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Confea apoia o 2º Encontro Regional dos Engenheiros Agrônomos realizado pelo SEA/RN

A conselheira federal Ana Adalgisa participou, nos dias 29 e 30 de setembro, do 2º Encontro Regional dos Engenheiros Agrônomos, promovido pelo Sindicato dos Engenheiros Agrônomos do Rio Grande do Norte (SEA/RN) com o apoio e patrocínio do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).

O evento reuniu profissionais, lideranças e representantes de entidades de classe para discutir o papel da agronomia no desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Norte, fortalecendo o diálogo entre a categoria e as instituições que representam o setor.

Durante o encontro, Ana Adalgisa destacou a relevância da agronomia como área essencial para o crescimento econômico, a produção de alimentos e a sustentabilidade ambiental, reafirmando o compromisso do Confea em valorizar e apoiar o trabalho dos engenheiros agrônomos em todo o país.

Com iniciativas como o Encontro Regional, o sistema Confea/Crea reforça sua missão de estimular o aperfeiçoamento técnico, fortalecer a representatividade profissional e impulsionar o desenvolvimento do Brasil por meio da engenharia e da inovação.

#CreaRN #Confea #Agronomia #Engenharia #AnaAdalgisa #Desenvolvimento #RioGrandedoNorte #ConfeaCrea #EngenheirosAgrônomos #Sustentabilidade #SEA #SEARN

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Maria de Fátima 05 out 2025

👏👏👏👏👏

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Como o CREA-RN vem edificando resultados. Por Aragão.

A vida está sempre em movimento — e o CREA também. Seja na busca da melhoria contínua para atender demandas, aperfeiçoar processos ou ainda antecipar necessidades em um mundo cada vez mais conectado e dinâmico.

O desafio do CREA-RN é gerar valor e alinhar a percepção com a realidade de que a entidade é muito mais que a emissão de ARTs e CATs. É dar movimento, protagonismo e se posicionar ao lado do associado. — Mas como construir tudo isso?

Primeiro, a fundação. Transparência que gera confiança — essa é a argamassa que promove a união com o associado. Em apenas sete meses, o CREA-RN saiu do último lugar para o primeiro entre todos os CREAs do Brasil no quesito Transparência na Gestão.

Depois, fazendo o básico bem feito. Sim, sabemos que, para muitos, a emissão de 10.000 ARTs, 800 CATs e 5.000 atendimentos pela central de atendimento, com nota 4,69 (máximo 5), poderia ser considerada excelente. Mas quem busca excelência sabe que é preciso fazer sempre mais. E é justamente isso que vem sendo feito com iniciativas como o HUB CREA.

O HUB CREA surge como um espaço de convergência de soluções. E, para estar ainda mais ao lado do associado, oferece desde cowork gratuito, endereço fiscal e comercial sem custo até a assinatura digital PF e PJ a preço de custo. Além de mentoria individualizada e cursos de aperfeiçoamento, como, por exemplo, a Jornada de Capacitação desenvolvida pelo Sebrae com módulos de empreendedorismo, inovação e IA.

É preciso estar próximo ao associado também nas obras, nas ruas e por todo o estado. O CREA-RN tem levado sua força técnica para as ruas e instituições. Seja no mutirão da Ribeira para avaliar fachadas em risco, na fiscalização de usinas solares e eólicas durante a Força-Tarefa Nacional, em parceria com a Cosern para reforçar a segurança elétrica ou no convênio com o TCE-RN para acompanhar obras públicas com mais rigor e transparência.

Acima de tudo, o CREA quer construir pontes com seus 18.000 associados através da ampliação dos canais de relacionamento. Em breve, estará implantando um canal pelo WhatsApp privativo. Assim, você vai perceber o CREA cada vez mais perto, na palma da sua mão.

Um CREA que não apenas fiscaliza, mas edifica resultados. Resultados que se transformam em confiança, inovação e valor para cada associado.

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O Brasil invadido pela China ou EUA. Por Aragão

O complexo de vira-latas deixou de ser apenas um distúrbio emocional e virou a psique padrão de uma legião de brasileiros.

