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Estadão: Rede de propinas que pega prefeito de Mossoró usou conta ‘laranja’ de garota menor de idade, diz PF.

Saiu hoje (09/02) no Jornal Estado de São Paulo (ESTADÃO), uma matéria escrita por Fausto Macedo e Felipe de Paula. O conteúdo é realmente impactante. Acompanhe:

Filha de empresários suspeitos de operar um esquema de propinas e fraudes em licitações no interior do Rio Grande do Norte – alvos da Operação Mederi – teve a conta bancária utilizada para lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, segundo investigadores; estudante recebeu R$ 427 mil em um ano após contratos com o município de Serra do Mel, a 250 quilômetros de Natal; prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, afirmou que ‘não há qualquer fato que o vincule’ às suspeitas da investigação.

A Polícia Federal identificou uma conta ‘laranja’, em nome de uma estudante menor de idade, usada pelos operadores de suposta rede de propinas e fraudes em licitações na área da Saúde que atinge o prefeito de Mossoró e pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União) – alvo principal da Operação Mederi, desencadeada no final de janeiro. O esquema movimentou R$ 13,5 milhões pagos a uma empresa fornecedora de medicamentos que, segundo a PF, repassava vultosas propinas ao prefeito. Uma das artimanhas para não chamar a atenção dos investigadores e dos órgãos que mapeiam o fluxo de dinheiro era o uso da conta da menor, filha do dono da farmacêutica, que armazenava e distribuía o dinheiro da corrupção. A conta movimentou R$ 427 mil em um ano após contratos com o município de Serra do Mar, a 250 quilômetros de Natal.

Em 27 de janeiro, quando a Operação Mederi foi deflagrada, o prefeito de Mossoró afirmou que “não há qualquer fato que o vincule pessoalmente” às suspeitas de fraudes e entrega de propinas.

No centro do escândalo está a companhia Dismed, que teria como sócio-administrador o empresário Oseas Monthalggan, apontado como responsável por organizar e determinar a entrega de propinas a agentes públicos.

Segundo a PF, a engrenagem de desvio de recursos da Saúde e fraude em licitações alcançou os municípios potiguares de Serra do Mel, Mossoró, Paraú, São Miguel, José da Penha e Tibau.

A filha de Oseas Monthalggan e Roberta Ferreira Praxedes da Costa – mulher do sócio da Dismed e proprietária da Drogaria Mais Saúde, também envolvida na entrega de propinas e em contratos fraudulentos -, teve a conta bancária utilizada pelos pais para lavar dinheiro do esquema, segundo a investigação.

O Estadão busca contato com a defesa de Oseas e Roberta. O espaço está aberto. 

“Cliente não aparenta possuir capacidade econômico-financeira para movimentar tal volume de recursos. Suspeita-se de movimentação de recursos de terceiros, notadamente de seu pai, para fins de sonegação fiscal”, aponta a PF.

A análise dos débitos da Drogaria Mais Saúde pelos investigadores revelou que a maior parte das saídas financeiras da empresa foi direcionada para a filha de Roberta e Oseas. Ela recebeu R$ 427 mil entre julho de 2022 e junho de 2023.

Serra do Mel

A Drogaria Mais Saúde, empresa de Roberta, tinha como principal cliente o município de Serra do Mel, a 250 quilômetros de Natal.

Entre 2024 e 2025, a cidade de 13 mil habitantes pagou à empresa R$ 1,4 milhão. Por trás das transferências estaria o ex-vice-prefeito de Serra do Mel e apontado como sócio de fato da Dismed, José Moabe Zacarias Soares (PSD), segundo a Polícia Federal.

Candidato a prefeito em 2024, Moabe operou junto a Oseas os pagamentos de propina em Mossoró e nos demais municípios investigados, diz a Operação Mederi.

Em um diálogo interceptado, Moabe e Oseas detalham o que chamam de “Matemática de Mossoró”, esquema que, segundo os investigadores, atenderia às demandas do prefeito Allyson Bezerra em relação ao repasse de propinas.

