COP26 — Glasgow: 120 chefes de Estado
COP27 — Sharm el-Sheikh: 102
COP28 — Dubai: 140
COP29 — Baku: 59
COP30 — Pará, Amazônia… 40.
— Mas por que isso?
A resposta está no próprio clima — e não o do planeta, mas o político.
A Europa se prepara para uma guerra em larga escala. Rússia, China e Estados Unidos também. Todos estão investindo oceanos de dinheiro em defesa e inteligência estratégica. Se o conflito virá ou não, ninguém sabe, mas é fato que o mundo voltou a se armar — e a se dividir.
Vivemos um tempo em que a humanidade tenta sobreviver a crises simultâneas: guerra, tecnologia e poder. O avanço vertiginoso da inteligência artificial ameaça o status quo das nações e reconfigura a economia global. Nesse cenário, quem vai parar o que está fazendo para ouvir Lula discursar sobre o meio ambiente?
Claro que a causa ambiental é nobre, mas o mundo de 2025 tem outras urgências. A baixa adesão à COP30 mostra isso — e o fato de as queimadas na Amazônia seguirem intensas torna o discurso ainda mais frágil.
Além disso, Lula segue politicamente alinhado aos regimes menos democráticos do planeta — Irã, Cuba, Venezuela, Rússia, Nicarágua, China. Essa escolha, por si só, já basta para afastar grande parte das nações ocidentais.
Talvez Lula tenha tentado usar a COP30 como vitrine, uma tentativa de ganhar fôlego político e melhorar a imagem internacional. Mas parece que o mundo não está disposto nem a ouvi-lo.
— O baixo comparecimento à COP30 é mais que um dado — é um termômetro. E o clima, para Lula, não está nada ameno.
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
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