É assim que enxergo os que sonham com uma intervenção dos EUA ou da China no Brasil.

Quem viaja para o exterior sabe: muitas vezes somos tratados como cidadãos de segunda categoria. O preconceito existe, é real, e não precisa de muita experiência internacional para ser percebido. Inclusive, nossos soldados na Segunda Guerra eram servidos com a chamada refeição de “3ª classe”, diferente da comida destinada aos americanos e ingleses — um fato registrado por Campiani Maximiano em Barbudos, Sujos e Fatigados. Isso é passado, sim, mas não deixa de ser revelador.

E não foi só no front. Quem conhece a história sabe que, durante a guerra, os americanos “botavam boneco” por aqui: desrespeitavam mulheres acompanhadas, ridicularizavam brasileiros em bares e provocavam brigas nas boates da Ribeira.

— Se já existe preconceito entre nós mesmos, imagine vindo de fora.

O brasileiro do Sudeste ainda chama o nordestino de “Paraíba”. Agora imagine americanos ou chineses desembarcando por aqui e se deparando com nossas favelas, nossas ruas tomadas por mendigos, estradas esburacadas, saneamento precário, escolas públicas em frangalhos, um sistema de leis que não funciona.

A ficha só cairia quando víssemos nossa gente sendo presa por estrangeiros, submetida a regras impostas, vivendo humilhações inevitáveis em situações de ocupação. O arrependimento viria tarde demais — e numa época em que a intolerância global já está no auge.

O raciocínio é simples. Da mesma forma que nos encantamos com cidades desenvolvidas, o estrangeiro, ao pisar em nosso atraso, pode se sentir no direito de olhar com superioridade. E nós, brasileiros, seguiríamos tendo que engolir essa situação indefinidamente, porque o país ainda está longe do desenvolvimento que merecemos.

Nunca ví uma nação mover um dedo que não fosse por interesse econômico. Se fosse pela democracia ou pela justiça, ajudariam a Africa. Eis a verdade: ou celebramos e defendemos nossa independência todos os dias, ou reviveremos, na pele, o que os povos indígenas sentiram em 1500.

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Notícia boa: Chocolate suíço, remédios e até bacalhau norueguês podem ficar mais baratos no Brasil.

Amém! É difícil termos notícias boas no Brasil da atualidade. Então, aproveitemos o que temos: Depois de 8 anos de negociações, o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) — formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein — fecharam um acordo histórico.

O tratado prevê a liberalização de 97% das exportações entre os blocos e pode reduzir preços de produtos cobiçados, como chocolates, medicamentos e o legítimo bacalhau norueguês.

— Será bom para importar e para exportar. 

Ainda falta a aprovação parlamentar, mas o acordo abre caminho para ampliar o comércio internacional e dar mais acesso a mercados de alta renda.

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Morre o empresário José Eduardo Vila.

Nota de Pesar

Recebemos com tristeza a notícia do falecimento do empresário José Eduardo Vila, fundador do Grupo Morada da Paz, neste domingo, aos 75 anos.

Um nome que marcou o Rio Grande do Norte pelo empreendedorismo, pela dedicação e pelo legado construído ao longo de décadas.

Nossos sentimentos à família, aos amigos e a todos que compartilham dessa perda.

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O vazio americano e a urgência de um projeto brasileiro. Por Fernando Rocha

O conteúdo a seguir é de autoria do articulista e não expressa, obrigatoriamente, o posicionamento do Blog Marcus Aragão.

Na entrevista concedida em agosto de 2024 à CNN Brasil, o economista e imortal Eduardo Giannetti foi direto: os Estados Unidos não são modelo de sociedade. Ao contrário, tornam-se cada vez mais um espelho de uma civilização adoecida, onde o valor da pessoa se reduz ao sucesso econômico e onde o fracasso financeiro se traduz em desprezo social. Angus Deaton já chamava atenção para o fenômeno das mortes por desespero, e Giannetti reforça que esse é um traço sistêmico: a expectativa de vida nos EUA caiu antes da pandemia, despencou durante ela e segue em queda.