“Olhe, Mossoró, eu estudando aqui. Como é a matemática de Mossoró. Tem uma ordem de compra de quatrocentos mil. Desses quatrocentos, ele entrega duzentos. Tudo a preço de custo! Dos duzentos ele vai e pega trinta por cento, sessenta R$ 60.000,00, então aqui ele comeu R$ 60.000,00! Fica R$ 140.000,00) pra ele entregar cem por cento. Dos cento e quarenta ele R$ 70.000,00. Setenta com sessenta é meu, R$ 130.000,00. Só que dos cento e trinta nós temos que pagar cem mil R$ 100.000,00 a Allyson e a Fátima, que é dez por cento de Fátima e quinze por cento de Allyson. Só ficou trinta mil R$ 30.000,00 pra a empresa!”, disse Oseas Monthalggan, em maio de 2025, sobre a ‘matemática’ do município.

Topo do esquema

Para os investigadores, o prefeito de Mossoró e seu vice, Marcos Bezerra (PSD), operavam “o topo do esquema”, além de receber “propina em porcentuais definidos sobre os contratos” com a Dismed.

Bezerra também foi alvo de busca e apreensão no âmbito da Operação Mederi. O Estadão busca contato com a defesa do vice. O espaço está aberto.

“Em relação a Allyson e Marcos, há referências nominais específicas nas conversas indicando recebimento de valores”, diz a Polícia Federal.

“No nível intermediário, estariam os gestores administrativos, que garantiriam as condições institucionais para funcionamento do sistema. No nível operacional, estariam os fiscais e gestores de contrato que viabilizariam concretamente as entregas parciais mediante atestados. Externamente à administração pública, estariam os empresários, que operacionalizariam o esquema no âmbito privado”, assinala a investigação.

Na decisão que autorizou as diligências, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 5.ª Região (TRF5), Rogério Fialho Moreira, destacou informação da Controladoria Geral da União, segundo a qual ‘todas essas práticas ilícitas teriam sido encabeçadas pelo alto escalão’ das gestões municipais.

Fonte: Jornal ESTADÃO.

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Álvaro Dias atribui a grande rejeição do governo Fátima aos aumentos de impostos na gestão de Cadu Xavier.

 

 

A pesquisa Veritá jogou um número pesado na mesa: 71% de desaprovação do governo Fátima Bezerra — segunda pior avaliação entre governadores do Brasil.

Álvaro Dias (PL), pré-candidato ao governo do RN, dividiu a responsabilidade: o fiasco na educação é de Fátima — último lugar no IDEB por vários anos seguidos fala por si. Mas a rejeição popular tem um segundo nome: Cadu Xavier, ex-secretário de Fazenda, responsabilizado pelos aumentos de impostos que pesaram no bolso do potiguar.

Dois nomes, uma herança.

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Abril Imunizado: últimos dias para aproveitar a campanha

Campanha amplia acesso à vacinação com condições especiais para todos os públicos

A campanha Abril Imunizado, promovida pela Univacinas Unimed Natal ao longo deste mês, entra em seus últimos dias reforçando um tema essencial: a vacinação como uma das principais estratégias de prevenção em saúde. A iniciativa oferece condições especiais para vacinas indicadas a diferentes faixas etárias, com o objetivo de ampliar o acesso à imunização e estimular hábitos de cuidado que contribuem para uma vida mais saudável e segura.

Para quem ainda não aproveitou a campanha, ainda resta tempo de se organizar para garantir a atualização do calendário vacinal até o dia 31. “A prevenção em saúde precisa ser contínua, e a vacinação é um dos pilares desse cuidado”, afirma o presidente da Unimed Natal, Dr. Márcio Rêgo. “O Abril Imunizado reforça nosso compromisso em facilitar o acesso a vacinas importantes e em incentivar atitudes responsáveis com a própria saúde e com a coletividade”, completou.

