norte vigentes para a categoria. O MPRN argumenta que as regras locais devem prevalecer sobre a norma federal.

Em relação à ausência de vagas reservadas para pessoas com deficiência, o MPRN esclarece que a medida está baseada na Lei Estadual número 4.630 de 1976. Essa legislação estabelece que a natureza e os riscos da atividade militar exigem plena capacidade física, visual, auditiva e mental dos profissionais. Por esse motivo, as vagas para os setores de saúde e música da corporação também seguem o regime militar e não as regras dos servidores civis.

Sobre a cota racial, o MPRN reforça que o edital obedece aos parâmetros da Lei Estadual número 11.015 de 2021. A Defensoria Pública contestava o modelo e pedia a aplicação de uma lei federal que amplia os percentuais e o público-alvo. O promotor de justiça responsável pelo caso pontua que a União não impôs essas regras aos Estados, cabendo ao legislador estadual definir os critérios de seus próprios concursos.

O MPRN também pondera que a suspensão do concurso não seria necessária mesmo se as regras fossem modificadas no futuro. Caso a ação da Defensoria Pública seja julgada procedente ao final do processo, os candidatos beneficiados poderiam obter a preferência na classificação ou na nomeação sem a necessidade de paralisar todo o certame. O órgão ressalta que as pessoas com deficiência e os grupos incluídos nas cotas puderam se inscrever normalmente.

Diante desses fatores, o MPRN requereu ao Tribunal de Justiça do RN a concessão de um efeito suspensivo para neutralizar a decisão anterior de forma imediata. O objetivo final do recurso é reformar a decisão e garantir a continuidade de todas as etapas do concurso público.

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Allyson, a pesquisa da Veritá não é “papel cagado”. Por Aragão.

Para viabilizar o desvio de dinheiro público, o suposto esquema da Prefeitura de Mossoró, investigado pela Operação Mederi, utilizava o código “papel cagado”. Segundo a Polícia Federal, o termo se refere ao faturamento de notas fiscais sem a entrega efetiva dos medicamentos. De acordo com a investigação, esse mecanismo permitiria que recursos públicos fossem desviados e retornassem aos envolvidos por meio de supostas propinas.

“Papel cagado” se refere a algo fake. A uma nota fiscal sem a entrega dos medicamentos ou, se me permitem ampliar o raciocínio, a uma pesquisa que entrega o papel, mas não a informação verdadeira.

Defensores de Allyson tentaram descredibilizar a pesquisa da Veritá que mostrou Álvaro Dias em primeiro lugar e vencendo em todos os cenários. E mais: mostrou Allyson em 3º lugar. Tendência de queda?

A indústria das fake news e da boataria tentou confundir as pessoas, dizendo que a pesquisa havia sido suspensa pelo TRE. Não foi, não foi! O leitor pode acessar o site do TSE e consultar o registro da pesquisa (RN-06276/2026) para verificar que ela está válida.

Essa atitude demonstrou desespero. O time de Allyson acusou o golpe porque sabe, por exemplo, que a Veritá teve um acerto impressionante nas eleições para prefeito. Vale a pena lembrar:

— Paulinho Freire teve 55,34% dos votos (a Veritá apontou 55,5% antes da votação).

— Natalia Bonavides teve 44,66% dos votos (a Veritá apontou 44,4% antes da votação).

A pesquisa da Veritá cumpriu seu papel. Um papel limpo. Mas há quem não goste.

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Álvaro Dias lidera sucessão estadual e venceria todos os cenários de segundo turno, aponta Instituto Veritá.

O cenário para a disputa ao Governo do Rio Grande do Norte em 2026 apresenta o pré-candidato Álvaro Dias (PL) em posição de destaque, de acordo com o levantamento mais recente do Instituto Veritá divulgado nesta terça-feira. Os dados revelam que o ex-prefeito de Natal não apenas lidera as intenções de voto, como também sairia vitorioso em todos os confrontos diretos simulados para um eventual segundo turno.

Desempenho nas Intenções de Voto Na modalidade de pesquisa espontânea, onde os nomes não são apresentados aos entrevistados, Álvaro Dias aparece com 42,2% dos votos válidos. Ele é seguido por Cadu Xavier (PT), que registra 30,8%, e por Allyson Bezerra (União Brasil), com 24,9%.

Ao considerar a pesquisa estimulada (com lista de nomes), o representante do PL mantém a dianteira com 41,6% dos votos válidos. Cadu Xavier aparece com 28,3% e o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, com 27,8%.

Simulações de Segundo Turno O estudo também projetou embates diretos entre os nomes mais citados. Em uma disputa contra Allyson Bezerra, Álvaro Dias alcança 52% contra 48% dos votos válidos. Já em um cenário contra o candidato do PT, Cadu Xavier, a vantagem de Álvaro se amplia para 58% contra 42%.

Os números reforçam o momento favorável para Álvaro Dias, que tem expandido sua base de apoio em várias regiões potiguares, e se consolidado como o principal nome de oposição à atual gestão estadual para o próximo pleito executivo.

Metodologia: A pesquisa foi realizada entre os dias 27 e 31 de maio, contando com 1.220 entrevistas em todas as regiões do estado. O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro é de 3 pontos percentuais. O levantamento está devidamente registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo RN-06276/2026.

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