O assassinato do ativista Charlie Kirk insere-se nesse quadro maior. Não se trata apenas de um ato de violência política, mas da expressão mais aguda de uma sociedade marcada pelo vazio existencial. Quando o único valor social é o sucesso material, a vida humana perde densidade simbólica. O “outro” deixa de ser alguém com dignidade intrínseca e passa a ser um obstáculo, um competidor ou um inimigo. A comemoração pública do homicídio é um sintoma ainda mais grave: a normalização do ódio como linguagem política.

Giannetti lembra que a crise de identidade americana é também uma crise semântica: ser “mediano” na renda equivale, nos EUA, a ser um “loser”, um derrotado, embora tal posição coloque o cidadão entre os 5% mais ricos do mundo. A contradição é brutal e revela como a lógica do sucesso econômico absoluto se converte em medida única de valor humano. Isso corrói a autoestima coletiva e, em última instância, desumaniza as relações.

É nesse ponto que sua provocação ao Brasil ganha relevância: não devemos importar esse colonialismo mental que toma o padrão americano como régua universal. O desafio brasileiro é construir um projeto nacional de valores próprios, preservando o que Giannetti chama de “doce sentimento da existência”: a afetividade, as raízes afro-indígenas, o sentido de comunidade. Em vez de nos iludirmos com a miragem do “sonho americano”, urge definir qual é o sonho brasileiro — um que não sacrifique a dignidade humana em nome de uma corrida desenfreada por números.

A morte de Charlie Kirk, longe de ser apenas um episódio trágico da política americana, funciona como um alerta global. Sociedades que reduzem a vida ao êxito econômico criam desertos de sentido, nos quais florescem tanto o desespero silencioso quanto a violência aberta. Cabe ao Brasil aprender com esse colapso identitário e, ao mesmo tempo, reafirmar políticas públicas que consolidem nossos valores: educação de base de qualidade, segurança cidadã e uma economia a serviço da convivência e não do individualismo predatório.

Porque, ao contrário da lógica americana, o Brasil tem chance de mostrar ao mundo que civilização também se mede pelo afeto.

 

Fernando Rocha é Procurador da República.

Comentários (4)

Carlos 14 set 2025

Muito bom

Gleidson Paulino 14 set 2025

Ótimo texto. Concordo com Giannetti

Maria de Fátima 14 set 2025

Ótima reflexão.

Albanisa 14 set 2025

Sensacional, viva Fernando Rocha e você Aragão por compartilhar conosco.

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CREA-RN e Prefeitura de Natal promovem mutirão de avaliação na Ribeira

Após os bairros mais antigos da cidade registrarem desabamento de fachadas, órgão reúnem parceiros para uma ação conjunta.

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Norte (Crea-RN) e a Prefeitura de Natal, através de diversas secretarias, estão organizando uma ação conjunta no bairro da Ribeira. O objetivo é unir forças com universidades e instituições para identificar fachadas mais críticas, com risco de acidentes. Após fazer registro fotográfico, os órgãos competentes vão fazer um trabalho de identificação dos proprietários destes imóveis.
“A ideia surgiu de uma funcionária do Crea que viu uma oportunidade aqui de contribuir com a sociedade através da nossa fiscalização. Então articulamos com os órgãos responsáveis como poderíamos proteger a sociedade. Queremos evitar acidentes como o que vimos acontecer em junho. A ideia aqui é identificar fachadas com maior risco e chamar os proprietários à responsabilidade”, afirmou Roberto Wagner, presidente do Crea-RN.

Uma reunião de alinhamento com diversos órgões parceiros aconteceu na sede do Crea para definir as prioridades da ação. O início do trabalho está marcado para o sábado, dia 13 de setembro. Além de profissionais do Crea e de diversas secretarias da Prefeitura de Natal, a UFRN vai participar com alunos e professores do curso de Engenharia Civil.

