Arquivo de Opinião - Página 7 de 30 - Blog do Aragão Arquivo de Opinião - Página 7 de 30 - Blog do Aragão

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A APER se ajoelha perante a Neoenergia e esquece mais de 10 mil beneficiados da energia solar. Por Aragão.

Um associado da APER — Associação Potiguar de Energias Renováveis — procurou o Blog Marcus Aragão para relatar seu descontentamento com a postura da entidade. Uma postura que beira a submissão e prefere não incomodar a gigante monopolista Neoenergia Cosern que vem trazendo prejuízos crescentes aos geradores e os mais de 10 mil beneficiários da energia solar.

— A linha de atuação da APER é apenas uma sombra do que deveria ser.

O presidente da APER não se manifesta publicamente pressionando a Cosern para uma implantação mais rápida da solução sobre a não compensação de geração da energia solar. Bem, a APER mais parece um escritório de advocacia que quando fala é como se fizesse uma sustentação oral em defesa da Neoenergia.

— Nenhuma postagem da APER criticando o tema da não compensação da energia solar. Nenhuma.

Não creio que o presidente da APER receba algum incentivo ou vantagem para agir dessa maneira, suponho que seja medo mesmo. Poderia ser perseguido? Retaliado? Não seria impossível cogitar represálias de um poder tão desproporcional que se torna exorbitante através de uma concessão exclusiva do povo do RN.

— Se não pode com o pote, não pega na rodilha.

Esse receio em não incomodar a Cosern serve de estímulo para que os grandes grupos monopolistas continuem o processo de exaurir o segmento de energia renovável — frustrando o associado e afastando clientes da energia solar com polêmicas e prejuízos crescentes.

Hoje, a APER não está à altura do conflito vivido pelos geradores e seus respectivos clientes. O setor precisa de uma entidade que não hesite em acionar Procon, Aneel, Tribunal de Contas e Ministério Público quando necessário.

Por exemplo, por que ainda não protocolou Pedido de Providências junto ao Tribunal de Contas do RN para fiscalizar a concessionária quanto à Taxa de Iluminação Pública? Enquanto a APER protela, o associado continua no prejuízo.

— Que a APER reassuma sua postura na defesa dos geradores e beneficiários de energia renovável.

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Sandro Alves 08 jan 2026

O pior que não temos a quem recorrer, já fui numa agência da Cosern e diz, não se resolve aqui, já liguei e diz que nao se resolve aqui. Liguei para o 800 da compensação e não atendem. Um absurdo.

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O Brasil parou tudo para apostar (nunca o governo federal foi tão sincero). Por Luis Marcelo Cavalcanti.

Ontem, ao assistir ao sorteio da mega da virada (óbvio que também apostei), me deparei com essa vinheta da CAIXA estampada na foto. Sem querer, o próprio governo federal admite a tragédia que tomou conta do país nos últimos 05 anos. A frase dúbia, pensada para divulgar o prêmio bilionário da mega, atestou o que todos já sabem: o Brasil literalmente parou para apostar em Bets e jogos como o Tigrinho, que estão destruindo economia, famílias, empregos, relacionamentos e saúde mental.

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio, só em 2024 o setor varejista perdeu R$ 109 bilhões devido às apostas. Em Minas Gerais, a perda pode chegar a R$ 30 bilhões, reduzindo o PIB estadual em R$ 18 bilhões. (Fonte: G1/MG).

“São pessoas que jogam e usam os cartões de crédito de forma compulsiva e sem controle – como é próprio em todo o tipo de jogo de azar. Em apenas um ano, os brasileiros apostaram cerca de R$ 100 bilhões no Jogo do Tigrinho e outros”, revela estudo realizado pelo professor José Pastore, uma das maiores referências no assunto (O Estado de S.Paulo, 26 de setembro de 2024).

“O Hospital das Clínicas aqui em São Paulo já admite não ter mais estrutura para receber pessoas para tratar esse problema este ano. Estamos falando de saúde pública, de um problema que é uma epidemia”, explica Ione Amorim, consultora do IDEC.

Matéria publicada pela Agência Brasil aponta que os brasileiros destinaram cerca de R$ 240 bilhões às bets em 2024 e os beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões em bets, por meio de  Pix, em agosto de 2024, segundo o Banco Central.