Até o encerramento, permanecem válidas as condições diferenciadas para as seguintes vacinas:

  • HPV (pacote com 3 doses): R$ 2.850
  • Abrysvo: R$ 1.580
  • Arexvy: R$ 1.349
  • Hepatite (pacote com 2 doses): R$ 330
  • Influenza: R$ 95,00 para beneficiários Unimed; R$ 105,00 para não beneficiários

Como diferencial, o público conta ainda com a possibilidade de parcelamento no cartão de crédito, sem juros, facilitando o acesso à imunização. As condições são válidas até enquanto durar o estoque.

Informações e agendamentos podem ser feitos pelo número: (84) 3133 – 4921.

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Como votarão nossos deputados federais o PL que pretende acabar com a cobrança do Fio B nas contas de energia?

Temos uma esperança real de melhorar as condições de quem se beneficia da geração de energia solar: começou a tramitar no Congresso Nacional o Projeto de Lei 1.438/2026, que propõe o fim da cobrança pelo uso da rede elétrica – o chamado Fio B — sobre a energia excedente gerada e injetada na distribuição.

  • O governador do Piauí, Rafael Fonteles, articulou pessoalmente o Projeto de Lei, disse em entrevista: “Ninguém paga mais nada”.

Tramita no Congresso o PL 1.438/2026, de autoria do deputado Francisco Costa (PT), que propõe o fim da cobrança do Fio B sobre a energia excedente injetada na rede por quem tem geração solar. Na prática, quem produz energia limpa voltaria a receber créditos integrais — sem pedágio para a distribuidora. Isto é, o PL sendo aprovado, todos os beneficiários da geração de energia solar no RN, teriam suas contas da Neonergia sem essa tarifa.

São mais de 200 mil pessoas beneficiadas com a geração de energia solar no RN. Dezenas de milhares de famílias, agricultores e empresários potiguares investiram em painéis solares. Como votarão nossos deputados federais?

Temos oito deputados federais. Pergunte ao seu deputado(a) como votará quando chegar a hora H do FIO B. Como ele ou ela vai representar o povo do RN.

Benes Leocádio (União) — @benesleocadiorn

Carla Dickson (União) — @carladicksonoficial

Fernando Mineiro (PT) — @mineiroptrn

General Girão (PL) — @generalgirao

João Maia (PP) — @joaodasilvamaia

Natália Bonavides (PT) — @nataliabonavides

Robinson Faria (PSD) — @robinsonfaria

Sargento Gonçalves (PL) — @sargentogoncalves22

O eleitor está acompanhando. E nas próximas eleições, vai lembrar.

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Inclusão e direitos marcam sessão da ALRN com aprovação de projetos e vetos

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovou, durante a sessão ordinária desta quarta-feira (15), um conjunto expressivo de matérias legislativas, com destaque para projetos voltados à inclusão e garantia de direitos de pessoas com neurodivergências, além da rejeição de vetos governamentais e aprovação de proposições de cunho cultural e institucional.

Entre os principais pontos da sessão, os deputados rejeitaram, em votação em bloco, dois vetos do Governo do Estado a projetos anteriormente aprovados pela Casa. O relator em plenário, deputado Galeno Torquato (União), justificou, através de parecer oral que “não há criação de despesa proibida nem impedimento para matérias de natureza administrativa e organizacional dos poderes”, alertando ainda que a manutenção dos vetos comprometeria a autonomia entre os poderes .

Um dos destaques da sessão foi a aprovação unânime de matérias voltadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista e outras condições do neurodesenvolvimento. Entre elas, o projeto da deputada Terezinha Maia (PL) que assegura a facultatividade do uso de uniforme escolar para estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de uma série de iniciativas de autoria do deputado Kleber Rodrigues (PP), que tratam desde a oferta de terapias no contraturno escolar até protocolos de emergência, identificação por pulseira e mecanismos de inclusão em serviços públicos.

Também foram aprovadas propostas do deputado Gustavo Carvalho (PL), voltadas à continuidade de tratamentos em planos de saúde e ao combate ao capacitismo e etarismo, além de projeto do deputado Taveira Júnior (PSDB) que prevê a implantação de salas de regulação sensorial em espaços públicos, instituições de ensino e unidades de saúde.

