Todos nós sabemos que José Agripino (União Brasil) e João Maia (Partido Progressista) não liberaram ninguém com mandato para sair de suas legendas. Um enorme contrassenso estrutural se forma na federação chamada “União Progressista”. Ora, que união é essa em que as pessoas ficam unidas à força? São proibidas de sair do partido porque não recebem a carta de anuência. Existe algo menos progressista do que essa postura?
— Tem coisa pior do que alguém querer sair de um lugar e ser obrigado a ficar? Ter que permanecer à força gera enorme insatisfação em qualquer pessoa.
Kleber Rodrigues tem prestígio e reuniu um número expressivo de apoiadores em sua filiação ao PP, promovida pela federação “União Progressista”. É verdade. Mas também é verdade que o ambiente em que Kleber está se inserindo apresenta um clima hostil entre políticos filiados com mandato que desejam deixar o partido. E esse ambiente político, que já revela fissuras internas, pode ser determinante para o sucesso ou fracasso do novo grupo.
— Por quê? Porque são as ações de seus próprios políticos que fazem a federação avançar ou travar. Para disputar uma eleição acirrada, é indispensável um grupo coeso.
A ausência de nomes relevantes revela o climão da nova federação. Não compareceram ao evento o deputado federal Benes Leocádio, o ex-deputado Kelps Lima, além de lideranças como os vereadores Matheus Faustino, Robson Carvalho, Camila Araújo e o presidente da Câmara Municipal de Natal, Ériko Jácome. Também foram sentidas as ausências de prefeitos ligados aos dois partidos.
— O que prospera na desunião? Sinceramente, não sei.


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