A verdade é que, quando se unem vício e desilusão, o resultado não pode ser menos trágico. Os gatilhos de dopamina que o sistema de recompensas dispara no cérebro do apostador contumaz vem preencher, também, o vazio de quem já  não acredita ser possível alcançar sua independência financeira com trabalho duro e honesto. Reflexos de uma nação desorientada, abandonada e sem referencial de construção de uma carreira que não dependa de sorte ou azar.

Luis Marcelo Cavalcanti é Procurador do Estado e advogado.

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São Paulo não aceita a renovação da concessão na distribuição de energia elétrica. Por Aragão.

— O apagão de hoje à tarde (23/12) em Natal, que deixou 18 mil casas sem energia, me lembrou como o RN tem uma postura diferente de São Paulo.

A Aneel emitiu parecer técnico favorável à renovação da concessão tanto da Enel em São Paulo quanto da Neoenergia Cosern no RN. Em São Paulo, porém, a insatisfação com a distribuidora levou Prefeitura, Governo estadual, Ministério Público e até a União a se movimentarem contra essa renovação: houve ações e pedidos na Justiça, e o processo de renovação antecipada da Enel SP acabou suspenso por decisão judicial enquanto se apuram falhas graves no serviço.

Enquanto isso, no RN, a Neoenergia Cosern segue com parecer técnico favorável à renovação de sua concessão por mais 30 anos. Tudo isso num estado em que consumidores precisam recorrer ao Procon Natal e à repercussão pública nas redes sociais para ver um direito básico — a correta compensação da energia solar gerada — minimamente respeitado. Só nessa questão, segundo a Associação Potiguar de Energia Renovável, entre 10 mil e 15 mil potiguares foram obrigados a pagar a conta integral, sem a compensação da geração solar.

E não é só a não compensação da energia solar. O Procon questionou formalmente a empresa sobre:

•cobranças abusivas relativas à Contribuição de Iluminação Pública (CIP);

•cobrança indevida de bandeiras tarifárias (amarela e vermelha) a consumidores geradores;

•cobrança de ICMS suspenso sem restituição;

•e a ausência de canais eficazes de atendimento para quem produz a própria energia.

Em SP, o debate é sobre apagões na rede. No RN, os apagões são no bolso do consumidor.

O sistema de monopólios acomoda demais qualquer empresa, em qualquer segmento, em qualquer lugar. Veja, por exemplo, a Neoenergia Cosern informou a APER no sábado que vai regularizar a questão da compensação da energia solar gerada, ok. Mas precisa de uma semana inteira para conseguir se organizar? Será que o ritmo seria esse se ouvisse concorrência? 

— O povo do RN que lute.

— O que precisa acontecer para que o cidadão potiguar seja ouvido e respeitado sem precisar escalar o problema? Sem precisar uma mobilização pública?

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O Natal sem Luz do CDL. Por Aragão.

O Natal sempre foi a época do ano em que o lojista olha para o fim do túnel e espera ver alguma luz. Pode ser pequena, mas precisa existir. Se depender do CDL Natal, permanecerá no escuro com as vendas retraídas pois a luz emitida não iluminará o caixa do comércio.

Depois do pífio Liquida Natal que mingua e encolhe a cada edição, temos uma campanha que não reflete a expectativa do lojista nem dos consumidores. Mais uma ação que parece cumprir tabela pela fórmula já batida e rebatida de sorteio. Não critico a comunicação pois cumpre seu papel, mas o desgastado argumento que não convence.

Não bastasse o lojista lutar contra os impérios globais do varejo como Amazon, Mercado Livre e Shopee, Shein, não conta com auxilio real da entidade que poderia trazer um incentivo fiscal conseguido junto ao governo do RN. Não podemos esperar uma condição tributária melhor para o período? Uma taxa de juros diferenciada negociada na rede bancária?

Não adianta uma entidade de classe se preocupar apenas com a “Vitrine” da sua gestão levantando cartaz de campanhas repetitivas e sem engajamento. 

Um texto só é bom se não termina na última linha, mas acompanha o leitor nos seus pensamentos. Por isso deixo uma pergunta: — Presidente de entidade de classe pode ter regime especial de tributação? Como poderia pressionar o governo em busca de melhorias para a categoria se poderia perder sua benesse? 

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Carta aberta à diretora-presidente da Neoenergia Cosern, Fabiana Lopes. Por Aragão.

Caríssima Fabiana,

Confesso que levei um choque quando soube que entre 10 mil e 15 mil beneficiados pela geração de energia solar tiveram suas contas de energia não compensadas e ficaram no prejuízo. Isto é, nesse mês, a Neoenergia Cosern cobrou de todos a conta cheia, sem compensação — como se não houvesse geração alguma nas respectivas usinas solares.