Janela Urbana
Durante o mutirão, as equipes do Crea, Prefeitura de Natal, UFRN e instituições vão registrar tudo através de um app desenvolvido pela equipe de Gestão de Tecnologia e Informática do Crea. O App vai ser um repositório de fotos e observações que usa georreferenciamento para organizar melhor as fachadas observadas. O repositório ficará disponível para futuras ações de identificação dos responsáveis dos imóveis que precisam de manutenção.

Acidentes preocupantes
Parte de um casarão antigo desabou sobre um prédio vizinho na madrugada da quinta-feira, 27 de março, em Natal. O caso aconteceu na Rua Frei Miguelinho, na Ribeira, bairro histórico onde fica a zona portuária da cidade. Segundo moradores da região, o caso aconteceu durante a madrugada e não deixou ninguém ferido. Em junho, um homem morreu após uma marquise desabar no bairro do Tirol.

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Maria de Fátima 07 set 2025

👏👏👏👏👏

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CREA-RN Será anfitrião da Força-Tarefa Nacional de fiscalização em setembro.

A região Oeste do Rio Grande do Norte é o cenário da 7ª edição da Força-Tarefa Nacional de Fiscalização (FTNF), que acontece entre os dias 22 e 26 de setembro. A ação vai trazer cerca de 80 fiscais de todo o país para fiscalizar projetos e atividades de energia renováveis, com coordenação do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).

Nosso estado é reconhecido pela geração de energias renováveis, e vai ajudar os conselhos do país a padronizar a fiscalização deste tipo. Teremos 17 equipes formadas por cerca de 60 fiscais vão fiscalizar em cidades como Mossoró, Assú, Serra do Mel, tanto atividades em usinas solares fotovoltaicas quanto eólicas.

“Estamos investindo no Setor de Fiscalização. Isso vai desde carros novos, equipamentos eletrônicos modernos e treinamentos. Temos um BI que acompanha a produtividade do setor. E entramos na fase de criar uma fiscalização mais inteligente, baseada em dados”, destaca o engenheiro eletricista Roberto Wagner, presidente do Crea-RN.

A troca de experiências e o conhecimento agregado tem um objetivo claro: melhorar a fiscalização do Crea-RN. O presidente do Confea, engenheiro Vinicius Marchese, vem ao estado para participar da ação. “Nosso objetivo é padronizar os procedimentos em todo o País. Isso gera oportunidades de trabalho para os profissionais registrados”, afirma.

A iniciativa dá continuidade a uma série de operações realizadas desde. A primeira edição ocorreu em Salvador (BA), em junho do ano passado, seguida por ações em Rondon (PA), Boa Vista (RR) e Ribas do Rio Pardo (MS). Em 2025, as fiscalizações já foram realizadas em Belém (PA), Sinop (MT) e Campinas (SP).

Calendário de Forças Tarefas Nacionais
Desde então, foram realizadas as seguintes edições da Força-Tarefa Nacional de Fiscalização (FTNF):

  •    1ª FTNF: realizada em Salvador/BA, no período de 17 a 19 de junho de 2024;
  •    2ª FTNF: realizada simultaneamente em Rondon do Pará/PA e Boa Vista/RR, de 2 a 6 de setembro de 2024;
  •    3ª FTNF: realizada em Campo Grande/MS, nos dias 9 e 10 de dezembro de 2024;
  •    4ª FTNF: realizada em Belém/PA, de 12 a 16 de maio de 2025.
  •    5ª FTNF: em Sinop/MT, no período de 30 de junho a 4 de julho de 2025;
  •    6ª FTNF: em Campinas-SP, no período de 25 a 29 agosto de 2025;
  •    7ª FTNF: no Rio Grande Norte-RN, no período de 22 a 26 de setembro de 2025;

Está prevista ainda para este ano, a oitava edição:

  •    8ª FTNF: no Maranhão-MA, em data e local ainda a ser definido

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Maria de Fátima 05 set 2025

👏👏👏👏👏👏

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HUB-CREA. Reunindo soluções num só lugar.