Na relatoria das matérias voltadas à neurodiversidade, a deputada Cristiane Dantas (PSDB) ressaltou o caráter inclusivo das proposições. “As iniciativas estão voltadas à proteção, inclusão e promoção de direitos, evidenciando a relevância dessas matérias para o fortalecimento de políticas públicas inclusivas”, afirmou.

A pauta também contemplou a aprovação de matérias com emendas substitutivas, como o projeto do deputado Neilton Diógenes (PP), que reconhece o grupo “ArtÉRia” Teatro e Dança como patrimônio cultural do Estado, e a proposta de Gustavo Carvalho que institui a política estadual de enfrentamento ao capacitismo e ao etarismo.

Por fim, foram aprovados requerimentos para realização de sessões solenes de autoria dos deputados Luiz Eduardo (PL), Eudiane Macedo (PV) e Coronel Azevedo (PL), contemplando homenagens às forças de segurança, às festividades juninas e a instituições religiosas e militares, reforçando o caráter plural da atuação legislativa.

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Lei da deputada Cristiane Dantas que protege animais é sancionada pelo Governo

Uma lei de autoria da deputada estadual Cristiane Dantas (PSDB), impõe respeito aos animais e pune agressores que disputam cargos públicos no mercado de trabalho. A Lei nº 12.698, aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pela governadora Fátima Bezerra (PT) na quinta-feira (16), proíbe pessoas condenadas por maus-tratos a animais de exercer cargos públicos no estado. Com a aplicação da lei, já em vigor, agressores com condenação, e durante o cumprimento da pena, estão proibidos de atuar em órgãos da administração direta e indireta, autarquias, empresas públicas e sociedades de economia mista com participação estatal.

“Propus essa lei para reforçar a punição aos agressores de animais. Frequentemente acompanho notícias de maus tratos, que ficam com lesões permanentes ou morrem em decorrência disso. Não podemos minimizar esses atos cruéis e aceitar no serviço público pessoas condenadas por esse crime. A vedação do exercício do cargo, função ou emprego é enquanto durar a pena imposta pela justiça”, justificou a deputada. A lei também pode ser aplicada contra servidores que estão no exercício de suas funções, caso haja condenação definitiva.

Caberá ao Governo do Estado regulamentar a vigência e a aplicação da lei que passará a valer em todo o Rio Grande do Norte, reforçando as políticas públicas já existentes para proteger os animais. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), só em 2025 foram contabilizados 540 casos de maus tratos, significando um aumento de 9,3% em relação ao ano de 2024.

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UNI-RN foi sede do Programa de Saúde das Olimpíadas Especiais Brasil, em parceria com a Special Olympics Health.

Em parceria com a Special Olympics Health, o UNI-RN foi sede do Programa de Saúde das Olimpíadas Especiais Brasil. O evento, que aconteceu no último sábado, 11, reuniu atletas, instituições e voluntários em uma programação voltada à integração, inclusão e promoção do bem-estar.

A ação contou com o trabalho voluntário de alunos dos cursos de Psicologia, Educação Física e Medicina do UNI-RN. Ao todo, foram realizados 96 atendimentos a atletas, pessoas com deficiência intelectual e/ou transtornos do desenvolvimento e atletas parceiros, por meio das iniciativas “Abrindo Teus Olhos” (Oftalmologia) e “Mentes Poderosas” (Saúde Mental), totalizando 192 avaliações. Além disso, foram realizados 34 atendimentos oftalmológicos destinados às mães dos atletas, com a prescrição de 61 óculos.

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Será que Allyson é culpado? Será? Por Aragão.

O pau que rola na internet são as investigações sobre possíveis irregularidades na gestão do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra.

Quem esquece aquela operação da Polícia Federal? A Operação Mederi, da PF e da CGU, noticiada em grandes veículos de comunicação nacional, que investiga suposto esquema de fraude em licitações na área da saúde envolvendo contratos da Prefeitura de Mossoró. A defesa de Allyson, por sua vez, negou qualquer irregularidade e afirmou que não há fato que o vincule pessoalmente ao esquema apurado.

Tem também o Tribunal de Contas e o Ministério Público de Contas, que apontaram indícios de improbidade e recomendaram reprovação de contas da gestão, em processos técnicos e políticos ainda em análise.