— Essas pessoas estão vivendo em alta tensão pelo prejuízo. Tensão que estressa demais, pois nos atendimentos da Neoenergia há uns postes que nada resolvem.

Nem sabia que havia tanto potiguar entre geradores e beneficiados, mas os dados são da APER (Associação Potiguar de Energia Renovável). — É muita gente mesmo, eis o motivo da carta: precisamos de uma luz.

Para uma gigante como a Cosern, que lucrou R$ 404,3 milhões em 2024, pode não fazer tanta falta, mas para esses 10 mil a 15 mil beneficiados que moram em um estado pobre como o RN, certamente faz.

O argumento da Neoenergia é que a leitura dos imóveis beneficiados foi feita antes da leitura da respectiva unidade geradora (imóvel onde estão as placas solares), não sendo possível compensar o crédito porque não foi lido a tempo. — Esse fato explica, mas não convence. Simplesmente porque a Cosern nunca erra ou argumenta para o consumidor pagar menos, Fabiana.

Sempre o impacto que temos em nossas contas é para pagar mais, seja por um motivo, seja por outro. Seja uma tarifa nova, uma bandeira, um fio B, entre outros.

— O monopólio no RN é uma linha de transmissão exclusiva para o lucro. 

Ter um mercado inteiro na mão é uma benesse incomparável. E a Neoenergia Cosern está pleiteando a renovação da concessão na distribuição de energia elétrica no RN por mais 30 anos. Eu sei, você sabe e o mundo inteiro sabe que concorrência melhora o serviço e reduz o preço. O varejo da energia elétrica na Espanha não é monopólio — os espanhóis são realmente espertos.

Bem, termino esta pequena carta desejando boas energias para a senhora e, se não for pedir muito, solicito uma luz para nossos mais de 10 mil potiguares.

— Feliz Natal e um 2026 iluminado para todos nós.

Foto: Ulisses Dumas.

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Geraldo 17 dez 2025

A COSERN sempre considerou para compensação o “ciclo de faturamento” que nada mais é do que a leitura feita nos dias que antecedem o fechamento, independente da ordem que as leituras forem feitas. E essas datas de leitura são estabelecidas pela COSERN, seguindo suas rotas, e nunca houve problemas de compensação. Agora a COSERN(que é quem determina as datas das leituras dos diversos imóveis que recebem compensação de uma geradora), não quer compensar dos imóveis cuja leitura for feita depois da leitura da geradora. Confunde “DATA DE LEITURA “ com “CICLO DE FATURAMENTO “, uma interpretação diferente de tudo que vinha sendo feito até agora, o que não podemos aceitar de jeito nenhum, nem que tenhamos que recorrer a justiça.

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A Cultura do cancelamento é a nova guilhotina. Por Aragão.

 

A esquerda cancela a direita, que cancela a esquerda, e ambos cancelam o centro. São empresas, reputações e vidas guilhotinadas por um gesto, uma ação, uma frase. Esse é o desdobramento natural da intolerância generalizada que habita as redes sociais, onde os algoritmos se alimentam da polarização. Eles lucram enquanto as cabeças rolam.

Nunca a intriga, a discórdia e a violência foram tão semeadas como em nossa geração — e a colheita se aproxima. Já vemos amizades se rompendo, familiares distantes e discussões sem fim nas redes sociais e nos grupos de WhatsApp.

A mesma pessoa que louva a Deus com fervor diariamente esquece de seguir os passos de Jesus no exato momento em que entra no campo da política. É fé misturada com intolerância. Posso discordar de um gesto, de uma fala ou de uma postura, mas não desejo que o outro lado se acabe ou seja destruído.

Estamos andando para trás na história. Já se provou, repetidas vezes, que a intolerância é o ovo da serpente: cedo ou tarde, produz violência generalizada, que depois ninguém consegue controlar. Na Revolução Francesa, os jacobinos iniciaram a sanha da guilhotina e terminaram vendo seus próprios líderes debaixo da lâmina. A violência sempre volta.

O assunto da vez é o evento do SBT promovido por Fábio Faria e Patrícia Abravanel com a presença de Lula e Alexandre de Moraes. Todo mundo tem o direito de não gostar, de criticar, de ironizar à vontade. Mas existe necessidade de cancelamento? Particularmente, posso não gostar de um opositor ou adversário, mas não quero destruir ninguém. Quem tem muita sede de sangue termina, cedo ou tarde, bebendo o próprio.