HUB CREA-RN – Conectando para Avançar

Imagine um espaço onde ideias florescem, conexões acontecem e o aprendizado é constante. 🌱💡 Esse lugar existe: é o HUB CREA-RN.

Criado pela atual gestão do Crea-RN, o HUB é um ambiente vivo para profissionais e empresas da engenharia, agronomia e geociências. Nosso propósito é claro: unir talentos, gerar oportunidades e impulsionar o desenvolvimento profissional.

🚀 O que você encontra no HUB:

🔹 Coworking gratuito

Espaços inspiradores, disponíveis em Natal, Mossoró, Caicó, Pau dos Ferros, Assú e Currais Novos, com baias individuais, salas de reunião, internet de alta velocidade, projeção e ambiente climatizado.

🔹 Oportunidades de negócios

O HUB funciona como uma vitrine para talentos, projetos e empresas, conectando profissionais a demandas reais de mercado.

🔹 Parcerias estratégicas

Acesso a instituições educacionais, financeiras e empresariais que podem impulsionar sua carreira ou empresa.

🔹 Valorização profissional

O registro no CREA-RN ganha ainda mais valor: networking, aprendizado contínuo, novos negócios e um ambiente para trocar experiências.

🔹 Comodidade e flexibilidade

Agende sua sala online, organize reuniões com praticidade e aproveite um espaço pronto para receber você e seus clientes.

🔹 Endereço fiscal

Profissionais e empresas da área tecnológica com até 5 anos de atividade podem utilizar o endereço fiscal e/ou comercial do CREA-RN.

👉 Descubra tudo o que o HUB pode oferecer: hubcrea-rn.com

#HubCREARN #Engenharia #Agronomia #Geociências #Inovação

 

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Alessandro Bicca. Temos um Predador entre nós? Por Aragão.

Atendendo aos inúmeros pedidos que recebi, escrevo sobre um caso que tomou as redes sociais após o relato de Geovana Almeida. No centro da denúncia está o dentista Alessandro Bicca, cuja imagem pública de profissional respeitado contrasta com a experiência que ela decidiu expor: um padrão de violência meticulosa, requinte de crueldade e dominação psicológica que choca pelo cálculo e pela frieza.

À luz do dia, um homem cordial e aparentemente inofensivo. Mas, atrás das portas fechadas — ainda de acordo com seu relato —, a violência se agravava especialmente quando consumia álcool. Geovana contou que os sinais de abuso começaram com controle disfarçado de cuidado, passando por ciúmes, manipulação e isolamento social. Disse que se afastou da família e amigos e foi convencida a deixar o trabalho. A situação escalou até culminar em episódios de extrema violência física e mental. Geovana se mudou para a Europa com apoio da família, em busca de segurança e recomeço.

— Ele desferiu socos, chutes e me sufocou por diversas vezes. Bateu forte contra minha nuca e meu rosto, relatou Geovana.

A vítima afirma que, a cada três minutos, um novo ataque acontecia — o que, pelo relato, sugere que Alessandro não agia por impulso. Não era para “acabar logo” — e sim para mantê-la em estado permanente de pânico. Essa cadência, segundo especialistas, transforma a dor física em tortura psicológica, algo que a criminologia chama de sadismo instrumental: o sofrimento como ferramenta de controle.

— Me pegou pelos cabelos e me arrastou pelo chão por 2 metros, afirmou a vítima.

Será que Geovana poderia chorar? Imagino o quanto se sentiu reduzida a uma garotinha diante de uma autoridade com comportamento sádico.

O depoimento de Geovana mostra um martírio digno de filmes sobre psicopatas: sem defesa, sem fuga, sem chance de pedir ajuda. Aqui, damos voz a Geovana e a tantas outras mulheres que dizem ter sofrido abusos. A solução para casos assim está na reação da sociedade. A imprensa expõe, a população pressiona e o Judiciário deve fazer prevalecer a justiça — sinalizando aos agressores que se mantenham na coleira, com a focinheira apertada.

— O silêncio protege o agressor. A voz protege a vítima.

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