E, ainda, o Ministério Público Eleitoral, que investiga se houve abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024, inclusive com pedido de medidas como a quebra de sigilo bancário no curso da apuração.

Enfim, a população vem acompanhando atenta o desenrolar dessas questões.

— Onde há fumaça, há fogo?

Bem, há quem pense que sim. Há quem pense que não.

Os fatos concretos são que existem investigações amplamente noticiadas na mídia que caminham para conclusão. Se Allyson vai ser condenado, só o tempo dirá.

— Será que sendo condenado, Allyson Bezerra assumirá que é culpado ou negará?

— Será?

Foto: Adriano Abreu/Tribuna do Norte

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Unimed Natal inaugura Centro Clínico Avançado com mais de 40 especialidades em novo espaço no Tirol

Unidade reúne serviços integrados, amplia especialidades e inicia atendimentos no dia 22 de abril

A Unimed Natal inaugura o Centro Clínico Avançado Unimed Natal, no bairro do Tirol, marcando um novo momento na oferta de serviços assistenciais e na experiência de cuidado aos beneficiários. O espaço representa a evolução do Centro Clínico Saúde da Mulher, que passa a integrar um modelo mais completo, com ampliação da estrutura e das especialidades.

Localizado no Ville Santé, na Rua Governador Juvenal Lamartine, nº 205, o novo centro reúne mais de 40 especialidades médicas, como clínica médica, ginecologia, pediatria, cardiologia e ortopedia, além da realização de exames de ultrassonografia. A proposta é concentrar serviços em um único local, proporcionando mais praticidade e uma jornada de cuidado mais integrada para os pacientes.

O diretor-presidente da Unimed Natal, Dr. Márcio Rêgo, destaca que a nova unidade integra o processo de qualificação da rede assistencial da cooperativa. “A implantação do Centro Clínico Avançado representa mais um passo no processo contínuo de qualificação da nossa rede assistencial. Estamos ampliando a oferta de especialidades, integrando serviços e fortalecendo um modelo de cuidado mais eficiente, centrado no paciente e alinhado às necessidades atuais de saúde.”

Com ambientes planejados para oferecer mais conforto e fluidez no atendimento, o Centro Clínico Avançado integra o movimento de expansão e modernização dos serviços da cooperativa, com foco na ampliação do acesso e na qualificação da assistência.

Os atendimentos no novo endereço terão início na próxima quarta-feira, dia 22 de abril. A inauguração oficial do espaço será realizada na mesma data, no período da noite.

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Projeto de Cristiane Dantas vira lei e fortalece a defesa dos animais no RN.

Diariamente vemos cenas de maus tratos contra animais indefesos. Muito precisa ser feito para reverter essa situação.

Cristiane Dantas ajuda a combater essa prática desumana. Seu projeto virou a Lei nº 12.698/2026 e cria uma consequência concreta: condenados por maus-tratos passam a ser impedidos de ocupar cargos públicos no Estado.

O Estado começa a estabelecer um filtro mínimo de conduta para quem pretende integrar sua estrutura.

Não se trata apenas de punir o crime, mas de definir quem pode representar o poder público.

Esperamos que outros parlamentares sigam esse exemplo e saiam em defesa dos animais

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UOL: Após viralizar, polilaminina já foi liberada pela Anvisa a 61 pacientes.

Em 7 de dezembro de 2025, o pintor Luiz Fernando Mozer, 38, sofreu um acidente de motocross no Espírito Santo ao ser atingido por outro piloto durante uma manobra aérea.

Ao cair, ele já não sentia nada da cintura para baixo. Ainda no hospital, buscou um tratamento experimental após lembrar de notícias sobre a polilaminina.

“Ministério da Saúde e Anvisa já anunciaram que darão prioridade absoluta à autorização e realização dos estudos regulatórios”, afirmou o advogado da família, Hemerson Maia, no pedido apresentado em dezembro de 2025.

A Justiça negou o pedido inicial, mas voltou atrás dias depois.