Nelson Rodrigues tem uma frase que parece escrita para o nosso tempo: “Quando os amigos deixam de jantar com os amigos por causa da ideologia, é porque o país está maduro para a carnificina.”

Que possamos discordar, criticar, votar contra, fazer oposição firme — mas, diante da nossa dificuldade em amar o próximo como a si mesmo, que ao menos não o odiemos.

— Quando queremos levar os outros para a guilhotina, é porque já perdemos a nossa cabeça.

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Triste do país que coloca nos outros sua esperança de mudança. Por Aragão.

O país é nosso e nós é que temos que resolver nossas questões. Esqueçam Trump.

Trump Business Center é o presidente que quer apenas fazer negócios. É um negociador. Põe tarifa, tira tarifa, coloca Magnitsky, tira Magnitsky, ameaça a Rússia, acena para a Rússia; enfim, tudo é barganha — a única bandeira que levanta tão alto quanto a tocha da Estátua da Liberdade é o “money first”.

A Venezuela, se não tivesse petróleo, poderia passar despercebida como tantos países miseráveis da África que vivem sob regimes ditatoriais e brutais.

Suas ideologias são defendidas de forma conveniente, apenas para dar verniz às negociações. Democracia? Não defende tanto assim: se defendesse de verdade, não se relacionaria tão bem com ditaduras como a da Arábia Saudita. Money first, lembra?

Na verdade, nunca fui a favor de intervenção nenhuma no Brasil. Nunca vi nenhuma nação mover uma palha para “ajudar” outra que não fosse movida por interesses comerciais.

Enfim, enquanto nós, brasileiros, terceirizarmos a solução dos nossos problemas, nunca avançaremos como nação.

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Veja por que devemos continuar com Tarcísio de Freitas. Por Aragão.

Tenho certeza de que Bolsonaro sabia que haveria críticas ao nome de Flávio; por isso lança com certa antecedência, também para testar essa indicação. Então, vamos analisar a questão com a necessária luz da razão. E razão é algo difícil de se ter quando se está sofrendo as agruras e humilhações de uma prisão. Não ter dado ouvidos às ruas e ao mercado mostra a aflição a que Bolsonaro deve estar sendo submetido.

Bolsonaro escolher seu filho como herdeiro político é humano, compreensível, até previsível. Mas é inadequado. O Brasil não precisa de uma dinastia — precisa de um líder testado, capaz de executar um governo que tire o país do pântano institucional e reconcilie a direita com o centro moderado. Sem isso, não há 50% mais um. E Bolsonaro, com todo seu peso eleitoral, não transfere uma coroa; transfere, quando muito, uma intenção de voto. O resto precisa ser conquistado.

Não abro mão das minhas convicções e continuo com preferência em Tarcísio. Uma vitória seguida de um bom governo é a melhor forma de fortalecer a direita e o próprio Bolsonaro.

O Brasil não pode mais errar. Tarcísio já provou, nos cargos anteriores e no governo de São Paulo, que sabe trabalhar, sabe fazer. E tão importante quanto o que ele sabe fazer é o que ele não sabe fazer. Tarcísio não sabe radicalizar — e isso é ótimo. Sua postura agrada uma parcela enorme da população que não aguenta mais o teatro das polarizações e, ao mesmo tempo, projeta a esperança de um mandato em que o Judiciário permita governar.

A ideia deste texto não é romper com Bolsonaro. É um chamado à razão. Apenas uma voz que pretende se juntar a tantas outras que, também sem abrir mão do pragmatismo, possam falar tão alto até que Bolsonaro consiga dar ouvidos à razão. E, assim, possamos seguir juntos rumo à vitória.

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Uma Traição, o Instagram e a Lei Maria da Penha. Por Aragão.

Um leitor, bem conhecido da sociedade, me procurou para desabafar e fazer uma denúncia sobre uma situação triste, humilhante e injusta pela qual vem passando. Não pode procurar a Justiça, pois é a própria Justiça que promove parte da injustiça — explico isso alguns parágrafos à frente.

Um clássico roteiro de filme sobre grandes traições. Ele, classe média alta, 14 anos mais velho, retira ela do subúrbio e, com muitas juras de amor, formam uma bela família com 3 filhos, 2 empresas de sucesso, inúmeras viagens ao exterior, muitas aparições nas colunas sociais e incontáveis posts de felicidade no Instagram.