O UOL apurou que, entre as duas decisões, houve lobby do governo do Espírito Santo a favor do medicamento desenvolvido pelo laboratório Cristália, fruto de parceria com a UFRJ.

O caso de Mozer abriu portas para dezenas de aplicações semelhantes nos meses seguintes.

No chamado uso compassivo, a Anvisa autoriza medicamentos ainda sem registro para pacientes graves sem alternativa.

Até o momento, a Anvisa autorizou a aplicação em 61 pacientes, segundo levantamento da reportagem nos processos da agência.

O UOL conversou com familiares de três deles, que relataram ter conhecido o medicamento via mídia e redes sociais.

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A nutricionista Flávia Bueno, 35, se acidentou após um mergulho em uma praia de Maresias (SP), no início de janeiro de 2026.

“Coincidiu com a série de notícias sobre a pesquisa, quando houve o acidente da Flávia. Procuramos advogados que já tinham atuado nesses casos e achamos o doutor Hemerson”, contou o irmão dela ao UOL.

Parte dos pacientes que conseguiram a medicação passou a ter o tratamento compartilhado. Vídeos sobre a rotina de recuperação de quem recebeu a polilaminina viralizaram e deram tração ao tema.

A reportagem identificou que nove páginas de fofoca no Instagram com 47 milhões de seguidores publicaram ao menos 74 conteúdos sobre o tema em fevereiro.

“Glória a Deus! Paciente paraplégico já está fazendo academia 15 dias após receber polilaminina”, registrou o perfil Alfinetei, com 25 milhões de seguidores. A publicação teve mais de meio milhão de curtidas.

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Mãe de um paciente que recebeu a polilaminina no Paraná, Neuraci Lima contou ter visto no Instagram um vídeo da bióloga Tatiana Sampaio, coordenadora do estudo.

O filho Wagner Lima, 23, sofreu um acidente de carro e ficou internado no Hospital Universitário de Cascavel, que propôs o tratamento.

“Vi vídeo da doutora Tatiana falando que primeiro fizeram a aplicação em um cachorro, e ele voltou a andar”, disse Neuraci, que vive em Mato Grosso e viajou a Catanduvas (PR) para ficar com o filho.

Nas redes, pacientes têm relatado melhora, mas médicos dizem ser prematuro atribuir a evolução à polilaminina, já que o tratamento inclui outras frentes, como fisioterapia e cirurgias.

A Associação Brasileira de Neurologia diz que relatos de casos não comprovam segurança ou eficácia de terapias experimentais nem permitem estabelecer causalidade ou benefício clínico.

O uso compassivo, afirma a entidade, deve ser decidido entre médico e paciente, com esclarecimento dos riscos, e ainda não há estudos clínicos suficientes sobre a polilaminina.

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O Cristália investiu mais de R$ 110 milhões no desenvolvimento da substância, que promete devolver movimento a pacientes com lesão na medula.

Ciência e política

Mozer, o primeiro paciente do uso compassivo da polilaminina, recebeu o medicamento em Cachoeiro de Itapemirim (ES) em 12 de dezembro.

O prefeito da cidade é Theodorico Ferraço (PP), pai do então vice-governador Ricardo Ferraço (MDB). Um mês antes da aplicação, o vice-governador enviou carta ao Cristália dizendo acompanhar os avanços da pesquisa.

“O Espírito Santo se coloca oficialmente à disposição para atuar como Estado pioneiro e ambiente estruturante para o desenvolvimento clínico, tecnológico e institucional necessário à consolidação dessa inovação”, escreveu Ricardo Ferraço, atual governador do ES.

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Em conversa com o UOL, em março, o coordenador de logística do uso compassivo junto ao Cristália, Mitter Mayer, descreveu como “coincidência do destino” a aplicação do primeiro paciente ter ocorrido no ES, seu estado de origem.

Primo de um dos pesquisadores, Mayer é ex-vereador e, na última eleição, se candidatou a prefeito pelo PP. Até fevereiro deste ano, trabalhava como assessor especial do governo do Espírito Santo e como coordenador do grupo de trabalho da polilaminina no estado.