Durante 20 anos, mantiveram um casamento que, pelo menos visto de fora — no mundo maravilhoso das aparências e das redes sociais — parecia ir muito bem. Visto de dentro, pela visão dele, tudo ocorria bem demais. Acontece que nada estava indo bem. Como num drama teatral, ela foi elaborando uma traição em 3 atos.

O primeiro, começou a desviar progressivamente dinheiro da empresa que ela administrava para sua conta pessoal. O dinheiro dessa empresa nunca aparecia.

O segundo ato não foi pedir a separação. Ninguém é obrigado a viver com ninguém. A surpresa foi solicitar medida protetiva da Lei Maria da Penha sem prova alguma — alegando uma incabível ameaça de morte. Ele teve que sair de casa injustamente.

O terceiro ato foi pedir, na Justiça, que ele não pudesse ter acesso à sede da empresa devido à medida protetiva.

Analisemos que a verdadeira traição desse drama é a traição à Lei Maria da Penha. Uma lei nobre, necessária e indispensável na luta pelos direitos da mulher — mas que está sendo aviltada por algumas mulheres que usam de má-fé para atingir seus objetivos, distorcendo a verdade.

Como a lei não exige provas para solicitar a medida protetiva, basta uma mente criativa e mal-intencionada para requerê-la. A Justiça precisa proteger quem pede socorro, mas também deve aprimorar instrumentos para evitar prejuízos a quem é inocente.

É óbvio que não podemos expor os nomes, pois o processo corre em segredo de Justiça. Mas é necessário expor as injustiças ocorridas para que possamos evoluir nossas leis, evitando que promovam mais injustiças.

Nota: O artigo traz um relato anônimo, não expõe ninguém e justamente por isso não se justificaria ouvir a outra parte pois não seria possivel já que corre em segredo de justiça. Buscamos apenas discutir possíveis usos indevidos de uma lei importante como a Maria da Penha. O objetivo não é julgar casos individuais, mas provocar reflexão sobre aperfeiçoamentos da legislação.

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Meus 53 anos e a música Forever Young. Por Aragão.

Fiz 53 anos hoje e me ocorreu um pensamento enquanto ouvia Forever Young pela enésima vez. Desde a primeira vez que a escutei, ela vem acompanhando nossa geração — se reinventando, modernizando e, o mais importante, sem jamais perder a essência. Se você digitar Forever Young no Spotify, verá centenas de versões que evoluíram ao longo das décadas, todas mantendo a mesma alma.

Enquanto ouvia, percebi que nossa geração também vem se reinventando — afinal, a mudança é inerente ao nosso tempo. Fomos a ponte entre o mundo analógico e o digital. E só essa travessia já foi uma revolução maior que a francesa. Reinventamos a forma de fazer quase tudo: ouvir música, nos comunicar, consumir, estudar, trabalhar e nos conectar.

Os avanços da tecnologia, da medicina, da nutrição, da moda e da estética nos deram um novo olhar sobre o tempo. Hoje, a beleza está ao alcance de quem pode pagar, os exames têm precisão milimétrica, as cirurgias são feitas por robôs, a inteligência artificial cuida da saúde, as suplementações ajustam o corpo — e a expectativa de vida se alonga como nunca antes. Vivemos mais. E melhor.

Por isso, Forever Young nunca fez tanto sentido. Ela toca — e nos toca — lembrando que, assim como ela, continuamos jovens. Uma canção que atravessou o tempo e acompanhou gerações, como uma trilha sonora que se mantém atual — assim como nós.

Não é apenas estética, nem vaidade. É um mindset. Está no modo de se vestir — afinal, nossa geração não se veste como nossos pais, mas como nossos filhos. Somos a geração que amadurece sem envelhecer. Que está sempre pronta para começar um novo negócio, fazer um novo amigo, iniciar um esporte, correr uma maratona, mudar de hábito — ou se apaixonar de novo.

Conquistamos isso aprendendo a deixar morrer por dentro apenas o que já não cabe em nós. Sofremos, caímos e nos levantamos inteiros. E quando vemos as novas gerações de cristal se partindo diante das primeiras frustrações — fragilizadas diante do trivial — precisamos lembrar a elas que o exemplo não está nas telinhas, mas ao lado.

— Um dia poderemos não estar mais aqui. Mas até lá, seremos eternos.

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