“Soubemos da judicialização quando já havia a decisão judicial autorizando. Logo depois da aplicação dele [Mozer], isso virou uma corrida”, disse Mayer, que abriu uma empresa com dois médicos em janeiro, para coordenar a logística do uso compassivo.

O Serviço de Atendimento ao Consumidor do laboratório recebeu mais de 8.000 contatos relacionados ao medicamento e considerou 216 aptos a seguir o processo perante a Anvisa.

A comunidade científica tem pedido cautela com a polilaminina, pois não há, até o momento, evidências de eficácia ou segurança do tratamento.

Pessoas com influência

Ao barrar o primeiro pedido de Mozer, o juiz André Luiz Martins da Silva, da 1ª Vara Federal de Cachoeiro de Itapemirim, afirmou que não havia “prova científica cabal” garantindo a segurança da dispensação sem avaliação da Anvisa.

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A defesa argumentou que a agência poderia levar até 45 dias para analisar o pedido, prejudicando o tratamento, e solicitou que a própria Anvisa autorizasse o uso.

Diante da negativa, o advogado Hemerson Maia pediu reconsideração e apresentou novos documentos, entre eles uma carta do Cristália.

Nela, o laboratório afirmava não ter como atender Mozer naquele momento, mas se colocava à disposição para protocolar o uso compassivo na Anvisa e fornecer o medicamento em caso de autorização judicial.

Após juiz barrar pedido inicial, Cristália destacou que concederia o medicamento em caso de decisão judicial favorável
Após juiz barrar pedido inicial, Cristália destacou que concederia o medicamento em caso de decisão judicial favorável Imagem: Reprodução/Arte UOL

O advogado Hemerson Maia disse que, após a negativa, foi ao juiz acompanhado de Mitter Mayer e de outra advogada. Contou que tentou levar pessoas influentes à Justiça para reforçar a importância do tema.

“O Mitter conversou com o magistrado, explicou sobre o interesse do estado do Espírito Santo em receber a pesquisa aqui nos hospitais. Falou sobre a carta-convite [do vice-governador]”, narrou.

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Naquele momento, a Anvisa não havia autorizado a primeira fase do estudo clínico para avaliar a segurança da molécula no tratamento de lesões na medula espinhal, o que ocorreu em janeiro deste ano.

O defensor avaliou não ter havido intervenção do governo do ES no processo judicial. Após decisão favorável, disse que “houve uma pressão por parte do governo” pela aplicação da polilaminina em Mozer.

Ele descreveu como complexo o processo no hospital, pois havia “uma resistência muito grande” da equipe médica, que desconhecia o remédio.

“Houve lobby do governo do estado com o Cristália, para abrir os hospitais. A equipe médica não queria que a do laboratório viesse. O governo entrou em cena e falou: ‘vai abrir o centro clínico, sim’.”

Uso compassivo x estudo clínico

A partir da primeira decisão judicial, o Cristália começou a aplicar a polilaminina em uso compassivo em todo o país.

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O laboratório custeia despesas de logística, honorários e viagens por meio da empresa Lamilab, criada por Mitter Mayer e dois médicos para “fazer a prestação de contas” do serviço.

Mayer contou que a aplicação da polilaminina requer uma “técnica de injeção específica” e, por isso, profissionais específicos se revezam para atender os pacientes.

“A ideia é promover algum curso de qualificação. A gente está organizando essa logística para nos próximos meses treinar uma turma.”

O coordenador reconheceu ao UOL a dificuldade de acompanhar os resultados do uso compassivo, fora do estudo clínico autorizado pela Anvisa, que terá análise de uma comissão da agência e monitoramento de cada paciente.

“O uso compassivo é o Big Brother da vida real”, afirmou Mitter Mayer.

Segundo ele, a equipe busca monitorar todos os pacientes, inclusive os que estão distantes. “Mas não é como acompanhar diariamente.”

Foto do Post: Mitter Mayer, representante do Cristália, ao lado de Luiz Fernando Mozer, paciente de uso emergencial da polilaminina Imagem: Reprodução/Instagram

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